Capítulo 87: A traidora real
Amara sempre que lutava para valer, entrava em um estado de fúria e desejo ardente em querer vencer e destruir seu oponente. Quem a enfrentava também caia nesse desejo. Mas de todos que enfrentou, Kizimu com certeza foi o mais divertido até hoje.
Ela lutava com qualidade para que pudesse se superar. E enfrentar alguém capaz de superar seu estilo de luta com tanta capacidade, deixou ela mais energética ainda. Isso lembrou muito suas lutas com Bellatrix, a única que conseguia se adaptar ao seu estilo de combate brutal.
Nenhum dos que estavam abaixo de sua posição conseguia vencer ela. Pois seus ataques brutais eram considerados rápidos demais e imprevisiveis demais. Mesmo assim, tinha aqueles capazes de prever ela.
Kizimu e Bellatrix.
Amara riu, enquanto olhava para aquele que estava em seus braços.
— Obrigado… calanguinho.
Superar a visão de caça era a única forma de vencer a aberração natural que era Amara, e Kizimu não percebeu, mas ele estava se movendo tão rápido que teve que fazer líder de caça se superar.
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Ardentemente abriu seus olhos. Seu corpo sentia uma dor insuportável, tal como uma ardência sem lógica. A dor aguda se misturava com a dor lastimável e seu sangue coagulava de forma estranha.
Kizimu mal conseguia se lembrar do que aconteceu antes dele desmaiar.
Estava tentando convencer Amara até que perdeu o controle, mas sua mente ficou tão turva que não se lembrava de nada.
Kizimu sentiu um sentimento confortável na cabeça, não era como seu travesseiro, era mais confortável ainda. Olhando para cima, notou um olhar frio. Aquela mulher pensante era tão linda.
Seus grandes cabelos pretos intensos corriam pelo corpo afiado e marcante, como se o tecido fosse feito sob medida. Seus olhos vermelhos intenso carregavam uma profunda paixão pela luta, e seu desejo ardente era ainda mais ilógico.
Amara, que tinha vencido um usuário de maldição, capaz de prever movimentos, provava que ela era uma mulher tão poderosa quanto sua patente de líder de caça.
— Finalmente, moleque, você acordou.
— Eu estou deitado em suas pernas?
— Foi apenas um mimo… — um leve rubor cobriu seu rosto. — faz tempo em que eu não tenho uma luta tão intensa.
Amara sorria, e levemente acariciou os cabelos de Kizimu. Ele não conseguia compreender ela por completo, mas sentiu um conforto no próprio coração.
— Agora finalmente pode me dizer, o que estava te fazendo chorar?
— Seu ridículo… assim eu não…
Novamente as lágrimas voltaram ao rosto. Kizimu ergueu seus braços trêmulos e dolorosos, e limpou as lágrimas. A garota pegou na mão do garoto e sorriu.
— Eu sou uma traidora.
— Pode me explicar melhor, eu sou meio burrinho.
— Olha, eu sou uma princesa. Normalmente princesas não podem lutar como cavaleiras, e eu lutei com tudo que eu tinha para mostrar minha própria força.
Com dores no corpo, mente e alma, Kizimu ouviu com calma Amara.
— Eu lutei para mostrar meu valor, treinei com tudo que tinha, mostrei meu valor e me tornei cavaleira do reino. Ganhei a patente de líder de caça. Eu fiz muito por esse reino.
‘Mas, como líder, eu vi muitos da população que reclamavam do medo que o rei empunhava em seu povo. Ele é um ótimo rei, com ótimas políticas, mas, ele era um rei que usava do medo para controlar seu povo.
‘Uma ação tão idiota e não necessária, o rei não me dá ouvidos, e apenas diz que isso é o necessário. Não faz sentido por que o rei precisa que seus cidadães sintam medo. Então, eu comecei uma anarquia.
‘Criei um grupo revolucionário e estou aos poucos lutando contra as injustiças do rei, fazendo todo o povo ter menos medo das propostas apresentadas. Assim, o rei ver-me como uma ameaça.
‘Ele não sabe que sou eu que faço isso, não entende que não precisamos de medo, se ele é um rei tão bondoso. Um rei tão bom ao povo, não precisa de medo com ele.
