Capítulo 56
O impulso de Hakan e Iseult rapidamente se tornou feroz. Fidelis os agarrou apressadamente e os olhou, porque pensou que eles correriam para a porta de vidro assim que ela os soltasse naquele momento.
— Antes de entrar, vocês não esqueceram a promessa comigo, certo?
— Claro.
— Com certeza.
Fidelis olhou para a porta de vidro e voltou a falar voltando-se para eles.
— O que eu disse?
Aconteça o que acontecer.
— Que devemos acreditar em você.
Responderam rapidamente com uma expressão séria para Fidelis, que lhes disse, mais uma vez, com uma certa apreensão.
— Sim, não esqueçam tudo o que eu disse.
Depois de hesitar por um momento, Fidelis abraçou Iseult e Hakan por um tempo, depois sorriu amplamente. Mesmo que confiasse neles e esperasse, os dois não poderiam rir do último incidente.
— Vamos entrar agora.
Finalmente é hora de liberar a maldição.
— Fiquei decepcionado que você tenha saído assim.
Pecua, dando de ombros, tinha um rosto que não estava nem um pouco irritado, estava de pé na cadeira e flutuava no ar. Fidelis assentiu levemente depois de trocar olhares secretamente com Chester.
Agora, finalmente, estavam no último lugar.
“Agora que estou pronta, só preciso encontrar uma oportunidade.”
Pecua sorriu profundamente para Fidelis, que estava perdida em seus pensamentos sem responder às suas palavras.
— Não importa o quanto pense, o final está definido…
Ele olhou lastimosamente para Fidelis com um sorriso claro. Fidelis não respondeu, ela permaneceu em silêncio. Esse rosto relaxado não durará muito de qualquer maneira. Fidelis decidiu não ficar impaciente.
Um momento de impaciência e nervosismo poderia fazer com que tudo desse errado. Precisava ser cuidadosa. Fidelis manteve seus olhos em Pecua e fez o possível para vigiar o ambiente. No momento em que Chester cortasse o boneco, precisava encontrar um lugar para esconder seu corpo por um momento.
Seu coração batia forte. Não estava claro se era a expectativa de quebrar a maldição em breve, o medo do fracasso ou a ansiedade de ser pega. Quando Fidelis ficou visivelmente pálida, Hakan a agarrou suavemente pelo rosto.
— Reese.
— Ah, sim.
— Está preocupada?
— … sim.
Estava preocupada com tudo. Talvez essa preocupação não desaparecesse até que a maldição fosse quebrada.
Hakan sorriu para ela com amargura. Suas habilidades de confiança em si mesmo não eram grandes ali. Eram tão ruins que não poderia proteger uma pessoa preciosa para ele. Queria abrir seu coração e gritar com orgulho que confiasse apenas nele, mas sabia desesperadamente como era o poder de Pecua naquele espaço.
Ainda assim…
— Eu te protegerei.
Ela a manteria segura.
— Então…
— Sim, Hakan, eu acredito em você.
Ela sorriu amplamente, enterrando as bochechas nas mãos de Hakan, que tremiam de maneira incomum. Havia uma razão pela qual ela precisava ter sucesso, não importa o que acontecesse.
Mesmo se algo inesperado acontecesse, a maldição seria resolvida de alguma forma. Os lábios de Hakan tocaram lentamente a testa de Fidelis e ele abriu a boca.
— Vamos sair e dar o próximo passo.
— O quê?!
Ele sorriu maliciosamente e acariciou a bochecha de Fidelis. O rosto de Fidelis queimava de surpresa. Pecua olhou para os dois com indiferença, mas não se incomodou.
Sabia que seus rostos se distorceriam em poucas horas de qualquer maneira. Os cantos da boca de Pecua se elevaram agradavelmente. A espera havia valido a pena.
Pecua ia deixar que Fidelis fizesse o que quisesse. De qualquer forma, desde o momento em que entrou ali, o final da maldição se tornou uma tragédia. Nunca poderia mudar.
— Não há como eu estar lutando para perder em primeiro lugar.
Para ocultar os cantos da boca que continuavam subindo, Pecua cobriu a boca com as mãos, mas não conseguiu cobrir os olhos em forma de meia-lua. Desde que entrou, os olhos de Iseult, que só haviam estado olhando para Pecua, ficaram afiados.
Havia algo no ar. Caso contrário, Fidelis, que chegou ao último lugar, não poderia ter estado tão relaxada.
Decidiu confiar em Fidelis, havia decidido deixar tudo para ela, mas havia um sentimento persistente no canto do seu coração. Estava nervosa, mesmo que ainda não tivesse acontecido nada. Ela sentia que estava jogando na mão daquele demônio novamente.
Sabendo que chegariam tão longe, Pecua os saudou como se fosse algo natural. Também significava que os havia estado observando todo esse tempo. Ela sentia-se suja porque ainda parecia estar na palma da mão dele.
Já era a segunda vez. Perder Fidelis por culpa de Pecua. Ela não queria passar por isso novamente e não queria perdê-la. Essa era a última vez. Depois desta crise, Fidelis poderia ser devolvida à mansão.
“Vou deixá-la com Hakan, enviá-la para longe e trazê-la de volta em segurança.”
“Quando visse Fidelis, deveria ser eu quem diria coisas duras. Então, não afastarei o olhar. Não colocarei limites até o fim.”
Iseult apertou o punho com firmeza.
“Não preciso estar tão nervosa. Preciso relaxar e não vou recuar.”
Se não fizer nada, de qualquer forma, afundará no abismo do desespero.
Ela pensou que podia fazer abertamente, então olhou ao redor. De fato, Pecua estava flutuando no ar e olhando para baixo, relaxado, para ver se ela tinha alguma intenção de interromper.
