A trilha deixada pela criatura atravessava os fundos do sítio e seguia entre o mato seco. Em alguns pontos, galhos baixos estavam partidos na altura do peito de Arthur. Em outros, a terra havia sido afundada por pegadas pesadas, espaçadas de um jeito estranho, como se a coisa tivesse pernas compridas ou se movesse com um peso que o chão não conseguia suportar. 

    Arthur seguiu por alguns minutos, atento a cada ruído. O vento passava entre os galhos, arrastando folhas secas pelo chão. De vez em quando, algum espinho prendia em sua roupa, mas ele não parava por mais tempo do que o necessário. A mão ainda doía sob a bandagem, e o cheiro da casa parecia continuar preso nele, misturado ao suor e à poeira.

    A vegetação começou a rarear. Logo, o mato baixo ficou para trás, e Arthur chegou à beira de um pasto amplo. O capim estava seco, amarelado pelo sol, dobrando em ondas curtas quando o vento passava. Havia algumas árvores isoladas espalhadas pelo terreno, troncos tortos e copas ralas, oferecendo sombras muito pequenas para servir de abrigo. Mais adiante, o pasto subia em direção a um morro baixo, coberto por pedras e arbustos resistentes.

    As marcas atravessavam o campo em linha quase reta. Arthur parou antes de sair completamente da mata.

    A criatura tinha passado por ali. Isso era claro. O capim estava amassado em uma faixa larga, e a terra aparecia exposta em alguns pontos, marcada por pegadas fundas. Seguir aquele caminho seria simples. 

    Fácil demais.

    Arthur estreitou os olhos, observando a extensão do pasto. Não havia árvores suficientes para se esconder. Não havia muros, cercas firmes ou construções próximas. Se encontrasse a criatura no meio daquele campo, ficaria exposto. Seguir o rastro diretamente parecia a escolha mais rápida, mas também a mais idiota. Seja lá o que tivesse deixado aquelas marcas, era melhor vê-lo antes de ser visto. 

    Sua atenção se voltou para o morro mais adiante. De lá, conseguiria enxergar boa parte do pasto e talvez o caminho que a criatura havia seguido depois de cruzá-lo. Não era alto o suficiente para ser uma vantagem perfeita, mas era melhor do que andar no meio do capim seco esperando que algo maior aparecesse.

    Ele deixou a trilha principal e começou a contornar o pasto pela lateral, mantendo-se próximo à linha de mato. O caminho era mais longo, mas também mais seguro. Pelo menos deveria ser.

    — Parado. 

    A voz veio de trás de uma árvore retorcida, seca demais para esconder alguém por completo. 

    Arthur congelou.

    Dois homens saíram do mato quase ao mesmo tempo. Um deles usava farda militar manchada de poeira e segurava uma lança improvisada. O outro tinha um colete escuro por cima da camisa e mantinha um rifle baixo, apontado para o chão, mas pronto o bastante para deixar a intenção clara. Ambos pareciam cansados, suados e irritados por terem encontrado alguém ali.

    Arthur ergueu as mãos devagar, mantendo o sabre apontado para baixo. 

    — Calma.

    O homem de rifle olhou para o sabre, depois para a bandagem em sua mão e para o revólver preso à cintura.

    — Quem é você?

    — Arthur.

    — De qual pelotão?

    Arthur hesitou, por uma fração de segundo, mas foi o suficiente para os dois perceberem. O militar com a lança deu um passo para o lado, fechando o caminho de volta para a mata.

    — Você tá sozinho?

    Arthur baixou um pouco o olhar, mais irritado consigo mesmo do que com eles. Não gostava da situação. Menos ainda de ter sido encontrado antes de perceber que havia gente por perto. 

    — Estava tentando achar um ponto mais alto.

    — Isso não responde a pergunta.

    O homem com o rifle ergueu a arma alguns centímetros. Arthur não se mexeu.

    — Sim. Estou sozinho.

