Capítulo 07 — Yggdrasil


Rodeada por densas névoas, uma cúpula luminosa se destaca, envolta por nuvens. No topo, um branco intenso escurece à medida que desce, como um crepúsculo eterno.
Próximo à cúpula, um verde surge entre o branco das nuvens.
Ao entrarmos, passamos por entre enormes galhos cobertos de folhas. O inusitado: cada galho tem o tamanho de um arranha-céu, como se vários prédios tivessem sido empilhados um sobre o outro. E cada folha daria para uma pessoa usar como paraquedas.
Descendo mais e mais, vemos um mar de nuvens densas, tão fofas que parecem dar para nadar. Peixes serpenteiam por elas, saltando para outras nuvens, seguindo o som distante das cachoeiras.
Ilhas flutuantes pontilham o céu: algumas gigantes, com árvores colossais; outras pequenas, com árvores delicadas, como bonsais pendurados no abismo.
Cachoeiras deságuam pelas bordas das ilhas, fluindo tão calmas que parecem rios verticais que esqueceram de cair.
Aves cruzam o céu: umas grandes, com asas como velas; outras pequenas, rápidas como flechas. Todas à espreita, esperando que um peixe se arrisque a planar demais.
No horizonte, algo maior toma a visão: uma árvore colossal, tão grande que seria necessário empilhar incontáveis torres para alcançar seu topo. Tão grossa que dar uma volta completa levaria dias.
Suas imensas raízes se estendem e se prendem a ilhas próximas, como pontes vivas. Ilhas repousam nos galhos do tronco, como se descansassem após flutuar demais. Já a ilha que sustenta esse colosso é igualmente colossal, com as bordas despejando cachoeiras imensas.
Em uma ilha ao lado, ligada a uma das raízes, uma estrutura de blocos de pedra empilhados guarda, em seu interior, um Pilar maior do que o que já vimos.
Um feixe de luz despenca do céu e atinge o topo da imensa estrutura. Ao atravessar o portal, Heragon surge no interior de um prédio colossal, onde fileiras de Pilares se erguem lado a lado, como colunas de uma engrenagem antiga e perfeitamente organizada. Corredores estreitos, delimitados por fitas presas a pequenos postes, conduzem o fluxo de pessoas até uma única fila diante de um guichê. O ambiente cheira a papel, metal e pressa. Passos ecoam pelo salão, vozes se misturam num zumbido impaciente, e ninguém parece ter tempo para hesitar.
Atrás do balcão, uma mulher de expressão seca estende a mão sem sequer erguer o rosto por completo, já esperando receber o que para ela era óbvio. Heragon apenas franze a testa. A exigência se repete, mais lenta, mais dura, como se a impaciência pudesse traduzir o desconhecido. Ainda assim, ele continua perdido. Não fazia ideia do que ela queria, muito menos do tipo de lugar em que havia acabado de pisar.
O olhar da atendente endurece. Com a mesma frieza mecânica daquele salão, ela esclarece que ninguém entrava sem documentos e sem o pagamento das taxas exigidas. Antes mesmo que Heragon pudesse reagir melhor, os dedos dela apertam um botão sob o balcão. O efeito é imediato.
Seguranças avançam por entre as filas e o cercam em poucos segundos, fechando o espaço ao redor dele como uma armadilha pronta para se fechar. O rapaz responde no mesmo instante: fecha os punhos, recolhe os cotovelos junto ao tronco e abaixa levemente o queixo, deixando o corpo pronto para explodir ao menor sinal de ameaça. Então um homem grande se aproxima por trás e pousa a mão em seu ombro.
Péssima decisão.
O jovem agarra o punho do brutamontes e o aperta com firmeza. Num único movimento, puxa o braço do homem para si e projeta a perna para trás, varrendo o chão sob os pés dele. O corpo do grandalhão perde a base, sobe no ar e, no instante seguinte, é arremessado com violência contra o piso frio. Os outros avançam de uma vez, mas Heragon corta os ângulos com os punhos cerrados e a base bem firme. Entra e sai da distância no tempo certo, quebra o equilíbrio, varre pernas, derruba um, depois outro, e mais outro. Em poucos segundos, todos estão no chão, largados entre gemidos.
