44 Resultados com a tag ‘Quilombo’
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Capítulo 57 - Prefeitura
O sol da tarde batia forte sobre a terra batida do quilombo, aquecendo o ar e preenchendo-o com o cheiro seco da poeira e o aroma distante da mata. Carlos estava em pé sobre um palanque tosco, erguido bem em frente à nova prefeitura. O coração batia acelerado em seu peito, não por causa do calor, mas pela multidão de rostos que tinha à sua frente. A prefeitura se erguia, imponente, como um sonho feito realidade. Suas paredes de cimento liso, de um cinza claro e uniforme, refletiam a luz do sol,…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 58 - Ano Novo
O resto de dezembro passou sem grandes mudanças. Carlos ocupava seus dias acompanhando o progresso da produção das máquinas a vapor e o início da construção dos edifícios de alvenaria que, tijolo a tijolo, começavam a substituir as palhoças do mocambo. Um cheiro constante de terra molhada, madeira serrada e cal queimada pairava no ar. Após inspecionar os projetos, ele se recolhia à recém-construída prefeitura, onde mergulhava em esboços de novas armas. O escritório era banhado pela luz…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 56 - Mulher Ensanquentada
O sol do meio-dia incidia como um prego em brasa sobre a estrada poeirenta que saía de Areia Branca. Uma carroça solitária rangia sob o calor, carregando três escravos de mãos atadas a caminho de um pequeno engenho. O ar pesado e seco carregava o cheiro de terra queimada e suor. Dois homens e uma mulher mantinham os olhos fixos no chão, seus corpos movendo-se em sincronia com cada solavanco do veículo, num silêncio quebrado apenas pelo crepuscular das rodas e pelo zumbido insistente de…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 54 - Encontro Parte I
O sol da manhã já aquecia a terra vermelha do mocambo quando Carlos acordou. Após um chá de capim cidreira revigorante, partiu para sua rotina diária: verificar o andamento das obras da nova prefeitura e das estradas. O ar carregado de poeira de construção e o som ritmado de martelos e cinzéis guiaram seu caminho. A prefeitura, uma estrutura de alvenaria que começava a dominar a clareira, estava quase pronta; calculou que, se o trabalho continuasse no ritmo atual, estaria terminada antes do fim do…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 53 - Novo Capitão-Mor
A luz do sol inclemente de Recife reverberava sobre as paredes pintadas de branco do Palácio das Duas Torres, fazendo o ar tremer. Na entrada principal, o Governador Bento Vidal, um homem jovem de trajes impecáveis, recebia seu novo Capitão-Mor. O suor já formava uma fina lâmina em sua testa, e o cheiro salgado da maresia misturava-se ao pó da rua. — Boa tarde, Senhor Caetano Velho — cumprimentou Bento, estendendo a mão. — Ouvi boas coisas sobre o seu trabalho como bandeirante nas…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 52 - Prisioneiro de Guerra
O mês não poderia ter sido pior para Jorginho. O homem branco, baixinho e magricela, fora arrastado para a força expedicionária do governador com a promessa de dinheiro fácil. Em vez de riquezas, encontrou o inferno na terra. O cheiro de queimado, de carne carbonizada e pólvora, ainda parecia impregnado em suas roupas e em suas narinas, um fantasma sensorial da derrota avassaladora. Ele fora encontrado horas após a batalha, escondido dentro de um casulo de gelo que criara em desespero, usando um…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 50 - Ministra da Economia
O sol da manhã filtrou-se pela janela da casa de alvenaria de Carlos, projetando retângulos dourados sobre a mesa de madeira maciça onde ele e Aqua estavam sentados. O ar dentro de casa cheirava a tinta fresca, papel e o chá de capim cidreira que ele insistia em preparar todas as manhãs. Aqua, com sua postura sempre ereta, segurava uma pilha de papéis com mãos cuidadosas, um sorriso genuíno estampado em seu rosto enrugado. — Chefe, os números do segundo mês de vendas chegaram — ela…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 49 - Derrota
O dia na Cidade Sagrada de Santa Maria começou como qualquer outro para a Papisa Paula. O sol matinal filtrou-se pelos vitrais de seus aposentos, iluminando os ricos tapetes e a mesa de carvalho onde um café da manhã suntuoso aguardava: pães frescos, queijos, frutas cristalizadas. Ela comeu com a calma ritualística de quem valoriza o silêncio antes da tempestade do dia. Seguindo seu costume, dispensou a carruagem papal e seus guardas. Caminhar sozinha entre o povo, sentir o pulso da cidade, era um…- 172,9 K • Ongoing
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Capítulo 48 - Vitória
O ar no Quilombo da Jabuticaba ainda carregava um cheio residual de fumaça e pólvora, mas agora era sobreposto pelo aroma tentador de carne assando e pelo fermentado adocicado da cachaça que começava a circular. Um dia após a batalha, uma energia de euforia aliviada tomava conta de todos os mocambos, transformando-se em festa. Cantorias, batucadas e risadas ecoavam por toda parte. Todos, exceto no Mocambo do Tatu. Lá, a agitação era de um tipo diferente. Diante do salão de festas, uma…- 172,9 K • Ongoing
O ar na Mata da Onça era pesado e úmido, carregando o cheiro de terra molhada, folhas apodrecidas e o suor acre de dois mil homens. A luz do sol mal penetrava o dossel fechado, criando um mundo de sombras verdes e trêmulas. A coluna de ataque era uma mistura heterogênea: capitães do mato com armaduras surradas e armas mágicas reluzentes, homens livres com foices e espadas velhas, motivados pela promessa de um saque fácil, e escravos arrastados à força, seus rostos marcados pelo medo e…- 172,9 K • Ongoing
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