    Os dois trocaram um olhar curto.

    — Anda — disse o militar com a lança.

    — Pra onde?

    — Nosso grupo tá mais à frente.

    Arthur olhou na direção do morro. O tempo que tinha acabado de perder pareceu crescer dentro da cabeça dele.

    — Eu não tenho problema com vocês.

    — Ótimo. Então não vai querer criar um.

    O homem com o rifle fez um gesto seco com o cano da arma, indicando o caminho. Arthur permaneceu parado por mais um segundo. Poderia tentar fugir. Talvez conseguisse. Mas, mesmo que conseguisse, faria barulho, chamaria atenção e ainda arrumaria inimigos no meio de um mundo que já era perigoso o bastante. 

    Ele abaixou as mãos devagar.

    — Tá.

    Os dois o acompanharam pela lateral do pasto, sem permitir que ficasse atrás deles. Caminharam por uma trilha estreita entre arbustos, subindo um trecho de terra pedregosa até alcançar uma área sombreada por algumas árvores maiores. Havia ali um pequeno grupo descansando, espalhado em volta de uma cerca caída e de uma caminhonete abandonada, coberta de poeira. 

    Dez, talvez doze pessoas. 

    A diferença para o grupo de Lucas e Felipe apareceu de imediato. Ali havia mais fardas do que roupas comuns. Alguns usavam coturnos, coletes, coldres vazios ou parcialmente ocupados. Outros carregavam facões, lanças e pedaços de metal. Poucos pareciam civis. E, mesmo entre esses, havia uma postura diferente, mais rígida, como se estivessem tentando imitar os militares ao redor. 

    Não pareciam estar ali por acaso. Também não pareciam felizes por vê-lo. Os dois homens que o haviam trazido se afastaram em direção ao grupo, sem dizer mais nada.

    Um homem sentado sobre o capô da caminhonete levantou quando Arthur se aproximou. Era alto, largo de ombros, com a farda aberta no colarinho e a expressão de quem já tinha decidido que qualquer explicação seria insuficiente antes mesmo de ouvi-la. O rosto estava vermelho pelo calor, e uma cicatriz fina cortava a pele perto do queixo.

    Os outros abriram espaço para ele sem que precisasse pedir. O homem parou a poucos passos de Arthur e olhou primeiro para o sabre de ossos, depois para o revólver em sua cintura. 

    — Interessante — disse, sem nenhum traço real de interesse na voz. — Um civil sozinho, armado, saindo do mato e seguindo rastro de criatura grande. 

    Arthur ficou calado. O homem inclinou a cabeça de leve.

    — Você é burro ou só acha que as regras não servem pra você?

    Arthur encarou o homem. A resposta que veio à cabeça não era boa para a situação, então ele engoliu.

    — Só estou seguindo um rastro.

    O líder soltou uma risada curta, sem humor.

    — Isso eu percebi. A pergunta é quem autorizou.

    Antes que Arthur respondesse, outro militar se aproximou pelo lado da caminhonete. Era mais baixo que o líder, com o uniforme sujo de poeira e o mesmo rosto impaciente de quem parecia carregar muitos problemas para um dia só. Arthur demorou um segundo para reconhecê-lo. 

    Foi o soldado do arroz. O mesmo que havia estendido o saco de cinco quilos como se aquilo pagasse pelo cavalo. Arthur desviou o olhar por instinto. 

    Mais à frente, amarrado à sombra curta de uma árvore, o animal estava parado. Uma sela havia sido colocada, juntamente com um cabresto improvisado. O cavalo ergueu a cabeça quando Arthur olhou em sua direção, as orelhas imóveis, os olhos escuros fixos nele. Por um instante, Arthur teve a impressão absurda de que o animal o estivesse analisando. 

    — Capitão — disse o soldado, parando ao lado do líder. — Esse aí é o rapaz que encontrou o cavalo. 

