Capítulo 57
— Sim, você coletou bastante sangue, né?
— Claro, mas não acho que precise das unhas.
— Mas se não forem as unhas de Sahra…
Não pode cortá-la. Nada material funcionou. Era um desastre e um truque, mas por enquanto, não havia outra forma a não ser colocar as unhas na foice e cortá-la.
— Eu tive a foice em minhas mãos. Verifiquei e descobri que tem as mesmas propriedades que as unhas dela.
— Então você pode cortar Sahra?
Chester sorriu e assentiu positivamente.
— Assim que o selo foi removido antes, acho que a habilidade e a natureza que originalmente tinha, voltaram para ela.
— Isso elimina um elemento de ansiedade.
A foice era algo que a preocupava, felizmente pode causar dano direto a Sahra.
Agora a fonte da ansiedade são os gritos e o fluxo de sangue…
Como há gritos por toda parte e muito sangue fluindo, estava preocupada se poderia enganá-los todos na frente dela. Precisava fluir 40 por cento de todo o sangue. Saía muito sangue do retrato, mas a pergunta era se funcionaria.
— Vamos fazer isso! Funcione ou não!
— Tudo bem!
Não havia nenhum lugar para se esconder. Só precisava fazer abertamente. Embora Chester tenha se ajoelhado e pintado um quadro mágico no chão, Pecua não se moveu. Seu olhar fixo em Hakan se voltou para Fidelis. Fidelis não evitou, apesar de olhar diretamente nos olhos dela.
Quando Fidelis entrou, se perguntou como terminaria, mas agora ela ia tentar algo. Ele decidiu observar em silêncio. Como ela vai quebrar a maldição? Até onde ela vai lutar.
Enquanto imaginava o final, os sentimentos de ofensa que Hakan provocou se desvaneceram gradualmente. Como era de se esperar, seria mais satisfatório ver seu rosto horrivelmente distorcido no final do que matá-lo agora mesmo.
— O que você está fazendo?
Quando Iseult perguntou, Chester olhou para ela e não disse nada. Fidelis se apressou em dizer seu plano, olhando para Pecua, que só estava observando. Exceto que se sacrificaria se não funcionasse.
Os rostos de Hakan e Iseult ficaram sutilmente tensos assim que souberam do plano de Fidelis.
— Isso é possível?
— Vamos tentar.
Quando ela olhou para Pecua, ele só estava olhando para Fidelis sem ter ideia do que estava pensando.
Não parecia ter intenção de interromper, mas não podia parar. Olhando para Fidelis, que o observava, Pecua se perdeu em pensamentos por um momento.
“O que farei? Devo evitar que ela faça besteira? Quer os incomode ou não, o final será o mesmo de qualquer maneira.”
Depois de pensar, Pecua decidiu não incomodar. Para resolver a maldição de qualquer forma, Fidelis ou Iseult teriam que se sacrificar. Não sabia que truques ela ia fazer, mas a maldição não se quebrará tão facilmente. Pecua relaxou mais.
Com o tempo, Pecua não fez mais do que observar. Fidelis de alguma forma perdeu sua força. Se soubesse que isso aconteceria, simplesmente teria dito tudo.
“Sou a única que falava sério…”
Ela urmurou suavemente em um estado de ânimo deprimido.
— … deveria ter dito se soubesse que isso aconteceria.
Sentia-se um pouco suja porque achava que Pecua estava brincando com ela.
— Não, esta é uma situação inesperada.
— Você estava planejando quebrar a maldição. É natural não abrir a boca. Reese fez um ótimo trabalho, não há nada do que se envergonhar.
Ele não gostava que o alvo fosse Chester, mas Hakan aceitou em silêncio que era apenas Chester quem faria isso.
Diante de Chester, que estava sentado e concentrado, apareceu um grande pilar branco tão alto quanto Fidelis. Quando a luz brilhante e tranquila logo se apagou, apareceu uma boneca parecida com Fidelis.
— É realmente igual. Teria me enganado se não soubesse.
Fidelis estava cheia de intenções de zombar da voz de Pecua, que balbuciava acima. Enquanto inclinava a cabeça envergonhada, Hakan deixou o monstro na frente de Zion e a abraçou.
Ela é tão encantadora. É tão pura e brilhante. Estava tão agradecido e encantado que ela havia pensado em um plano enquanto trabalhava duro com eles. Hakan a abraçou e sorriu afetuosamente.
Fidelis virou para Hakan, que a abraçou. De alguma forma, o corpo de Hakan pareceu estremecer, então quando ela olhou para ele com o rosto enterrado em seu peito, ele mostrou um sorriso educado.
Agora Hakan e Fidelis não combinavam em nada com a situação ao redor.
Chester se levantou de seu assento depois de fazer habilmente bonecos e bloquear a imagem de Sahra para ver se já estavam acostumados.
[Ag…agr]
Os gemidos de Sahra saíam da boneca.
— Eu… eu estou fazendo certo? Estou fazendo?
— S-Sim!
Fidelis, que estava nervosa com o nervosismo de Chester, respondeu com uma leve gagueira. Tendo feito a foice crescer ao seu tamanho original, ele balançou diagonalmente em direção à boneca.
[Aah! Aah!]
Ao mesmo tempo, assim que Fidelis também sangrou, o sangue jorrou da boneca e encharcou o chão rapidamente. Zion, que estava trabalhando duro para lidar com monstros e fantasmas, também olhou para a cena.
Todos esperaram em silêncio com o coração batendo forte, mas nada aconteceu. Apesar de haver sangue suficiente, apesar de ter gritado e se cortado com uma foice, isso deveria ter sido incapaz de quebrar a maldição, mesmo na medida de seu engano.
