Capítulo 153: Exame de admissão
Uma semana se passou desde sua volta para a nação Buraji, onde o rapaz dos raios se preparava para finalmente começar o exame. Seu irmão mais novo, o levou até o local da prova, onde dizia:
— Ei, se lembre de algo, a prova é em grupos agora, não duplas! Então, o trabalho pode ser até mais fácil!!
O garoto elétrico concordou com a cabeça, se despedindo do seu irmão em seguida deste fato, andando para dentro do local da prova. Já ali dentro, o garoto começou a olhar em volta, notando os outros participantes e o quão lotado estava o local do exame, pensando consigo mesmo:
“Caramba, isso vai ser uma loucura!”
Já ali dentro, um membro da equipe de provas o parou, dizendo para ele:
— Kura, o revolto! Lembro de você, você seria meu superior hoje em dia! Bem, pegue um número nessa caixa, que servirá para o sorteio dos grupos!
O elétrico escutou aquilo, concordando e colocando sua mão direita dentro da caixa com vários números diferentes dentro de papéis. O jovem rapaz, logo puxou sua mão de dentro do recipiente, retirando o número oito nesse processo, para em seguida ir se sentar em uma cadeira. Ao se sentar na cadeira, ele deu uma observada em sua volta, notando rostos conhecidos de anos anteriores, e até pessoas que ele já viu em sua jornada, como o filho do Humaitá. Depois de certos minutos, um dos aplicadores do exame apareceu, era a Ali que logo começou a falar:
— Bem-vindos, participantes do exame de admissão de alta patente militar! Eu sou a Ali, e serei a aplicadora do exame esse ano! Como bem sabem, durante décadas a forma da prova consistia em passar missões para duplas. Entretanto, como eu tomei a frente da formulação dos exames, eu decidi que iremos a efetuar em grupos, agora!
Um outro examinador tomou a dianteira, sendo ele Itadaki, que segurava uma caixa em sua mão, dando continuando ao monólogo da examinadora chefe:
— Como podem notar, todos receberam alguns números, números estes que possuem cópias dentro dessa caixa! Assim, faremos o sorteio de todos vocês. Serão cem grupos de quatro pessoas! E após o sorteio, se dirijam para a sala ao lado, e peguem a missão de suas equipes!
Com tudo explicado, os participantes apenas assinaram com a cabeça, esperando o início do sorteio. Assim, foram vários números sendo retirados, até a chegada do quarto grupo, onde Ali começou a dizer:
— Número oito, dezesseis, trinta e dois e sessenta e quatro!
O manipulador de raios rapidamente se levantou da cadeira, andando até a sala ao lado, pensando consigo mesmo:
“Merda, não fiquei na equipe do irmão adotivo do Jaguar! Peguei dois novatos e um velho repetente!”
Já na outra sala, o protagonista deu de cara com o seu grupo. Sua equipe, consistia de um rapaz alto e levemente parrudo, sendo ele o número dezesseis. Junto dele, uma garota um pouco menor que o Kura estava ali, ela tinha cabelos longos e loiros, e era a número trinta e dois. Por fim, o idoso repetente, um senhor de idade avançada mas ainda com o corpo em dia. Com os quatro reunidos, o jovem grande decidiu se apresentar para o Kura e os outros:
— Olha, tu chegou! Eu te conheço dos eventos de três anos atrás! Meu nome é Giovanni!
Kura escutou aquilo, apertando a mão dele e falando:
— O meu é KuraYami, mas pode me chamar de Kura! E vocês, quais seus nomes?!
A garota baixinha, logo tomou a dianteira, sendo a primeira a se apresentar:
— Meu nome é Sami! Vi os eventos de três anos atrás também, achei másculo da sua parte, correr para salvar seu irmão!!
O velho, ficou calado por algum tempo, até finalmente decidir se apresentar:
— Bem, meu nome é Onder! Também vi seus feitos três anos atrás, e achei extremamente imprudente de sua parte! Você poderia ter uma patente militar muito maior, se não tivesse ido atrás de um criminoso!
Aquelas palavras deixaram o receptáculo de Buraji visivelmente enfurecido, com o sangue do mesmo chegando a ferver enquanto encara o velho. O idoso Onder, soou levemente frio, sabendo que não teria chances contra aquele garoto. Entretanto, mostrando sua evolução como pessoa, o garoto-raio não partiu para a agressividade, mas sim questionou cada um deles ali, em especial o velho em sua frente:
— Ah, é? Então, quais as razões de cada um estar aqui? Em especial a sua, senhor fila preferencial! Afinal, se está me julgando, significa que deve ter uma motivação nobre, não é?
Botando a tensão no ar, o garoto novato e de maior estatura tomou a iniciativa, falando seu motivo para tentar acalmar os ânimos de todos:
— Bem, eu não tenho um grande motivo! Estou aqui mais por obrigação, do que por querer, sabe?
Sami, seguiu a onda daquele colega de equipe, dizendo também:
— É, sim! Eu vim pelo dinheiro, aqui paga bem!
Onder continuou encarando o Kura em silêncio, até que deu uma virada irritada em sua própria cabeça, andando pelo corredor enquanto fala:
— Vamos pegar nossa missão de uma vez, quero me separar desse pivete logo!
Todos iam começar a seguir o idoso, até que ele soltou a seguinte frase:
— E vocês, não pensem que vou ajudar a salvar a vida de algum de vocês, em caso de perigo! Trabalharemos juntos, mas só até alguém se tornar um estorvo!
Aquela frase deixou todos ali receosos, mas, trocando olhares entre si, aquele trio percebeu que não tinha nada que pudesse ser feito. Então, se opção, seguiram o velho para a área das missões. Ao conseguirem sua missão, rapidamente o Kura teve uma sensação de Dejavú, dizendo para seus companheiros de equipe:
— Quê?! Religiosos de novo? E lá vamos nós!
Ouvindo aquilo, Giovanni se animou, dizendo para os outros:
— Ei, escutem! O Kura já tem experiência com isso, então vai ser moleza passarmos na prova!
A loira prontamente concordou com o seu colega de equipe, dizendo:
— Isso aí, vamos passar e ganhar dinheiro!!
O idoso manteve-se calado, mas sua expressão facial deixava claro que não confiava naquele garoto. Em outro lugar dentro do país de Buraji, um homem com vestes religiosas, se encontrava conversando com alguém:
— Entendeu?! Estou te pagando, para que capture o receptáculo atual de Buraji! Esse pirralho, três anos atrás, matou todos os meus colegas de clérigo e meu chefe!! Quero que o capture quase morto, e assim eu vou tirar o espírito bestial dele!
A figura com quem o religioso falava, era um homem alto, com cabelos pretos bagunçados e curtos, além de um corpo extremamente atlético e forte. Aquele homem forte estava sentado, comendo um macarrão instantâneo com hashis, enquanto pergunta ao religioso:
— Você quer comprar uma briga de níveis nacionais, apenas por vingança do seu grupo de igreja? Que hilário!
Aquele senhor religioso não gostou nada de ouvir aquilo, logo retrucando aquele maromba:
— Você vai fazer isso, ou não?! Estou te contratando para garantir que meus planos vão dar certo!
Logo, terminando de comer o seu macarrão, o homem bombado perguntou:
— Quanto?
Sem entender nada, o religioso indagou aquele mercenário:
— Quanto… o quê?!
O homem mercenário, logo se levantou da cadeira, revelando ter por volta dos dois metros de altura, terminando sua pergunta:
— Quanto você está disposto a me pagar, velhote?!

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