Eu estou garantindo esses 5 capítulos, mas saibam que eu não estou bem, e muito menos concertei meu celular.
Sinto muito…
— Kevyn27
Capítulo 161— Dia dos Generais.
— Então… — Assoprou a fumaça. — O dono daquele estabelecimento é o assassino que vem nos causando problemas?
Sentado sobre um sofá e coçando os olhos, Sakazuki encarou sua chefe que, de costas para ele, olhou do alto os carros lentos do breve amanhecer.
Seu carmesim olhar tão tênue, ela o cerrou quando uma luz dourada os cobriu para que o sol se mostrasse ao longe.
— Sim, aquele ao lado de dois enormes prédios. — Levou sua mão até o vidro. — Aparentemente… As pessoas que moravam saíram da casa por causa da pressão dos imóveis ao lado.
— O que pretende fazer?
Sakazuki esticou uma de suas pernas até a mesa ao centro dos dois sofás e bocejou enquanto se espreguiçava sobre o aconchego.
— Vou capturá-lo.
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Cerrando suas pálpebras, Kevyn viu o teto. Erguendo sua palma na frente de seu rosto, ele lentamente a fechou.
— Arh…
Silêncio.
Ele se levantou. No chão, seus pés tocaram. No chão, passeou. Ao banheiro, chegou.
Cada passo, mais distante pareceu, mas quando pareceu chegar… parou.
Silêncio.
Mais um momento, sua mão ergueu. Sobre o próprio rosto tocou, a cicatriz sentiu, coçou, sangrou.
Quieto, sentiu escorrer, mas enfim chegou, entrou e o espelho encarou.
Sangue, rosto e um mero momento.
Kevyn se curou e lavou sua face que, de tão mórbida, apenas fingiu não existir.
「❍」
Inquietamente, o garoto olhou pela cozinha, Aycity não acordou e Humbra estava vigiando-na.
Silêncio.
Ele abriu a geladeira e encostou sua orelha em seu ombro. Tudo estava preso em um tempo fora do ofício, um odioso e pequeno sentimento se colocou em sua frente.
Silêncio.
De dentro da geladeira, ele tirou uma caixa de ovos, estavam faltando alguns, ele já os usou.
「❍」
Pratos fumegantes sobre a mesa, Kevyn cerrou seus olhos e uma dor de cabeça o cercou, sua mente cessou e, de repente, Humbra chegou.
De olhos dilatados como a imensa passagem em uma de suas mãos, ele encarou seu criador com esperança de algo maior.
Tão tendenciosamente, Kevyn sem energia encarou-o e respondeu antes mesmo de sua criação pensar em perguntar:
— Vou treiná-los.
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Abraçada em seu travesseiro, Aycity bocejou e se virou tentando voltar a dormir. Em meio ao seu momento de querer voltar, ela lembrou:
“Eu preciso matá-lo…”
Com toda sua vontade, ela se agarrou no colchão e se ergueu, levantou e correu até o banheiro.
「」
Depois de um tempo, ela saiu com uma toalha no cabelo e vestindo algumas roupas de Kevyn. “Hm… então… de onde eu parei?”, quieta, se alongou e foi até seu… ah, claro.
“Eu tô sem celular… vou pedir para ele”, sorriu.
Pouco a pouco saiu, desceu as escadas e… café de manhã!
— Ah!
Tantas felicidades, ela correu até a mesa e devorou tudo. Olhando para o lado, Dayron comia panquecas.
Curiosa, Aycity observou cuidadosamente, mas, não era crível, surreal. Mesmo sem precisar, ela comia, e era isso.
— Dayron, você sabe ler?…
Ela concordou com a cabeça.
— Pode me… ensinar?
Naquele momento, a armadura encarou-na e suas placas de metal tremeram.
— A-ah! Sinto muito… quero dizer…
Ela concordou com a cabeça.
— Sério?! Muito obrigada.