— Oh, que azar… acho que não funcionou.
Fidelis ficou em silêncio diante dos comentários zombeteiros de Pecua.
Ela não conseguiu azer isso. Não tinha outra escolha a não ser usar o último método. Fidelis apalpou e tocou o bolso. Inspirou e expirou profundamente. Os olhos de Fidelis se voltaram para a foice de Chester.
Se colidir com a foice que ele segura com força e a fizer penetrar no interior…
Engoliu em seco. Ela não poderia ter medo. Mas estava tão assustada que seu corpo tremia sozinho e ficou sem fôlego.
Na verdade, ela mesma não queria correr em direção àquela foice afiada e grossa. Mesmo uma unha longa doía tanto, não queria imaginar o quão doloroso seria quando a foice se cravasse em seu corpo.
Mas tinha que fazer isso. Queria recompensá-los, os dois que a fazem brilhar assim e que dão amor a ela ao ponto de se sentir sobrecarregada.
Os olhos de Fidelis se moveram rapidamente. Precisava ser perfeito para verificar a localização de Iseult, sair cuidadosamente dos braços de Hakan, que a abraçava com força, e correr em direção à foice que Chester segurava. Ela precisava evitar que fosse óbvio.
— Hakan, espere um minuto.
— O que foi?
— Não consigo respirar…
— Ah, desculpe.
Foi então que Fidelis se virou e tentou correr em direção à foice de Chester.
Boom!
O forte rugido obrigou Fidelis a parar no lugar. Havia um grande buraco no teto e de repente olhou para cima. Através da brecha, o sol entrava, mais brilhante do que a luz do salão.
— … como isso pode ser…
Os fantasmas e monstros que foram atingidos pela luz do sol gritaram completamente e desapareceram um por um.
Boom, boom, boom!
Desta vez, o som começou a ser ouvido porque era como um cometa. Quando o teto desabou, a luz do sol começou a fluir.
— A maldição foi quebrada! A maldição foi quebrada!
Astin começou a gritar com o rosto surpreso. Os rostos de Harold, Alvin e Zion também estavam muito surpresos. O resto dos candidatos também aplaudiram.
— Acabou!
— Estamos vivos!
Pecua, que não esperava que a maldição fosse quebrada dessa maneira, estava claramente envergonhado. A razão pela qual ele não se incomodou, apesar de terem feito um truque estranho, foi porque não pensou que seria tão simples. Pecua, que estava mordendo fortemente os lábios, logo parou de fazê-lo.
A quebra da maldição significava que logo viria outra desgraça antes da celebração de Fidelis. Pecua logo teve um grande sorriso nos lábios.
A maldição foi quebrada. Ela conseguiu enganá-lo. Uma vez que as ferramentas para resolver a maldição, o sangue, os gritos e os locais de sangue estavam preparados, foi possível.
E ao mesmo tempo, finalmente ia começar sua destruição. Pecua inclinou a cabeça. Caso contrário, poderia rir às gargalhadas.
Todos os monstros expostos à luz começaram a desaparecer como cinzas. Fidelis, que se virou até emitir um som, abraçou apressadamente Edu e Essie.
— Ah, o que devo fazer?
Edu e Essie a acalmaram quando viram Fidelis inquieta.
[Bom, não se preocupe, não se preocupe].
[Nós… não estamos…]
Edu e Essie, que disseram algo inesperado, olharam para Pecua com a cabeça baixa. Sentindo os olhares, Pecua levantou o rosto tocando suavemente a boca.
— Vão desistir do propósito original?
[por ela… por ela…]
[Ah, para onde quer que vamos, iremos juntos.]
A razão pela qual monstros e fantasmas colocaram os pés nesta mansão foi pela promessa de Pecua de se vingar daqueles que os fizeram assim. É por isso que houve mulheres que foram assassinadas por Dino.
Depois de serem assassinadas por Dino, queriam poder matá-lo elas mesmas, e Pecua aceitou.
Edu e Essie seguiram Pecua, queriam infligir a mesma dor àquele que as matou. Mas conheceram Fidelis e a vingança se desfez. Não sabiam a razão com clareza. Elas gostaram dela.
Parecia uma irmã que queriam proteger, prometeram e agradeceram, juraram que fariam isso possível. Elas pensavam que só restava raiva, mas quando a viram, sentiram que tinham seus sentimentos de desespero novamente. Edu e Essie estavam pedindo a Pecua que ficasse ao lado dela em vez de se vingar.
— Sim, fique comigo. No seu caminho, Fidelis, não se sentirá sozinha.1
Ela obedeceu aos desejos de Edu e Essie. Quando levantou a mão, um pequeno fio estava conectado entre as duas e Fidelis. Logo desapareceu. Ao ouvir claramente a última frase de Pecua, Iseult e Hakan abriram a boca em seguida.
— … o que quer dizer com que não estará sozinha no seu caminho?
— Já te disse. Seu fim nunca será a felicidade.
— A maldição foi quebrada.
Os comentários travessos de Hakan o fizeram assentir e afirmar.
— Sim, tenho certeza de que está resolvida.
Pecua franziu levemente a testa diante do teto que desabava e da luz do sol que se filtrava por ele. Sob o sol, a cinza escura subia pelo céu sem interrupção.
— Significa que este já não é seu território.
A terrível voz baixa de Hakan soou nos ouvidos de Pecua. Ao mesmo tempo, Pecua, que flutuava no ar, caiu no chão.
— Ugh!
Pecua, que rolou pelo chão, gemeu em voz baixa. Ao mesmo tempo que a maldição foi quebrada, seu poder, que havia sido bloqueado, também foi eliminado.
— Finalmente posso te matar.
- quem está falando isso é o Pecua[↩]

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