Capítulo 668: Poder da Mãe
— Você não precisa de mais dinheiro — disse o Opositor.
Gravis ficou um pouco surpreso ao ouvir isso. — Mas eu preciso de uma loja e de recursos adicionais para forjar. Provavelmente, também precisarei de outras coisas.
— Gravis — o Opositor o interrompeu. — Você tem metade de um Mundo intermediário de minério no seu Espaço Espiritual. Isso é mais do que suficiente para comprar uma loja.
Gravis ficou pasmo. — Esse minério vale tanto assim!? — perguntou, chocado.
Claro que Gravis estava chocado. Havia muitos Imortais mendigos na cidade, o que mostrava como era caro comprar uma propriedade ali. Ele esperava precisar de muito mais. Além disso, uma loja era mais cara que uma casa.
O Opositor suspirou. — Você ficou tempo demais em um mundo natural — disse ele. — Cada depósito de minério tem um valor incrível, e você tem vários desses dentro do seu Espaço Espiritual. Você está sentado em várias montanhas de ouro.
— Huh — murmurou Gravis, coçando o queixo. — Isso facilita as coisas, mas ainda preciso saber como criar um negócio.
— Gravis — disse o Opositor. — Eu posso ser quase onipotente, mas criar um negócio não é algo que eu já tenha feito. Eu apenas lutei sem um lar ou um negócio até me tornar tão poderoso quanto o Velho Bastardo.
Gravis suspirou. — Droga, isso complica as coisas. A quem eu devo perguntar então?
BANG!
Gravis sentiu uma batida forte de dedo em sua testa.
— Eu sou invisível para você!? — perguntou sua mãe, com as bochechas infladas.
— Mãe? — Gravis perguntou, surpreso. — Você sabe como criar um negócio?
A mãe de Gravis parecia ofendida e bufou. — De onde você acha que vem todo o nosso dinheiro? Seu pai só fica sentado o dia todo, encarando o vazio.
Gravis balançou a cabeça. — Espera aí — disse ele. — Isso significa que é você quem ganha todo o dinheiro?
Sua mãe bufou novamente. — Quem mais seria?
Gravis olhou para o pai com uma expressão estranha.
— Eu deixo ela ganhar o dinheiro porque é o hobby dela — disse o Opositor, sentindo sua dignidade ameaçada pela expressão de Gravis.
Então, Gravis olhou novamente para a mãe, que bufou e desviou o olhar. — E daí? — disse ela. — Eu gosto de ganhar dinheiro.
Era óbvio que o Opositor poderia conseguir todo o dinheiro que quisesse. Ele só precisaria matar algum cultivador extremamente poderoso e saquear todos os seus pertences. No entanto, não havia razão para isso. No nível dele, o dinheiro era irrelevante. O progresso de seu poder não dependia de dinheiro.
Também fazia sentido que a mãe de Gravis tivesse um hobby. Se ela não tivesse nada para fazer por toda a vida, ficaria entediada até a morte.
A mãe de Gravis estufou o peito. — O título do seu pai pode estar no nome da cidade, mas eu sou quem manda nesta cidade! — proclamou com orgulho. — Posso arruinar todos os negócios desta cidade com apenas um movimento de dedo. Você acha que todos os donos de negócios no passado foram tão deferentes com você porque você é filho do seu pai? Não! Eles tinham medo de me irritar!
— Seu pai pode não fazer nada com eles se o tratarem mal, mas eu arruinarei a vida de qualquer um que maltrate meu garotinho! — disse ela com firmeza.
Gravis ficou vermelho de vergonha. — Mãe, eu não sou mais uma criança.
De repente, um sorriso gentil reapareceu no rosto dela. — Oh, eu sei, querido — disse ela calorosamente. — Eu estava falando do passado, não do presente.
Gravis sentiu que estava vendo o verdadeiro eu de sua mãe pela primeira vez. Sua mãe tinha uma quantidade absurda de ‘poder suave’? Ele sempre pensou que sua mãe apenas vivia em paz. Aparentemente, isso não era verdade. Ela também era uma empresária assustadora.
— Certo, mãe — disse Gravis. — Então, você pode me ajudar a criar meu negócio?
— 20% — disse sua mãe.
