O sol já estava alto quando o sino da arena ecoou mais uma vez.

    O campo de batalha havia sido restaurado, mas as marcas do confronto anterior ainda estavam visíveis nas arquibancadas — rachaduras, pedras soltas, pedaços de metal retorcido. A memória da luta de Noah ainda pairava no ar.

    Mas agora… era outro tipo de tensão.

    — Próxima luta! — a voz do arauto reverberou, amplificada por magia. — Preparem-se!

    O público se inclinou para frente.

    Entre os portões de ferro do lado norte, uma figura imponente surgiu primeiro.

    Armadura prateada com detalhes azul-escuro, capa longa presa aos ombros, espada larga repousando nas costas. Cada passo ecoava firme, pesado, absoluto.

    — Senhoras e senhores! — anunciou o arauto, a voz carregada de entusiasmo. — O mais jovem Cavaleiro de Rank A de todo o Reino!

    O nome veio como um trovão.

    ALBRECHT EISENWALD!

    A arena explodiu.

    Aplausos. Gritos. Assobios de admiração.

    Veteranos se levantaram em respeito.

    Albrecht parou no centro da arena e retirou lentamente o elmo, revelando um rosto jovem, sério, disciplinado. Seus olhos não tinham arrogância — apenas confiança inabalável.

    — Portador da Técnica Monstrificada: Cortes do Destino! — continuou o arauto. — Uma técnica capaz de cortar qualquer coisa à distância!

    Um murmúrio percorreu o público.

    — Eu vi ele dividir um ogro blindado ao meio sem nem encostar a espada.
    — Ele corta até magia… dizem que nada escapa.
    — É injusto colocar alguém contra ele nessa fase do torneio.

    Albrecht levou a mão ao cabo da espada, mantendo postura impecável.

    Então o arauto respirou fundo novamente.

    — E do outro lado…

    O portão sul se abriu.

    Hans entrou.

    Sem armadura reluzente. Sem capa imponente. Apenas equipamento simples de combate, espada comum presa às costas. Passos firmes, mas sem o peso de uma lenda.

    — Rudah Hanseflick! — anunciou o arauto. — Mais conhecido como Hans!

    Alguns aplausos tímidos ecoaram.

    Outros riram.

    — Guerreiro de Rank D!

    O contraste era brutal.

    De um lado, o prodígio do Reino.
    Do outro, um Rank D.

    Os comentários começaram imediatamente.

    — Rank D? Sério?
    — Isso vai acabar rápido.
    — Aposto que não dura dois minutos.
    — Depois do que aconteceu com o Felix, o torneio precisava de equilíbrio… e aí colocam isso?

    Um grupo de cavaleiros mais jovens cochichava.

    — Ele é amigo daquele tal de Noah, não é?
    — Então? Amizade não aumenta Rank.
    — Contra o Eisenwald? Ele já perdeu.

    Na área reservada aos participantes, Johann Blutmond cruzou os braços.

    — Ele vai morrer se tentar enfrentar de frente…

    Bruno Falken soltou um riso curto.

    — Talvez ele esteja rezando por misericórdia.

    Liselotte, porém, observava em silêncio.

    — Não subestimem alguém que anda ao lado daquele garoto… — murmurou.

    No centro da arena, Hans parou a alguns metros de Albrecht.

    A diferença de presença era esmagadora.

    Albrecht analisou o oponente por alguns segundos.

    — Rank D… — disse calmamente. — Você chegou longe.

    Hans sorriu levemente sob o vento que começava a se mover ao redor de seus pés.

    — Eu também acho.

    O vento soprou mais forte por um instante, fazendo a capa de Albrecht ondular.

    O cavaleiro percebeu.

    Seus olhos se estreitaram minimamente.

    Na arquibancada superior, Noah observava em silêncio absoluto.

    Sem expressão.

    Sem torcida visível.

    Mas atento.

    O arauto ergueu a mão.

    — Lutadores… preparem-se!

    Hans respirou fundo.

    O vento ao seu redor começou a girar em pequenas espirais invisíveis.

    Albrecht segurou o cabo da espada.

    A pressão na arena mudou.

    — Comecem!

    E naquele instante, todos tinham certeza de uma coisa:

    Ou Hans provaria que o Rank D não definia seu limite…

    Ou aquele seria o momento em que o prodígio do Reino demonstraria por que seu nome era temido.

    O vento soprou.

    E a lâmina ainda não havia sido sacada.

    O sol já estava alto quando o sino da arena ecoou mais uma vez.

