Índice de Capítulo

    Durante o pôr do sol, Regis parou em frente ao cemitério.

    — Amelia.

    Regis murmurou o nome em um suspiro, e seu rosto se contorceu de angústia.

    — Não deveria haver fé entre nós.

    — Se eu tivesse acreditado em você, a situação estaria melhor agora, não é?

    Os arrependimentos do passado sempre incomodaram Regis. Mas logo seus olhos se iluminaram.

    “Mas estou quase lá.”

    O primeiro plano que ele havia elaborado estava se concretizando aos poucos. Mas…

    — Por que você está rindo?

    — Porque gosto de passar tempo com meu pai assim.

    A ganância crescia diante da aparição de sua encantadora filha.

    “Se eu confessar tudo, será que ela não me perdoará?”

    Nesse momento, ao sentir a presença de alguém, Regis virou a cabeça.

    — Excelência.

    Era a Vizcondesa Ronel segurando um lírio branco.

    — Você voltou a estar aqui.

    Quando Regis a fez calar em vez de responder, ela colocou o lírio diante da lápide de Amelia e falou.

    — Preparei tudo o que você pediu. E, só para você saber, vou acompanhar a Princesita o tempo todo durante a inspeção.

    Regis, ouvindo isso, respondeu em um tom baixo.

    — Obrigado.

    — A propósito, hoje a Princesita me impressionou bastante. Você a ensinou a fazer isso?

    Regis sorriu ao ouvir essas palavras.

    — Não, ela estudou sozinha.

    — Na verdade, eu estava preocupada com o que ela poderia fazer se não estivesse preparada, mas essa foi uma conclusão precipitada. Fiquei preocupada porque ela cresceu sem a mãe…

    — Helena.

    Ao chamá-la pelo nome, a Vizcondesa o encarou.

    — Você não acha que eu disse algo errado?

    Ela então franziu levemente as sobrancelhas.

    — Nem eu nem ele, ainda não posso te perdoar, Regis.

    Regis abriu a boca, olhando diretamente nos olhos dela com uma leve raiva.

    — … Eu sei.

    Helena o olhou em silêncio e disse em voz baixa.

    — Mas sei que não é sua culpa. Agora, por que você não se confessa honestamente para a Princesita?

    Logo depois, ela se curvou com um rosto impassível.

    — Então me perdoe, Excelência.

    Pouco depois que Helena se foi, Regis se ajoelhou em uma perna e tocou o lírio sob a lápide. Era tão suave que se amassou ao toque de Regis.

    — Eu tenho direito ao perdão?

    O rosto gracioso de Regis se contorceu como se estivesse doendo.

    “Por que ele não vem?”

    Marx franziu a testa por um momento enquanto esperava seu mestre no ponto de encontro.

    “Se você não vai fazer isso, vou passar tempo com Juvelian.”

    Esse é o seu plano? Por um momento, algo importante passou pela cabeça de Max.

    “Então amanhã é sexta-feira?”

    Ele tinha dado a Víctor o dinheiro para comprar um castelo e confiado a ele, mas estava preocupado. Não era qualquer coisa, porque era o presente de aniversário de Juvelian.

    “Se você não tiver sucesso, vou te matar.”

    Por um instante, lembrando do rosto de Víctor, Max olhou para a porta e engoliu em seco.

    “Não acho que aquele humano venha, mas vou com Juvelian…”

    [Ei, garoto.]

    Diante da súbita voz em sua cabeça, Max se estremeceu e respondeu, abrindo os olhos rapidamente.

    — O que? Um fantasma.

    [Um fantasma? Que perdão para uma pessoa viva?]

    Diante disso, Max sorriu.

    — É divertido estar vivo. Não tem nenhuma semente como você entre meus parentes.

    A voz questionou a resposta, como se estivesse confusa.

    [Por que você de repente fala de seus parentes?]

    Então Max respondeu, entrecerrando os olhos.

