Capítulo 63
— Senhora, a comida está pronta.
— Reese, vamos comer.
Hakan se levantou de um pulo com Fidelis nos braços. Iseult não disse nada e caminhou ao lado dele. Zion seguiu com Edu e Essie nos braços. Fidelis de repente olhou para os sapatos e se sentiu tonta. Não tinha agradecido a eles.
— Obrigada pelos sapatos e pelas flores, irmã e Hakan.
— Gostou dos sapatos? Eu mesma fiz.
— Sim! São tão bonitos.
— E as flores? Eu escolhi.
— Nunca tinha visto uma rosa azul antes, é tão linda.
Fidelis respondeu aos dois que se apressaram a revelar o que tinham feito. Quando chegaram à mesa, Hakan naturalmente parou de tentar sentar Fidelis no colo. Fidelis não foi a única feliz.
Iseult estava com ela. Cuidadosamente, colocou Fidelis no meio. Ao lado dela, Hakan e Iseult se sentaram. Zion se sentou em frente a Iseult e, ao lado dele, colocou Edu e Essie no chão.
A mesa estava cheia de comida elegante. As mesas grandes, como pão com manteiga, bife assado no ponto e salada de frutas, estavam repletas de comida. Os servos que esperavam atrás deles se adiantaram, encheram os copos vazios com água e voltaram a esperar quietos.
— Uau…
— O que você quer, irmã?
— Primeiro vou tomar sopa.
Hakan pegou uma colher de sopa e a levou até a boca dela.
— Aqui, tome.
— Ah.
Quando Hakan murmurou carinhosamente, ela sorriu timidamente para Iseult, que olhava para Hakan, e abriu a boca. Fidelis, que engoliu a sopa no momento certo, parecia animada.
— É delicioso!
Ela não sabia que a sopa era tão deliciosa. Desta vez, Iseult se apressou a levar a carne cortada à boca dela. Os olhos de Fidelis brilhavam enquanto comia com vontade.
Era a primeira vez que ela comia esse tipo de comida. Estava tão deliciosa que derretia na boca. Queria expressar seus sentimentos com uma habilidade elegante para falar, mas tudo o que conseguiu dizer foi “delicioso”.
A cena era tão fofa que Iseult e Hakan estavam ocupados levando comida à boca de Fidelis sem comer. Quando Zion colocou comida no prato em frente a Edu e Essie, as duas pegaram o garfo com o cabelo e começaram a comer barulhentamente. De alguma forma, parecia um bichinho de estimação, então ele riu.
A vista rara não foi mostrada, mas os criados atrás deles estavam muito surpresos por dentro. A mansão, que tinha estado escura mesmo depois de um ano de mudanças, estava brilhante, fresca e pacífica como se tivesse sido exposta à luz do sol. Havia um fluxo constante de risadas que não tinham sido ouvidas em quase um ano.
Tudo era graças a Fidelis, a irmã mais nova de Iseult, que apareceu de repente. A expressão de Hakan Declan era impressionante, mas o mais surpreendente foi Edu e Essie, que estavam segurando o garfo com o cabelo e comendo barulhentamente.
Por um momento, eles se surpreenderam com a vista que nunca tinham tido antes, mas eles pareciam adoráveis. Fidelis, que tinha levantado a mão enquanto comia, bebeu água.
— Estou bem agora, então comam alguma coisa, Hakan, irmã.
Os dois ainda não tinham comido nada, já que constantemente a olhavam e davam comida. No início, ela estava com fome e admirava a comida que provou pela primeira vez, então apenas a comeu, mas agora se sentia culpada. Ela aconselhou que comessem logo, mas eles balançaram a cabeça.
— Estou satisfeito só de ver você comer.
— O que mais você quer? Ou quer sobremesa?
