Capítulo 15: Números! Crescer! Crescer! Opps… Caiu!
Bem de manhãzinha, a carruagem já estava andando. Ré ficou cuidando do caminho enquanto os outros tomavam café da manhã.
— Pionla, eu queria saber uma coisa. Por acaso vocês fizeram algo que devemos nos preocupar quando chegarmos lá? Sabe… eu não quero ser surpreendida outra vez — Roseta diz tranquila enquanto pega um pãozinho.
— Meio que… sabe… Bauvalier, fala aí — Pionla diz, dando uma ombrada no ombro dele.
Bauvalier suspira.
— Nós dois… sabe… perdemos o sistema de energia de Simulacrum quando tentamos levar esse sistema para começar uma obra no deserto. A ideia era usar aquele espaço para alguma coisa.
Ele olha irritado para a irmã.
— Que tipo de energia? — Roseta pergunta, agora olhando irritada para os dois deuses.
— Reutilizável Altamente Tratável Organicamente, conhecido como R.A.T.O. É tipo um rato grande feito de energia… meio que ele fugiu. E sem a energia do R.A.T.O… digamos que Simulacrum quase sumiu — Pionla explica olhando para a mesa.
Roseta fecha os olhos por um instante.
— Dizer incompetência não seria a palavra adequada para me referir a vocês.
— ERRARAM MUITO NESSA, NÉ PESSOAL! — Ré grita da parte da frente da carruagem.
— E por isso que a presidente Charmomilla não gosta de nós… e nem a maioria do povo de lá — Bauvalier passa a mão no cabelo. — Mas suponhamos que o R.A.T.O tenha voltado para lá, já que eles sumiram por cinco anos e depois voltaram. Ou então eles acharam uma energia diferente.
— Mas eu acho que o R.A.T.O voltou — Pionla diz mais tranquila. — Ele se alimenta de dados… e o que Simulacrum mais produz são dados, e além disso nós dois tentamos achar ele mas não conseguimos.
Roseta suspira.
— Espero que nossa passagem por lá seja mais tranquila…
— GENTE! CHEGAMOS! — Ré grita.
Todos descem da carruagem.
O lugar é uma terra cheia de telas, programas flutuando, música alta por todos os lados. Porém havia algo estranho: arquiteturalmente, tudo parecia muito simples.
— Estranho… não parece meio pequeno e também… — Roseta começa.
De repente, uma grande tela se abre na frente deles.
Uma mulher coloca a cabeça para fora da tela. Ela usa uma máscara sobre os olhos. Seus cabelos parecem falhar como glitches, com fios e fragmentos digitais saindo de seu corpo.

— Corajosos vocês… pisarem nas minhas terras, mas acho que fizeram uma idiotice tão grande.
Sua voz sai estranha, atrasada, como se tivesse lag.
Bauvalier levanta a mão.
— Tudo no País Cenográfico pertence a mim e a Pionla. Quem você pensa que é?
Ele move as mãos criando várias pilastras que avançam na direção dela.
Com um simples gesto ,algumas janelas orográficas surgem na frente da mulher, quebrando as pilastras.
Ela sorri.
— Sou Opala, presidente desse lugar.
A voz falha por um segundo.
— E vocês não são bem-vindos aqui.
Ela inclina levemente a cabeça.
— Mas… já que vieram… serei receptiva.
Fios dourados surgem por todo o lugar.
— Sério? Vai nos ameaçar com fios? — Pionla tenta mover a tesoura com a mão, mas ela continua parada. Então ela começa a movimentá-la, abrindo e fechando, cortando os fios e com um movimento de ameaça ela apontou a tesoura na direção da estranha que dizia ser a presidente daquele reino.
Opala sorri.
— Só digo uma coisa… #AcabouAMagia.
O chão aos pés deles se transforma em janelas orográficas.
Pionla reage rápido e avança na direção dela, mas uma janela se abre bem na frente dela, fazendo-a parar sem saber para onde foi. A própria janela ainda mostra uma mensagem debochada:
(Idiota)
— Espero que aproveitem Simulacrum.
Todos caem nas janelas, e ainda é possível ouvir a risada de Opala ecoando de longe.
Eles começam a cair.
— Quem era aquela, Bauvalier? — Roseta olha para baixo tentando se concentrar para descobrir onde vão cair.
— Nunca ouvi falar dela… Opala… não sei — Bauvalier tenta usar sua magia para criar algo que diminua a queda, mas nada acontece. — Que estranho…
Ré segura os dois pelas roupas e guia a queda deles em direção a um monte de lixo para diminuir o impacto.
Eles caem.
— Ai… minha cabeça — Ré diz coçando a cabeça. — Pera… cadê a Pionla?
Ela olha ao redor, tentando ver se encontra a irmã caindo de algum lugar.
— Ela caiu em outra janela provavelmente. A atitude dela deve ter levado ela para algum lugar bem distante — Roseta bate no vestido, limpando a poeira.
— Que estranho… estranho… muito estranho — Bauvalier fala para si mesmo enquanto tenta criar ao menos um mísero dado, mas sua magia não funciona. — Por que não tá funcionando?
As duas meninas se aproximam.
— O que está dando errado, Bauvalier? — Ré pergunta olhando para a mão dele.
— Minha magia não está funcionando. Deve ter sido aquela Opala — ele bate o pé irritado.
Ré tenta criar uma toca de coelho para pegar um celular e usar como arma, mas o portal simplesmente não abre.
— Aquela Opala não falou # alguma coisa… magia? Acho que ela desativou a magia de vocês. Mesmo eu nem sabendo que algo assim poderia acontecer — Roseta pega a rapiéra. — E provavelmente a Pionla também está sem magia.
Um alarme alto começa a tocar.
Grandes cartazes de procurado aparecem nas telas ao redor com o rosto dos quatro. Um vídeo de Opala começa a tocar.
— Estão vendo eles? Eles vieram pegar algo que é nosso… apagar nossas luzes novamente. Agora vamos acabar com esses bugs do nosso sistema.
O vídeo acaba e começa a se repetir.
— Certo… mas talvez eles não façam isso, já que sabem que vocês são os deuses — Ré cruza os braços.
— Mas temos que lembrar… em épocas de caça sempre haverá aqueles que não terão medo de proteger sua pátria — Roseta se encosta na parede. — Mas estamos armados para esse tipo de fanatico — Ela segura com mais força a rapiera
— Além disso, aquela Opala não me parece alguém com todos os parafusos no lugar para declarar caça aos próprios deuses desse país — Bauvalier puxa a espada da bainha.
— Não vamos cair — Ré diz se apoiando no ombro de Roseta.
— Isso mesmo. Se ela quer guerra… é isso que receberá — Roseta diz com um sorriso.
Bauvalier olha para frente, sério.
— Mas antes precisamos encontrar minha irmã. Não vou deixar ela sozinha nesse caos.
— Mas… onde será que ela está? — Ré pergunta.
Cabelos prateado caiam sobre o rosto de uma jovem desmaiada em uma cadeira de cafeteria…
(Vou assumir daqui, acho que precisamos de um narrador novo, que fale com a nossa audiência, kkkkk)

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