    O homem diante de Arthur mudou pouco a expressão, mas o interesse apareceu nos olhos.

    — Ah.

    Ele olhou de Arthur para o cavalo, depois de volta para Arthur.

    — Então é você.

    Arthur ficou em silêncio. O capitão deu um passo lento em sua direção.

    — Fiquei sabendo que você não gostou muito de ceder o animal.

    A palavra ceder veio com uma calma irritante. Arthur sentiu a mandíbula endurecer, mas não respondeu. O capitão inclinou o rosto, como se procurasse alguma reação. 

    — Está descontente? 

    Alguns dos homens ao redor pararam de conversar. Não todos. Só o suficiente para Arthur perceber que agora havia plateia. Ele respirou pelo nariz, devagar. 

    — Não.

    — Não o que?

    — Não estou descontente.

    O capitão olhou para o revólver preso à cintura dele.

    — Curioso. Você aparece sozinho, armado, seguindo rastro fora da área autorizada, e por acaso vem parar justamente onde o cavalo está. Quer que eu entenda isso como coincidência?

    Arthur cerrou os dentes.

    — Eu estava seguindo as pegadas — disse. 

    — As pegadas.

    — Sim.

    O capitão sorriu sem mostrar os dentes.

    — E não passou pela sua cabeça que poderia parecer outra coisa?

    Arthur olhou para o cavalo de novo, por menos de um segundo. O suficiente. O capitão percebeu.

    — Veio tentar roubar o animal de volta?

    A pergunta não veio alta, mas o tom escancarava seu significado. Arthur sentiu suas orelhas esquentarem. Roubar? Como se aquele cavalo não tivesse sido tomado dele na frente da própria família. Como se cinco quilos de arroz transformassem a ordem em justiça. Sua mão doeu sob a bandagem quando os dedos se fecharam. 

    Ele forçou a mão a abrir outra vez.

    — Não.

    — Tem certeza?

    Arthur encarou o capitão.

    — Tenho.

    O homem se aproximou mais um passo.

    — Porque talvez você tenha esquecido como as coisas funcionam agora. Lá dentro da barreira, fora dela, tanto faz. Enquanto estivermos em estado de guerra, vale ordem militar.

    Arthur ouviu cada palavra sem responder. Ele percebeu o que o homem queria. Uma resposta atravessada, ou um olhar errado. Qualquer desculpa para transformar aquilo em exemplo diante dos outros. Arthur não podia dar essa desculpa.

    Ativou a Inspeção.

    [Humano — Nível 4] 

    A informação surgiu sobre o capitão. Arthur passou o olhar rapidamente pelos homens mais próximos.

    [Humano — Nível 3]

    [Humano — Nível 2]

    Ele apagou as janelas com um pensamento.

    Não era uma luta impossível. Talvez conseguisse derrubar um ou dois antes que reagissem. Talvez até escapasse. Mas havia armas, gente demais e o terreno aberto não colaborava.

    Arthur resistiu ao impulso de atacar.

    — Eu entendi — disse.

    O capitão o encarou, talvez decepcionado por não ter recebido mais.

    — Entendeu mesmo?

    Arthur sustentou o olhar.

    — Entendi.

    — Capitão.

    A voz veio de trás do grupo.

    Um homem se aproximou entre os militares, abrindo caminho sem pressa. Não usava farda completa. Tinha uma calça escura, camisa simples e um colete gasto por cima. A aparência era comum, quase apagada, do tipo que Arthur talvez não notasse em outro lugar. Mesmo assim, havia algo familiar nele.

    O homem olhou para Arthur com atenção.

    — Esse não é o garoto que entrou no pelotão de Lucas e Felipe?

    O capitão desviou o olhar, incomodado com a interrupção.

    — Você conhece?

    — Conheço. Trabalhamos juntos outro dia.

    Arthur reconheceu a voz antes do rosto.

