— Ainda não tem notícias de Lecter?

    — Parece que foram capturados ou mortos.

    Pecua cerrou os dentes e apontou para sua testa. Lecter era o único demônio leal a Pecua que escondia seu espírito como um fantasma. Já tinham se passado vários dias sem saber se estava vivo ou morto. Agora só podia esperar.

    A raiva de Pecua estava prestes a explodir. Ele frequentemente quebrava coisas, muitas vezes ao dia, seu desejo de acabar com Fidelis, que ainda estava viva e escapou de suas garras. Não havia tanta humilhação.

    “Pensei que a tinha matado com certeza, mas me trazem a notícia de que ela está bem.”

    — … tenho mais uma coisa para te dizer.

    — Que diabos.

    — Vão dar uma festa.

    Suas sobrancelhas se levantaram ao mesmo tempo.

    — Festa?

    — Sim, é uma festa para celebrar a nova filha da família Swaldgar e anunciar Fidelis como sua irmã.

    Clin!

    Eventualmente, ele não pôde controlar sua raiva e lançou o copo de vinho em direção à porta. Camel não pôde deixar de ficar de boca fechada. Começando pelo copo de vinho, Pecua começou a quebrar tudo.

    Tentou controlar sua raiva jogando tudo o que podia pegar nas mãos, mas sua raiva não mostrava sinais de acabar.

    Camel apenas esperou ele se acalmar sem dizer uma palavra. Alguns minutos depois, Pecua sentou na cadeira como se estivesse caindo novamente.

    — Eu mesmo vou lá.

    — Não.

    Depois de Lecter, Camel era quem cuidava das suas costas.

    — Prepare-se antes de ir.

    — Preparar-me?

    — Sim, lamento dizer isso, mas neste momento Pecua não é o suficiente para lidar com Hakan e Iseult.

    Então ele deve fazer planos para se livrar deles e confrontá-los. Ele estava certo no que dizia. Seria Pecua quem morreria se fosse assim. Calmando sua raiva, Pecua começou a pensar. Como ele disse, estava muito longe de lidar com Hakan e Iseult sozinho.

    Só matar Fidelis não era suficiente. Precisava ouvir as razões. Tinha que ouvir claramente se havia alguma falha em seu plano com seus próprios ouvidos.

    Por que, como e quando Fidelis cairia em suas mãos. De um a dez, queria ver o rosto de Fidelis distorcido como um acordeão.

    Para fazer isso…

    — Quando é a festa?

    — Será daqui a um mês.

    — Estarei lá então.

    Pecua sorriu sarcasticamente.

    — Vai fazer uma festa debaixo do meu nariz? Eu ainda estou vivo.

    — Então…

    — Será a primeira festa de Fidelis, então vou arruiná-la.

    Era uma boa oportunidade para ver seu rosto sorridente cheio de frustração.

    — Um mês é tempo suficiente para se preparar.

    Com os pensamentos de destruir Fidelis, mais uma vez, Pecua estava mais relaxado do que da primeira vez. Mesmo que eles falhem, ainda estariam incomodados. Então não havia nada que não pudesse fazer em dobro.

    — Não preciso de muito. Encontre dois demônios que sejam bons lutadores.

    “Podemos tomar as pessoas da festa como reféns. Então não preciso de muitos demônios para atacá-los.”

    — Sim, senhor.

    Pelo prazer de ganhar novamente desta vez, decidiram começar a se preparar para arruinar a festa. Voltou à vida, mas no final, Fidelis morrerá suas minhas mãos.


    — Você espalhou os rumores sobre a festa por todo o império, certo?

    — Sim, é óbvio que logo estará nos ouvidos do diabo.

    — Bom trabalho.

    Iseult se levantou sorrindo satisfeita. Hoje iria buscar o vestido da festa de Fidelis. Como era uma festa para anunciar a existência de Fidelis a muitos nobres, queria que o vestido tivesse um nível que não pudesse ser ignorado.

