Índice de Capítulo

    Kim estava desolado.

    — Kim, vamos lá, não deve ter sido tão ruim.

    — Ele está péssimo, deixa ele. Dalia e ele eram próximos na infância, talvez eles tenham alguma ligação maior. — Absalom acalmou.

    Kim explicou tudo que aconteceu no quarto, e Absalom viu isso a sua maneira.

    — Veja bem. Pessoas não são capazes de ver além do que está na frente deles. A visão humana é limitada ao que foi visto, ou ouvido. Para ela, que teve uma pessoa próxima assassinada. Suas reações visuais não querem abandonar ela.

    — Por isso que ela… não quer me ouvir?

    — É como Absalom disse, não acho que seja mau-caratismo, até porque… ela não te obrigou a fazer pensar como ela.

    Kim resfolegou, pois uma informação super importante não havia sido transmitida. O fator de quase ter sido hipnotizado por Dalia. Aquilo provavelmente era alguma maldição, e o garoto louro não poderia dizer aos seus irmãos sobre maldições.

    Prometeu ao seu pai que nunca contaria a ninguém, nem seus irmãos, nem mãe.

    Talvez não devesse guardar um fardo tão pesado, porque, talvez o culpado tivesse tal arbítrio, mas, de alguma forma Absalom já estava pensando em algo super natural, como um usuário de feitiçaria ou habilidade de cópia, diversas opções dadas por ele mostrou que pensava muito a frente, mesmo não se limitando apenas ao que poderia ser visto.

    — Quero considerar um fator interessante sobre o assassinato.

    — Qual?

    — Considerando o tempo entre um assassinato e outro, talvez, se for um padrão, hoje mesmo haverá um assassinato.

    Kim parou perplexo com a possibilidade, e o medo de deixar Kizimu ou Dalia sozinhos deixava-o mais tenso.

    — Temos que impedir de alguma forma. Como podemos evitar a morte?

    — A segurança foi definida por mim próprio, eu ordenei a todos os guardas a ficarem de olho em todos os quartos. Nenhum será aberto sem que eu saiba.

    — Será que isso vai impedir?

    Absalom pensou um pouco, colocando a mão sobre e o queixo e riu abobadamente.

    — Bem, levando em consideração que ninguém pegou ele até agora. Provável que não.

    Kim não conseguiu se contentar com essa informação.

    — Mas, por enquanto, apenas podemos investigar. Eu gostaria de ver o quarto de todo mundo agora. Talvez alguma pista esteja entre os quartos.

    — Já fizemos isso, mas tudo bem, vou te mostrar cada quarto.

    — Certo, vamos!

    Kim assentiu, e Absalom fez pose de vitória. Leo apenas riu da situação, como se fosse uma excursão entre irmãos.

    ✡︎—————✡︎—————✡︎

    Amara saiu do quarto e Kizimu estava lá, mas algo ocorreu rapidamente, de supetão, Kizimu puxou Amara e correu virando o corredor.

    A pistoleira se assustou no momento, mas seguiu confiando no garoto.

    — Certo, acho que deu certo.

    Amara viu de raspão o corredor, e viu Bellatrix entrando finalmente no qual.

    — Como conseguiu prever ela chegando.

    — Tudo graças a minha maldição.

    — Ela é bem conveniente, né?

    Kizimu sentiu-se orgulhoso. Estufando o peito e rindo.

    — E então, descobriu algo?

    — Na verdade, não, o assassinato segue sem pistas, mas… eu acho que vi coisas demais. Preciso assimilar.

    Kizimu não era tão bom em identificar, mas era visível que Amara estava mais branca que o normal.

    — Isso que é estar pálido, oh! Amara você parece um fantasma!

    — É… eu vou precisar descansar um pouco. Vá para seu quarto agora.

    — Quê? E a investigação?

    Amara não aguentava com aquela animação.

    — Kizimu, eu preciso de um tempo, tudo bem… vamos fazer assim, de noite eu vou te chamar para investigar de novo, que tal?

    — Ah, por mim tudo bem, mas vem sem falta, viu.

    — Claro, claro.

    Amara seguiu com Kizimu até sua cela, e deixou ele lá.

    Tempo se passou, logo o café da manhã veio, depois o almoço, e por fim, estava com seu treino com Guto.

    — Opa, como está?

    — Quebrado. Eu tive uma briga hoje mais cedo com Amara, estou todo destruído.

    — Uma luta com Amara? Deve ter sido difícil.

