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    【Sistema】 

    Duas novas magias únicas foram adicionadas. Manto de chamas de Ken e Corte de Água Nykr.


    ”Wow! Os espíritos inferiores se tornaram feitiços de água e fogo. E os seus nomes foram para os feitiços, que são; Corte de Água Nykr e Manto de chamas de Ken.”

    — Nossa Teldra, valeu! Isso vai me ajudar muito daqui para frente, agora sem a limitação dos meus atributos poderei praticar e aprimorar ainda mais minhas magias — agradece, ao aceitar de bom grado o presente de sua amiga dríade.

    — Que bom que gostou desse agrado Evangeline, porém não esqueça, eles são espíritos e irão evoluir junto a você, mesmo que não tomem forma física, serão parte de você de agora em diante — alerta Teldra, a fim de chamar a atenção da meio elfa.

    — (…)

    — Não se preocupe com isso Teldra, eu tomarei cuidado ao usar minha magia agora, eu sei que você percebeu que minha mana tinha se esgotado antes, mesmo desmaiada, eu senti sua presença rondando a caverna.

    — Então aceitarei sua preocupação e a sua gentileza. Desculpe por agora pouco, elevei minha aura para você sem motivos, ainda estava com um pouco de raiva daquele monstro e desse miasma fedorento — esclarece, ao esboçar um sorriso sem graça em sua face, e por sua mão esquerda atrás de sua cabeça.

    A dríade, ao perceber que a jovem se desculpa pela sua má ação, responde: — Relaxe Evangeline, afinal somos amigas não é? Quero dizer… Eu nunca tive uma amiga que não seja um animal ou espírito… — confessa, enquanto chuta um dos pedaços destruídos da coluna, para enfatizar sua solidão.

    Evangeline, observa a patética ação da dríade, que tenta pedir sua amizade, e diz: — Tá legal… Serei sua amiga Teldra — concorda, e logo em seguida deixa o espírito tão feliz que seu sorriso fica totalmente exposto no seu rosto.

    — (…)

    Ao perceber que demonstra demais a sua felicidade, Teldra tenta mudar de assunto enquanto põe suas mãos na sua face, com um pouco de vergonha pelo que fez.

    — Então… É… O que você vai fazer com essas gemas de mana Evangeline? — indaga, a fim de saber a intenção da jovem com os objetos.

    A jovem encara o que a dríade aponta, e em seguida, questiona: — Gemas de mana? O que são?

    Um pouco surpresa com a dúvida, Teldra responde: — Ué, você não sabe o que são? Pensei que soubesse, já que você fez o mesmo com a sua espada outrora.

    — Minha espada? Bem, eu só acumulei minha magia de raios nela, mas o que isso tem a ver com as gemas de mana? — indaga, confusa sobre o que o espírito disse.

    — Bom, as gemas de mana são pedras especiais, elas são usadas em sua maioria como tecnologia mágica. Alguns magos põem feitiços dentro delas, e com isso, a gema começa a replicar o mesmo feitiço até que seja interrompida — esclarece Teldra, ao coletar uma das pedras jogadas ao chão, e adicionar sua magia de plantas na mesma, a fim demonstrar o que diz.

    — Desse modo, os magos podem fortificar suas armaduras e armas. Por isso estranhei sua questão, pois vi você fazer isso com sua espada, mas parece que não tinha uma gema contigo, bem peculiar… — constata, pondo sua mão direita em seu queixo, enquanto espera uma explicação.

    — (…)

    — O quê? Ah! Eu só usei a condução de raio no metal e o arremessei, e nisso, gerou aquele ataque. Nada de mais… — responde, porém o que a surpreende é a feição da dríade.

    — Minha nossa! Como assim nada de mais? Isso é incrível! — exclama Teldra, surpresa com a habilidade de sua nova amiga.

    ”É sério isso? Essas pessoas são tão burras assim, ou eu que sou anormalmente inteligente demais? Sou apenas um estudante com notas medianas e algumas altas… ” pensa Evangeline, pondo sua feição para baixo, pois está um pouco decepcionada com esse mundo.

    — Então, Teldra… acho que ficarei sim com essas pedras, elas podem ser úteis no futuro — confirma a jovem, ao aceitar as gemas de mana para si, e pegá-las logo em seguida.