Encostada à parede, uma mulher observa. Alta, pele morena, abdômen definido, runas tatuadas nos braços e pernas. Cabelo curto, roupas leves que deixam o corpo solto para golpear.
— Interessante… o garoto é bom, mas só domina o básico. Vence na força e na intuição.
Ela avança em passos curtos que, aos poucos, se alongam, encurtando a distância sem pressa. Sem qualquer aviso, estala o quadril e dispara um chute frontal na direção do peito dele. Heragon percebe por muito pouco. Cruza os antebraços, endurecendo-os, e absorve o impacto com um recuo pesado. Quase perde o equilíbrio, mas finca os pés no chão e se mantém firme. Puxa o ar fundo e balança os braços, tentando expulsar o formigamento.
— E aí? — ela provoca, ajeitando a guarda. — Vai ficar parado ou vem? Se não vier, eu vou.
A pressão no ar aumenta. No rosto dele, porém, só empolgação. Heragon baixa o centro de gravidade: um braço à frente, o outro recuado, peso bem distribuído, pronto para reagir.
A mulher mantém guarda alta, queixo protegido, tronco levemente girado. Pernas afastadas, prontas para chutar com qualquer perna. Braços vivos, marcando distância. Ela avança devagar, olhar cravado nele, passos medidos.
Heragon dá um passo curto para dentro e tenta um agarramento de tronco. Ela torce o corpo no último instante, respondendo com um chute lateral. Ele bloqueia no antebraço e sente o impacto até o ombro. Já contra-ataca em linha, mas ela sai do alcance num pequeno recuo.
— Olha só… achei que você só sabia o básico. Tem um contra-ataque decente. Te subestimei.
Ela encurta a distância em passos curtos. Um joelho sobe, raspando o vazio. Em seguida, o corpo gira numa canelada por cima, sem espaço para acertar, as tatuagens brilham. Heragon arma a resposta… e o golpe entra no abdômen por um ângulo impossível. O ar foge do peito. Ele é levantado do chão e, ainda no ar, recebe outro chute que o joga de costas.
Tonto, encara a lutadora. Os ombros e quadris dela se movem e, um instante depois, um rastro translúcido do corpo repete o gesto, meio atrasado, uma investida fantasma onde a imagem demorasse a voltar. Chamas discretas se acendem ao redor dos punhos do garoto. Ambos adversários ajustam a base para voltar ao combate.

Quando uma pressão diferente afunda o ambiente. O ar pesa em uma chuva de presença. Um homem de aparência jovem, orelhas pontudas, pele muito clara, cabelos verde atravessa a entrada principal e caminha na direção dos dois.
— Vocês já se cumprimentaram o suficiente.
A mulher resmunga. Justo quando estava ficando divertido, a intromissão estraga tudo. Ainda assim, ela precisa obedecer. Diante da maior autoridade dali, não há o que fazer.
O recém chegado chamou Heragon com a mesma calma firme de quem não precisava elevar a voz para ser obedecido e seguiu adiante caminhando já decidido. Elena, ainda com a respiração aquecida pela luta, estreitou os olhos para o garoto e depois para o Elfo. A desconfiança virou cálculo.
Os traços do rosto, o nome, a raça, a raridade daquele sangue… as peças foram se encaixando uma a uma, até o reconhecimento surgir inteiro. O parentesco com Fiogon saltou à frente, e logo atrás veio a conclusão inevitável, ligada à mulher que carregava aquele mesmo peso no nome.
— Pera aí! Sundar, esse garoto é filho dela?
Ele calmamente, acena com a cabeça. Heragon arregalou os olhos. A empolgação lhe acertou o peito antes do fôlego. Diante dele não estava apenas uma autoridade qualquer, mas uma figura arrancada das histórias que crescera ouvindo, um dos nomes que caminhavam entre o exagero das lendas e a memória orgulhosa dos sobreviventes.
