— Por que…? Estão presas em um lugar onde não sabem quando podem sair.

    [Isso… o motivo é, é um segredo.]

    [Promessa…]

    Deve ter havido um bom motivo. Pensando assim, Fidelis decidiu não se intrometer. O importante era resolver a maldição em vez disso.

    — Por acaso, vocês sabem como resolver a maldição?

    [Nós… maldição?]

    — Sim. Poderiam me dizer se souberem? Se me ajudarem, eu ajudarei vocês a saírem daqui em segurança.

    Ela ia ajudá-las a ter o maior sucesso possível como com Russell. Elas disseram que haviam chegado aqui recentemente, mas elas poderiam ter conhecimento de alguma coisa. Mas, em vez disso, elas ficaram em silêncio por um tempo, uma voz mecânica chegou aos seus ouvidos.

    As irmãs Edu e Essie se tornaram seus fantasmas de estimação.

    “O quê…? O quê? Fantasmas de estimação?”

    Longe de se contentar com o súbito aparecimento de um ser sobrenatural de estimação, Fidelis nem sabia como reagir. Fantasmas de estimação, fantasma de estimação!

    [Juntas, juntas.]

    [Você, nós, continuar… juntas]

    — …

    Olhando para elas sem dizer uma palavra, Fidelis assentiu lentamente. Ela também odiava ficar sozinha. Elas eram fantasmas e ela estava um pouco acostumada com a aparência delas, então não importava. Um fantasma de estimação não a machucaria.

    “Ha, mas eu não sei como quebrar a maldição.”

    — Está bem. É seguro ter vocês por perto.

    O comentário foi sincero. Fidelis, que é muito fraca em relação ao medo, queria que alguém ficasse com ela, alguém com quem ela pudesse se comunicar e não machucá-la.

    Fidelis queria encontrar Hakan, mas era um beco sem saída na situação atual. Tudo o que ela tinha era a foice, a lanterna e uma pista. Enquanto tentava se levantar, Edu e Essie desceram do colo de Fidelis. Como se para guiá-la, as duas se apressaram e abriram a porta com os rostos.

    — Vou abrir na próxima. O rosto de vocês vai doer se continuarem a fazer isso.

    Enquanto ela sorria sem jeito, os rostos aterrorizantes de Edu e Essie ficaram ásperos.

    — Fiquem perto de mim, porque eu posso relaxar se estiverem comigo!

    Fidelis disse-lhe em voz baixa para aliviar seu humor, e suas cabeças assentiram. No começo o som era um pouco assustador, mas estava se acostumando com isso à medida que passava mais tempo com elas.

    Ela tinha algumas companheiras inesperadas. Ela olhou para os fantasmas que a seguiam. Mais uma vez, lentamente olhando para sua aparência. Seus rostos como cadáveres, seus olhos e lábios negros, e a tonalidade da pele estava escura. Edu e Essie ergueram a cabeça, talvez porque sentiram seus olhos.

    [Você, qual, qual é o seu nome?]

    — Oh. Meu nome é Fidelis.

    Talvez porque Hakan a chamava assim, Fidelis lhe era mais familiar que seu nome verdadeiro. Quando ela estava na Coréia, poucas pessoas a chamavam pelo nome, então pode ser por causa disso também.

    — Qual é o nome de vocês?

    [E…du.]

    [E…ssie.]

    Ela deveria ter ficado com medo, mas depois de um tempo juntas, já estava se acostumando com suas aparências e eram simplesmente fofas. Como um animal de estimação fantasma real. Então as duas pararam de repente.

    [Mulher… espere… uhm.]

    [Ah, está vindo! Temos que correr!]

    A cabeça de Edu e Essie não paravam de bater no tornozelo de Fidelis. Ela as segurou em seus braços e começou a correr para o outro lado.

    Quando estava com Hakan, ela nunca correu tanto.

    Seus pés, que estavam limpos graças a ele, voltaram a ficar sujos.

    [Va-vamos descer.]

    [Vamos descer]

    Francamente, elas pareciam tão frágeis que ela achou ridículo pensar que estava tão assustada quando as viu pela primeira vez. Ao virar à esquerda, Fidelis viu ao longe um homem com uma máscara de urso.