    Sim, mas não poderia explicar para Guto que ele teve auxílio de sua maldição. Além disso, ele não sabia explicar, mas o sentimento que teve naquela luta não fazia sentido. Aos poucos, enquanto sozinho, passou a se lembrar da luta em que teve.

    Por determinado momento, ele estava totalmente envolvido na luta, ficando fora de si, querendo lutar com tudo que tinha. Era um sentimento confuso, como se ele até mesmo estivesse sendo…

    — Controlado…

    Seu sentimento mais profundo também estava querendo matar Amara, onde não fez por que não tinha forças para isso. Talvez aquele sentimento confuso estava em Amara também. Será que ela é amaldiçoada?

    — O que está pensando?

    Guto bateu com a parte sem corte da espada na cabeça de Kizimu.

    — Aii. Ow.

    — Desculpa. Dessa vez trouxe a faca?

    Kizimu puxou a faca para sua mão. Ela ainda estava um pouco quente por ter usado o ritual de chamas púrpuras.

    — Perfeito, eu pesquisei um pouco, e queria que você aprendesse um estilo de luta com essa faca. Que tal?

    — Sério? Que legal! Mas eu queria também tentar usar meu corpo hoje, eu fiz umas coisas muito loucas contra Amara, queria testar também.

    — Tudo bem, vamos treinar muito hoje.

    Guto aceitou, e com os pedidos de Kizimu eles começaram.

    A primeira coisa notada era que Kizimu estava muito mais firme do que nos primeiros dias. Claro, ensinou sobre postura, mas, era apenas o terceiro dia de Kizimu. Ele aprendia rápido demais para quem nunca fez nada disso.

    Guto poderia ver algumas inconsistências sobre coisas que nunca falou, por isso, ainda foi capaz de corrigir, mas, no primeiro mérito: Combate corpo a corpo, Kizimu era capaz de executar ataques incríveis.

    — Como consegue usar os ataques principais de Amara com tanta facilidade.

    — Eu aprendi com ela. Eu tive uma luta muito intensa.

    — Isso é irreal. Eu posso ver uma grande base de inconsistências nos seus movimentos, claro, não aprendeu perfeitamente, mas, é tão perfeita imitação que é impressionante.

    — Kizimu, que tal uma luta. Corpo a corpo.

    Guto queria testar o quão bom Kizimu era aplicando todos aqueles movimentos que aprendeu. Mas…

    — Cara, eu tô todo quebrado, vai dar não.

    — Pelo visto, Amara pegou pesado, né? Bem, é verdade, quando lutamos com ela, ela sempre parece enlouquecer, é uma verdadeira briga de rua.

    Kizimu entendeu o que seria brigar com uma pessoa tão intensa quanto Amara, foi como enfrentar o próprio trovão ascendendo aos céus. O barulho de um raio intenso.

    — Certo, você aprende rápido, então, vamos aprender a lutar com uma faca.

    Guto posicionou Kizimu com a faca na mão e começou sua aula.

    — Pelo visto, assim como a espada, a base do corpo é totalmente necessária. Veja isso, seus cortes antes se limitavam a esses ataques aqui.

    Guto fez um corte horizontal com uma faca que pegou com Seraphina.

    — Mas, veja, a posição do corpo mostra mais opções de ataques.

    Guto demostrou diversas bases que poderia fazer com a faca.

    — Colocando a faca mais a para trás, isso impede do inimigo roubar ela para si, e usando a outra mão, você pode tentar usar para atacar também. É uma maneira mais retorcida de usar, mas já muda totalmente o estilo de combate.

    Mais e mais posições foram demonstrada e Kizimu absorveu como pôde, mas sua qualidade em refazer os movimentos não eram diferentes de fazeres normais, não foi como uma aprendizagem tão rápida quanto esperava.

    O corpo de Kizimu se cansava mais, porém, conseguiu aprender uma base muito necessária para o combate corpo a corpo.

    — Que tal um combate de ataques, usaremos essas facas falsas, vamos tentar nos atacar.

    — Bem… tudo bem.

    Kizimu pegou a arma em mãos e eles começaram. Guto estava na vantagem categórica, conseguindo rebater os golpes de Kizimu e devolver facadas sem peso de corte.

    Cada vez que Kizimu perdia, Guto repetia “De novo” e logo continuava seus re-ataques

    — Cadê Kizimu, me mostra do que é capaz. Pode fazer mais que isso!

    Kizimu até queria, mas seu corpo todo doía, ardia, queria mostrar mais, porém, era como se estivesse no limite.

    — Eu vou, eu vou. Vamos de novo.

    — Certo.

