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    O céu estava escuro, mas Dante permaneceu em frente. Algo que os Felroz ou Mutantes gostavam era de mostrar que estavam presentes. Por conta disso, quando a escuridão se tornava parte de tudo no mundo, criaturas como Moonlich gostavam de mostrar a si mesmo.

    Mesmo que não fosse o próprio Moonlich, eles eram egocêntricos e arrogantes. Por isso, quando olhava para o horizonte, conseguia ver as tochas de um pequeno vilarejo no meio do caminho, e mais afastando, indo na direção deles, as luzes esverdeadas.

    As armaduras verdes ganhavam luz no meio da escuridão, deixando a vista quem eram seus inimigos. E Dante adorava isso.

    — Parece que chegamos, garotos. Vamos descer.

    Antes que Lilo diminuisse seu tamanho, Dante se jogou para o lado. Ele desceu girando no ar, sentindo o vento bater em sua garganta, seus cabelos. Cada segundo descendo, cada segundo sendo acertado pelo ar, seu corpo se tornava cada vez mais propenso a absorver a Energia Cinética.

    Mesmo que pouco, mesmo que diferente de antes, mesmo sendo um poder emprestado, Dante faria de tudo para, dessa vez, vencer a batalha.

    Por isso, ele abriu os dois braços, dando uma risada enquanto Nick se segurava em sua roupa.

    — Está na hora, Nick. Faça minha presença desaparecer.

    O pequeno Sugador rapidamente respondeu com um aceno. Seu corpo recebeu uma coloração esverdeada, transmitindo para Dante e retornando depois em uma cor roxa. Ele tinha os dois olhos arregalados, com a língua pra fora, se divertindo igualmente.

    — Dessa vez… — Dante girou o braço pra baixo, tocando no pomo da espada e a puxando um pouco para trás. – Vai ser ainda mais divertido do que daquela vez, Nick. Lilo, comigo, agora.

    O Felroz Cobra rapidamente encolheu a velocidade, se jogando para frente e enroscando em seu braço. Dante chegou ao chão, mas antes de seu pé tocar o solo, os jatos de ar foram lançados para baixo.

    Inclinando para frente, seu disparo foi o único som que os inimigos tiveram de notar antes de serem acertados.

    O primeiro tinha um rosto torcido para a direita, mas sua garganta foi cortada antes mesmo de conseguir girar na mesma direção. A lâmina roçou o primeiro, dando a atenção do segundo e terceiro, mas Dante brandiu a arma com uma única mão, levando a outra para trás, inclinando-se como uma verdadeira cobra e atacou com uma estocada.

    Dois, três, quatro. Cinco deles foram abertos ao meio e torcidos sem ao menos terem noção do que estava acontecendo. Quando os olhos dos inimigos se viraram, seu rastro foi deixado em uma imagem, mas o humano apareceu novamente.

    Dante não segurou sua velocidade, aumentando mais e mais. Ele aparecia em um campo cego para os que tinham a sua frente, e forçou a cintura e depois as pernas, braços e pescoços. Quando um deles girou para atacar com um machado, ele rotacionou junto da arma do inimigo, trazendo a espada para cima.

    Abriu o corpo do Felroz como se fosse papel. E prendendo a respiração, ele puxou a arma para trás, jogando a outra mão pra frente.

    — Recruta Dante se apresentando.

    Três deles encararam, mas uma pistola foi erguida. Dante deu uma risada. Os disparos foram o primeiro som alto que escutaram no meio da noite. E três deles caíram para trás com um buraco no peito e ombro.

    — Um Humano.

    Dante parou ao ouvir a voz vindo do meio dos Felroz. A luz esverdeada se tornou mais forte, se aproximando com uma lança em mãos e uma espada na outra. A armadura era estranhamente reconfortante para Dante, com aquele semblante e capacete que lembravam bem de onde tinha visto.

    — É exatamente igual ao dele – disse para si mesmo atraindo a atenção do Felroz. – Eu não tinha ideia de que encontraria você aqui ou se é mesmo você, mas eu estou feliz.

    — Um humano que me conhece? – A criatura cruzou a sobrancelha. – Não, eu não deixei nenhum vivo. Então, quem é você?

    — Se meu nome não te faz recordar, então, você não é ele. – Dante abriu a boca retirando o ar do peito. – E se você não é ele, então posso ir com tudo o que tenho desde o começo.

    — Não me impressiona em…

    A espada de Dante se tornou um borrão. O guerreiro sentiu a frieza, a sensação, o instinto gritando ao mesmo tempo. Ele moveu o braço, sua arma veio junto e bloqueou a espada na direção da sua garganta, mas o ataque simplesmente não parou.

    Seus olhos arregalaram ao mesmo tempo que sua lança bloqueou em outro movimento estranho. O humano e ele travaram um golpe curto, seguidos. As duas armas começaram a embaralhar, bloqueando o movimento e o gingado.

    E Dante deu uma risada quando sua arma veio de baixo pra cima, e então, seu corpo se tornou o próprio borrão. A arma permaneceu na sua visão, mas quando o monstro entendeu o que aconteceu, seu rosto foi acertado por um soco poderoso.

    Toda a carcaça balançou, o corpo inteiro tremeu junto do golpe, mas não foi fatal. Um único soco não o mataria, ele sabia disso. E Dante também.

    — Não vai me matar, humano.

    A lança se contorceu na direção dele, esticando para pegar a garganta de Dante. Uma pequena luz surgiu para cima, e uma adaga apareceu na outra palma. Ele bloqueou com extrema frieza, ainda mantendo um sorriso e forçou os dedos no chão.

    Um disparo curto, e o monstro não conseguiu aguentar. Ele girou mais uma vez, defendendo mais uma vez, com duas armas diferentes. A abertura do humano estava presente, e Dante via a presença do monstro.

    Os dois estavam praticamente lutando com a observação de todos os Felroz ao redor. Aguardando, esperando.

    — Se é o que você tem – disse o monstro. – Então não vai ser capaz de me matar.

    — Não vou deixar que outra criatura simplesmente caminhe na mesma terra que eu achando que é dono dela. – Dante levantou as duas armas, deixando os olhos focados e sua respiração cair. – Vou pegar emprestado suas técnicas… pai.

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