— Por que vocês não querem vir comigo?

    [O… olhos.]

    [Não quero.]

    — O que há com meus olhos?

    Chester olhou para Edu e Essie, que se sentiam intimidadas por ele. Elas viraram o rosto e abraçaram Fidelis como se não tivessem visto Chester.

    — Vem comigo, Fidelis. Eu estava entediado porque estava sozinho até agora.

    — Sim, vamos juntos. Gosto de ter muita gente ao redor.

    Fidelis não podia deixá-lo, já que ele era uma peça-chave para seu plano.

    Tentando esconder um sorriso, ela pensou que também não queria estar sozinha e ele poderia ser de grande ajuda.

    — Para onde você vai?

    — Onde estão pendurados os retratos das pessoas que eram donas desta mansão.

    — Por que lá?

    — Deixei algo para trás…

    Fidelis começou a andar um pouco mais rápido. O destino estava se aproximando. Ao mesmo tempo, seu coração começou a bater de medo.


    Fidelis estava muito longe. Eles correram, mas não conseguiram se aproximar. O feitiço de Hakan durou pouco e foi desaparecendo aos poucos por algum motivo. No entanto, não pararam. Eles podiam correr por um longo tempo e ficarem sem fôlego, mas aguentaram.

    Não quiseram parar, Hakan e Iseult pensaram que a perderiam novamente assim que parassem.

    Os dois que lideravam o caminho, em vez de reduzir a velocidade, estavam ocupados aumentando o ritmo. Era estranho que ainda pudessem acelerar, mesmo correndo assim.

    — Eh, hah, hah…

    Alvin, em particular, exalava bruscamente como se estivesse prestes a cair. Sabendo que se caísse o deixariam para trás, tentou mover as pernas trêmulas de alguma forma.

    Zion, que ainda sentia pena dele, se aproximou de Alvin, que estava ficando para trás, dobrou um joelho e mostrou-lhe as costas.

    — Hã?

    — Você não quer ficar para trás, suba.

    Alvin, que não conseguiu recusar, já que estava realmente prestes a cair, agradeceu e subiu nas costas de Zion.

    — Segure-se firme.

    — Sim, obrigado!

    Harold os olhou com olhos ligeiramente invejosos e depois se voltou para a frente. Também lembrou-se da primeira vez que viu Fidelis. Estava movendo as pernas desesperadamente porque não tinha intenção de se separar de Hakan.

    Era suave e translúcida como a neve branca. Diferente de Iseult, que se parecia com ela, mas parecia mais elegante. Assim que a viu pela primeira vez, quis protegê-la.

    Era fofa e encantadora, ninguém poderia resistir a ela. Se Harold não tivesse gostado de Hakan, teria se apaixonado lentamente por Fidelis.1

    Por um momento, ele sentiu que era natural que o amor de Hakan fosse direcionado a ela.

    Fidelis, que causou uma impressão tão forte, morreu de um ataque no coração antes de poder dizer uma palavra. Hakan e Iseult disseram que podiam sentir a energia de Fidelis, mas Harold pensou que era obra do diabo.

    Hakan e Iseult estavam profundamente aflitos, então estavam decididos a não entender bem a situação.

    Não fazia sentido que um morto estivesse vivo. Todos ali viram seu coração sendo perfurado. Foi estranho que o corpo desaparecesse, mas quem sabe o que se passa na cabeça do diabo?

    Harold não queria que Hakan fosse atrás dela de qualquer maneira, mas sabia bem que ao tentar impedi-lo, pareceria com Astin. Por isso, não disse nada.

    Fidelis, que morreu, fez com que Harold sentisse inveja por ter a atenção de Hakan, mas infelizmente, ela morreu e não havia chance de ressurgimento.

    Embora sua primeira impressão fosse intensa, Harold e Fidelis nem eram próximos no início. Então, Harold não estava particularmente triste por sua morte.

    Do ponto de vista de Harold, isso era apenas a morte de uma desconhecida. Então, não podia descartar sua ideia como ruim.

    Ele invejava Fidelis por roubar o coração de Hakan num piscar de olhos, mas nunca quis que morresse. Se estivesse viva, Harold a enfrentaria com justiça.

    Ele não gostava de conveniência. Foi realmente inesperado que Fidelis morresse. Harold não estava nem feliz, nem triste por isso. Justamente no momento em que Hakan estava triste, olhando apenas para ela, ele já estava com tanto ciúme.

    Desta vez, ele não se afastaria de Hakan. Ia mudar a opinião dele ao compartilhar a tristeza de perder Fidelis. Afinal, não tinham passado muito tempo juntos.

    — Ooh, deveria ter me exercitado.

    Harold correu com força, culpando sua força física. Hakan e Iseult também se recusavam repetidamente a parar, mas seus corpos não ajudavam.

    O coração de Hakan batia rápido e, à medida que se aproximava mais e mais, os pensamentos negativos diminuíam e a pequena esperança crescia.

    Não poderia ter confundido sua mana com a de outra pessoa. A mana pura, brilhante e limpa só pertencia a Fidelis.

    “Sim, não tem como eu estar errado.”

    Os mortos não podem estar vivos, mas por que a esperança continuava surgindo da escuridão com uma luz brilhante e por que ele não conseguia deixá-la ir?

    Ele ficaria decepcionado se soubesse que não era verdade. Não podia voltar a acordar com outra sensação de desespero. Acabaria chorando no final… ainda assim… se fosse Fidelis de verdade, mesmo que houvesse uma chance…

    Não havia como deixá-la ir. Mesmo que fosse pequena, não havia como soltar essa pequena luz de esperança. Mesmo que fosse uma armadilha de Pecua, não podia soltá-la.