    — Você é um fantasma da Família Imperial.

    A frequência única da Família Real era tão distinta que se podia reconhecer à distância. E aparentemente, o espírito de olhos vermelhos, da Família Imperial, flutuava ao redor do fantasma que ele viu naquele momento.

    — Por que você apareceu para mim?

    Ao ouvir a pergunta de Max, uma risada ecoou em sua cabeça.

    — Pare de rir.

    A voz na cabeça dele parou de rir e resmungou diante do aviso de Max, que saiu em um tom irritado.

    [É bom ser tão arrogante com seus ancestrais que vieram te avisar sobre sua amante?]

    Um aviso relacionado a Juvelian significava que Max não tinha escolha a não ser se sentir sensível. Ele abriu os olhos e perguntou.

    — O que isso significa?

    O homem que falava com a voz triste disse.

    [Senhor Paphnil.]

    — O que?

    [Quando você falar comigo no futuro, me chame de Senhor Paphnil. Descendentes desavergonhados, ah.]

    — Senhor Paphnil?

    Foi quando Max franziu a testa diante de um nome que parecia ter ouvido em algum lugar.

    [Você disse que era Juvelian? A linda filha de Regis.]

    Diante das palavras de Paphnil, Max fez uma expressão desconfortável.

    — Não a chame pelo nome descuidadamente, não se atreva a avaliar sua aparência.

    [Sim, sim, descendente de escória. Então, a filha de Regis, você sabe que a menina transborda mana?]

    É uma habilidade importante, por isso muitas vezes se confunde, mas o maná que coleta e armazena a energia natural e o maná inato são diferentes. O jeito de usar o poder também varia. A magia concentra a energia mental para materializar o poder mágico, enquanto, ao usar a espada, o maná armazenado no corpo é extraído e utilizado. Por essa razão, Max não conseguia saber como estava Juvelian. Ele era um cavaleiro, mas não um mago.

    — O quê? O que isso significa?

    [Você não se cansa de vê-la? As feridas dela se curam mais rápido do que as das pessoas normais.]

    Era verdade que estava cansado, mas era vago afirmar isso, já que a cura das feridas varia de pessoa para pessoa.

    [Se você continua preocupado com a filha de Regis, seus olhos não mentem, certo? E quando estão juntos, tudo se estabiliza.]

    Max, que ouvia em silêncio, não conseguiu evitar de endurecer o rosto.

    “Como você sabe disso?”

    Então, Paphnil mudou repentinamente seu tom.

    [Pensando bem, a última pergunta deve ser algo que não se aplica a você. Porque você não é um mago.]

    Ele queria dizer que foi o maná que o atraiu para Juvelian, mas se isso só vale para os magos, o que Paphnil disse era óbvio. Max virou o olhar, cheio de curiosidade, e perguntou:

    — Isso significa que os magos vão tentar conquistar Juvelian?

    [Isso mesmo. O mago se sente atraído pelo maná, então ele se sentirá atraído por ela e tentará se aproximar. Como a irmã dele, por exemplo.]

    Assim que Paphnil terminou de falar, Max ficou surpreso e franziu a testa.

    — A Beatrice é uma maga?

    Com certeza, Beatrice estava estranhamente próxima de Juvelian. Se pensar bem, parece até que era um casamento.

    — É tudo por causa do maná?

    Foi quando Max franziu a testa, lembrando da irmã.

    [Ainda não. Mas só posso te dizer que ela tem muito talento mágico.]

    Com essas palavras, Max fez uma careta.

    “Esse cara está falando besteira.”

    Mesmo assim, se ela é uma maga, isso é uma grande ameaça. Beatrice e ele não eram inimigos, então achou que tudo bem.

    “Tudo isso é por causa da Juvelian.”

    Se parar pra pensar, várias coisas boas aconteceram por causa dela.

    Durante um tempo, ele segurou a risada e, com desdém, Max disse:

    — Então, o que você quer dizer? Está dizendo que Juvelian também tem talentos mágicos?