Gravis ficou um pouco confuso. — O quê?
— Quero 20% das suas ações — disse ela.
Gravis ainda estava confuso. — O que são ações? — perguntou.
Sua mãe bufou. — Você quer criar um negócio, mas nem sabe o que são ações?
Gravis permaneceu em silêncio com uma expressão confusa. Ele achava que só precisava forjar coisas e vendê-las.
— É a propriedade do seu negócio — explicou ela. — Você pode negociar publicamente a propriedade do seu negócio com outras pessoas. Elas lhe dão dinheiro em troca de uma parte da propriedade. Claro, como você já tem um capital inicial grande o suficiente e não está planejando expandir, não deve precisar disso.
— Mas, se você quiser minha ajuda, quero 20% da sua empresa — disse ela.
Gravis sentiu que isso era um pouco demais, mas já havia sentido a pressão da mãe. Ele precisava dela, e ela sabia que ele sabia que não tinha outra escolha.
Gravis suspirou. — Certo — cedeu.
De repente, Gravis foi puxado pela mãe e se viu em um firme aperto de mão.
— Um prazer fazer negócios com você — disse sua mãe, com um sorriso.
Yersi observava tudo isso com interesse. Ela ainda não entendia exatamente o que era um negócio, mas, de alguma forma, sentia que seu pai havia acabado de perder para a avó.
— E é assim que ela ganha dinheiro — comentou o Opositor, recebendo um olhar venenoso da esposa. — Ela só precisa lhe dar conselhos sem investir nenhum dinheiro no seu negócio. Assim, ela ganhará uma tonelada de dinheiro com apenas algumas palavras.
Gravis olhou para a mãe com choque e uma expressão de traição, mas ela manteve o sorriso firme. — Considere isso sua primeira lição. Informe-se antes de tomar decisões importantes, ou vão tirar vantagem de você.
— Mas como devo me informar se nem sei como me informar? — perguntou Gravis.
— Bem — disse a mãe, interrompendo-se por alguns segundos.
…
— Que pena para você, eu acho — concluiu ela.
Whooop!
De repente, um pergaminho de dez metros apareceu na frente de Gravis. Ele olhou para ele e viu que a escrita era minúscula!
— Este é nosso contrato — disse ela. — Assine.
Gravis olhou para a parte inferior, onde deveria assinar, mas parou. Em vez disso, decidiu ler o contrato. Agora que era um Imortal, ler um texto tão longo não demorava muito.
Uma cláusula chamou a atenção de Gravis, fazendo-o piscar algumas vezes.
— Eu abro mão de todos os meus direitos como pessoa e serei eternamente responsável por fazer o almoço da minha mãe.
Gravis olhou para a mãe com os olhos semicerrados e apontou para a cláusula.
PACK!
A mãe de Gravis colocou a mão no ombro dele. — Muito bem! — disse ela, feliz. — Sempre leia o que você assina.
Whooop!
Um novo contrato apareceu, e este era muito mais curto. Ele basicamente dizia que a mãe deveria dar orientações e que ela receberia 20% da empresa.
Ainda assim, Gravis sentiu algo diferente.
— Este contrato não exibe as mesmas flutuações que o anterior — disse ele.
PACK!
Outra mão em seu ombro. — Muito bem! — disse sua mãe. — Contratos importantes precisam ser emitidos pelo Escritório de Formalização de Contratos primeiro. Papel comum pode ser facilmente alterado após a assinatura, tornando-o inadequado para contratos entre pessoas que conhecem Leis. Por isso, todo contrato importante precisa ser processado pelo Escritório de Formalização de Contratos. Isso torna impossível alterar o conteúdo do contrato.
Gravis ficou impressionado. Achava que fazer negócios era muito mais simples.
Outro contrato apareceu, mas Gravis encontrou uma cláusula minúscula, que não teria encontrado se não estivesse atento. Mais uma vez, ele deveria ser responsável por fazer o almoço todos os dias.
— Ótimo! — disse sua mãe. — Esta cláusula é apenas grande o suficiente para ainda ser considerada válida. Qualquer coisa menor não seria oficial.
Outro contrato apareceu, e Gravis encontrou outro problema.
“Isso não vai acabar tão cedo, vai?” pensou Gravis.

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