    Ela ia buscar todos os acessórios. Não gosta de fazer compras, mas não era entediante ver vestidos para Fidelis. Em vez disso, era um problema porque Fidelis estava entediada. Quando abriu a porta, Fidelis sorriu e a recebeu.

    — Terminou seu trabalho?

    — Bem, devemos ir agora?

    — Sim.

    Fidelis odiava a sugestão de Iseult de ir buscar um vestido novamente, mas logo caiu no discurso dela. Além disso, Iseult a persuadiu, era a primeira vez que estaria diante de nobres, e ela não podia ser ignorada como sua irmã, a matriarca.

    Desta vez, Hakan foi com elas. Ele segurava a mão de Fidelis com os dedos entrelaçados. Mesmo que Iseult franzisse a testa descontente, ainda não soltaram as mãos. Enquanto se aproximavam da carruagem, Zion, que estava parado ao lado da carruagem, cumprimentou Iseult com prazer.

    — Iseult!

    — Por que você está aqui?

    — Vou com vocês!

    — O quê? O que aconteceu?

    — Sou o servo de Iseult. Vou ajudá-la.

    Iseult ignorou o sorriso de Zion e entrou na carruagem com Fidelis. Zion também entrou na carruagem e sentou-se ao lado dela. O comportamento de Iseult não foi um golpe fatal para Zion, porque ele sempre lidou com isso.

    Com Iseult sentada ao lado de Fidelis, Hakan se sentou ao lado de Zion. Zion estava preocupado pensando se era bom sentar-se bem em frente a Iseult.

    — … Zion, você gosta muito disso?

    Ele assentiu quando ela perguntou a Zion, que não mostrava sinais de que seu sorriso desapareceria.

    — Faz muito tempo que saí!

    Zion nunca havia saído com Fidelis, e sempre saía com outra pessoa, não com Fidelis.

    Não, os três nunca haviam saído juntos. Em um dia que interferia no tempo deles, sabia o quanto o rosto de Iseult ficava assustadoramente sombrio, então não saía.

    — Devia ter trazido Edu e Essie também.

    — Eu as convidei, mas elas disseram que estavam tirando uma soneca.

    Agora Edu e Essie estavam completamente integradas aos Swaldgar. Os servos não gritavam mais como faziam no início quando ficavam surpresos. Pelo contrário, achavam as duas que seguiam Fidelis realmente adoráveis. Era uma visão curiosa.

    Hakan estava sentado à frente, olhando para Fidelis. Fidelis ficava mais corada cada vez que seus olhos encontravam os de Hakan, tentando se controlar olhando para outro lugar.

    — Pare de me olhar assim.

    — Não consigo parar.

    Ele sorriu carinhosamente, erguendo o canto da boca. Hakan segurou a mão de Fidelis gentilmente quando ela sonhava acordada com isso por algum motivo. Suas mãos estavam juntas.

    — Quero continuar olhando para você, mesmo enquanto te observo. O que devo fazer?

    — É verdade, mas aqui estamos…

    Iseult separou suas mãos e disse. Hakan ergueu o queixo e respondeu casualmente.

    — Eu sei.

    — Você sabe? Faz isso de propósito?

    — Há algum motivo pelo qual eu não deveria fazer isso?

    — Não existe tal coisa.

    Quando Zion assentiu seriamente em concordância com Hakan, Iseult, com uma veia saltando na testa, puxou uma de suas bochechas.

    — Argh!

    — Você disse que estava do meu lado. Deve concordar com o que eu digo, por que está concordando com ele?

    — Você, finalmente percebe que não estou do lado de Iseult?

    Quando ele olhou para ela com emoção sem responder às palavras de Iseult, suspirou como se Iseult tivesse perdido. Recostada nos ombros de Fidelis, Iseult estava ocupada fazendo brincadeiras com sua irmã com um sorriso travesso nos olhos, como se nunca tivesse feito isso.

