49 Resultados com a tag ‘Escravidão’
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Capítulo 66 - Monstros
A ordem de "Sussurro" ecoou na mente de Sombra como um sino fúnebre, cortando instantaneamente sua vigilância sobre Nyran. A presença da irmã, normalmente tão etérea, estava carregada de um pânico tangível que fez o ar ficar gelado ao seu redor. Ele não pensou duas vezes. As sombras se contorceram ao seu redor, engolindo-o, e ele se moveu não como um homem, mas como um reflexo da própria escuridão, seguindo Sussurro em direção ao perímetro do Mocambo da Lâmina. O ar, que momentos antes…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 65 - Companheira
— Nyran? — disse Tassi, seus olhos se arregalando de surpresa genuína ao reconhecer a mulher à sua frente. Um sorriso largo e aberto, que Nyran jamais associaria àquela guerreira endurecida, iluminou seu rosto. — Não acredito! Nunca achei que fosse te ver de novo! Vamos, tenho tanta coisa para contar! A expressão calorosa e descontraída de Tassi deixou Nyran ainda mais confusa. Aquela não era a companheira estóica que ela conhecera. — Sim — respondeu Nyran, mantendo a voz contida.…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 63 - Reencontro Parte II
Fernanda e sua filha Carlinha seguiram o guarda para dentro da mata, por uma trilha bem cuidada. À medida que avançavam, podiam ver outros homens, fortes e ocupados, carregando e descarregando sacos de produtos. Muitos olhavam para as duas novas com cautela, mas outros, assim como o guarda, lançavam olhares de compaixão. Para as pernas magricelas e cansadas de Fernanda e Carla, aquela caminhada sob a mata fechada pareceu interminável. Depois de um tempo, chegaram a um aglomerado de mocambos, mas…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 62 - Reencontro Parte I
A luz do candeeiro tremulava sobre a mesa de jantar, lançando sombras dançantes sobre a superfície áspera e marcada da madeira. Cada oscilação da chama parecia o último suspiro de vitalidade naquele lugar outrora tão vivo. Fernanda deslizou os dedos, calejados pela costura que agora a sustentava, pela borda da tigela vazia de Carla. O cheiro residual da sopa de mandioca, insossa e rala, ainda pairava no ar, um fantasma da refeição que mal aquecera a barriga da menina de sete anos. Carla a…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 61 - Borracha
O peso das responsabilidades crescia a cada dia sobre os ombros de Carlos. Agora, sua rotina incluía verificar o andamento de todos os projetos, passar as tardes debruçado com Quixotina sobre os livros de ensino que escreviam para as futuras aulas, copiar esquemas de máquinas dos seus preciosos livros e dedicar horas no laboratório aos compostos químicos para as armas de repetição. E, como se não bastasse, havia um novo local a visitar: o terreno onde o conversor Bessemer seria construído. Um…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 60 - Máquina a vapor
O fedor chegava antes mesmo do badalar dos sinos. Um cheiro acre de pus, suor e desespero impregnava o ar, pairando sobre os bairros mais pobres de Nova Lusitânia como uma maldição tangível. A varíola. Dom Mateus Orsini pressionava o lenço de linho embebido em vinagre contra o nariz — um hábito estranho que aprendera com médicos italianos —, enquanto suas botas finas de couro evitavam com cuidado as poças de água parada que encharcavam as pedras das ruas. Ele não estava ali por acaso. O…- 172,9 K • Ongoing
- História
As Cinzas de Arthur
— Existem apenas duas certezas neste deplorável mundo: a primeira é que todos nós iremos morrer. Já a segunda, é que eu eliminarei o Mosteiro de Deus. A labareda dourada da vida de Arthur se apagou quando sua aldeia foi devastada por energúmenos sedentos por algo misterioso. E como um riso cruel do mundo, os responsáveis pelo ataque ressurgiram dois anos depois, quando ele…- 1,7 K • out 24, '25
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Capítulo 59 - Lucros e Gastos
Com a finalização das festividades no dia 2, Carlos retomou o trabalho, já pagando o salário de todos os funcionários do mocambo. Dessa vez, o pagamento estava sendo feito na prefeitura pelos funcionários que agora trabalhavam sob o comando de Aqua. Mas, como tinha pouca gente, ele mesmo estava ajudando no pagamento. Hoje, especialmente, alguns trabalhadores estavam bem mais animados, pois Carlos resolvera pagar um adicional de periculosidade para guardas e quem trabalhava na oficina de pólvora.…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 58 - Ano Novo
O resto de dezembro passou sem grandes mudanças. Carlos ocupava seus dias acompanhando o progresso da produção das máquinas a vapor e o início da construção dos edifícios de alvenaria que, tijolo a tijolo, começavam a substituir as palhoças do mocambo. Um cheiro constante de terra molhada, madeira serrada e cal queimada pairava no ar. Após inspecionar os projetos, ele se recolhia à recém-construída prefeitura, onde mergulhava em esboços de novas armas. O escritório era banhado pela luz…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 57 - Prefeitura
O sol da tarde batia forte sobre a terra batida do quilombo, aquecendo o ar e preenchendo-o com o cheiro seco da poeira e o aroma distante da mata. Carlos estava em pé sobre um palanque tosco, erguido bem em frente à nova prefeitura. O coração batia acelerado em seu peito, não por causa do calor, mas pela multidão de rostos que tinha à sua frente. A prefeitura se erguia, imponente, como um sonho feito realidade. Suas paredes de cimento liso, de um cinza claro e uniforme, refletiam a luz do sol,…- 172,9 K • Ongoing
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