O título de herói de guerra, o posto de fundador da Guilda, a alcunha grandiosa presa ao nome de Sundar… tudo aquilo brilhou na cabeça do garoto de uma vez só. Por um instante, até a inveja o cutucou por dentro. Fiogon ainda podia ser julgado pelo corpo jovem apesar dos séculos, mas elfos nem sequer davam esse conforto ao tempo.
O canto da boca de Sundar subiu num divertimento discreto ao perceber o efeito que causava. Heragon, por sua vez, deixou escapar no rosto toda a admiração que carregava desde pequeno. As histórias do avô pesavam ali, vivas, empilhadas umas sobre as outras, todas puxando o elfo para um lugar quase mítico.
Sundar absorveu aquilo sem vaidade aparente, apenas com a serenidade de quem já ouvira reverência demais para se impressionar, e enfim tomou a dianteira. O assunto exigia outra atmosfera.
— Vamos Heragon, precisamos conversar.
Ele se virou e foi em direção à saída. O jovem apressou o passo para alcançá-lo, ainda confuso com o próprio destino. A pergunta veio no ritmo da passada, atropelada pela necessidade de entender onde estava. A resposta o arrancou de vez da suposição anterior. Aquilo não era Símia. Era Yggdrasil. A sede da Guilda.
Assim que atravessaram a porta, o mundo se abriu.
Heragon desacelerou sozinho, puxado pela vista. À frente, a raiz colossal se estendia como uma ponte viva entre a estrutura de pedra e o corpo imenso da árvore. O vazio ao redor era preenchido por nuvens espessas, cachoeiras despencando das ilhas distantes, galhos monstruosos cortando o céu e aves riscando o horizonte.
O garoto andou por aquela extensão com passos menores, quase reverentes. Tudo ali parecia grande demais para caber nas histórias, e ainda assim estava diante dele, pulsando, respirando, existindo. Sundar lançou um olhar de lado, percebendo o encantamento sem precisar provocá-lo. A lembrança da mãe do garoto atravessou sua expressão como um reflexo antigo, fazendo o ar pesar por um instante antes que ele retomasse o foco.
— Já que estou aqui, queria ver minha mãe.
— No momento, ela não está na Guilda. — O olhar de Sundar endurece. — Mudando de assunto, quero que você fique aqui e estude na Academia.
Heragon parou no mesmo instante. A recusa subiu inteira pelo corpo antes mesmo de se organizar em pensamento. O nome do avô capturado incendiou tudo dentro dele. Os dois anos de treino, a urgência acumulada, a promessa silenciosa de resgate, o orgulho, a culpa, o medo de estar atrasado demais… nada naquela proposta soava aceitável. O peito do garoto se ergueu pesado, os punhos se fecharam ao lado do corpo, e o olhar ganhou dureza. Esperar mais era insuportável.
Sundar não cedeu. Voltou os olhos para o horizonte, como quem observava perigos que Heragon ainda nem era capaz de enxergar. A fala dele veio como pedra firme:
— Os Predators são fortes, do jeito que está agora, enfrenta-los é suicídio. Não irei deixar que o neto do homem que mais admiro, morrer assim.
No meio da ponte, Heragon fincou os pés na raiz viva e travou o maxilar. Se força era o problema, então provaria a própria força. A pergunta saiu em forma de desafio, vibrando mais no corpo do que na voz.
Sundar soltou um suspiro curto e chamou Elena sem sequer virar completamente a cabeça. A ordem caiu sobre a ponte com naturalidade cruel.
— Elena, tome posição, desta vez, leve a luta a sério. — Com o olhar firme. — Heragon, aguente dez segundos, se o fizer: pessoalmente, te conduzirei até a porta dos Predators.
O jovem se anime, mas mal teve tempo de deixar a incredulidade virar reação.
