Índice de Capítulo

    — O campo de batalha não é para fracos de coração como você! — Zim arqueou o braço direito para trás enquanto falava.

    Ele olhou para uma parte do corpo dela onde algumas das pedras que ele atirou antes haviam penetrado.

    Uma das pedras pontiagudas estava protuberante na área do abdômen esquerdo dela.

    Ele empurrou a palma da mão para a frente com intensidade em direção àquele local.

    Bam!

    Sua palma bateu na rocha, empurrando-a ainda mais para dentro de seu abdômen e fazendo sangue jorrar.

    Blergh!

    Angy vomitou sangue enquanto seu rosto ficava pálido.

    Seu rosto mostrava dor extrema no momento e parecia muito angustiante.

    Zim ainda continuava segurando o pescoço dela e levantando-a, ele arqueou o braço para trás novamente e atacou.

    Bam!

    Desta vez, foi uma pedra no ombro esquerdo dela que foi empurrada sete polegadas para dentro do corpo de Angy, quebrando sua clavícula.

    Ghrrhh! — Angy exclamou de dor.

    Ela sentiu uma dor indescritível na área do ombro esquerdo.

    Seu braço esquerdo caiu fracamente ao lado, ela não conseguia mais levantá-lo devido à dor e à clavícula quebrada.

    — Me sol-te — Angy murmurou fracamente enquanto cuspia mais sangue.

    — Fracos não têm a chance de fazer exigências… A bondade é para os fracos! — Zim empurrou a mão para a frente novamente.

    Bam!

    Sua palma empurrou outra pedra que perfurou seu lado direito, profundamente em seu corpo.

    Sangue escorria do corpo de Angy pelos três pontos que Zim atacou.

    Ela nunca havia sentido tanta dor antes e, mesmo que tentasse lutar contra Zim usando o braço direito, tudo foi em vão.

    Bam! Bam! Bam! Bam! Bam! Bam!

    Zim atacou repetidamente todos os pontos onde o corpo de Angy foi perfurado, fazendo-a sangrar.

    Sangue escorria de seu corpo e caía no chão em pequenas gotas.

    Arfa!

    Toda a plateia ficou surpresa com a brutalidade repentina a que sua visão estava sendo submetida.

    — O que ele está fazendo?

    — Por que ele está a atacando assim?

    — Ela não precisa ser submetida a tanta dor, basta jogá-la para fora!

    Booooo! Seu cretino sem vergonha!

    Os protestos dos estudantes podiam ser ouvidos claramente, especialmente dos estudantes de Black Rock.

    Zim agiu como se não ouvisse as queixas deles. Ele jogou o corpo de Angy no chão, fazendo com que as costas dela batessem com intensidade no solo duro, e começou a caminhar em direção a ela novamente.

    — Esse desgraçado! Por que ele não pode simplesmente jogá-la para fora, tudo isso é necessário? — Lim estava furiosa ao ver o jeito que Zim estava tratando Angy.

    — Angy está sendo violada, por que o diretor do ensino médio da cidade de Atrihea não diz nada sobre isso? — Elle disse com o rosto contraído.

    Arianna olhava para o ringue com um olhar sombrio também. O ar de brincadeira de sempre em seu rosto havia desaparecido.

    — Até o diretor Erhil não disse uma palavra, o que significa que, a menos que Angy desmaie ou seja expulsa, ele não pode interferir — Elle afirmou.

    Todos sabiam o quão tenazes eram os mestiços, então desmaiar não era algo que aconteceria tão cedo.

    No canto oeste, onde os diretores estavam sentados, o diretor Erhil da escola Black Rock tinha atualmente um olhar de angústia no rosto enquanto falava.

    — O que significa isso, diretor Durk? — Ele expressou.

    — O que significa o quê? — O diretor Durk perguntou com um olhar confuso.

    — Você não vê o que seu aluno está fazendo com a minha? — O diretor Erhil disse com um tom indignado.

    — O que você quer dizer, diretor Erhil? Quando mencionamos que isso era contra as regras? Pelo que vejo, sua aluna ainda está consciente — O diretor Durk respondeu com um olhar desdenhoso.