    Era o homem que havia ajudado na coleta dos corpos das criaturas mortas na cidade. Um dos poucos que tinha feito o trabalho sem reclamar, sem tentar parecer mais corajoso do que era.

    Arthur ativou a Inspeção quase por reflexo.

    [Humano — Nível 4]

    Ele disfarçou a surpresa. O homem parou ao lado do capitão e cumprimentou Arthur com um aceno curto.

    — Arthur, né?

    Arthur assentiu.

    — É.

    — Eu sou Marcos.

    Arthur lembrava vagamente do nome, mas não disse isso.

    — Lembro de você.

    Marcos olhou para o capitão.

    — Ele estava com o grupo de coleta. Ajudou bastante naquele dia. Não parece alguém que tentaria roubar o cavalo.

    O capitão não gostou da última parte. Isso ficou claro no modo como seu rosto fechou um pouco mais.

    — Eu não perguntei o que ele parece.

    Marcos não recuou.

    — Eu sei. Só estou dizendo que conheço o rapaz.

    Ninguém falou. Arthur permaneceu parado, sentindo o peso do revólver na cintura, o cheiro da terra ainda preso na roupa e o olhar do cavalo vindo de algum ponto atrás dos homens.

    O capitão respirou fundo pelo nariz.

    — Então talvez ele possa explicar por que está sozinho fora da barreira, seguindo um rastro que o próprio batalhão ainda não avaliou.

    Marcos olhou para Arthur. Dessa vez, não havia ameaça no olhar, só uma pergunta. Arthur demorou pouco para responder.

    — Queria ver de longe antes de decidir o que fazer. 

    O silêncio que veio depois não foi bom. O capitão continuou olhando para ele, sem piscar.

    — Observar?

    Arthur manteve o rosto neutro.

    — Vi as marcas e quis saber o que tinha deixado aquilo.

    — Então você saiu sozinho da área segura, armado, fora do seu pelotão, seguindo rastro de criatura desconhecida… porque queria observar? 

    Arthur sabia como aquilo soava. Não respondeu.

    O capitão soltou uma risada curta pelo nariz.

    — Civil é uma desgraça mesmo.

    Ele estendeu a mão.

    — A arma.

    Arthur demorou um segundo para entender. O olhar do capitão desceu até sua cintura.

    — O revólver.

    A mão de Arthur ficou parada ao lado do corpo. Por um instante, não conseguiu se obrigar a obedecer. Tinha enterrado o homem que a segurava. Quatro tiros. Talvez velhos, talvez falhos, mas ainda quatro chances, quando qualquer vantagem podia decidir se alguém voltava ou não.

    O capitão mexeu os dedos, impaciente.

    — Não vou pedir duas vezes.

    Arthur puxou o revólver devagar e o entregou pelo cabo. O capitão pegou a arma, abriu o tambor com um pouco de dificuldade e olhou as câmaras.

    — Quatro cartuchos.

    Fechou o tambor.

    — Será confiscado para uso do batalhão.

    Arthur sentiu a mandíbula travar. Não era a primeira vez que algo era tomado dele com uma justificativa pronta. Antes tinha sido o cavalo. Agora, o revólver. Daquele jeito, sempre parecia haver uma palavra limpa para cobrir a mesma coisa. 

    O capitão prendeu o revólver no próprio cinto, como se a conversa sobre aquilo tivesse terminado.

    — Você vai ficar sob responsabilidade do meu pelotão até retornarmos para a barreira. Depois eu decido o que fazer com você.

    Arthur ergueu os olhos. Isso era pior.

    — Capitão — disse Marcos.

    O tom dele continuava calmo, mas havia algo firme por baixo. O capitão virou o rosto devagar.

    — O quê?

    — Talvez seja melhor liberar ele para voltar agora.

    — Eu não lembro de ter pedido sugestão.

    Marcos sustentou o olhar por um instante, sem levantar a voz.

    — Eu sei. Mas tem a questão da experiência.