    “Esse é…!”

    Ele era o assassino da serra. O coração de Fidelis afundou. Suas palmas já estavam cheias de suor e ela estava com falta de ar. Edu a chamou com urgência enquanto ela se afastava.

    [Não… não, aquele atrás de você está mais perto… mais perto… ah.]

    [Vamos brincar, brincar comigo.]

    A voz de uma criança foi ouvida. Fidelis, que pensava em Russell, virou a cabeça sem hesitar. O menino estava se aproximando, e ele veio com um sorriso brilhante.

    [Você vai brincar, certo? Você quer brincar porque me viu.]

    Havia algo estranho na maneira como ele andava. Ele estava caminhando em direção a Fidelis, tropeçando e rangendo em algum lugar.

    [É o esconderijo. Você está se escondendo? Eu estou….]

    Crack, crack

    Os ossos de suas pernas começaram a ranger como se estivessem deslocados, e então o corpo começou perturbadoramente a crescer.

    O menino, cuja cintura, braços e pernas eram anormalmente longos, olhava agora para Fidelis. O fantasma, com seus olhos vazios, sorriu com a boca rasgada até as orelhas.

    [Vamos brincar!]

    Uma voz indescritivelmente arrepiante parecia ter arranhado suas cordas vocais. Ao mover braços e pernas anormalmente longos, Fidelis afastou-se do monstro que correu para ela em um instante.

    Graças às suas habilidades de evasão automática, foi capaz de evitar o ataque do monstro com suas longas mãos. A poeira levantou-se pesadamente e Fidelis tossiu.

    Olhando para Fidelis, que rolou no chão sem colocar suas mãos sobre ela, o monstro começou rir

    [Caramba, caramba. Você não caiu na armadilha. Se eu te pegar, vou arrancar seus membros e usá-los como decoração.]

    Os ossos dele eram macios. A respiração de Fidelis estava irregular, então ela fez uma pausa no ritmo e lágrimas começaram a se formar ao redor de seus olhos novamente.

    Ruído, ruído.

    Um som arrepiante soava cada vez que o monstro se movia, como se o osso forçado estivesse quebrando. Fidelis só queria tapar os ouvidos. Ela tentou se levantar com o punho fechado, mas a mão que o sustentava enfraqueceu e ela caiu. Edu e Essie tentaram sair dos braços de Fidelis e atacar o monstro, mas caíram impotentes, batendo uma na outra.

    [Nossa! Olha só que fracas!]

    Era uma suposição que poderia ser feita apenas por olhá-las!

    Observando Edu e Essie lutando, ela fez um gesto silencioso para aproximá-las de seu lado. Felizmente, Fidelis deu um suspiro de alívio quando olhou para as duas ao lado dela, que tinham o poder de se mover rapidamente.

    Seus músculos endureceram e ela não podia se mover livremente, mas ela fechou os dentes e se levantou. Se ela escapasse para o outro lado de uma das portas, poderia haver uma armadilha, mas havia um monstro na frente dela, cujo corpo era horrível.

    Ela não conseguia lidar com isso, então Fidelis correu para uma das portas fechadas com Edu e Essie. Ela bateu na porta com o ombro, pensando que a porta não abriria facilmente, e que precisaria de força. Felizmente, a porta se abriu facilmente e seu ombro não doeu muito.

    Mas Fidelis, que não resistiu ao rebote porque a porta foi aberta com facilidade, rolou para trás no chão. Todo o corpo latejava. O monstro virou-se e tentou entrar no quarto onde Fidelis entrou.

    [Ahhh!]

    Ele gritou e ela se preparou às pressas para combatê-lo, mas o monstro recuou como se tivesse atingido uma barreira invisível.

    — O quê…?

    O monstro que continuava vindo era de alguma forma incapaz de entrar na sala.

    — É uma barreira invisível, não acredito.

    Foi o mesmo quando o evento do jogo começou. Uma barreira invisível se formou e ela não podia descer as escadas.

    “De novo?”

    Um evento no jogo apareceu. O tema é ‘Segredos Ocultos’.

    “Como esperado!”

