Índice de Capítulo

    「Quantos foram mortos?」

    — 8 milhões…

    「Seus olhos… estão diferentes da última vez…」

    — Eles estão… arco-íris, não é?

    ❍ ≫ ──── ≪ • ◦ ❍ ◦ • ≫ ──── ≪ ❍

    — Então Twilight têm uma nova líder? Quero dizer… ela meio que tomou para si. — Kevyn desviou o olhar após fazer aquela pergunta.

    — Sim… mas isso já têm um tempo, foi antes do que aconteceu em Lycky, pareceu até arquitetado por alguém… — Gabriel deixou sua xícara sobre a mesa e franziu um pouco a testa.

    — Entendo… 

    ❍ ≫ ──── ≪ • ◦ ❍ ◦ • ≫ ──── ≪ ❍

    Passo por passo uma garota caminhou lentamente por um corredor listrado. Carregando algo em mãos, seus olhos baixos cheios de raiva condenavam o absoluto mundo.

    Adentrando por uma das variadas portas pelo corredor, a elfa de cabelo branco cerrou ainda mais seu olhar, matando o mundo, que a enxergou com medo.

    O movimento de alavanca, o baixar da maçaneta cobrindo o caos do seu ódio, adentrando, seu olhar carmesim iluminou, relatando o ambiente, ela ouviu na varanda uma mulher chorando.

    — Mind. Chegou uma carta pra você.

    Se virando entre o concreto e o espiritual, a mestra de Kynory estava neutra, sem choro, sem lágrimas. Ela não parecia sequer triste, então de onde vinha o barulho?

    Entre passos lentos, Mind caminhou, tropeçou e chegou até sua aluna, de frente uma para outra uma percepção extra-dimensional, algo que só a púrpura garota saberia.

    Conforme seu cabelo era iluminado pela lua, ela pegou a carta em mãos como quem já sabia o que viria daquele destino efêmero.

    Lento, ela rasgou, rápido, ela leu, fraca ela se sentiu, mas forte ela se manteve de pé e compreendeu o que estava escrito.

    Sem dizer nada, ela percebeu as entrelinhas, soube o que estava acontecendo e, do ponto onde a carta foi escrita, ela já sabia o que viria. Ela sabia o veneno que escorria e sentiu com seus olhos, o que seu aluno tanto queria.

    Mas não cedeu, ela olhou para sua aluna e então compreendeu, a máscara, a restrição, o mundo e a solidão.

    — Kynory, ele te traiu, não é?

    — Não quero falar sobre isso. — Ela virou de costas. — O que têm na carta, afinal?

    Entre pausas da sua própria respiração, contendo algo que ela guardou, a mulher não resistiu e então seus olhos viraram nuvens e se derramaram.

    Sem dizer nada e em silêncio, ela resistiu, observou mais uma vez, e respondeu:

    — Kevyn está vivo. 

    ❍ ≫ ──── ≪ • ◦ ❍ ◦ • ≫ ──── ≪ ❍

    “Tic”, Sentando-se sobre a sexta cadeira, um homem de máscara. Com seu cabelo branco e coroa, ele veio a ressoar:

    — Vim relatar sobre a minha missão em Emerald.

    “Tac”, logo à frente, uma mulher com enormes chifres e com seus cabelos cobrindo quase todo o seu corpo. Não mostrando os seus olhos e escondendo uma espada consigo, ela também falou:

    — Também estou aqui para vós dizer sobre a ordem que fui submetida.

    “Tic, Tac”

    Mas somente os dois estavam sob a presença de seu rei.

    Apenas as últimas cadeiras vieram a se consagrar à quem — sentado diante a cadeira final daquela mesa extensa e alarmante.

    “Tic”

    Ele indagou:

    — Falem o que aconteceu.

    O homem de terno negro e cabelo extenso apoiou seus cotovelos sobre a mesa e fechou seus olhos para ouvir atentamente aos seus servos.

    Sendo a cadeira mais perto, a mulher pôs a lâmina que carregava sobre a mesa. Então disse:

    — Dado ao acaso, The Summer continua o mesmo lugar agradável de sempre. Sua mortalidade me trás ansioso de vir a me encontrar com o caçula em breve, mas existe algo que me incomodou sobre como Myuky me abordou. Ela pareceu apreensiva quanto ao meu poder, mas se absteve de me dizer se cooperaria. No entanto, me deu essa arma de presente.

    — O que mais? — indagou o soberano.

    — Realçou que nunca trabalharia com quem matou sua amiga.

