Capítulo 159: Fim da missão
Upahan começou a sangrar pela sua boca, enquanto resquícios de seus órgãos começaram a cair através daquele buraco feito em seu corpo. Um olhar de paisagem começou a pairar em sua face, enquanto ele começa a pensar:
“É… a ganância me custou caro!”
Kura calmamente pousou na frente daquele oponente, estando a alguns metros de distância do mesmo. Então, tranquilamente, o adolescente elétrico questionou:
— Últimas palavras?
O homem de cabelos curtos, logo respondeu:
— Não…
Logo, lembranças do garoto de antes pairavam em sua mente, fazendo-o recuperar momentaneamente o brilho em seus olhos, respondendo para o seu oponente:
— Na realidade… tenho sim! Tudo que eu fiz até agora, desde os crimes de assassinato, até os trabalhos de mercenário, foram por conta do sequestro do meu filho. Uns caras barra pesadas levaram ele, matei alguns sem provas e fui condenado. Desde então, trabalhei como mercenário para conseguir dinheiro para comprar meu filho de volta, ou então apenas para ser contratado com o objetivo de exterminar eles…
Enquanto dizia isso, o homem lentamente levou sua mão até perto do seu peito, continuando a falar:
— Numa cidade ao sul… eu escondi todo o meu dinheiro lá!
Quando terminou de falar aquilo, o homem completou o sinal com sua mão, invocando um lobo gigante atrás de si. O elétrico se assustou com aquilo, ameaçando um outro golpe poderoso, mas logo foi impedido pela seguinte fala daquele mercenário:
— Eu só ativei essa habilidade agora, pois você retirou a marca do meu corpo! Estou só mostrando, o motivo do meu filho ter sido sequestrado… esse poder, é um raro caso de poder hereditário!
O homem de dois metros logo fez um carinho no lobo, cuspindo sangue e acabando por fazer a criatura ser desconvocada. Logo, com sua vida se esvaindo, ele fala:
— Faça o que quiser com isso!
Alguns outros segundos passaram, e o rapaz da eletricidade voltou para os seus companheiros de time. Todos estavam extremamente feridos, então se aproximando de Sami, ele fala:
— Fique parada, por favor!
Pondo a mão na cabeça da mesma, ele rapidamente leu a mente da garota, vendo a fundo os poderes do novo bispo inimigo. Assim, descobrindo através dessas memórias que aquele homem ainda estava vivo, o Kura escalou a pequena avalanche de terra feita por Giovanni, vendo o homem quase morto no chão e notando que ele ainda estava vivo:
“Perfeito, vai dar certo!”
Arrastando aquele homem para perto dos seus aliados, de forma bem fria o elétrico atirou um pequeno raio no cérebro do homem santo, começando a controlar o corpo e a mente do mesmo. Tendo essa capacidade, o jovem aluno de Stold obrigou aquele membro do clérigo, a doar energia cinética de suas células para às células dos seus amigos, explicando:
— Isso vai obrigar suas células a se dividirem mais rapidamente. Não vai fechar seus ferimentos completamente, mas ajudará a não morrerem até receber a ajuda médica
Quando finalmente o último foi socorrido por aquela energia, o protagonista se aproximou do bandido, decapitando ele friamente e dizendo:
— Bem, missão concluída! Vou levá-los para o hospital, agora!
Colocando os dois homens da equipe em seus ombros e a mulher em seus braços, o receptáculo bestial começou a correr atrás do hospital, onde ao encontrar aquele recinto, rapidamente conseguiu atendimento médico a todos os seus amigos. Devido ao estado grave deles, o irmão do Arold teve de passar a noite naquele hospital, esperando o resultado das operações de cada um.
O dia seguinte raiou, e todos os seus amigos estavam novamente conscientes, longe de muito perigo de vida, mas também longe de estarem totalmente curados. Porém, por já estarem bem o bastante, o Kura decidiu dar uma trapaceada, pedindo ajuda para um velho amigo:
— Ei, bote eles no carro! Vou levar vocês de volta!
Dizia Samuel, no banco do motorista, para aquele seu antigo chefe. Sorrindo, o rapaz dos raios afirmou:
— Pode deixar!
Com todos dentro do carro, o homem dos quatro braços começou a dirigir de volta para o local da prova. Durante o caminho, as coisas ditas por Upahan foram comentadas com Samuel, onde o espadachim falou:
— Tá me dizendo, que você quer que eu vá até essa cidade, apenas ver se o dinheiro é real?! Jesus Cristo…
Kura, mantendo seu sorriso, respondeu:
— Ora, vamos! Aposto até, que lá pode ter mais informações sobre esse grupo!
