Capítulo 33
Hakan levantou a voz e chamou carinhosamente o nome de Fidelis.
— Fidelis!
— Hakan!
Foi quando Fidelis, que rapidamente iluminou seu rosto com um olhar assustado, correu diretamente para Hakan.
Hakan viu Fidelis desmoronar para frente sem poder fazer nada. O rosto de Hakan, que sorria até com os olhos inclinados, rapidamente se desfez.
Algo estava errado.
— Ahhhhhhhhhhhh!
Fidelis escorregou no sangue no chão e caiu na poça de sangue enquanto tentava fugir apressadamente para evitar o fantasma. O sangue encharcou seu rosto enquanto caía, e a poça de sangue foi rapidamente absorvida pelo pijama. O cheiro repugnante estimulou seu olfato.
— Por que isso está acontecendo comigo…?
Fidelis, que soluçava, se levantou e apertou os dentes. Em suas palmas, podia-se ver sangue e algumas feridas. Ela pegou a mão de Alvin e tentou escapar, mas hesitou quando viu sua mão, que estava cheia de sangue. Então Alvin de repente pegou sua mão.
— Va-vamos rápido, Fidelis!
— Sim, sim!
Apertando os pés que escorregavam no sangue, Fidelis e Alvin começaram a correr. Astin continuava correndo desesperado. Fidelis olhou para trás, depois sibilou e arrastou Alvin na direção oposta a Astin.
— Uh, o quê?
— É hora! Vamos nos livrar desse cara!
— Você é a irmã da minha mestra, claro!
— Vou tomar isso como um elogio.
— Você está certa, é um elogio!
Fidelis sorriu levemente enquanto Alvin sorria. Então viu os sinais de Alvin.
— O quê?
Quando a ferida Fidelis perguntou com um olhar desanimado, Alvin apontou para o rosto dela. Só então ela tentou limpar o rosto com as mangas, mas como já estavam cobertas de sangue, parecia que não fazia sentido limpá-las. Sentiu pena porque até a jaqueta de Zion estava suja.
Fidelis se virou para ver em que direção o fantasma estava indo. Felizmente, o fantasma corria em direção a Astin. Ela apertou a mão de Alvin, escondendo-se no canto e respirando o mais leve possível.
Lembrou-se novamente das palavras do fantasma que viu antes.
[… chegue mais perto… está com medo?]
[Está com frio…?]
[O que você disse? Ha, ha, ha.]
Cada uma dessas palavras parecia com o que Sahra disse. Estava muito escuro e translúcido para olhar corretamente, mas o murmúrio do fantasma era certamente o que Sahra havia dito.
“Essa é Sahra, tenho certeza.”
Depois de ser brutalmente assassinada aqui, estava claro que ela também permaneceu aqui. Então o diabo poderia ter conhecimento sobre isso também.
Agora ela não sentia nenhuma simpatia pelo diabo que perdeu Rasna. Até seu afeto por Rasna começou a parecer uma mentira.
Ele realmente estava tentando arruiná-la, como já havia dito. Por isso estava usando Beth para mantê-la longe de Hakan e Iseult, e para tornar tudo mais divertido.
— Ele está no caminho para que eu não termine o jogo.
Fidelis franziu a testa.
— Que jogo?
— …
Em vez de responder, Fidelis permaneceu em silêncio. Iseult e Hakan devem ter começado a suspeitar de algo. Então, quando se encontrassem novamente, ela teria que contar tudo. Só então poderiam resolver rapidamente a maldição da mansão mantendo o diabo sob controle.
No entanto, a forma de resolver a maldição exigia o sangue de Fidelis e Iseult, o sangue da família. Fidelis, que respirava pesadamente devido ao sangue que ainda formigava e do cheiro repugnante, logo arregalou os olhos.
— Ah! Já sei!
O sangue do retrato de Sahra, o sangue poderia pertencer a Sahra.
“Podemos usar isso? Se pudermos usar…”
Fidelis, sem perceber, começou a roer as unhas. O gosto metálico do sangue havia se infiltrado, mas ela estava perdida em seus pensamentos. Alvin ficou surpreso com a imagem de Fidelis que o lembrava de alguém. Iseult também tinha o hábito de roer as unhas quando estava profundamente perdida em pensamentos.
— Contanto que eu possa garantir que o sangue definitivamente seja dela…
Fidelis apertou os lábios diante do suspiro. Se a maldição não for quebrada depois de usá-lo para resolver a ela, Pecua poderia fazer algo pior. Mesmo que sua suposição estivesse correta, ela ainda não tinha ideia do que fazer.
— Fidelis?
— O quê?
— Você parecia tão séria que te chamei.
Fidelis sorriu para Alvin, que sorriu ternamente. Os dois, que se esconderam no canto para evitar o fantasma, se levantaram lentamente. Quando só podiam sentir o silêncio, começaram a caminhar novamente. Fidelis pensou em ver Hakan e Iseult novamente, mas pensou que Pecua faria algo para separá-los.
Precisava encontrar uma pista. Ou encontrar o salão que estava apontando na pista.
Antes de encontrar Hakan e seu grupo, também precisava saber como usar o sangue e se era o sangue de Sahra.
Caminhando de mãos dadas, os dois começaram a procurar nas salas.
— Oh? É uma nota!
Ela abriu apressadamente a nota, mas infelizmente, era uma pista com a frase que já conhecia.
— Deve haver muitas pistas com a mesma frase, eu também tenho essa pista.