    Abrindo seus olhos, Kley encarou a arma e sorriu, mas logo fechou suas pálpebras mais uma vez, e complacentemente falou:

    — Tsushite, diga-me como foi.

    O homem de máscara respirou fundo, e respondeu de forma direta:

    — Sinto muito, meu senhor, como condiz a minha letárgica circulação, seu querido filho está exatamente onde prevíamos. Mas infelizmente não o capturei, ele estava forte demais para que eu o alcançasse.

    Levantando seus olhos para olhar para seu servo. O vampiro não sabia se ouviu errado, ou só estava sendo enganado perante a palavras tão oblíquas quanto as do seu filho mais velho. Mais uma vez algo não parecia certo, então fez uma pergunta extremista:

    — Por acaso ele usou a fusão com sua espada?

    — Não, ele usou uma arma diferente, a mesma que Myuky forjou a tantos anos para a monarca Astéria Calamith.

    Surpreso, perguntou: — A… Kind?

    — Ela foi re-forjada por ele, refeita.

    — Compreendo, termine seu dialeto.

    — Quando eu realmente comecei a lutar, fui acertado por algo que destruiu o mundo, mas o que aparenta… um destruidor destruiu o que foi destruído e tudo se resetou…

    Entendendo a situação, Kley se levantou e disse: — É o bastante, podem ir, tenho coisas para resolver. — Ele deu as costas e saiu da sala.

    “Tac”

    ❍ ≫ ──── ≪ • ◦ ❍ ◦ • ≫ ──── ≪ ❍

    — Como está o treinamento dela, Hokaka?

    — Suedrom vê potencial, ela tem um sangue que não vemos a muito tempo… ela é descendente de Mitashi Ginhells.

    — Conversei com o Gabriel, ele disse que falaria com o irmão. Se ele fez aquilo com o Jeffrey, é porque ele conhece e vai proteger a Aycity tão bem quanto a gente. — Jeremy abaixou a cabeça pensativo.

    Inabalável, Hokaka arrumou o cabelo atrás da orelha e respondeu: — Quem diria que essa jóia tão preciosa estaria em mãos pútridas, não é? Uma esmeralda da família Ginhells, será que a mãe dela realmente ficou com aquele traste? 

    — Minha irmã não me deu detalhes sobre o caso do nosso ex assassino, mas constava que sim, ele é pai dela… o que esperar? 

    — É um desperdício de potencial… Mitashi já passou seus genes para frente, afinal, não temos o que discutir sobre. — Em uma prancheta, a mulher anotou algumas coisas relacionadas.

    Por outro lado, Jeremy encarou-a enquanto um portal pairava sobre a frente deles. Gigantesco, seu brilho iluminava o rosto do casal.

    Ainda digerindo, o ruivo suspirou e pensou: “A neta daquele homem… o filho do Kley… Gabriel, o que você tá tentando fazer?”

    ❍ ≫ ──── ≪ • ◦ ❍ ◦ • ≫ ──── ≪ ❍

    Ainda em meio a um dia chuvoso, logo após Gabriel ir de sua casa, ele estava arrumando-na para a possível visita esperada.

    Usando o paninho que Nick lhe deu a tanto tempo atrás, ele sorriu.

    E então pegou uma lâmina.

    Fazendo buracos em suas palmas, com uma faca, grandes o bastante para a água da torneira passar, Kevyn descobriu o que tanto o incomodava…

    — Minhas mãos… Humbra, sua mão também tem um buraco assim, eu não pensei quando te fiz, mas eu também tenho os mesmos vãos…

    Vendo através do vazio da sua inexistência, Kevyn não conseguiu mexer-las, talvez tenha cortado algum músculo importante, mas logo se recuperou e fechou a torneira da pia.

    Com um leve suspirar, ele jogou fora sua pele e carne cortadas e limpou o sangue sobre a pia. “Terminei de limpar a casa, essa chuva tão gostosa me dá tanta vontade de dormir! Tá tão agradável”, ele fechou seus olhos enquanto seu cabelo tornava-se espectral como as nuvens.

    “Toc-toc”

    Alguém bateu.

    Clima gélido no ambiente similar e familiar, Kevyn caminhou até a porta, mas ela já estava gentilmente aberta. 

    Inclinada, uma garota o observou com as mãos atrás da costas.

    — Que cruel… não é? Princesa dragão.

    Apoie-me

    Regras dos Comentários:

    • ‣ Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
    • ‣ Evite spoilers do capítulo ou da história.
    • ‣ Comentários ofensivos serão removidos.
    AVALIE ESTE CONTEÚDO
    Avaliação: 100% (1 votos)

    Nota