    Falhou mais uma vez.

    — De novo.

    E mais uma falha.

    — De novo.

    Mais uma falha.

    — De novo.

    Uma falha.

    — De novo.

    Falha.

    Falha.

    Falha.

    — Kizimu, deixa eu te ensinar uma coisa muito importante. Quando lutamos, lutamos com o sentimento de querer proteger alguém. Me diga, se estivesse lutando para proteger agora, aceitaria falhar?

    ……..

    ……

    Kizimu entendeu por completo aquilo, o que aconteceria se o assassino estivesse ali? Kizimu estava tão cansado que não estava dando mais seu melhor, então, mais intenso ele voltou.

    Cada ataque, mais uma falha, mais uma falha, mais uma falha.

    — Aaaahhrr.

    Guto era um oponente digno de mostrar que era impossível, pois Kizimu tentava de tudo, repetir movimentos, mas eram todos superados, se Guto fosse o assassino, Kizimu nunca conseguiria lidar com ele.

    Kizimu então pensou profundamente, ele agora usaria sua maldição.

    Lambda era capaz de passar informações aprendidas sobre algo, apenas precisava fluir qual era a função aplicada, e ali, diversos ataques de Guto foi aprendido. Kizimu compreendeu aquilo como aprendizagem instantânea.

    De repente, diversas trocas de ataques aconteceram. Kizimu conseguiu revidar os ataques de Guto que poderiam ser previstos, mas não conseguia atacar de maneira alguma.

    Os ataques de Guto pareceram mais fáceis, porém, bem rápido voltava para Kizimu.

    Mesmo que aprendesse Guto, ele voltava com diversos ataques novos, sua criatividade e imprevisibilidade era impressionante, era um oponente cada vez mais impossível. Como Kim conseguiu vencer ele? Uma defesa tão impressionante e capacidade de evoluir superior a tudo.

    Isso era as capacidades dos mais fortes de Insurgia. Enfrentou Amara e mesmo aprendendo as habilidades dela e conseguindo contra-atacar, ela conseguiu superar Kizimu.

    Mesmo conseguindo aprender Guto, ele não conseguia revidar com capacidade o suficiente, mostrando o limite entre copiar e saber realmente, conseguir prever e realmente ser inteligente no combate.

    — Amara, ela é muito fixa em seus ataques devastadores. Bellatrix foca em versatilidade e adaptabilidade. E Ernesto foca em sabedoria e postura. Os três formam pilares inigualáveis.

    — Hã?

    — Eu treinei com cada um deles, e aprendi como me igualar minimamente a cada um deles. Sou tão brutal quanto Amara, meus ataques são tão imprevisíveis quanto Bellatrix e eu aprendo e evoluo como Ernesto.

    Aquele era o cavaleiro em treinamento mais forte, era engraçado saber que Guto ainda não se tornou um cavaleiro, ficou apenas aprendendo e desenvolvendo, focando em evoluir o máximo que pode.

    — Além disso, eu faço parte da turma mais forte, eu treinei e aprendi com os 10 mais fortes. Wilma, César, Ismael, dentre os outros cavaleiros. Eu sou imbatível como todos eles.

    — Impressionante.

    — Eu vou entrar na equipe de caça de Amara, já que não gosto de ficar com aquelas armaduras pesadas. Gosto de me mover mais versátilmente possível.

    Kizimu tentava com toda suas forças superar Guto, tentava, tentava, mas nada adiantava. Porém, a cada segundo que passava, estava se tornando mais qualitativo em aprender aqueles movimentos.

    Estava ficando cada vez melhor naquela troca de golpes, evoluindo cada vez mais, cada vez mais, e tentava, como se fosse a única coisa que pudesse fazer.

    Se fosse para proteger, se fosse para salvar. Pensava em cada amigo seu em que quisera proteger, em cada pessoa que não protegeu. Visualizou a tamanha maneira de superar, de evoluir.

    Mas tudo em vão.

    Kizimu ofegou no chão sem fólego.

    — É… talvez eu tenha te cobrado demais, mas, veja bem, você lutou muuuito bem para quem nunca lutou antes, seus golpes realmente melhoraram muito, consigo ver futuro no seu combate.

    Kizimu não conseguiu superar Guto, mas, conseguiu ter um resultado de evolução gradual.

    — Aaaaah, mas eu queria venceeeer!

    Gritou.

    ✡︎—————✡︎—————✡︎

    — Certo, o que investigaremos hoje?

    — Ontem vimos todos os quartos, passamos por diversos locais e testamos suas habilidades, mas, não foi meio que em vão?