Elena apagou a distância num estalo de movimento. Heragon só percebeu o chão vindo rápido demais. As costas bateram na raiz antes que ele entendesse por onde o golpe entrara. O mundo deu um tranco seco. Ele se ergueu entre revolta e vergonha, reclamando do ataque sem preparo, mas a lutadora apenas cruzou os braços e devolveu a lógica nua do combate real.
— Cresça, garoto. O inimigo não espera, ele ataca.
Heragon cerrou os dentes, endireitou a postura e voltou para a base. Dessa vez, tentou antecipar. Leu os ombros dela, o quadril, a distribuição de peso, os olhos. Não foi suficiente. Elena avançou outra vez, e o resultado foi igual.
E depois de novo. E de novo. E de novo.
Cada tentativa do jovem morria antes de florescer. Às vezes um desequilíbrio simples. Às vezes um golpe limpo entrando por fora da guarda. Às vezes a sensação humilhante de que Elena já estava em outro ponto da ponte enquanto ele ainda respondia ao primeiro movimento. O corpo foi pesando, o fôlego encurtando, os músculos acumulando falhas. A ponte virou palco de uma sequência impiedosa de quedas curtas, impactos secos e frustração crescente. Quando o ciclo enfim parou, ele mal conseguia se sustentar nos cotovelos.
Sundar observou tudo com a frieza tranquila de quem não precisava aumentar o tom para tornar a verdade mais dura. A conclusão caiu limpa: Heragon ainda era fraco.
Mesmo esparramado no chão, com o peito subindo em arrancos, o garoto não recuou por dentro. A necessidade de salvar o avô continuava ali, latejando. Entrar para a Guilda podia até ser um desejo real, mas não acima daquilo. Sundar percebeu na hora. A teimosia lembrava alguém. A mãe do garoto atravessou a fala do Elfo como uma memória incômoda e afetuosa ao mesmo tempo. Não o deixaria sair daquela dimensão sem prova concreta de que estava pronto.
Heragon puxou o olhar para cima, tentando agarrar algum caminho entre a exaustão e a esperança. Sundar então entregou um.
Dentro de um mês, o Festival dos Campeões abriria suas portas. Heragon já conhecia o nome, ao menos de ouvir falar, e o torneio ligado àquela celebração acendeu uma centelha imediata no seu semblante cansado. Mas a centelha esbarrou na barreira seguinte. O caminho normal passava pela Academia, e o tempo para inscrição externa já tinha se encerrado. Restava apenas a recomendação de um Rank S.
O olhar de Sundar se moveu para Elena. A encarada a incomoda. Já imaginando, o que vem a seguir, não iria agrada-la. Ele confirmou a direção desse pensamento antes mesmo que amadurecesse.
Elena ficaria responsável pelo garoto durante aquele mês. A rejeição dela veio estampada sem filtro, quase tão visível quanto as tatuagens que lhe marcavam a pele. A ideia de servir como babá o mês inteiro lhe descia amarga. Sundar, no entanto, conhecia o ponto exato onde apertar. Elena já havia lutado várias vezes com a mãe de Heragon. Tinha visto, absorvido e copiado o bastante daquele estilo de luta, próprio dos Dragões. Além disso, a tarefa viria com nome, peso e valor de missão. O desagrado dela não desapareceu, mas perdeu força diante da ordem. Ela revirou os olhos e aceitou.
— Heragon, durante esse mês, deve conseguir a aprovação de Elena. Se tentar fugir, farei com que entre a força na Academia.
A presença do Elfo desceu sobre a ponte logo em seguida, invisível e esmagadora. O ar pareceu afundar. Heragon sentiu o próprio corpo encolher por dentro antes de conseguir responder. Engoliu seco e cedeu com um assentimento curto, sem espaço para bravata.
Toda aquela negociação aconteceu enquanto ele ainda estava caído, respirando como quem mal saíra de um atropelo. Então Sundar se aproximou e abriu a palma da mão sobre ele.