    O capitão não respondeu de imediato. Algumas pessoas ao redor pareceram prestar mais atenção. Marcos continuou:

    — O senhor sabe como o sistema tem considerado os grupos. Gente se movendo junto, sob o mesmo comando, entrando no mesmo combate… mesmo quando alguém quase não faz nada, ainda pode ser reconhecido como parte do conjunto.

    O capitão franziu o cenho.

    — Ele só estaria sob escolta.

    — Exatamente. Sob escolta do nosso pelotão. Se encontrarmos alguma coisa no caminho e houver combate, existe chance de o sistema entender que ele faz parte da operação. A experiência pode ser dividida com ele.

    Arthur ficou calado. Pela primeira vez desde que tinha sido levado até ali, viu o capitão realmente considerar alguma coisa.

    Marcos aproveitou o silêncio.

    — Se a ideia é punir depois, tudo bem. Mas levar ele conosco agora pode custar experiência para o grupo inteiro. E ele já está longe da barreira. Mandar voltar sozinho resolve o problema sem misturar as coisas. 

    O capitão olhou para Arthur. Depois olhou para os próprios homens. Ninguém parecia gostar da ideia de dividir experiência com um civil que nem fazia parte do pelotão.

    O capitão fechou a expressão.

    — Você tem cinco minutos para desaparecer daqui.

    Arthur encarou o homem por um segundo a mais do que deveria. Marcos deu um passo discreto para o lado, chamando sua atenção sem dizer nada. Arthur engoliu o que queria responder.

    — Entendido.

    — E volte para a barreira — disse o capitão. — Se eu encontrar você seguindo esse rastro de novo, vou tratar como desobediência direta em área de operação militar.

    Arthur não respondeu. Marcos o acompanhou até a parte mais baixa do terreno, ainda dentro do alcance dos olhos do pelotão. Não se afastou demais. Não deu ao capitão motivo para reclamar. 

    Quando pararam perto da linha de mato, ele falou baixo:

    — Volta em segurança.

    Arthur olhou para ele.

    — Por que me ajudou?

    Marcos demorou um pouco antes de responder. Seus olhos passaram rapidamente pelo grupo atrás deles, depois voltaram para Arthur.

    — Aquele dia, quando recolhemos os corpos das criaturas, muita gente reclamou. Outros fizeram piada.

    Marcos deu de ombros.

    — Você não zombou ou reclamou de mim mesmo sendo prejudicado.

    Arthur não sabia o que dizer. Marcos olhou para a trilha que levava de volta à barreira.

    — Então entenda isso como gratidão.

    Arthur ficou em silêncio por um instante.

    — Obrigado.

    Marcos assentiu.

    — Some daqui antes que ele mude de ideia.

    Arthur olhou uma última vez para o grupo no alto do terreno. O capitão ainda o observava. Mais adiante, o cavalo permanecia amarrado à árvore, imóvel, os olhos escuros fixos nele. Arthur desviou o olhar primeiro, e foi embora.

    Por alguns minutos, seguiu na direção da barreira. Não rápido demais. Não devagar demais. Apenas o bastante para parecer que estava obedecendo. Quando teve certeza de que já não estava sob os olhos do pelotão, parou atrás de um trecho mais fechado da vegetação e escutou.

    Nenhuma voz. Nenhum passo atrás dele. 

    Arthur respirou fundo. Já tinha perdido o revólver, chamado atenção de um capitão arrogante e gasto um tempo que não tinha de sobra. Voltar agora seria a escolha mais segura. Mas, se voltasse para a barreira sem ao menos descobrir o que tinha deixado aquelas marcas, tudo aquilo teria sido só mais uma perda. 

    Olhou para o morro que havia visto antes, parcialmente escondido pela linha de mato. Não precisava enfrentar a criatura naquele momento. Primeiro, precisava vê-la. Arthur firmou os dedos no cabo do sabre e voltou a contornar o pasto, abaixado entre os arbustos secos, em direção ao morro.


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