    A jovem olha para fora da caverna, e observa a luz do sol invadir o local por inteiro. Em seguida expressa em sua feição espanto e desordem, ao lembrar que precisa voltar para casa, e levar o taelho junto.

    — Droga, droga, droga! Já está amanhecendo, eu fiquei muito tempo fora de casa! Karenn vai surtar quando eu chegar lá agora…

    Evangeline olha para suas roupas, e percebe que estão em suas partes ligeiramente rasgadas e chamuscadas, e logo em seguida, intensifica: — Ah! As roupas dela estão um caos, merda! O que eu vou dizer quando ela perguntar? Será… Será que ela acredita que taelhos cospem fogo?

    Teldra começa a rir da situação de sua amiga, e declara para a mesma o seguinte: — Relaxe Evangeline, tenho certeza que se você contar a verdade ela vai acreditar, e em relação ao taelho, pode ficar com esse aqui — diz, ao puxar o animal mediano de uma bolsa de folhas.

    — Eu o encontrei circulando por aqui, e também estava contaminado com o miasma, e para que não surgisse mais taelhos como aquele que enfrentou, decidi matá-lo — explica a dríade, ao dar o animal para a jovem.

    — Eu iria enterrá-lo próximo a uma árvore, mas você realmente veio caçar alguns, e acabou se envolvendo nisso tudo. Então fique com ele, aceite-o como um agrado de uma nova amiga — finaliza, enquanto esboça um sorriso em sua face.

    Evangeline estende sua mãos e agarra o animal, e admite: — Você até que tem razão Teldra, Karenn não é alguém que ficaria irritada assim, e novamente, obrigada, agora pelo taelho, você quebrou um galho… Quero dizer, me ajudou muito nisso.

    O espírito sorri com a fragilidade das palavras da meio elfa, e retruca: — Não ligue para esses termos de planta, nós dríades, não ligamos ao contrário achamos até graça.

    — Ah, entendi, então na próxima virei com várias piadas de planta para você, mas agora tenho que voltar para casa. Isso não é um adeus, vejo você logo — despede-se Evangeline, ao sair de dentro do local, enquanto carrega os espólios de sua luta consigo.

    Após o grande alvoroço que acontecera na Grande Floresta Negra de Arrow, Evangeline retorna para sua casa, próxima ao vilarejo e também a borda da floresta.

    Ao adentrar no local, percebe que está totalmente vazia, sem sinal da presença de sua irmã do novo mundo, além de está totalmente empoeirada e revirado, bem como deixou quando foi caçar no dia anterior.

    Evangeline, põe suas coisas em cima da mesa, em seguida põe sua mãos na cintura, e diz: — Nossa, parece que ela ainda não chegou em casa. Bom, deve estar aproveitando o tempo com o seu avô já que não o via há muito tempo.

    A jovem, ao observar inteiramente a cabana revirada por ela mesmo, fala um pouco surpresa:— Mas esse local… tá uma bagunça! — grita, intensificando a desordem no interior do local, e logo em seguida, começa a arrumar.

    Na loja de armas e utensílios de Anastácia, Isabel, que está desenhando sussurra algo inconscientemente para sua mãe ao seu lado, que escuta: — Minha mestra voltou… — sussurra a garota, sem perceber o que acabou de falar.

    Anastácia um pouco surpresa, questiona sua filha com um pouco de dúvida, e diz: — Isabel? Como assim sua mestra voltou? Você está falando da senhorita Evangeline?

    A pequena um pouco confusa com as perguntas de sua mãe, retruca com outra: — Hã? O que minha mãe? Minha mestra? — indaga Isabel, sem entender o espanto da ferreira.

    — Sim, você disse que sua mestra voltou… Espera! Você consegue sentir a mana dela? Você só tem 10 anos e consegue distinguir a mana das pessoas?

    Transtornada com diversas perguntas de sua mãe, Isabel responde: — É… Eu nã-não sabia que isso era sentir mana, eu só às vezes reconheço a presença de minha mestra, a sua e da tia Karenn… — diz, um pouco receosa com a resposta de Anastácia.