    Era um evento para Fidelis, que precisava desesperadamente de uma pista.

    “Você quer que eu encontre um segredo aqui?”

    Aquele monstro não poderia entrar até que o evento do jogo terminasse. Quando Fidelis, aliviada por isso, olhou ao redor, uma luz brilhante começou a envolvê-la.

    [Ah, eh. Luz, perigo.]

    Edu e Essie correram em sua direção, mas a luz as fez recuar.

    A partir de agora, vamos executar o evento do jogo. Voltando ao passado para ‘Segredos Ocultos’.

    — Oh!

    Fidelis desapareceu com uma luz brilhante. Edu e Essie, olhando para o espaço em branco, vagaram pela sala, mas não encontraram nenhum vestígio dela. O monstro do lado de fora continuou tentando entrar, mas não conseguiu, então apenas gritou.


    “Ah!”

    — Eh? Onde estou?

    Era um lindo jardim com a luz do sol brilhando. O som dos pássaros era agradável e havia até uma brisa agradável soprando. Flores e árvores desabrocham à luz do sol e o cheiro das flores se espalhava suavemente. Quando Fidelis virou a cabeça, a mansão era suficientemente magnífica para lhe abrir a boca. Na verdade, era a paz que ela via pela primeira vez em muito tempo.

    — Eu vim para o passado?

    Fidelis, que estava atordoada, levantou-se de seu assento olhando para a enorme mansão.

    — Rasna.

    Fidelis, que estava olhando para a mansão em sua súbita beleza, virou a cabeça. Sahra, uma mulher de longos cabelos brancos ondulados, olhos suaves e aparência extravagante, sentou-se graciosamente em uma cadeira no meio do jardim.

    Sahra de cabelos brancos e olhos vermelhos parecia Fidelis. Sobre a mesa havia um simples lanche, e ao lado uma empregada com um guarda-sol.

    — Sim, senhorita.

    Na frente de Sahra estava Rasna, ajoelhada e trêmula com um rosto assustado. Fidelis, que não entendia bem a situação agora, estava apenas piscando e observando a situação sem fôlego. Em particular, ela olhou atentamente para Sahra, que tinha cabelos e olhos como os dela.

    Elas não mostraram nenhum sinal de preocupação, como se Fidelis não fosse visível. Sahra sorriu enquanto olhava para Rasna tremendo.

    — Você está com frio?

    — Oh, não….

    — Ah, você deve estar com frio.

    A testa de Fidelis se contraiu suavemente. Ela disse que não, mas Sahra fez um gesto como se estivesse se aproximando de Rasna com um sorriso gentil, como se não pudesse ouvir nada.

    Quando se aproximou de Rasna, uma donzela levantou sua saia, revelando suas coxas abruptamente. Quando Fidelis, que havia notado algo estranho, se aproximou do lado de Rasna, em um piscar de olhos, o chá quente foi derramado sobre suas coxas. Vapor quente escorria da xícara.

    — Mmm, uh

    Surpresa, Fidelis tentou detê-la, mas ela não conseguiu, era como se Fidelis fosse invisível.

    — Que droga! Não faça isso!

    Por mais que gritasse, a voz de Fidelis não chegava aos seus ouvidos. Rasna mordeu o lábio com força para não gritar. Fidelis tentou despejar água fria em suas coxas, mas suas mãos passaram pelo copo de água fria. Nessa situação só conseguia bater os pés e sem saber o que fazer, a doce voz de Sahra veio.

    — Está com menos frio agora?

    — Uh, bem, sim, senhorita…

    Fidelis franziu a testa e gritou, diante da atitude imprudente de Sarha.

    — Que merda você está…!

    — Ha.

    Alguém riu um pouco dos seus comentários reticentes, não tinha ninguém na frente dela. Fidelis voltou-se para a voz de outra pessoa e começou a procurar a fonte do som.

    — Haha.

    Desta vez, Fidelis ergueu o rosto ao som que ouviu de cima.

    — Você…

    — Ah, isso é engraçado.

    A linda mulher, cobrindo a boca, olhou para frente fazendo contato visual com a própria Fidelis.

    — Olá?

    Era a aparição do diabo, Pecua.

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