    Aceitando suas brincadeiras, chegaram à loja de roupas de Liant. A loja de roupas de Liant era administrada pelo designer mais famoso do império, e era conhecida por ser frequentada por nobres de alto nível, então poucos ousavam entrar na loja.

    Mas Iseult e Hakan eram diferentes. Em particular, Hakan disse que compraria aquele vestido para ela. De qualquer forma, era natural que Fidelis escolhesse a loja de roupas de Liant, que queria oferecer o melhor.

    — De jeito nenhum. Eu também vou te comprar algo.

    — Um é suficiente.

    Quando Iseult murmurou, Fidelis rapidamente negou suas palavras. Iseult, que parecia triste, pegou sua mão e entrou na loja de roupas.

    Ao entrar, havia uma fila de funcionários que pareciam estar esperando por Fidelis. Os funcionários cumprimentaram Fidelis com cortesia.

    — Bem-vinda.

    — Oh, olá.

    Quando viu Fidelis cumprimentando, Hakan beijou sua bochecha gentilmente. Os funcionários tiveram que ser cuidadosos para não deixar que o comportamento de Hakan arruinasse sua compostura.

    Liant, a dona da loja de roupas, também ficou surpresa, mas rapidamente se curvou e os levou a uma sala apenas para convidados VIP. Fidelis, que olhava ao redor, sussurrou tranquilamente.

    — Somos os únicos aqui?

    — Talvez tenhamos chegado cedo.

    Iseult respondeu fingindo não saber nada. Se Hakan não tivesse dito, era claro que ele havia comprado toda a loja de roupas. Iseult podia entender como ele se sentia ao não querer mostrar Fidelis a ninguém. Queria ajudá-lo nisso.

    Quando Fidelis se sentou no sofá, Hakan e Iseult se sentaram à esquerda e Zion se sentou ao lado de Iseult. Liant sorriu feliz ao ver os quatro cujos olhos estavam entretidos.

    Quando os preparativos estiveram prontos e foram colocados na mesa, Liant pegou um dos catálogos grossos e o abriu diante de Fidelis.

    Os vestidos eram surpreendentemente coloridos e lindos. Fidelis, que estava olhando o catálogo um a um, fechou o catálogo.

    — Se não gosta de algo…

    — Não, não é isso.

    Fidelis coçou a cabeça, desconfortável.

    — Tudo é tão bonito para mim…

    — Então vamos comprar todos aqui.

    Diante das palavras de Hakan, Liant arregalou os olhos surpresa, e Fidelis, mais surpresa ainda, gritou.

    — Isso não é o que estou dizendo!

    — Posso comprar todos.

    — Não é esse tipo de problema…

    Hakan sorriu afetuosamente e a abraçou tão forte que quase a fez chorar. Liant desviou os olhos de Hakan, que simplesmente não conseguia suportar. Hakan, que olhou de relance, agora parecia diferente.

    — Fidelis, não gosta deste lugar?

    — Não é isso, não tenho certeza do que escolher.

    Ela nunca tinha visto tantas roupas, muito menos comprado. Iseult também havia comprado muitas roupas que ela usava. Iseult disse que compraria todas as roupas que ela quisesse, mas ela não sentia necessidade de ter mais, pois gostava de todas as roupas que Iseult havia comprado.

    Mas desta vez, era diferente. Era um lugar para fazer com que as pessoas a conhecessem. Queria ser tão confiável quanto Iseult, não muito chamativa, mas também não muito simples. No entanto, quanto mais olhava, menos conseguia escolher o que lhe caía melhor.

    — Posso te ajudar, então?

    Liant disse com um sorriso amigável, como se estivesse acostumada.

    — Oh, por favor!

    — Pode se levantar um momento?

    — Sim, sim.

    Quando Fidelis se levantou, Liant a chamou para o lado. Ao redor de Fidelis, que estava de pé, Liant se aproximou.

    Ao contrário da confiante Iseult, Fidelis tinha uma beleza adorável e misteriosa em algum lugar. Liant a segurou pela cintura e a mediu, sem ser rude.

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