    A moça esboça um largo sorriso no seu rosto, em seguida declara: — Isso é incrível Isabel! Quem poderia imaginar que você tem potencial para ser uma maga assim tão jovem, não é atoa que a Senhoria Evangeline te chamou de “pequena maga”, com certeza, ela notou esse potencial em você… — reafirma Anastácia, ao presenciar o talento de sua filha.

    (não, ela não notou)

    Uma hora se passa, e dentro da cabana se encontra Evangeline, que acaba de limpar totalmente o local. O lugar está totalmente um limpo, sem nada sujo. Assim que finaliza a sua limpeza, a jovem fala.

    — Bom, agora tudo está limpo. Seria uma boa se tivesse uma geladeira para guardar esse taelho, se ele ficar assim totalmente exposto pode acabar apodrecendo, e eu também quero provar a carne dele — assume, ao tentar bolar uma ideia para refrigerar o animal.

    — (…)

    — Hum… Uma geladeira e só uma caixa de metal refrigerada por nitrogênio e uma hélice, se eu tivesse algo… Espera! As gemas de mana! — exclama, logo após lembrar das pedras que pegou outrora.

    Com as gemas em sua mão, a jovem diz: — Teldra disse que essas gemas absorvem os feitiços e ficam as lançando até que sejam interrompidas… E se eu por um feitiço que crie nitrogênio e outro de vento? — conceitualiza, a fim de criar algo inovador nesse mundo.

    — Se eu usar 2 gemas, uma para esfriar e outra para assoprar, será praticamente uma geladeira, porém sem o uso de energia, mas o que me falta é apenas uma caixa de metal…

    — Anastácia! Ela deve ter uma, já que é uma ferreira, talvez ela não se importe se eu pedir — conclui, ao sair de casa enquanto carrega o taelho, pendurado sobre um barbante suspenso no ombro.

    A jovem adentra a loja da ferreira, e pronuncia: — Anastácia, Anastácia! Tá aí? — solta uma pequeno grito, com o intuito de chamar atenção da dona do local.

    — Senhorita Evangeline! Então a senhorita realmente voltou! — exclama Anastácia, surpresa com a sua visita.

    — Como assim “realmente eu voltei”? Você me viu antes? Já sei você sentiu a minha mana né? Não sabia que você além de ferreira tinha habilidade de magos — retruca a jovem, de modo a tentar imaginar, como sua amiga havia notado sua chegada.

    A ferreira, uma pouco decepcionada com as suposições da jovem, tenta responder a sua dúvida da mesma, porém logo em seguida, uma criança desce as escadas correndo, e quando chega no local, diz.

    — Minha mestra, bem-vinda de volta! A senhora realmente voltou! Então eu estava certa afinal — antecipa Isabel, ao responder à questão que beirava o ar.

    A jovem encara a criança sem nenhuma expressão, porém, em seguida expressa surpresa, e fala: — O quêee? Você sentiu que eu cheguei? Como isso é possível? — questiona, surpresa com a capacidade da pequena.

    Anastácia dá um passo a frente, e retruca: — Ué senhorita Evangeline, não foi a senhorita mesmo que disse que Isabel era uma pequena maga? Não era isso que você se referia? — pergunta, ao suspeitar do comportamento e surpresa da jovem.

    ”Droga! O quê? Do que ela está falando? Eu só chamei ela de pequena maga porque ela usou magia. Ela acha que eu sabia do potencial da Isabel? E agora o que eu digo?”

    — É… Veja bem, eu estava apenas testando vocês… É claro que eu sabia do potencial da Isabel, e já que você, Anastácia, lembrou do que eu disse antes, isso prova que você tem uma ótima percepção em juntar os fatos — declara a meio elfa, de modo a enganar às duas com sua explicação fajuta.

    Anastácia sorri, e logo em seguida, exibe-se: Viu Isabel? Eu disse que a senhorita Evangeline havia notado seu potencial, mas eu não sabia que eu também tinha um — constata, um pouco alegre com a afirmação mentirosa da jovem.

    — E… mudando de assunto, eu vim aqui pedir uma coisa para você Anastácia — assumi a jovem, com o intuito de sair daquele clima estranho.

