Índice de Capítulo

    #autor Kevyn autor#

    Olá! Eh… Vamos dar umas aulas, sei lá.
    Por exemplo: Você se esqueceu de como a mana se desperta?

    Eh… Hoje vai ser… Eh…

    Os lordes Nolysses não governam, eles cuidam do ambiente de cada região. Por tanto, isso não significa que eles tenham poderes ambientais, ou algo assim. Por tanto, eles tão lá pra vigiar se não tem alguém botando fogo nas coisas ou algo assim.

    Se quiserem uma aula específica, é só comentar.

    Esperando que Humbra acabasse, Aycity roía suas unhas pensativa: “Ggrrr! Eu quero ouvir”, suspirou e caminhou para longe. 

    — Fuh~ Eu não posso ficar enfiando a cara nos assuntos dele.

    — Ah, é? 

    — Sim, sim, inclusive… 

    A garota lentamente olhou de onde vinha a voz e arregalou seus olhos.

    — Quem é você?!

    Sorridente, um homem loiro entrelaçou seus braços. Conforme seu cachecol flutuava sobre o vento, ele pensou, analisou e respondeu:

    — Não finja não me conhecer, isso não é legal. — Desviou o olhar emburrado.

    — Você é o lorde nolysse do norte, não é? 

    — Hm… O principal, não conseguiu reparar no quanto eu sou parecido com meu irmão? 

    Ele levou a mão até o peito e ergueu o queixo orgulhosamente.

    A garota cerrou seu olhar, suspirou e o respondeu:

    — Não.

    — Vem comigo — Ele acenou e caminhou um pouco para longe.

    Seguindo-o, a patética menina acelerou dando passos largos. Conforme cruzavam a grama e iam em direção à planície. Sem hesitar, o homem perguntou:

    — Você disse que viria treinar, mas eu sei suas intenções. Aycity, meu irmão, já tem dona. — Olhou-a de canto.

    — Humbra me contou o que aconteceu, você chama isso de relação?

    — Hm? Do que está falando? 

    Ela parou e desviou o olhar. — Night tentou abusar do Kevyn, ele não te contou? 

    Um nanosegundo foi o suficiente. Antes mesmo que ela completasse sua resposta, os olhos de Gabriel se arregalaram — era hediondo, profundo o suficiente para devorar estrelas, mundos, o próprio tecido do espaço-tempo. Ele avançou.

    O primeiro passo esmagou a grama, no segundo já o colocou diante dela, como se a distância jamais tivesse existido.

    Dedo por dedo se cravaram nos ombros da garota. As pupilas se deformaram em caveiras enquanto uma aura densa, quase palpável, se ergueu em torno do lorde. Aycity pode sentir, ver, mas sua calma era assustadora. 

    Então, com seriedade a garota semicerrou seus olhos e continuou sua fala:

    — Não pense em ir atrás da Starlight, a única pessoa que pode enfrentá-la, é o Kevyn.

    Se desfazendo ao normal, Gabriel soltou-a e encarou a vastidão atrás dela.

    — Não se mete a colher no namoro dos outros, isso vale para você também, mas tem a minha aprovação se quiser roubar meu irmão daquela capeta. — Passou por ela, dando meia volta.

    — Roubar, é? Fuh~ eu não preciso fazer isso. — Sorriu. 

    ❍ ≫ ──── ≪ • ◦ ❍ ◦ • ≫ ──── ≪ ❍

    Sentados todos juntos para um leve banquete, Gabriel não conseguiu tirar os olhos da armadura viva almoçando normalmente. Humbra não fazia aquilo, então era estranho.

    Olhando para seu irmão agora sabendo que ele quase foi abusado, pensou: “Ele já não é tocado o suficiente?”, suspirou e perguntou:

    — Ei, Kevyn, você prefere melão, ou pêra?

    Terminando de mastigar e engolir, o príncipe sorriu e respondeu: — Melão é mais refrescante, mas pêra é bom pros ossos… acho que se for pra escolher um… eu escolho a tutti frutti.

    Incrédulo, o homem olhou para Aycity, sorriu três vezes, levantou o polegar e disse: — Você têm chance. 

    Levemente corada, a patética garota desviou a cabeça e apenas o ignorou.

    「❍」

    Depois do almoço, Kevyn e seu irmão foram relaxar no topo de uma colina. Conforme o vento jogava as folhas em seus cabelos, o mais novo lentamente fechou seus olhos.

    Escorando a cabeça do príncipe em seu ombro, Gabriel com sua face serena, seriamente perguntou:

    — Por que você vai atrás da Night?

    — Porque eu amo ela.

    Sem entender, o lorde agarrou as folhas no chão e as espremeu até virarem pó. No entanto, vendo uma nuvem lentamente cobrindo o sol, e sobre a sombra o menino continuou:

    — Irmão, isso se trata de uma promessa, e acima de tudo, ela é a minha espada e está ligada à minha alma.

    — Pretende deixá-la abusar de você?

    — Eu não preciso disso. — Sorriu.

    — E o que vai fazer?

    Kevyn finalmente fechou totalmente seus olhos. — Eu vou bater nela até ficar satisfeita.

    — Violência doméstica não resolve as coisas. NÃO, PE-

    Ele riu. — Hehehe, minha frase não teve duplo sentido, mas eu vou realmente descer a mão nela.

    — E como isso resolve as coisas?

    — Se quer tanto saber, vai ler a parábola do dragão e do demônio. — Seu resquício de consciência se esvaiu.

    — Mas você vai ficar com as duas? — Gabriel desviou o olhar e então o silêncio veio.

    Perdido em seus pensamentos, ele entrelaçou seus dedos pelo cabelo de seu irmãozinho. “Ele é um dragão real, afinal, foi ensinado assim… É da natureza dele ser mulherengo, preciso falar com o Zeo…”, o homem levantou e pegou Kevyn em seu colo e encarou a vastidão verde mais uma vez.

    ❍ ≫ ──── ≪ • ◦ ❍ ◦ • ≫ ──── ≪ ❍

    Após um dia cansativo de trabalho, Zeo caminhava pelas ruas de Seyfu enquanto a luz da lua caía sobre sua cabeça. Solene ele continuou, não tinham outros dragões na rua, isso era bom. O silêncio…

    Depois de um tempo, chegou até sua casa — fora do palácio, distante assim como sua natureza. Ao tocar na maçaneta, o homem repensou em sua vida, como se tudo fosse apenas um incômodo muito grande.

    Mas ele então girou-a.

    Sua melhor decisão.

    Conforme a penumbra se estendia pelo cômodo, o lorde estendeu sua perna para adentrar sua residência. Quando percebeu o silêncio, achou comum, mas quando terminou seu movimento, tocando seus pés sobre o piso de madeira empoeirado, Zeo pôde ver.

    — Bem vindo, lorde número quatro. 

    Em meio a escuridão, apenas uma luz iluminou. Essa pequena fagulha de iluminação estava direcionada a um homem de terno negro… Aquela heterocromia era impossível de não reconhecer.

    Verde e vermelho.

    Um frio na barriga, Zeo sentiu, era como se tudo acabasse ali, mas a calma no rosto do ser em sua frente era tamanha, que ele não poderia se assustar.

    Cada segundo pesava, então a porta aberta, bateu atrás dele. Sentindo um leve odor de sangue, o lorde já havia entendido, incomodado caminhou até o homem de terno e, vendo uma cadeira já exposta para ele, se sentou de frente para ele.

    — Você os matou, não é… Kley?

    Ele ajeitou sua gravata, e afirmou: — Quero que você se torne meu apóstolo.

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