— Sobremesa…
Quando ela hesitou e falou em voz baixa, Iseult pediu que se apressassem e preparassem a sobremesa. Sobremesas doces como tortas com morangos e fondue de chocolate eram colocadas constantemente na frente de Fidelis, que pensava nisso como um simples pedaço de bolo, e ela gaguejou de vergonha.
— Isso é muito…
— Pode comer só um pedaço.
— Experimente este primeiro.
Ele cortou o bolo cheio de morangos em pedaços pequenos e colocou na boca dela. Chantilly doce e morangos se espalharam na boca dela. Estava tão delicioso que ela quase se esqueceu por um segundo.
Quando ela perguntou sobre Chester, Harold e Alvin, Iseult respondeu brevemente.
— Está tudo bem.
— É mesmo…?
— Eu te conto quando terminar de comer.
Só depois que Fidelis terminou a sobremesa que constantemente chegava à boca dela, pôde se levantar da mesa. De volta ao salão, eles contaram a Fidelis sobre as pessoas por quem ela estava curiosa.
— Chester está preso na torre agora.
— Ele vendeu o Hart e construiu uma torre?
— Não, dei uma das torres para os alquimistas e, em troca, ele nos entregou o Hart. Decidimos apoiá-lo em tudo que queria.
Agora o alquimista e o mago estavam trabalhando juntos. A eficiência estava melhorando à medida que dividiam cada parte. Chester estava tão feliz por poder fazer sua pesquisa sem se preocupar com o custo que não saía da torre.
Alvin vivia ali sob o patrocínio de Iseult. Ele aprendia magia com Iseult e estava constantemente estudando outras coisas além da magia com um tutor. Ofereceram-lhe entrar para a Academia, mas Alvin recusou sem pensar duas vezes.
Ele disse que o presente era muito melhor, onde podia ver e aprender muitas coisas. Ela disse que ele estava fora, porque tinha saído por um tempo com Harold. Harold, junto com Hakan e Iseult, estava ansioso para encontrar o diabo, mas não houve progresso.
— Então me deram um Hart para matar Pecua…
— Se soubesse que você está viva, tenho certeza de que ele atacaria de novo.
— Queria matá-lo antes de você voltar, mas não consegui encontrá-lo.
Para garantir a segurança perfeita de Fidelis, Pecua tinha que desaparecer. Não houve progresso algum, já que nem Harold, que conhecia bem o diabo, o encontrou. Então, de repente, a porta se abriu de repente, e Harold e Alvin entraram ofegantes.
— Pessoal… as pessoas viram alguém com cabelo branco e duas cabeças fantasmagóricas!
— Na capital! Por acaso, Fide… oi, senhorita Fidelis…?
Eles chegaram apressados, e quando viram Fidelis, pararam. Quando saíram para a capital, eles ouviram as pessoas falando.
Eles se apressaram a voltar para a mansão porque parecia Fidelis, mas…
Fidelis estava sentada entre Hakan e Iseult com um sorriso meio sem graça. Além disso, Edu e Essie estavam ao lado de Zion.
— Ah, o que aconteceu…
Alvin gaguejou. Fidelis ficou feliz ao ver Alvin e Harold.
— Quanto tempo, Alvin, Harold.
— Nossa, você é mesmo a Fidelis?
— Sim!
Alvin, que estava chorando, correu feliz, mas Hakan o segurou pelo ombro e o deteve.
— Fique feliz por vê-la de longe.
— Sim, sim…
— Não desanime meu aluno.
Ele nem respondeu. Harold também ficou feliz em ver Fidelis. Embora Hakan não tenha mudado nem um pouco durante um ano, ele ficou feliz em vê-la. Na verdade, estava feliz em ver Hakan animado.
Os dois sentados à sua frente olhavam para Fidelis com rostos curiosos, e ela teve que explicar tudo desde o começo mais uma vez. Mas não havia sinais de aborrecimento. Pelo contrário, era um prazer vê-la novamente, e era incrível e divertido falar com ela cara a cara.