    Aisha e Pandora tentavam desvendar os segredos obscuros de Insurgia. Elas usaram as capacidades do Curupira e da Loira do banheiro para tentar achar algumas pistas.

    Primeira coisa era que todo o castelo estava lotado de guardas, e isso estava limitando muito a área que poderiam usar as habilidades, mas quando usado algumas coisas foram estranhadas.

    Era como se tivesse diversos culpados, não era apenas uma pessoa. Ou melhor, era até estranho pensar dessa forma, porque era como se todo mundo fosse o culpado. Todos estiveram em lugares suspeitos, de acordo com as habilidades de Pandora.

    Os assassinatos parecem cada vez mais estranhos, seria como se tivessem tivessem feitos por pessoas diferentes.

    — Eu queria poder ver os assassinados.

    — Eu acho que isso é possível.

    — Como?

    Pandora se assustou com a possibilidade sugerida por Aisha que queria mostrar eficiência e lembrou que tem um necrotério no subsolo do castelo. E então, elas partiram para ele.

    Com diversos guardas ali presentes, claro que não seria tão fácil.

    — Certo, O que faremos?

    — Consegue ficar intangível e passar por eles?

    — Eu posso ficar intangível, não invisível… eu acho.

    Como as duas poderiam passar daqueles guardas?

    — Aisha, tem alguma ideia?

    — Eu não tenho certeza, mas… eu vou tentar.

    Aisha não tinha total entendimento de suas próprias habilidades, ela já tinha usado na batalha contra o rei Átila Ragnar, e antes com Kizimu na floresta, usando uma habilidade no seu maior desespero.

    Nunca depois tentou controlar essas habilidades, mas, entendia como era o sentimento de usar. Era como um pulsar desesperado, era como um ecoar amaldiçoado. Ou talvez uma bênção provisória.

    Quanto ao dia anterior, com Kizimu, usou uma variação que nem sabia que era capaz. Minne mandou uma mensagem de texto para ela, explicando algumas situações, nas quais Kizimu precisava ser ajudado.

    Ali, Minne também contou que Aisha era capaz de fazer Kuzimu dar erro, uma falha considerável em uma maldição tão complexa. Mesmo sem entender, ela seguiu os passos, e achou a solução.

    Talvez….

    — Alterar a realidade ao meu favor é necessário determinar o sentimento ao objetivo. Fluir o que eu desejo para o que é necessário.

    Isso pode surgir de forma inconsciente, pelo pensamento de querer proteger. Ou pode apenas fluir como uma determinação de querer salvar, ao qual fez com o fato que queria salvar Kizimu da racionalidade de Kuzimu.

    Mas, e fluísse esse desejo de querer salvar? Querer moldar para querer salvar, querer proteger. Querer fazer por uma ação, de querer achar as respostas.

    — Achar as respostas para poder salvar a todos dos assassinatos.

    Desejar intensamente que tudo parasse para achar respostas para salvar.

    Desejar.

    Salvar.

    Intensidade.

    Tempo.

    O fragmento do tempo parou.

    Tudo parou de se mover como Aisha pensou que aconteceria, aquele sentimento confuso fluiu dentro de si, e tudo pareceu mais denso. Sentiu uma fraqueza.

    Mover-se dentro daquele espaço denso era inestimavelmente horrível, mas, manteve firmeza. Segurou Pandora, que estava imóvel, andou pelos corredores cheios de guardas, um sentimento horrível como uma carga pesada.

    Precisava se manter, pelo sentimento de querer salvar a todos.

    Moveu pelo espaço parado, o enjôo, a injúria, o gosto ruim da falta de espaço, falta de ar, tudo, era horrível. E então, Aisha chegou com Pandora no fim. Entrou no necrotério, e lá, sem ninguém, sentiu um alívio.

    — Uhfff.

    — Quê?

    Na visão de Pandora foi menos que um piscar, foi uma distorção de estar em um lugar e de repente estar em outro.

    — Chegamos!

    Pandora estava um pouco inconformada, mas suspirou firme.

    — Certo, vamos começar a investigação.

    —————————————

    Hora do chá

    —————————————

    Yahalloi

    CaiqueDLF aqui!

    Risos, risos, risos.

    Eu não digo é nada.

    Temos mais explicações sobre o arbítrio de Aisha, mas qual é o arbítrio, hein?

    É uma maldição?

    É uma bênção?

    Qual o seu nome?

    As vezes está mais na cara do que imaginamos.

    Bye bye.

    Ass: CaiqueDLF

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