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Giro, de um lado para o outro a foice fez seu arco latente, mas independentemente do quão forte fosse, com apenas uma de suas mãos, Kevyn parou a arma de seu general.
Respiração calma, mesmo tão forte, o chão não trincou, a sintonia era tanta, que o impacto do golpe se anulou por si próprio.
Então veio, retilíneo o punho de Kevyn, em um estalo seco o ar se dobrou. Uma defesa perfeita Humbra realizou. Mas novamente, o chão não trincou.
Ossos se arrastando pelo chão, criação e criador vieram a se encarar.
— O devorador de rostos… — Kevyn avançou. — Acha que vai conseguir enfrentá-lo assim?
— Ela? — defendeu. — Sim, eu vou.
— Moonside… — O garoto recuou. — Né? Ela vai ter todos que já matei em seu exército, então vamos fazer assim… eu irei na frente, você e Dayron protegerão minha retaguarda até todo o exército dela ser exterminado.
— Não consigo matá-la…
Kevyn começou a caminhar de volta para casa. Tão solene ele perguntou:
— Você e ela são próximos, não é?
— Treinamos por vários meses juntos.
As pupilas de Humbra tremeram.
Tênue, Kevyn girou seu corpo. Tão inquietante foi sua presença naquele momento. O contato entre seus olhos foi brutal, mesmo que estivesse triste, seu rei o disse a coisa mais cruel:
— Será uma guerra, não uma batalha.
— Eu…
— Moonside vai tentar te matar, se não revidar, o que será de você?
A capa flamejante de Humbra voou, o vento bateu em frenesi, as palavras proferidas fizeram sentido, mas causaram confusão.
Outrora, Kevyn se aproximou e tocou o ombro de seu general com sua mão. O vento lançou seu cabelo na mesma direção da capa.
De maneira simpática, ele desviou o olhar e respondeu a própria pergunta:
— Sei que parece fácil falar, mas eu digo isso para mim mesmo.
— Vai matar a Night?
Kevyn voltou a caminhar e respondeu mentalmente: “Óbvio que não, tolo”.
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Um atrás do outro, Aycity golpeou o ar com toda sua força. “Eu esqueci de falar com ele de novo! AGR!”, seu punho então caiu, de cansaço, seus olhos desviaram. “E se eu… Não! Primeiro preciso ficar mais forte!”
Teimosamente ela correu pela floresta, lembrando do que Kevyn lhe ensinou de noite.
Ela esticou sua mão em frente a uma árvore e, quando sua palma tocou, um portal gerou.
Atravessando um beco no mesmo instante que passou pelo portal, bateu a testa contra uma parede inesperada.
— AEHNN!
Caída no chão, que fora congelado só pelo seu toque, ela olhou para suas mãos. “Ele conseguiu me ensinar algo do nível real da mana? Dos 10 níveis, eu já estou tão forte?! Não… na verdade… foi como ele disse…”
Pondo suas mãos sobre o gelo, ela se levantou. “Moldar conforme a minha mente, eu acreditei que iria fazer um portal, então fiz… e se eu congelasse o tempo?!”
— Ok… O MUNDO!!!
Babacamente ela estendeu as mãos para cima, mas nada ocorreu… talvez ela não estivesse errada, ou só não acreditava em si o suficiente?
Triste, ela encarou a porta azul esverdeada e passou por ela, mudando sua expressão, frieza tomou seu rosto. Mais e mais, seus passos irradiaram, indo até o balcão, encarou Gabriel e Jeremy.
— Boa tarde, eu vim treinar… — ela disse.
Jeremy pareceu chateado.
— Aconteceu alguma coisa?
Aycity não desviou o olhar…
— Eu vim treinar.
Ela agarrou o outro braço.
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Comendo uma torrada enquanto via a luz irradiante se esvair para que a escuridão surgisse, Kevyn estava sentado sobre a colina partida ao meio. Cada instante que o degradê se estendeu, ele se perguntou:
“Avó, você disse sobre tantas coisas, meu pai disse sobre tantas coisas… o que vou decidir?”