    “Não posso desistir de Reese.”

    Hakan e Iseult pensaram ao mesmo tempo.


    — Hã?

    Pecua se sentou de pernas cruzadas em uma colorida cadeira vermelha, fazendo um pequeno som questionável. Na sua frente, havia uma grande janela translúcida com uma visão clara da estrutura da grande mansão.

    Dentro da estrutura da mansão, viam-se pequenos bonecos em forma de pessoas, com cada nome escrito em cima deles. Não podia ouvir a conversa, mas conseguia dizer para onde estavam indo agora.

    Pecua estava atualmente sentado no último lugar e em um salão onde a maldição poderia ser resolvida. O propósito era que Fidelis se afastasse de Hakan e que morresse uma vez.

    Assim que conseguiu alcançar esse objetivo, ele chegou primeiro ao último lugar onde deveriam ir e, com um sorriso descarado, estava esperando por eles.

    Tendo alcançado seu propósito, não tinha intenção de interromper até que chegassem lá. Porque o último momento de destaque era quando chegavam.

    Até então, só ia observar seus movimentos sem pressa. Mas poderia mudar de ideia a qualquer momento. Pecua era esse tipo de demônio.

    Pecua levantou os lábios vermelhos e colocou um dedo na bochecha. Podia ver Hakan e seu grupo correndo apressados.

    — Ele deve ter percebido, embora seja muito tarde.

    Não foi até algum tempo depois de Fidelis acordar que Hakan e Iseult pareceram notá-la tardiamente.

    — Bem, entendo. Se você está triste, não consegue pensar em nada.

    Com uma zombaria suja, Pecua tomou um gole de vinho, era assim mesmo.

    Diferente dos velhos tempos, o Pecua atual parecia ter perdido seu propósito original. Só se focava em intimidar Fidelis, mas ele não se importava.

    Agora, seu propósito era brincar e destruir Fidelis.

    Não se sentia particularmente culpado. Se pudesse se sentir culpado, em vez de matar todos nesta mansão, teria matado Sahra, que intimidava Rasna.

    Quando Pecua mostrou a Fidelis seu passado, revelou sua dor por perder Rasna, mas…

    — Bom, qual é a verdade? Eu fiquei muito triste por perder Rasna.

    Primeiro, Pecua estava usando Rasna para matar humanos. Mas se estivesse observando, Rasna teria sido suficiente para detê-lo.

    Rasna era a pessoa que mais amava. Ficou triste ao vê-la morrer, mas isso foi há muito tempo.

    No meio do tédio, Fidelis estimulou suas velhas lembranças, e agora…

    — Bom, sim, é divertido. Faz tempo que não me divirto tanto.

    Era divertido, realmente era. Os humanos estavam lutando e tentando viver como tolos. Ele olhou para o rosto de Fidelis, que estava franzindo a testa.

    Não quis matar Sahra, que foi assassinada tão facilmente, e ele não gostou disso.

    Seja certo ou errado.

    — Se fosse, estaria errado o que estou fazendo.

    Pecua, que cobria a boca e ria alto, parou de rir.

    — Vamos, Fidelis. Venha para o grande final.

    Agitou sua taça de vinho como se estivesse se divertindo e tomou um gole.


    — Uhhhhh.

    — O que foi?

    — Fiquei arrepiada de repente.

    Fidelis tocou seu antebraço várias vezes. Ela franziu o rosto levemente quando ficou arrepiada e de alguma forma se sentiu mal. Edu e Essie, que se moviam com força ao seu lado, agarraram seu pulso com as cabeças e pararam de andar.

    — Edu, Essie, o que foi?

    Edu e Essie olharam para Fidelis, que ficou visivelmente pálida, e a olharam com ansiedade.

    [Não quero…]

    [Aqui… morreu.]

    — …

    Ela finalmente chegou. Fidelis, que estava mordendo os lábios, sentiu as pernas tremerem por um momento. Chester a segurou pelo braço, mas ela estava tão aterrorizada que ele podia sentir.

    — O que foi?

    — Sim, sim? Por que eu…

    Ela perguntou vagamente como se não reconhecesse sua condição. Fidelis, que estava olhando fixamente para um ponto com os olhos nervosos, vacilou e respirou fundo.

    Ela decidiu se aproximar do retrato, mas Edu e Essie não soltaram seus pulsos. Inevitavelmente, Fidelis as segurou e correu.

    Quando os retratos pendurados em fila começaram a aparecer, Fidelis se apressou em se aproximar do retrato de Sahra. Ela reuniu coragem porque não apareceria novamente a menos que tocasse o retrato.

    Quando viu Sahra pendurada no retrato, ela só queria se sentar. Sua respiração estava fraca, mas tinha que aguentar. Fidelis apertou os dentes, pensando que era um teste.

    Chester, que perseguia Fidelis, se sentiu estranho com as palavras de Edu e Essie.

    “O que foi? Fidelis morreu?”

    Mas Fidelis na sua frente estava viva. Embora não fosse possível, esse comentário de alguma forma parecia algo que não podia ignorar.

    Fidelis estava olhando atentamente para o chão e procurando um kit de teste. Suas mãos brancas pareciam mais brancas do que o habitual.

    Não conseguia ver bem, então pegou a vela da parede e iluminou perto do chão, e logo viu algo no canto. Enquanto se apressava para lá, havia um kit de teste que continha o sangue de Sahra.

    — Con-consegui…

    Com um sorriso de alívio, Fidelis caiu no chão.

    1. Eis um exemplo de Mary sue[]
    Ajude-me a comprar os caps - Soy pobre

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