Samuel deu um longo suspiro cansado por conta daquilo, mas, vendo o seu antigo capitão, ele responde:
— Certo… eu vou lá! Mas, se não tiver nada, eu acabo com você!
Risadas foram ouvidas por parte do ex – capitão militar, indicando o quanto aquela situação o alegrou. Depois de bastante tempo de viagem, o grupo finalmente chegou no local para finalizar aquela prova brutal, sendo deixados a uma certa distância pelo Samuel, para que andem até lá e façam parecer que vieram sozinhos do local da missão até ali. Durante a caminhada, o rapaz dos raios estava ajudando seus aliados, ouvindo Giovanni reclamar:
— Cara… aquele maluco acabou comigo! Tá tudo doendo…
Sami, ouvindo aquilo, logo complementou:
— Nem me fale… eu ainda vou ter que passar no médico de novo, por conta que o tiro me deu danos graves! Espero que o exército tenha bons médicos…
Onder se manteve calado, apenas andando até o local da prova, não querendo conversar muito com nenhum dos presentes. Chegando no local do exame, o grupo do Kura foi o primeiro a chegar, e o protagonista logo jogou a cabeça sem vida daquele alvo na mesa, afirmando:
— E aí, a gente termina essa fase com isso, né?
O homem responsável por conferir os corpos mortos, era o mesmo de quando o Kura fez aquele teste pela primeira vez. O adulto, conferiu aquela cabeça, logo afirmando:
— É, realmente, a causa da morte deve ter sido estresse! Já que ele perdeu a cabeça!
O homem fez aquela piada, virando seus olhos na direção de todos os membros da equipe, mas rapidamente notou o péssimo estado físico de todos ali. Aquilo deixou o clima extremamente desconfortável, fazendo com que em silêncio, o responsável pela avaliação apertasse um botão no canto de sua mesa, dizendo em um microfone:
— Preciso de médicos na recepção, dos bons! Pacientes em estado grave!
Logo a equipe médica chegou, começando a guiar Sami e Giovanni para a ala médica. Kura e Onder se negaram a receber a ajuda, o garoto por já estar se curando sozinho, e o velho por não ter sofrido ferimentos extremamente graves. Finalmente sozinhos, o rapaz dos raios decidiu falar:
— Obrigado, cara!
O velho escutou aquilo, ficando curioso e pergunta:
— Pelo o quê?
O protagonista dos raios, enquanto retira a sua camisa, começa a falar com o seu aliado de equipe:
— Ora, por ter ajudado a salvar a vida daqueles dois! Não gostaria de voltar para cá, com eles mortos!
O velho ficou visivelmente abalado com aquilo, se mantendo em silêncio por algum tempo. Com o passar desse tempo, o idoso decidiu falar:
— Sim… bem, eu te devo desculpas… e agradecimentos também!
Dando um suspiro depois de dizer aquilo, o homem de idade avançada se inclinou na cadeira, continuando a falar:
— Sabe, eu fui um otário com você! Mas, mesmo assim, você me salvou quando aquele cara ia me matar igual um verme! Se eu estou tendo a chance de passar nesse exame, é por sua causa…
Kura escutou aquilo, terminando de tirar sua camisa rasgada, a jogando no canto da cadeira e afirmando em seguida, enquanto se levanta e se aproxima do idoso:
— Relaxa, cara! Amigos de equipe servem para isso, sabe?
O adolescente se senta ao lado daquele velho, pondo a mão no ombro esquerdo dele e dizendo:
— E agora, acha que sou digno de saber o motivo de você ter entrado aqui?
Encarando aquele jovem, o idoso deu um longo suspiro carregado de arrependimento, enquanto conta a sua história:
— Sabe, quando seu avô Aristeu tinha vinte anos, eu tinha os meus dez anos de idade. Meu pai, na época, trabalhava junto do seu avô sobre as ordens dele. Porém, um dia, ele recebeu sua primeira missão solo…
Olhando para o teto daquele lugar, o velho começou a ter lembranças do seu pai, continuando a dizer:
— Era uma missão diplomática em um pequeno país asiático, que a recém tinha se tornado território da nação de Xing Ping, e o foco deles era de saber, como ficariam os acordos comerciais após essa anexação… entretanto, meu pai nunca mais voltou!
Virando seus olhos para aquele jovem rapaz, Onder completou:
— Meu objetivo aqui, é um dia ter uma patente alta, para ter a chance de conseguir descobrir o que aconteceu com o meu pai!
Kura escutou aquilo, se emocionando com a situação do velho, sorrindo para o mesmo e dizendo:
— Bem, não se preocupe! Eu vou te ajudar com isso!!

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