Capítulo 184: Durante esses três anos, parte 7
Khayal estava tranquilo nas costas daqueles dois inimigos, não estando nem um pouco assustado na presença dos oponentes. Com relação aos criminosos, a dupla ficou surpresa encarando o homem-imaginação, com o Zé baixo afirmando para o Upahan:
— Tu não disse que esse imbecil tinha morrido, porra?!
O mercenário estava encarando aquilo completamente chocado, e ao ouvir a fala do seu contratante, falou:
— Eu disse que ele provavelmente tinha morrido, seu idiota! E tem mais, mesmo vivo, não deveria ter como ele descobrir a localização dessa sua base! Minha dúvida é como ele chegou aqui!
O garoto da imaginação escutou aquilo, e para sanar as dúvidas dos inimigos, simplesmente jogou uma espécie de moeda contra o peito do líder dos traficantes, enquanto fala:
— Isso aí é um dos seus lacaios, sabe? Eu só imaginei que ele seria um pequeno CD com todas as informações sobre vocês, e deu tudo certo!
Zé baixo segurou a moeda em suas mãos, a analisando e escutando atentamente as palavras proferidas pelo militar. Logo, se irritando com aquilo, o criminoso esmaga a pequena moeda de metal nas suas mãos, a destruindo completamente e transformando em pó. Ainda enfurecido, ele grita para o Upahan:
— MATA ESSE TIRA, MOLEQUE!
Escutando a fala do seu contratante, o mercenário rapidamente sacou sua espada de Birta e se abaixou, afirmando após essas duas ações:
— Com prazer, senhor!
Rapidamente, o estrategista se jogou na direção do militar de patente elevada, efetuando um movimento de corte na horizontal, mirando especificamente na região dos olhos daquele jovem-adulto, um golpe com foco específico em retirar o tampão da cabeça do rapaz. Khayal conseguiu notar o início do ataque, criando assim sua redoma imaginária antes que o ataque fosse atirado, para que no último instante antes de ser acertado, o rapaz pudesse usar suas habilidades e trocar de lugar com um dos guardas da prisão. O ataque acertou o carcereiro traficante, fazendo o mercenário falar:
— Que porra! Como eu errei isso?!
Com certas distância dos dois, Khayal estava assegurando o bem-estar de Maria, a deixando perto de uma barra de ferro, enquanto fala:
— Fique aí, beleza? Não quero saber de me estressar, com você se botando em perigo!
A garota ainda ameaçou falar alguma coisa, mas foi rapidamente ignorada pelo seu colega, que se teleportou de volta para a batalha. A imortal ficou irritada, mas ao ver o objeto metálico próximo de si, acabou por ter uma ideia para se libertar.
Voltando o foco para o embate, o miliciano apareceu novamente próximo daqueles dois, criando sua redoma em silêncio e apenas dizendo em um tom de voz sereno:
— Eu vou acabar com vocês, é agora mesmo!
A redoma estava cobrindo uma área gigantesca da prisão, deixando os dois inimigos e mais alguns sem importância presos dentro dela. Zé baixo e Upahan se assustaram com aquilo, com ambos tendo de tomar suas atitudes para defesa e contra-ataque. O mercenário, assim como na primeira vez lidando com essa habilidade extremamente fora da curva, tomou a atitude de se revestir com sua determinação. Já o seu contratante, no momento em que Khayal imaginou os dois virando poeira, acabou por começar a virar o material, mas simplesmente sumindo no meio do processo. Este fato, chamou a atenção tanto do mercenário quanto do homem-imaginação, mas o último apenas pensou:
“Ele deve ter morrido, sem problemas!”
O mercenário, entretanto, conseguiu sobreviver graças a sua aura extremamente poderosa, mas acabou por ficar com a mesma novamente como apenas uma pequena película em seu corpo. Tendo sucesso em se defender, o bandido se atirou na direção do rapaz da redoma, no objetivo de acertar um corte contra a lateral direita do corpo do mesmo. Percebendo aquilo, o garoto teve tempo apenas para imaginar que todo seu corpo produzia uma grande quantidade de eletricidade. Assim, quando aquele assassino de aluguel acertou o corpo do militar, ondas de choque poderosíssimas o feriram em cheio, deixando ambos, Upahan e Khayal, extremamente feridos. O mercenário voou longe, batendo em uma parede e a quebrando completamente, enquanto o militar cambaleou bastante, mas conseguiu se manter em pé.