Fidelis se sentiu bastante envergonhada porque pensou que havia escondido isso de Hakan e Iseult sem nenhuma razão. Seu rosto estava queimando porque pensou que era a única que havia dito isso tão seriamente.
Mas isso foi tudo. Ela se perguntou se deveria continuar com o plano, mas Pecua exclamou algo.
— Ah, mas não posso evitar que o intrometido apareça.
— O quê?
Quando Iseult respondeu severamente, Pecua deu de ombros com humor.
— Apenas lhe dei algumas instruções, mas ele parecia irritado.
Em consequência, um homem entrou com uma respiração pesada depois de bater na porta por onde entraram. Foi Elland quem sofreu uma esmagadora derrota contra Iseult. Havia sangue no lugar onde os primeiros socorros foram feitos rudemente com roupas que não sabia de onde ele havia pegado.
— E como é a última vez, vamos recolher tudo o que resta.
Quando friccionou o dedo indicador com o dedo médio, apareceram três candidatos que ainda sobreviviam. Também estava Astin com a testa franzida.
— Você viveu mais do que eu pensava.
Pecua sorriu e voltou a mover o dedo. O enorme salão se encheu de fantasmas e monstros que residiam na mansão.
— O que é isso?!
Um dos candidatos surpresos gritou. Pecua abriu a boca olhando fixamente para Fidelis.
— Claro, eu não queria que apenas os humanos sobreviventes fossem trazidos. Fidelis, evite-os e quebre a maldição.
O desejo de dar um soco no rosto de Pecua, que segurava o estômago e ria como um louco, estava no auge. Hakan e Iseult levaram Fidelis para o canto. Com Fidelis atrás deles, ficaram na frente e começaram a lidar com os monstros.
Ela pensou que algo inesperado aconteceria, mas não pensou nisso. Os candidatos que mal sobreviveram não puderam evitar e começaram a lutar no meio do salão.
— O que é isso?!
— Por que isso está acontecendo de repente?
Os candidatos que não se adaptaram à situação repentina gritaram por injustiça. Mas até agora, não deram um passo atrás como homens persistentes, mas mantiveram seus próprios corpos. Astin também cambaleava em direção a Fidelis, brandindo a espada.
Os gemidos dos monstros e fantasmas, o rugido dos ataques e os gritos das pessoas encheram o salão cheio de luz. Foram várias pessoas no total. Pecua era o único que estava relaxado nesse tumulto.
Uma vez que ela tentou alcançar Chester para realizar o que havia planejado, Elland brandiu uma espada e correu em direção a Iseult. Para Iseult, que exalou parecendo irritada, Zion avançou e deu um chute no estômago dele.
— Ugh!
— Se dói, desapareça.
Iseult estava irritada com Elland, que ainda rangia os dentes. Já estava distraída com os monstros, e agora ele a atacou, sua irritação disparou. Mas Elland, que distorceu o rosto de raiva, de repente gritou como um animal.
— Ahhhh
— Iseult, acho que ele está em um estado estranho…
Diante das palavras de Zion, Pecua sorriu anormalmente, estreitando os olhos e os lábios. O corpo de Elland, que rugia, de repente começou a inchar. Ao mesmo tempo, os cantos dos olhos ficaram negros, bolhas fluíam de sua boca e veias azuis se destacavam em todo o corpo.
Fidelis olhou para Pecua, que flutuava no ar, olhando a mudança irracional de Elland.
— Foi você?
— Apenas dei um pouco do meu poder como vingança. Só estou ajudando pessoas como você.
— Eu não vou desistir…
— Não parece que você esteja lutando no momento.
Estava enganando-a com outro pequeno jogo de palavras.
— Será muito mais forte do que antes, Iseult. Anime-se.
O olhar de Elland, que tinha uma respiração áspera, ficou vermelho. O foco perdido dos olhos era como o de um monstro que perdeu a razão. Então ele correu em direção a Iseult rapidamente diante do rugido, Hakan empurrou Iseult para o lado de Fidelis e levantou a mão para soprar um forte vento.
Então, o corpo de Elland, que corria, caiu como se fosse empurrado pelo vento de Hakan. Mais uma vez, ele soprou um vento forte, quando Elland estava gemendo no chão pela queda e começou a rolar como se estivesse escorregando.
Quando o enorme tamanho de Elland começou a rolar no salão, que estava quase saturado, os monstros e fantasmas foram caindo e desapareceram.
— Não foi muito difícil.
Hakan, que estava sacudindo as mãos como se tivesse algo sujo, olhou torto para Elland e olhou para cima.
— Hahaha.
Pecua explodiu em uma gargalhada intermitente. Era um homem com força própria.
“Mas ele é tão fácil de lidar?”
“Eu deveria matá-lo antes de quebrar a maldição?”
Os olhos de Pecua brilharam.
— Agora você quer ir embora?
Os olhos de Pecua se moveram sob a óbvia pergunta sarcástica de Hakan. Ele sorriu como se estivesse zombando quando não disse nada. O desconforto que sentia estava estimulando Pecua. Seus lábios estavam firmemente fechados, franzindo a testa.
No final da frase, Hakan não provocou mais Pecua. Estava irritado, mas não podia vencê-lo nessa área. Hakan voltou a lidar em silêncio com os monstros. Então Chester se aproximou furtivamente de Fidelis e perguntou em voz baixa para que só ela pudesse ouvir.
— O que faço? Apenas fazemos agora? O que faremos?
Enquanto mordia as unhas e olhava para Pecua, a expressão relaxada de antes havia desaparecido, mas como esperado, não havia sinais de movimento como da primeira vez.
Não tinham oportunidades, mas apareceu uma oportunidade porque ele estava olhando para Hakan, não para Fidelis.

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