    Diante da pergunta, Paphnil respondeu rindo.

    [Não, essa menina está em perigo porque não tem talento. Ela é apenas um banquete delicioso se estiver cheia de magia e não souber usá-la.]

    — Do que você está falando? Explique para eu entender.

    [Você não sabe por que a besta zoa um pequeno coelho de neve?]

    Isso fez Max lembrar da competição de caça. No mesmo dia em que a besta tentou atacar Beatrice, ela também tentou devorar Juvelian, foi um pesadelo.

    — Não me diga…?

    Foi quando Max, já imaginando a razão, arregalou os olhos e abriu a boca. Paphnil, impaciente, falou primeiro.

    [É insignificante, mas é porque ela tem maná. Aqueles que sabem usar magia podem absorver seu maná ou não.]

    Max, entendendo o que aquilo significava, respondeu de forma brusca.

    — Quem se atreve a pegar esse maná? Ela é a filha do Duque e minha amante, o Príncipe Herdeiro.

    Paphnil respondeu às palavras de Max como se estivesse mastigando.

    [Se você quer que eu diga isso, não seria ambição demais? Eu não posso ir lá.]

    — O quê? Espera um pouco.

    Confuso com a repentina mudança, Max chamou Paphnil, mas ele disse algo que não fazia sentido.

    [Ah, e é melhor não confiar demais nos Regis.]

    Max distorceu o rosto diante das palavras de Paphnil, coçando o que o incomodava o tempo todo.

    — O que isso significa?

    Mas ele já não conseguiu ouvir mais nada. Max apertou o punho.

    “Droga, o que eu vou fazer a respeito?”

    Com a cabeça doendo por causa da confusão, sentiu uma presença distante.

    “É o mestre.”

    Enquanto tentava se preparar para a batalha, Max parou de repente.

    “Posso confiar no mestre assim?”

    Essa pergunta surgiu, mas ele se preocupou apenas por um tempo.

    — Max, você está pronto?

    Max abriu os punhos e olhou fixamente para o mestre que se aproximava.

    “Sim, não preciso acreditar em todas as palavras do fantasma. Em primeiro lugar, só preciso pensar nas informações que preciso.”

    Max assentiu.

    — Claro. Hoje eu vou sair com ela, então se prepare.

    Diante disso, seu mestre suspirou e sacou a espada.

    — Não tenho intenção de ver você com ela, então siga em frente.

    Finalmente, quando as duas espadas se chocaram, a energia que fluía delas se espalhou ao redor.

    “Sim, é urgente derrotar esse humano agora mesmo.”

    Max decidiu apagar da mente o que acabara de ouvir, exceto o aviso sobre Juvelian. No momento certo, Max golpeou a espada do Mestre e mostrou os dentes.

    “Tem muita gente que já está tentando conquistar ela, e eu preciso manter os magos longe. Vou ter que me esforçar mais para garantir que ninguém chegue perto de Juvelian.”

    Hoje, eu saí para fazer uma inspeção.

    “Ah, é difícil.”

    Foi muito bom até eu olhar ao redor do moinho e da fábrica antes. As pessoas são gentis, e foi divertido ver o processo de refino.

    “O próximo é o posto de guarda.”

    Na verdade, eu sou uma estranha com a espada, mas meu pai é o chefe dos Cavaleiros Imperiais. Eu estava acostumada a passar tempo com os cavaleiros na mansão, então achei que esse seria um ótimo momento. Mas…

    — Minha Senhorita, se há algo que a incomoda, por favor, nos avise.

    Os guardas aqui estavam meio parados. E ali estava o meu Max…

    — Juvelian, venha aqui e sente-se confortavelmente.

    Não sei de onde ele tirou, mas quando conseguiu uma cadeira elegante que não combinava com o posto de guarda, me convidou a sentar.

    “Como diabos ele conseguiu isso?”

    Suspirei um pouco.

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