    O campo de batalha havia sido restaurado, mas as marcas do confronto anterior ainda estavam visíveis nas arquibancadas — rachaduras, pedras soltas, pedaços de metal retorcido. A memória da luta de Noah ainda pairava no ar.

    Mas agora… era outro tipo de tensão.

    — Próxima luta! — a voz do arauto reverberou, amplificada por magia. — Preparem-se!

    O público se inclinou para frente.

    Entre os portões de ferro do lado norte, uma figura imponente surgiu primeiro.

    Armadura prateada com detalhes azul-escuro, capa longa presa aos ombros, espada larga repousando nas costas. Cada passo ecoava firme, pesado, absoluto.

    — Senhoras e senhores! — anunciou o arauto, a voz carregada de entusiasmo. — O mais jovem Cavaleiro de Rank A de todo o Reino!

    O nome veio como um trovão.

    — ALBRECHT EISENWALD!

    A arena explodiu.

    Aplausos. Gritos. Assobios de admiração.

    Veteranos se levantaram em respeito.

    Albrecht parou no centro da arena e retirou lentamente o elmo, revelando um rosto jovem, sério, disciplinado. Seus olhos não tinham arrogância — apenas confiança inabalável.

    — Portador da Técnica Monstrificada: Cortes do Destino! — continuou o arauto. — Uma técnica capaz de cortar qualquer coisa à distância!

    Um murmúrio percorreu o público.

    — Eu vi ele dividir um ogro blindado ao meio sem nem encostar a espada.
    — Ele corta até magia… dizem que nada escapa.
    — É injusto colocar alguém contra ele nessa fase do torneio.

    Albrecht levou a mão ao cabo da espada, mantendo postura impecável.

    Então o arauto respirou fundo novamente.

    — E do outro lado…

    O portão sul se abriu.

    Hans entrou.

    Sem armadura reluzente. Sem capa imponente. Apenas equipamento simples de combate, espada comum presa às costas. Passos firmes, mas sem o peso de uma lenda.

    — Rudah Hanseflick! — anunciou o arauto. — Mais conhecido como Hans!

    Alguns aplausos tímidos ecoaram.

    Outros riram.

    — Guerreiro de Rank D!

    O contraste era brutal.

    De um lado, o prodígio do Reino.
    Do outro, um Rank D.

    Os comentários começaram imediatamente.

    — Rank D? Sério?
    — Isso vai acabar rápido.
    — Aposto que não dura dois minutos.
    — Depois do que aconteceu com o Felix, o torneio precisava de equilíbrio… e aí colocam isso?

    Um grupo de cavaleiros mais jovens cochichava.

    — Ele é amigo daquele tal de Noah, não é?
    — Então? Amizade não aumenta Rank.
    — Contra o Eisenwald? Ele já perdeu.

    Na área reservada aos participantes, Johann Blutmond cruzou os braços.

    — Ele vai morrer se tentar enfrentar de frente…

    Bruno Falken soltou um riso curto.

    — Talvez ele esteja rezando por misericórdia.

    Liselotte, porém, observava em silêncio.

    — Não subestimem alguém que anda ao lado daquele garoto… — murmurou.

    No centro da arena, Hans parou a alguns metros de Albrecht.

    A diferença de presença era esmagadora.

    Albrecht analisou o oponente por alguns segundos.

    — Rank D… — disse calmamente. — Você chegou longe.

    Hans sorriu levemente sob o vento que começava a se mover ao redor de seus pés.

    — Eu também acho.

    O vento soprou mais forte por um instante, fazendo a capa de Albrecht ondular.

    O cavaleiro percebeu.

    Seus olhos se estreitaram minimamente.

    Na arquibancada superior, Noah observava em silêncio absoluto.

    Sem expressão.

    Sem torcida visível.

    Mas atento.

    O arauto ergueu a mão.

    — Lutadores… preparem-se!

    Hans respirou fundo.

    O vento ao seu redor começou a girar em pequenas espirais invisíveis.

    Albrecht segurou o cabo da espada.

    A pressão na arena mudou.

    — Comecem!

    E naquele instante, todos tinham certeza de uma coisa:

    Ou Hans provaria que o Rank D não definiu seu limite…

    Ou aquele seria o momento em que o prodígio do Reino demonstraria por que seu nome era temido.

    O vento soprou.

    E a lâmina ainda não havia sido sacada.

    Hans estava ajoelhado.