    — Você… Você sabe que isso vai contra a moral! Se seu aluno quisesse jogá-la para fora, ele já poderia ter feito isso… Por que ele tem que fazê-la passar por tais torturas? Ela deveria ser desqualificada, já que não pode mais lutar — O diretor Erhil se levantou com um olhar de angústia enquanto falava.

    — Moral? Hahaha, o diretor Erhil deve ser um comediante — O diretor Durk riu por um tempo antes que seu rosto de repente ficasse sério — No campo de batalha, os inimigos não mostrarão tal moral ao matar seus amados alunos! Ela deveria aprender as consequências de suas ações… O campo de batalha não é um lugar para corações moles — O diretor Durk afirmou.

    — Mas você… — Antes que o diretor Erhil pudesse completar sua frase, ele foi interrompido por outro diretor.

    — Concordo com o diretor Durk… Aquele aluno poderia ter lhe dado um grande golpe, mas optou por não… ela está sofrendo as consequências de suas ações.

    — O campo de batalha não é um lugar para misericórdia! — O diretor Erwin também falou.

    Alguns outros diretores também concordaram que nenhuma regra estava sendo quebrada ali.

    O diretor Erhil não teve outra escolha a não ser sentar-se com um olhar de derrota.


    De volta à área dos espectadores, as três garotas ainda pensavam no que fazer.

    — Não podemos simplesmente deixar aquele desgraçado continuar tratando ela assim! — Lim gritou com um olhar de angústia.

    Nesse momento, Zim levantou o pé e pisou na perna de Angy.

    Os sons de ossos quebrando podiam ser ouvidos claramente enquanto ele fazia isso repetidamente.

    — Seu desgraçado!!! O que você está fazendo?!!!! Deixe-a ir!!!! — Arianna tinha lágrimas escorrendo pelos olhos enquanto tentava pular da área dos espectadores, mas Elle e Lim a seguraram.

    — A barreira vai te impedir de entrar — Elle disse.

    Havia um tipo de proteção ao redor dos ringues que impedia a entrada quando as batalhas estavam acontecendo. Era possível jogar alguém para fora, mas impossível entrar até que a batalha terminasse ou os oficiais permitissem.

    Parte da audiência tinha expressões perturbadas no rosto ao ver o capitão do ensino médio da cidade de Atrihea pisando repetidamente na perna de Angy.

    As pedras que haviam perfurado suas pernas antes agora estavam cravadas profundamente.

    Os outros companheiros de equipe de Angy no campo de batalha estavam sendo controlados pelos participantes do ensino médio da cidade de Atrihea.

    — Por qu-e vo-cê es-tá fazen-do is-so? — Angy ainda não havia desmaiado, mesmo depois de ser submetida a tanta tortura. Sua voz tremia de dor enquanto ela falava.

    Sua roupa inteira estava encharcada de sangue e seu corpo tremia ocasionalmente devido à dor intensa. Ela ainda não conseguia entender o que havia feito de errado. “Quando foi que mostrar misericórdia se tornou algo ruim?” Ela se perguntou internamente.

    — Você é uma velocista, certo?

    Pisa!

    — Aquelas pernas!

    Pisa!

    — Eu as farei incapazes de correr!

    Pisa!

    Depois de pisar em todas as pedras, Zim pegou Angy novamente.

    Nesse ponto, ela havia perdido a sensibilidade na perna esquerda, enquanto a perna direita doía como se tivesse sido esmagada por um caminhão em movimento.

    Não que ela soubesse como era essa sensação, mas ela nunca havia sentido uma dor tão intensa.

    No assento dos espectadores, Gustav estava olhando para o campo de batalha, inclinado para a frente com o queixo apoiado em ambos os braços.

    — A bondade não pertence ao campo de batalha! — As palavras de Zim flutuaram em seus ouvidos.

    Mesmo que não fosse alto, sua percepção permitiu que ele percebesse os pequenos ecos carregados pelos ventos.

    — Gustav, o que você acha que podemos fazer? — Lim perguntou com um olhar de desamparo.

    Gustav lentamente removeu ambas as mãos de baixo do queixo e se levantou.

    — Fique aqui! — Gustav disse enquanto virava para sair.

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