Capítulo 200: Auxiliares
O Kura, correndo junto da garota que tinha acabado de libertar, rapidamente perguntou para a mesma, enquanto se enfia em uma viela ali por perto:
— Ei, acha que esse plano vai dar certo?!
A jovem, ainda sendo carregada por aquele garoto estrangeiro, logo respondeu para o mesmo, em um tom de extrema confiança:
— Sim, lógico que vai! Afinal, eu sou a princesa desse lugar!
Em outro local da cidade, Akkedis aparecia confuso, sem entender como foi mandado até ali. Entretanto, sem muito tempo para refletir, um golpe roxo foi mandado na direção de sua nuca, ataque esse que o general Safira só conseguiu evitar, por ver a luz estranha surgir de repente. Então, enquanto se vira para a fonte do ataque, o subordinado de Charlie escuta:
— Ei, você ainda desviou! Que merda, essa luta vai durar muito mais do que eu pensava!
Aquele era Giovanni, acompanhado por Onder e Sami. Percebendo a presença daqueles três adolescentes, o general safira deu algumas risadas, enquanto afirmava para eles:
— Bem, se seu medo é sobre a duração dessa luta, não se preocupe!
Uma aura sinistra começou a escalar através do corpo daquele ser, enquanto o mesmo caminhava tranquilamente até próximo da parede de um prédio, terminando seu monólogo:
— Já que, se depender de mim, vocês vão ter só um minuto de vida a mais, pivetes!
Reparando aquela movimentação do inimigo, o manipulador de antimatéria se colocou em guarda, avisando para os seus companheiros:
— Vocês dois, tomem cuidado! Esse cara não vai nos dar uma luta fácil!
Em outro local distante dali, mais especificamente, na região oposta a do outro grupo. Li Chun e Jaguar se encontram à espera do general Safira que seria teleportado. O inimigo que foi enviado para enfrentar a dupla, foi o subordinado Gees, ainda confuso com aquela locomoção estranha que tinha acabado de sofrer. Logo, antes que ele terminasse de analisar a situação, a mulher asiática afirmou:
— Ei, aqui em cima, grandão!
Ao levantar a cabeça na direção de suas costas, o homem de vestes estranhas logo reparou na dupla, em cima de um muro que tinha ali. Então, a moça de origem oriental terminou a sua fala:
— Nós vamos te matar, aqui e agora! Mas, se você falar que se rende e der mil pulinhos sem parar, eu pouco a sua vida e só te mando preso!
Gees escutou aquilo atentamente e absorveu aquelas palavras, se endurecendo com a afronta feita por aquela mulher de pele morena. Então, a aura daquele guerreiro de Safira começou a emanar do seu corpo com ferocidade, enquanto ele retrucava a moça:
— Me matar? Não me faça rir, sua idiota de merda! Normalmente eu não sou de bater em mulheres e animais, mas você me pegou em um momento ruim para piadas desse tipo!
Logo, aquele guerreiro apontou seu dedo indicador direito na direção daquela dupla, se atirando levemente para trás enquanto responde para eles:
— Não vou matar vocês, mas se preparem para passar o resto de suas vidas em estado vegetativo!
Enquanto aquilo acontecia, outro dos grandes generais foi mandado para uma região escondida da cidade, sendo esse o guerreiro Draai. Antes de toda aquela cena da confusão ter oportunidade de se repetir naquela situação, uma voz chamou a atenção daquele inimigo de origem estrangeira:
— Aí, cara de cowboy! Vamos pular as apresentações, já que eu não me importo nem um pouco com quem você é, ou o motivo de tu tá lutando aqui
Aquele que falava era o irmão mais novo do Kura, o Arold, que se encontrava com sua aura emanando através de todo o seu corpo, da mesma forma que um vapor escapando da tampa de uma panela de pressão no fogo. Draai se virou na direção daquela voz, encarando o adolescente dono de raios palavras confiantes, e até mesmo arrogantes de certa perspectiva. Então, o homem-explosão tomou a iniciativa de terminar o seu monólogo de apresentação:
— Eu vou explodir essa sua cara, até você ficar irreconhecível até por testes de DNA, seu pedaço de merda!
O lacaio de Charlie, escutando as palavras ditas por aquele rapaz de cabelos longos, logo voltou um olhar firme e hostil na direção do rapaz. Exalando sua energia, aquele oponente com roupas de cowboy, retrucou para aquele garoto:
— Você é destro, ou canhoto? Me responda, para que eu arranque de você, o braço que você menos usa!
Após ter escutado aquelas palavras afirmadas pelo oponente, o filho caçula da Iara logo começou a armar a sua guarda de combate. Aquele jovem militar Burajiano, posicionou suas pernas em linhas paralelas, enquanto baixava o seu centro de gravidade, colocando por volta de setenta por cento do seu peso na sua perna dianteira, indicando que iria ficar apenas em avançar para frente durante o combate com o general Safira. As mãos do Arold, foram colocadas abertas na frente de seu corpo, com a esquerda na frente do seu rosto e a direita na frente do seu peito, exatamente na frente do seu plexo solar. Ouvindo as palavras provocativas daquele inimigos, o mais novo cabeludo respondeu para o mesmo:
— Não sei, que tal perguntar para a sua mãe? Depois do que eu fiz com ela, tenho certeza que ela vai saber como responder isso!
Aquilo enfureceu mais ainda o oponente Draai, que ficou com as veias do seu rosto absolutamente saltadas e visíveis, além do rosto do mesmo ficar avermelhado de tanta raiva. Antes então, daquele militar de Verenigde Kingdom ter chance de avançar contra o adolescente explosivo, o próprio adolescente se jogou na direção daquele inimigo. Na ponta dos dedos direitos do Arold, uma quantia consideravelmente de pólvora era colocada ali, e graças ao movimento rápido da mão daquele rapaz das roupas brancas, tal material começou a entrar em combustão, graças a velocidade do criador de materiais explosivos, o próprio ar conseguiu se comprimir e gerar um forte impacto que forçou a combustão e explosão daquela pólvora. Essa sequência, permitiu que a força do golpe “gyaku nukitê” realizado pelo Arold, se tornasse ainda mais mortal
Em um outro local, daquela cidade, o grande primeiro-ministro, Markus, estava completamente perdido ao norte da capital, estando a vários quilômetros do castelo real. Ao longe, o representante direto da realeza no exterior, gritava desesperado enquanto corria:
— CHARRLLLIIEEEE, ESPERE POR MIM!! EU VOU TE AJUDAR!!
Assim, primeiro-ministro continuou a correr agilmente em direção ao castelo, ao resgate do seu querido rei.

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