Desmontados, Humbra e Dayron “descansavam” juntos após uma árdua batalha em dupla contra seu próprio criador.
Mas então, um viés, um prelúdio…
Devagar, Aycity surgiu no campo de visão do príncipe. Ele ao menos sentiu sua presença? Nem um pouco assustado, Kevyn sentiu que baixou demais sua guarda, mas ela o abraçou e chorou…
— Desculpa por estar me aproveitando…
Ela disse com pesar, pesou, aniquilou o coração do garoto.
Silêncio.
— Kevyn! Eu deveria agradecer? Eu ao menos estou ajudando em alguma coisa…
Ela escorou a bochecha nas costas do príncipe, mas como uma espada, ele respondeu:
— Sabe Aycity? Às vezes é muito melhor ouvir um agradecimento. Eu fiz isso porque queria te ajudar, não porque queria um pedido de desculpas… tá?
— Obrigada.
O choro aos poucos parou, mas quando a luz enfim sumiu, o príncipe fechou seus olhos.
— Você está preocupada… mas eu não preciso das preocupações.
— Se você não, quem então? Alguém sempre vai se preocupar…
Ele suspirou.
— Sou eu quem me preocupo.
— Certo… mas… podemos sair amanhã?
— Claro…
Ele sorriu.
— Ahn… obrigada! Pode comprar um celular pra mim?
— Uhum.
Ele fechou seus olhos.
— Kevyn… eu quero te ajudar a lutar contra Night.
Silêncio.
Inaudível és o mundo perante ao que Kevyn sentiu naquele momento, pela primeira vez, ele negou a si mesmo. Aycity não sentiu, mas as criações do príncipe, mesmo tentando descansar, ficaram tensas.
Ele abriu os olhos e ergueu a mão na frente do rosto mais uma vez, a sua mão direita. A pinta em seu dedo, cerrou os olhos, a vida, a morte. Reclusa, seu controle de mana se tornou absoluto, sua pele branca, como cinzas já jogadas ao ar, talvez fantasmagórica por ser um vampiro.
Kevyn suspirou tão profundamente, que sua voz quase saiu com o ar, mas, retornando e fechando sua palma, ele sentiu sua respiração oscilar, e respondeu:
— Não.
— Mas e se for um dos desejos?!
— Não.
Ela desistiu.
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Logo após a janta, Kevyn deitou em seu quarto, cansado, seu corpo rejeitou a se levantar…
A porta se abriu, ele ignorou, alguém andou até perto da cama, o lençol se dobrou, nada, nada e nada.
Silêncio.
Quase dormindo, o garoto ergueu uma de suas orelhas com o ranger da madeira, involuntariamente ela se flexionou.
Despertar, curiosidade.
Ofegante após ver aquilo, um brilho verdejante começou a se aproximar, suas mãos levantadas, prontas para apalpar.
Mas ela se segurou, Aycity, encarou de longe e suavemente levou suas mãos até às costas dele. “Eu não consigo…”
— Kevyn…
Ele abriu seus olhos, mas o mais mínimo que conseguia para enxergar o mosaico quebrado da realidade.
— Hm…?
— Posso dormir com você? E apalpar suas orelhas? E também abraçar você? E também…
Ele então franziu as sobrancelhas, irritado com tantas coisas, ele virou a cara e reclamou:
— Tá… mas vai custar… um desejo…
Aos poucos Aycity se deitou ao lado dele, quieta tentando se conter, ela esperou um pouco, aguardou pacientemente, até entrelaçar suas pernas com as dele e finalmente poder tocar nas orelhas lindinhas que queria.
— Obrigada~ aliás, você tem cauda ou rabo?
Ela sussurrou.
— Minha restrição aniquila isso…
— Ah…
Kevyn começou a ronronar, pela primeira vez em tantos anos?
Amor e vontade de morder!
Ofegante, Aycity não queria nada além daquele sentimento por toda eternidade, queria parar o tempo, e assim, parou.
Tic. Tac.

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