Capítulo 12 - A Lâmina que Decide o Destino
O sol já estava alto quando o sino da arena ecoou mais uma vez.
O campo de batalha havia sido restaurado, mas as marcas do confronto anterior ainda estavam visíveis nas arquibancadas — rachaduras, pedras soltas, pedaços de metal retorcido. A memória da luta de Noah ainda pairava no ar.
Mas agora… era outro tipo de tensão.
— Próxima luta! — a voz do arauto reverberou, amplificada por magia. — Preparem-se!
O público se inclinou para frente.
Entre os portões de ferro do lado norte, uma figura imponente surgiu primeiro.
Armadura prateada com detalhes azul-escuro, capa longa presa aos ombros, espada larga repousando nas costas. Cada passo ecoava firme, pesado, absoluto.
— Senhoras e senhores! — anunciou o arauto, a voz carregada de entusiasmo. — O mais jovem Cavaleiro de Rank A de todo o Reino!
O nome veio como um trovão.
— ALBRECHT EISENWALD!
A arena explodiu.
Aplausos. Gritos. Assobios de admiração.
Veteranos se levantaram em respeito.
Albrecht parou no centro da arena e retirou lentamente o elmo, revelando um rosto jovem, sério, disciplinado. Seus olhos não tinham arrogância — apenas confiança inabalável.
— Portador da Técnica Monstrificada: Cortes do Destino! — continuou o arauto. — Uma técnica capaz de cortar qualquer coisa à distância!
Um murmúrio percorreu o público.
— Eu vi ele dividir um ogro blindado ao meio sem nem encostar a espada.
— Ele corta até magia… dizem que nada escapa.
— É injusto colocar alguém contra ele nessa fase do torneio.
Albrecht levou a mão ao cabo da espada, mantendo postura impecável.
Então o arauto respirou fundo novamente.
— E do outro lado…
O portão sul se abriu.
Hans entrou.
Sem armadura reluzente. Sem capa imponente. Apenas equipamento simples de combate, espada comum presa às costas. Passos firmes, mas sem o peso de uma lenda.
— Rudah Hanseflick! — anunciou o arauto. — Mais conhecido como Hans!
Alguns aplausos tímidos ecoaram.
Outros riram.
— Guerreiro de Rank D!
O contraste era brutal.
De um lado, o prodígio do Reino.
Do outro, um Rank D.
Os comentários começaram imediatamente.
— Rank D? Sério?
— Isso vai acabar rápido.
— Aposto que não dura dois minutos.
— Depois do que aconteceu com o Felix, o torneio precisava de equilíbrio… e aí colocam isso?
Um grupo de cavaleiros mais jovens cochichava.
— Ele é amigo daquele tal de Noah, não é?
— Então? Amizade não aumenta Rank.
— Contra o Eisenwald? Ele já perdeu.
Na área reservada aos participantes, Johann Blutmond cruzou os braços.
— Ele vai morrer se tentar enfrentar de frente…
Bruno Falken soltou um riso curto.
— Talvez ele esteja rezando por misericórdia.
Liselotte, porém, observava em silêncio.
— Não subestimem alguém que anda ao lado daquele garoto… — murmurou.
No centro da arena, Hans parou a alguns metros de Albrecht.
A diferença de presença era esmagadora.
Albrecht analisou o oponente por alguns segundos.
— Rank D… — disse calmamente. — Você chegou longe.
Hans sorriu levemente sob o vento que começava a se mover ao redor de seus pés.
— Eu também acho.
O vento soprou mais forte por um instante, fazendo a capa de Albrecht ondular.
O cavaleiro percebeu.
Seus olhos se estreitaram minimamente.
Na arquibancada superior, Noah observava em silêncio absoluto.
Sem expressão.
Sem torcida visível.
Mas atento.
O arauto ergueu a mão.
— Lutadores… preparem-se!
Hans respirou fundo.
O vento ao seu redor começou a girar em pequenas espirais invisíveis.
Albrecht segurou o cabo da espada.
A pressão na arena mudou.
— Comecem!
E naquele instante, todos tinham certeza de uma coisa:
Ou Hans provaria que o Rank D não definia seu limite…
Ou aquele seria o momento em que o prodígio do Reino demonstraria por que seu nome era temido.
O vento soprou.
E a lâmina ainda não havia sido sacada.