    A moça volta a sua atenção, e ao notar que a atenção da meio elfa está voltada para si, diz: — Para mim? O que seria senhorita Evangeline? — questiona, ao por suas mão na cintura, e olhar para a jovem na sua frente.

    — Bem, eu estou em busca de uma caixa de metal. Você não teria uma por aí sobrando não? — pergunta Evangeline, a fim de arrumar o item que procura.

    — E para que você quer uma caixa de metal, eu poderia saber senhorita? — rebate a moça, ainda com dúvida com o pedido da jovem.

    — (…)

    — Anastácia… Você sabe que não precisa ficar me chamando de “senhorita” sempre né? Mas em relação ao que preciso, bem, é para isso — diz a meio elfa, ao mostrar o taelho preso no barbante de seu ombro.

    — Minha nossa! Senhorita Evangeline, você realmente conseguiu caçar um! Então como foi? Que tipo de tática usou? O que fez logo após pegá-lo? E… — interrompe suas perguntas, ao notar que enche a jovem delas.

    — E… Desculpe por isso, fiquei um pouco empolgada após vê-lo, mas respondendo sua pergunta, tenho sim a caixa de metal, está logo ali atrás, buscarei agora mesmo — anuncia, ao ir para o local da forja de metais.

    Após chegar com o objeto em suas mãos, a moça tecla outra vez no assunto, e diz: — Então, o que pretende fazer com isso e o taelho? Se vai colocá-lo aqui dentro, ele vai acabar estragando.

    A jovem pega a caixa das mãos da ferreira, e põe em prática sua teoria. Ao retirar às duas gemas de sua bolsa, coloca em uma, o feitiço que expele nitrogênio em gás, enquanto na outra adiciona um feitiço de vento que sopra.

    Evangeline, com sua magia de fogo faz dois furos na caixa de metal, e um na parte superior para que o nitrogênio desça e outro no centro, para que o vento sopre e circule o gás gelado em torno da caixa.

    Após terminar de ajeitar as gemas, nota que ambos estão funcionando corretamente, bem do jeito que havia imaginado. Batendo uma mão sob a outra, de modo a pensar que acabou de elaborar um belo trabalho cansativo, por fim diz.

    — Bem, era isso que eu queria fazer! — afirma, ao apontar para a pequena geladeira improvisada que montou.

    — Nossa! Que feitiço é esse senhorita Evangeline, está saindo um ar frio de dentro da caixa, bem refrescante, mas não vejo gelo algum dentro. Como fez isso? — pergunta Anastácia, animada, com o olhar fixo para a pequena caixa.

    ”Hmm… Tendo um bom ponto de vista das reações de Teldra, Karenn e os professores da escolinha, presumo que, se eu contar de uma forma técnica, é provável que ela não entenda, então darei uma resumida”

    — Bom, eu usei magia de gelo e coloquei dentro de uma das gemas, e outra coloquei magia de ar, assim apenas posicionei em locais chave, para que uma lançasse o gelo e outra assoprasse, desse modo refrigerando a caixa.

    — Ah! Então foi assim, entendi. Nunca vi nada parecido antes. Então desse jeito o taelho ficará conservado? — indaga, enquanto observa o animal totalmente preservado na caixa.

    A jovem acena sua cabeça para confirma a pergunta de Anastácia, e retruca: — Sim! Dessa forma posso esperar Karenn retornar para prepararmos juntos o taelho.

    — A senhorita Karenn ainda não retornou da cidade? — pergunta a moça, com uma expressão confusa.

    — Pera, como assim ainda? Ela disse iria visitar o avô dela. — retruca Evangeline, de modo a responder à dúvida de Anastácia.

    — Sim, ela havia me informado no dia que jantamos na sua casa, mas também disse que não demoraria muito tempo, pois hoje seria seu aniversário de 15 anos, e traria um presente para você hoje. A propósito, parabéns senhorita Evangeline.

    — Espera, ta me dizendo que essa demora toda não é proposital? — questiona, ao se dirigir a ferreira ao lado, enquanto põe as mãos nos seus ombros.

    — Como eu disse antes a senhorita, ela não é alguém que demoraria muito tempo com uma coisa dessas — confirma, enquanto olha nos olhos da meio elfa com bastante seriedade.

    Continua…

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