Entre choros e soluços, Amara contava sua perspectiva. Kizimu via ali, não, a grande guerreira Amara, mas sim, a Princesa Amara. Uma mulher forte, cheia de vigor, que se importa com o povo.
— Amara, eu entendo tudo que me disse, e agora entendo ainda mais. Por isso está triste com as mortes no reino. Agora, não apenas o rei está fazendo seu povo ter medo, mas, agora pessoas dentro do castelo está querendo espalhar o medo.
— Exatamente, isso é horrível, pessoas estão morrendo, pessoas estão com medo. Eu preciso, preciso, preciso mostrar a luz para elas. Então, eu vou achar o culpado, não importa como.
— Perfeito, porque eu acho o mesmo. Eu prometi ao rei que eu vou salvar esse castelo, então, eu vou achar o culpado, junto com você Amara. Acabaremos com esse problema horrível, juntos.
Amara sorriu, mais belamente que qualquer flor do deserto, ali se formava um laço nunca antes vistos. Entre uma princesa com espinhos da rosa pela que era, e um senhor que se portava como um rei, tal qual se importa também com seu povo.
— Vamos Amara, juntos vamos achar o culpado.
— Certo, eu vou aceitar sua ajuda, Kizimu Kuokoa.
Sorriu, e Kizimu presenciou o sorriso singelo mais intenso que já tinha visto naquele reino.
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Kim andava pelo castelo com seus irmãos, diversos guardas estavam andando por todos os lados, mostrando as ações de Bellatrix. Maior que isso, as ordens de Absalom foram precisas. Mandou cercas alas, proibiu qualquer um de entrar ou sair da ala oeste sem permissão, ou que sejam ditos aos guardas.
Nos quartos em que passou, analisou todas as provas mais precisamente. Viu o quarto de Hermione e Eleanor, e sua visão foi hyper precisa, analisando o padrão de sangue, e o local onde o sangue se portava, conseguiu fazer uma repassagem por todas as formas de assassinato.
Não poderia recolher as provas, que Bellatrix já tinha recolhido, mas, cada mínimo detalhe que existia não deixou passar. Conversaram com Talia e Bellatrix em um interrogatório um a um, diversas perguntas precisas de Absalom.
O padrão se manteve como na conversa com Kim, com diversas perguntas, onde ele fazia um padrão de linha de raciocínio, assim diversas dúvidas que ainda restavam em Absalom desapareceram.
Talia e Bellatrix estranharam Absalom estar tão entretido nesse aspecto, já que os filhos do rei não participavam das interações da ala oeste. Mas, aceitaram as perguntas mais divergentes do garoto.
Absalom tinha suas teorias se formando na mente, algo mais do que profundo, mas tinha que perguntar para todos os envolvidos para fazer sua teoria final, ele queria definir qual era as chances, as possibilidades, mas tudo era mais do que preciso para achar o culpado.
Foram até o quarto de Dalia para conversar com ela.
Na vez de Dalia, também foi feito perguntas e mais perguntas, e no fim, Absalom sem dizer sua teoria final, apenas parecia analítico sobre suas afirmações. Mas…
— Kim, podemos conversar um pouco?
Dalia no fim do interrogatório solicitou Kim e seus irmãos permitiram. Absalom e Leonardo saíram do quarto e ficaram esperando do lado de fora.
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Hora do chá
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Yahalloi
CaiqueDLF aqui!
Uma rosa do deserto com espinhos, ela fere mas ela acolhe.
Amara é certamente uma personagem um tanto única. Ela é intensa e brutal, resolvendo tudo no soco. Mas suas emoções são tão visiveis quanto sua fragilidade. Ela é apenas uma jovem princesa que se esconde em uma casca de braveza. Agora vocês finalmente aprenderam sobre o segredo dela. Um dos mistérios do arco, finalmente revelado. Mas qual a progressão que isso terá?
Assim finalizamos mais um Capítulo.
Próximo capítulo; Capítulo 5 Café da noite (88 – 90)
Ansioso para os próximos, porque assim como estamos no dia 5, dia que poderá ter uma nova vítima, então, será que eles vão achar o culpado ou o culpado vai achar eles antes?
Bye bye.
Ass: CaiqueDLF

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