O sol já estava alto quando o sino da arena ecoou mais uma vez.
O campo de batalha havia sido restaurado, mas as marcas do confronto anterior ainda estavam visíveis nas arquibancadas — rachaduras, pedras soltas, pedaços de metal retorcido. A memória da luta de Noah ainda pairava no ar.
Mas agora… era outro tipo de tensão.
— Próxima luta! — a voz do arauto reverberou, amplificada por magia. — Preparem-se!
O público se inclinou para frente.
Entre os portões de ferro do lado norte, uma figura imponente surgiu primeiro.
Armadura prateada com detalhes azul-escuro, capa longa presa aos ombros, espada larga repousando nas costas. Cada passo ecoava firme, pesado, absoluto.
— Senhoras e senhores! — anunciou o arauto, a voz carregada de entusiasmo. — O mais jovem Cavaleiro de Rank A de todo o Reino!
O nome veio como um trovão.
— ALBRECHT EISENWALD!
A arena explodiu.
Aplausos. Gritos. Assobios de admiração.
Veteranos se levantaram em respeito.
Albrecht parou no centro da arena e retirou lentamente o elmo, revelando um rosto jovem, sério, disciplinado. Seus olhos não tinham arrogância — apenas confiança inabalável.
— Portador da Técnica Monstrificada: Cortes do Destino! — continuou o arauto. — Uma técnica capaz de cortar qualquer coisa à distância!
Um murmúrio percorreu o público.
— Eu vi ele dividir um ogro blindado ao meio sem nem encostar a espada.
— Ele corta até magia… dizem que nada escapa.
— É injusto colocar alguém contra ele nessa fase do torneio.
Albrecht levou a mão ao cabo da espada, mantendo postura impecável.
Então o arauto respirou fundo novamente.
— E do outro lado…
O portão sul se abriu.
Hans entrou.
Sem armadura reluzente. Sem capa imponente. Apenas equipamento simples de combate, espada comum presa às costas. Passos firmes, mas sem o peso de uma lenda.
— Rudah Hanseflick! — anunciou o arauto. — Mais conhecido como Hans!
Alguns aplausos tímidos ecoaram.
Outros riram.
— Guerreiro de Rank D!
O contraste era brutal.
De um lado, o prodígio do Reino.
Do outro, um Rank D.
Os comentários começaram imediatamente.
— Rank D? Sério?
— Isso vai acabar rápido.
— Aposto que não dura dois minutos.
— Depois do que aconteceu com o Felix, o torneio precisava de equilíbrio… e aí colocam isso?
Um grupo de cavaleiros mais jovens cochichava.
— Ele é amigo daquele tal de Noah, não é?
— Então? Amizade não aumenta Rank.
— Contra o Eisenwald? Ele já perdeu.
Na área reservada aos participantes, Johann Blutmond cruzou os braços.
— Ele vai morrer se tentar enfrentar de frente…
Bruno Falken soltou um riso curto.
— Talvez ele esteja rezando por misericórdia.
Liselotte, porém, observava em silêncio.
— Não subestimem alguém que anda ao lado daquele garoto… — murmurou.
No centro da arena, Hans parou a alguns metros de Albrecht.
A diferença de presença era esmagadora.
Albrecht analisou o oponente por alguns segundos.
— Rank D… — disse calmamente. — Você chegou longe.
Hans sorriu levemente sob o vento que começava a se mover ao redor de seus pés.
— Eu também acho.
O vento soprou mais forte por um instante, fazendo a capa de Albrecht ondular.
O cavaleiro percebeu.
Seus olhos se estreitaram minimamente.
Na arquibancada superior, Noah observava em silêncio absoluto.
Sem expressão.
Sem torcida visível.
Mas atento.
O arauto ergueu a mão.
— Lutadores… preparem-se!
Hans respirou fundo.
O vento ao seu redor começou a girar em pequenas espirais invisíveis.
Albrecht segurou o cabo da espada.
A pressão na arena mudou.
— Comecem!
E naquele instante, todos tinham certeza de uma coisa:
Ou Hans provaria que o Rank D não definiu seu limite…
Ou aquele seria o momento em que o prodígio do Reino demonstraria por que seu nome era temido.
O vento soprou.
E a lâmina ainda não havia sido sacada.