— Segura essa… seu fudido!
Afirmou o loiro, apontando com o dedo indicador na direção daquele inimigo. O contratado se levantou furioso, partindo para cima do rapaz ainda revestido com a determinação, enquanto gritava:
— EU VOU SEGURAR É A SUA CABEÇA!
Durante o avançar, Khayal imaginou novamente que transformava o fora da lei em poeira. A camada fina de aura, protegeu o mercenário de boa parte dos danos do ataque, mas não de todos, fazendo com que dessa vez o mercenário fosse acertado e tivesse parte do seu corpo transformando em poeira. Vários ferimentos se abriram, com sangue escorrendo de suas costas até o chão, e o homem de cabelos curtos e negros acabando por cair de joelhos, na frente do jovem miliciano. Contando vitória, o homem-imaginação afirmou:
— Sabe… sua sorte na nossa primeira luta, foi que eu fui pego de guarda baixa! Mas isso não vai acontecer agora!
Khayal iria finalizar a luta, prestes a transformar seu inimigo em poeira. Entretanto, quando isso iria acontecer, um som como se fosse de carne moída sendo esmagada ecoou por aquele ambiente, seguido por uma voz extremamente irritada afirmou:
— Vai não, é? Seu filha da puta!
Aquele era o Zé baixo, que acabou por aparecer de repente próximo ao jovem militar, atravessando seu braço direito no corpo daquele miliciano. Logo, após esse ataque mortal, o traficante chefe retirou seu braço de dentro do corpo do garoto, o deixando cambalear e cair de joelhos no chão, vomitando sangue e ‘nauseando’. Khayal, sem entender como aquilo foi possível, rapidamente perguntou:
— Mas… como?!
Encarando aquele inimigo de joelhos, o homem de pele morena deu um sorriso arrogante, respondendo:
— Sabe, antes de eu ser completamente destruído, eu ativei meus poderes! Eu consigo existir e deixar de existir com minha habilidade, basicamente um pequeno controle da realidade, que além de me permitir isso, também permite que eu tenha uma noção não exata da existência
Logo, o criminoso mexeu seu braço com força em direção ao chão, jogando o sangue do seu inimigo naquele solo e começando a limpar seu braço, continuando a explicação:
— Lógico, há muitas vantagens, como o fato de eu voltar sem ferimentos da não existência! Mas, tem seus problemas, como eu não ter noção exata do meu inimigo, ou só ter até no máximo dez segundos para deixar programados para meu retorno, caso contrário eu ficarei sem existir!
Enquanto tudo aquilo era dito, Khayal se manteve no chão, cuspindo sangue e derramando gotas geladas de suor, pondo a mão no buraco feito no seu corpo graças ao ataque surpresa, notando que foi no mesmo lugar atacado pelo mercenário anteriormente. Upahan, enquanto aquilo acontecia, apenas começou a carregar sua arma, enquanto fala:
— Maneira a explicação aí, chefe! Mas, vou mandar esse garoto pro inferno logo, ele tá dando muito trabalho para a gente, sabe?
Paralelamente a tudo que estava acontecendo ali, Maria tinha finalmente conseguido se libertar das cordas que estavam aprisionando, tendo ficado raspando as mesmas contra aquele item de ferro, até desgastar o material e o quebrar completamente. Livre finalmente, a parceira do rapaz da imaginação se colocou a correr atrás do mesmo, chegando a tempo de ver aquela cena do mesmo quase sendo executado. A milenar, percebendo aquilo, começou a se mover a toda velocidade para próximo do seu amigo. Enquanto isso, o mercenário afirmou:
— Beleza, até nunca mais!
Após dizer aquelas palavras de ironia, o assassino de aluguel disparou a sua arma, lançando três balas na direção do miliciano. Devido aos danos, Khayal estava indefeso, não tendo chance de ativar seus poderes a tempo de se defender, e não tendo como correr para desviar. Porém, antes de ser atingido, a garota imortal se jogou na frente do seu aliado, levando os três tiros no lugar do mesmo.

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