    Respiração irregular.
    Sangue escorrendo pelo peito.
    O vento ao redor dele tremendo como um animal inquieto.

    Do outro lado, Albrecht Eisenwald mantinha a postura firme, espada apontada, expressão controlada.

    — Acabou. — disse o cavaleiro, sereno. — Sua técnica é boa… mas não suficiente.

    A palavra ecoou.

    Não suficiente.

    Algo dentro de Hans reagiu.

    O vento ao redor dele não soprou.

    Ele contraiu.

    Como se toda a pressão da arena estivesse sendo sugada para um único ponto.

    Na arquibancada, alguns sentiram os ouvidos estalarem.

    — O que ele está fazendo…? — murmurou Johann.

    Hans se levantou lentamente.

    Os pés firmes no chão.

    Os braços relaxados ao lado do corpo.

    Mas o ar… o ar estava errado.

    Pequenos detritos começaram a girar ao redor dele, não em espiral ampla — mas em círculos minúsculos, densos, concentrados.

    Compressão.

    Não uma tempestade.

    Uma agulha.

    Albrecht estreitou os olhos.

    Pela primeira vez desde o início da luta… ele mudou levemente a base dos pés.

    — Interessante… — murmurou.

    Hans ergueu a mão direita.

    O vento ali não parecia vento.

    Era invisível.

    Silencioso.

    Pesado.

    — Você disse que minha força não atravessa muralhas… — Hans falou, a voz firme apesar do sangue na boca.

    Ele apontou dois dedos para frente.

    — Então eu não vou quebrar a muralha.

    O ar ao redor da mão dele vibrou em frequência absurda.

    — Eu vou perfurar.

    Os olhos de Albrecht se contraíram.

    Hans deu um passo à frente.

    Wind Breaker.

    Não houve explosão sonora.

    Não houve espetáculo visível.

    Houve apenas uma distorção no ar — fina, concentrada, mortal.

    Um disparo invisível atravessou a arena.

    Albrecht reagiu no mesmo instante.

    Cortes do Destino!

    Sua espada desceu em um arco perfeito, cortando o espaço à frente.

    Mas algo estava diferente.

    O ataque de Hans não era uma lâmina ampla.

    Era um ponto.

    O corte do destino dividiu o ar…

    Mas o projétil comprimido já havia atravessado o espaço mínimo entre as camadas de defesa.

    Por uma fração de segundo, o mundo ficou silencioso.

    Então—

    CRACK.

    A perna esquerda de Albrecht foi atingida.

    A armadura cedeu com um som seco, como metal sendo atravessado por uma broca invisível. O vento perfurante atravessou a placa de proteção, penetrou carne e saiu pelo outro lado, espalhando sangue no chão da arena.

    A espada de Albrecht fincou no solo para sustentar o peso.

    O público congelou.

    Silêncio absoluto.

    O cavaleiro Rank A… ajoelhou.

    Não por derrota.

    Mas por impacto.

    Sangue escorria por baixo da armadura.

    Ele ergueu o olhar lentamente para Hans.

    E pela primeira vez…

    Não havia superioridade ali.

    Havia reconhecimento.

    — …Você perfurou minha guarda. — disse, a voz mais grave.

    Hans mantinha a mão estendida, o vento ainda vibrando ao redor dos dedos.

    Ele tremia.

    O golpe havia consumido uma quantidade absurda de energia.

    Mas ele estava de pé.

    — Rank D… — Hans respondeu, ofegante. — Não significa inútil.

    Na arquibancada, o choque virou murmúrio crescente.

    — Ele acertou.
    — Ele realmente atravessou a defesa do Eisenwald.
    — Isso é impossível…

    Entre os veteranos, alguns se levantaram.

    Liselotte sorriu de leve.

    — Eu disse para não subestimarem.

    Albrecht puxou lentamente a perna para trás, sangue marcando o chão. Ele respirou fundo.

    A dor era real.

    A perfuração era profunda.

    Mas seus olhos agora brilhavam de forma diferente.

    Não mais testando.

    Não mais avaliando.

    Agora ele estava… lutando de verdade.

    — Muito bem, Rudah Hanseflick. — disse ele, apoiando o peso na perna saudável. — Eu retiro o que disse.

    A espada foi erguida novamente.

    A pressão na arena aumentou drasticamente.

    — Você merece que eu corte o destino… com toda a força.

    O vento ao redor de Hans respondeu.

    E desta vez…

    Não havia mais risadas nas arquibancadas.

    A luta havia mudado.

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