Hans estava ajoelhado.
Respiração irregular.
Sangue escorrendo pelo peito.
O vento ao redor dele tremendo como um animal inquieto.
Do outro lado, Albrecht Eisenwald mantinha a postura firme, espada apontada, expressão controlada.
— Acabou. — disse o cavaleiro, sereno. — Sua técnica é boa… mas não suficiente.
A palavra ecoou.
Não suficiente.
Algo dentro de Hans reagiu.
O vento ao redor dele não soprou.
Ele contraiu.
Como se toda a pressão da arena estivesse sendo sugada para um único ponto.
Na arquibancada, alguns sentiram os ouvidos estalarem.
— O que ele está fazendo…? — murmurou Johann.
Hans se levantou lentamente.
Os pés firmes no chão.
Os braços relaxados ao lado do corpo.
Mas o ar… o ar estava errado.
Pequenos detritos começaram a girar ao redor dele, não em espiral ampla — mas em círculos minúsculos, densos, concentrados.
Compressão.
Não uma tempestade.
Uma agulha.
Albrecht estreitou os olhos.
Pela primeira vez desde o início da luta… ele mudou levemente a base dos pés.
— Interessante… — murmurou.
Hans ergueu a mão direita.
O vento ali não parecia vento.
Era invisível.
Silencioso.
Pesado.
— Você disse que minha força não atravessa muralhas… — Hans falou, a voz firme apesar do sangue na boca.
Ele apontou dois dedos para frente.
— Então eu não vou quebrar a muralha.
O ar ao redor da mão dele vibrou em frequência absurda.
— Eu vou perfurar.
Os olhos de Albrecht se contraíram.
Hans deu um passo à frente.
— Wind Breaker.
Não houve explosão sonora.
Não houve espetáculo visível.
Houve apenas uma distorção no ar — fina, concentrada, mortal.
Um disparo invisível atravessou a arena.
Albrecht reagiu no mesmo instante.
— Cortes do Destino!
Sua espada desceu em um arco perfeito, cortando o espaço à frente.
Mas algo estava diferente.
O ataque de Hans não era uma lâmina ampla.
Era um ponto.
O corte do destino dividiu o ar…
Mas o projétil comprimido já havia atravessado o espaço mínimo entre as camadas de defesa.
Por uma fração de segundo, o mundo ficou silencioso.
Então—
CRACK.
A perna esquerda de Albrecht foi atingida.
A armadura cedeu com um som seco, como metal sendo atravessado por uma broca invisível. O vento perfurante atravessou a placa de proteção, penetrou carne e saiu pelo outro lado, espalhando sangue no chão da arena.
A espada de Albrecht fincou no solo para sustentar o peso.
O público congelou.
Silêncio absoluto.
O cavaleiro Rank A… ajoelhou.
Não por derrota.
Mas por impacto.
Sangue escorria por baixo da armadura.
Ele ergueu o olhar lentamente para Hans.
E pela primeira vez…
Não havia superioridade ali.
Havia reconhecimento.
— …Você perfurou minha guarda. — disse, a voz mais grave.
Hans mantinha a mão estendida, o vento ainda vibrando ao redor dos dedos.
Ele tremia.
O golpe havia consumido uma quantidade absurda de energia.
Mas ele estava de pé.
— Rank D… — Hans respondeu, ofegante. — Não significa inútil.
Na arquibancada, o choque virou murmúrio crescente.
— Ele acertou.
— Ele realmente atravessou a defesa do Eisenwald.
— Isso é impossível…
Entre os veteranos, alguns se levantaram.
Liselotte sorriu de leve.
— Eu disse para não subestimarem.
Albrecht puxou lentamente a perna para trás, sangue marcando o chão. Ele respirou fundo.
A dor era real.
A perfuração era profunda.
Mas seus olhos agora brilhavam de forma diferente.
Não mais testando.
Não mais avaliando.
Agora ele estava… lutando de verdade.
— Muito bem, Rudah Hanseflick. — disse ele, apoiando o peso na perna saudável. — Eu retiro o que disse.
A espada foi erguida novamente.
A pressão na arena aumentou drasticamente.
— Você merece que eu corte o destino… com toda a força.
O vento ao redor de Hans respondeu.
E desta vez…
Não havia mais risadas nas arquibancadas.
A luta havia mudado.

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