— Isso é realmente fascinante.
— Faz sentido pensar nisso como um ‘sistema de jogo’, como disse Zion.
Harold e Alvin concordaram. E disseram que foi Chester quem conseguiu segurar Iseult e Hakan, que quase perderam a cabeça. Fidelis estava profundamente agradecida a ele.
— Quando você vai ver o Sr. Chester?
— Gostaria de ir agora mesmo, mas… eu não estaria interrompendo ele?
Queria agradecê-lo várias vezes, comprar um presente, mas infelizmente ela não tinha dinheiro, e pensou que o compraria se contasse a Iseult.
— Bem, está escurecendo. E a senhorita Fidelis parece muito cansada.
Ela caminhou o tempo todo, chorou porque estava feliz em vê-los e, quando seu estômago estava cheio, se sentia sonolenta e cansada. Mas poderia aguentar quando soubesse que iria encontrar Chester.
— Tudo bem. Estou muito grata a Chester…
— Não, você pode se encontrar com ele amanhã. Agora os olhos de Reese estão muito cansados.
— Ela não pode simplesmente ir agradecer e voltar?
Iseult falou, envergonhada por não poder recusar um pedido sincero. Hakan, que estava refletindo em silêncio, teve uma ideia.
— Que tal uma breve chamada na seção de comunicações?
— Ah, isso seria ótimo.
Iseult juntou os dedos e uma esfera redonda apareceu em sua mão. O código estava no objeto de comunicação e a conexão demorou. Ele não respondia rápido quando se concentrava em seus estudos primeiro, então esperaram pacientemente, e depois a conexão foi interrompida e sua voz foi ouvida.
— O que está acontecendo?
— Fidelis voltou.
— … o quê? … oh não!
Ao mesmo tempo em que o som de algo quebrando era forte, o grito de Chester chegou. Ouviu-se a voz de Chester gemendo sobre a mesa de comunicação, que ficou em silêncio por um tempo.
— Nossa, você está falando sério?
— … você está chorando?
— Eu? Eu não choro…
Ele, que quebrou as poções quase prontas, murmurou melancolicamente diante da pergunta de Iseult, mas ninguém acreditou. Chester assoou o nariz uma vez e voltou a falar.
— Fidelis, você está aí?
— Olá, Chester! Senti sua falta!
— Você realmente voltou? Bem-vinda de volta, eu sabia que você voltaria.
Falando com um sorriso agradável, Fidelis agradeceu.
— Ouvi dizer que graças a você, minha irmã e Hakan conseguiram se controlar. Muito obrigada pelo que fez.
— Eles teriam perdido a cabeça com certeza.
Ele riu alto, dizendo que era engraçado.
— O que? É verdade.
— Gostaria de vê-lo, você se importaria se eu fosse agora?
— Você voltou hoje, não? Descanse bem e nos encontramos amanhã. Estarei lá.
— Sim, sim! Vou amanhã.
— Claro, mas Hakan…
Toc
— Ah…?
Hakan cortou a comunicação. Fidelis olhou fixamente para Hakan sem entender, e ele sorriu para ela lindamente.
— Vamos nos lavar e ir dormir?
Ela assentiu com a cabeça enquanto continuava olhando nos olhos de Fidelis. Iseult pulou do assento e abraçou Fidelis.
— Vamos, tome um banho e durma comigo.
Finalmente, o momento que ela queria realizar havia chegado. Poderia adormecer com sua irmã na mesma cama. Não dormia bem desde que Fidelis foi sequestrada. Finalmente poderia dormir confortavelmente com Fidelis sem preocupações. Hakan a beijou suavemente na bochecha.
— Voltarei amanhã. Você pode dormir até tarde, então durma bem.
— Vou dar um quarto para você, para que possa ficar aqui por um tempo.
— Então me dê o quarto ao lado de Fidelis.
Iseult riu da resposta que estava esperando, como se fosse ridícula.

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