Flores romperam a superfície da raiz ao redor do corpo do garoto.
Primeiro vieram os brotos. Depois pétalas, brilho e uma energia suave escorrendo em fios luminosos para dentro dele. A fadiga começou a se soltar dos músculos como se estivesse sendo arrancada pelas raízes da própria árvore. A dor recuou. O peso sumiu. Em poucos instantes, Heragon voltou a sentir as pernas firmes o bastante para se levantar.
Ele ficou de pé devagar, abriu e fechou as mãos, testou os ombros, o abdômen, o fôlego. A surpresa passou pelo rosto inteira. O cansaço havia desaparecido como se nunca tivesse estado ali.
Sundar retomou a caminhada. O jovem Dragão o acompanhou logo depois, ainda ajeitando a postura, os punhos cerrados com aquela mistura antiga de contrariedade e ímpeto. Por dentro, a conclusão veio amarga.
“Não tenho escolha. De novo.”
Mas o próprio rosto o traiu no instante seguinte. No canto da boca, nasceu um sorriso pequeno, vivo, teimoso. Daquele tipo que aparece quando a ordem recebida se parece demais com um desafio.
Chegam aos portões na base da árvore colossal. Grandes e robustos, Sundar toca a madeira, que reage à insígnia em seu peito. O portão se abre sem ranger, apenas com o estralar vivo da madeira cedendo.

Ao entrarem, Heragon se impressiona mais uma vez. Há um grande fluxo de pessoas, e pássaros mensageiros carregando cartas cruzam o ar de um lado para o outro, num vai e vem incessante. Aves maiores, usadas como montarias, sobrevoam o espaço amplo, pousando e levantando como se aquele lugar fosse um céu particular.
Por dentro, a estrutura é bem montada, respeitando a árvore, é claro. Em vez de escadas, raízes serpenteiam pelo interior, formando caminhos naturais. A árvore colossal é oca, mas o tronco é espesso, e raízes internas percorrem as paredes, distribuindo nutrientes sustentando aquele mundo por dentro.
Aventureiros pegam missões em quadros cobertos de papéis, organizados por Ranks. Em seguida, se dirigem aos balcões, onde são atendidos tanto os que querem aceitar uma missão quanto os que desejam publicar uma.
— Elena, leve-o para comer algo. Cobrirei todos os gastos dele e os seus durante esse mês.
— Opa, pelo menos algo de positivo nessa missão. — Ela sorri. — Saiba que vou me esbanjar.
— Que seja. Vou para o meu escritório. Só tente não matar o garoto, entendeu?
— Vou tentar.
Sundar suspira.
— Já estou preocupado, mas… ele é neto do homem que mais respeito neste mundo. Tenho certeza de que irá superar minhas expectativas.
Como quem domina o lugar, Sundar é levado pelas raízes para o alto, indo para seu escritório no ponto mais alto da Guilda. Entrando na sala bem agregada, a atravessa com tranquilidade. Ao se sentar na cadeira atrás de uma mesa que mais parece fazer parte da própria árvore, uma bela voz ecoa direto em sua mente.
‘Bom trabalho. Conseguiu segurar o jovem. Mas tenho uma dúvida: você realmente iria obrigá-lo a ficar caso ele não quisesse?’
— Claro que não. Não é do meu feitio fazer algo assim. Mas, ainda estou me perguntando, por que a grandiosa Guia Suprema insistiu tanto para eu convence-se o jovem a entrar na Guilda?
‘Tenho meus motivos.’
— Depois daquela missão em Gnor, todos vocês voltaram cheios de segredos. Estou me sentindo excluído.
‘Tão sentimental… se eu não tivesse impedido, você já teria declarado guerra contra Floressi para resgatar o velhote.’
— Mas é claro. O que eu quero agora são respostas. Se não me contar, amanhã mesmo Floressi vai queimar.
‘Está bem, está bem. Desta vez, acho melhor te contar. Como já sabe, fomos naquela missão Rank S de Grau V, lá…‘

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