Fidelis também hesitou em mostrar a pista em seu bolso. Era difícil ver a letra porque estava muito manchada de sangue. O mesmo aconteceu com outras notas. Fidelis, que parecia estar prestes a chorar, ficou mal-humorada, mas guardou a pista no bolso, dizendo que estava tudo bem porque tinha tudo na cabeça.
Alvin, que estava refletindo sobre Fidelis, arregalou os olhos como se tivesse pensado em algo.
— Desculpa!
— … por quê?
Quando ela perguntou a Alvin, que de repente pronunciou palavras de desculpa, ele hesitou em segurar sua manga. O pijama manchado de sangue e a roupa externa de Zion voltavam gradualmente ao seu estado original, como se não houvesse sangue em seu rosto e corpo.
— Eu só pensava em fugir antes.
Fidelis se sentiu melhor assim que suas roupas e seu corpo secaram.
— Não, isso não é sua obrigação. Obrigada.
Quando viu Fidelis sorrir, Alvin abaixou o rosto. Era desconfortável e agradável ver um rosto parecido com o de Iseult sorrir e expressar gratidão.
Quando abriu a porta de outro quarto, apareceu um lugar que parecia uma sala. Pinturas de paisagens estavam espalhadas. Grandes pegadas e um líquido negro espesso estavam marcados no chão, como se alguém tivesse vindo e bagunçado o quarto.
Boom!
— Abaixa!
Quando a assustada Fidelis se agachou, Alvin sorriu levemente.
— Está tudo bem, não aconteceu nada.
— O que foi isso?
— Não foi o ar que entrou quando você abriu a porta?
Ela pensou que o som estava relacionado a um fantasma. Ao ouvir as palavras de Alvin, ela se sentiu aliviada. Estava um pouco envergonhada por ter se assustado.
— Alvin é incrível. Ainda é jovem e corajoso.
— Ah, não.
Alvin coçou a nuca com vergonha e sorriu. Fidelis viu um objeto com uma forma estranha. Era um objeto esquisito com dois círculos conectados entre si. Cada círculo estava vazio.
— O que é isso?
Quando o levantou para ver mais de perto, ouviu uma voz mecânica.
Artigo: ‘Equipamento de inspeção’ adquirido.
— Equipamento de inspeção?
Enquanto falava, a voz mecânica continuou.
O equipamento de inspeção é uma ferramenta que pode determinar se o DNA coincide ou não. É simples de usar. Coloque um pouco de sangue em cada círculo e espere aproximadamente um minuto para ver se o círculo se ilumina. Se os dois coincidirem, será azul, e se não coincidirem, será vermelho.
O rosto de Fidelis se iluminou de repente. Era literalmente um objeto que podia dizer se o sangue do retrato e o próprio sangue dela coincidiam. Ela vibrou por dentro, não sabia que haveria um item assim. Não sabia que ficaria tão feliz de ver itens aleatórios.
Se for assim, deve verificar rapidamente, mas seu corpo agora está limpo. Não restava nem uma gota de sangue da anterior.
Se soubesse que isso aconteceria, teria aguentado um pouco mais.
— Alvin, você não pode voltar minhas roupas ao estado anterior, certo?
— Como? Ah, você quer…
— Não, não. Só perguntei por perguntar mesmo.
— Mas, o que é isso?
Alvin olhou fixamente para o objeto estranho em sua mão. Depois o tocou e murmurou com uma voz um pouco incerta.
— Isso não é um kit de inspeção?
— O quê? Você conhece?
Alvin assentiu atordoado quando a surpresa Fidelis lhe entregou o equipamento.
— Sim, sim! As famílias nobres sempre têm um ou dois. Não reconheci de imediato porque era a primeira vez que via um.
— Nas famílias nobres? Por quê…?
“Não era um item que apareceu aleatoriamente?”
— Há várias crianças consideradas ilegítimas. Nesse que Fidelis está segurando, colocam um pouco de sangue em cada círculo e esperam. Quando a luz azul acende, é filho legítimo, e quando a luz vermelha acende, não é.
Foi semelhante à explicação dada pela voz mecânica. Na verdade, era quase igual.
— É muito preciso.
— Isso é realmente um grande achado!
Fidelis estava orgulhosa de dizer o que seus colegas de classe costumavam dizer. Não teve oportunidade de dizer palavras que se espalharam como gírias. Ela costumava ser apenas a ouvinte.
Fidelis estava de alguma forma orgulhosa de ter alguém que a ouvisse desta vez.
— Grande achado?
— Significa que obtive um grande ganho. Realmente precisava disso.
Fidelis, que segurava o equipamento como se não fosse perdê-lo, logo se sentiu desanimada ao pensar em voltar onde estava Sahra. Na verdade, saiu correndo de lá tão rápido que estava confusa sobre o caminho.
— Podemos voltar onde estava o retrato pendurado?
— Ah… acho que vamos andar um pouco, mas sim. Eu lembro um pouco. Por quê?
Fidelis hesitou por um momento, se perguntando se poderia levar Alvin até lá.
— Então, você pode me mostrar o caminho?
— Quer voltar? Vou com você!
— Pensei que seria perigoso…
Alvin impediu que Fidelis o deixasse para trás. Desde o momento em que conheceu Fidelis, a missão de Alvin era protegê-la até vê-la com Iseult novamente. Alvin tinha todas as razões para protegê-la, era a única irmã de sua mestra, mesmo que Iseult não lhe pedisse para fazê-lo.
— Não há lugar aqui que não seja perigoso. Tenho que encontrar minha mestra também, então não é uma boa ideia nos separarmos.
— Uhm.

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