Capítulo 185: Durante esses três anos, parte 8
A garota foi alvejada completamente pelos tiros, sendo acertada na perna esquerda, meio do tronco e testa, caindo para trás logo após ser acertada pelos projéteis de Birta. Zé baixo percebeu aquilo, e enfurecido, agarrou a camisa do seu mercenário contratado, gritando:
— SEU RETARDADO! SE ESSA GURIA MORRER, VAMOS PERDER NOSSA PRINCIPAL ARMA, PORRA!
Enquanto isso, o militar loiro agarrou Maria antes da mesma cair no chão, sofrendo de dores na lateral de seu corpo enquanto fazia isso, mas não deixando de segurar sua amiga. Com a jovem nos braços, Khayal começou a falar:
— Ei, sua idiota! Eu te disse para ficar segura!
O sangue dela escorria, com a mesma encarando seu amigo nos olhos, sorrindo e apenas dizendo:
— É… desculpe!
A voz da garota era fraca, indicando o quão crítico eram os danos feitos por aqueles projéteis. Rapidamente, ainda de forma debilitada, Khayal mexeu suas mãos, enquanto afirmava:
— Mas, relaxa! Eu vou te salvar agora-
Antes de dar continuidade a sua ação de salvar sua aliada, a mesma segurou uma de suas mãos, a apertando com força e dizendo algumas palavras com bastante dificuldade:
— Não… ouse… me salvar!
Aquela afirmação, fez com que o rapaz de cabelos loiros ficasse bastante surpreso, com ele respondendo sua amiga:
— Não te salvar?! Por que?!
Ainda encarando seu amigo, a jovem reuniu todas as forças restantes na sua alma, para dizer as seguintes palavras:
— Eu… já vivi muito tempo, Khayal! Sei que sua chefe me queria como arma de estado, mas esse é o momento que eu mais procurei durante esses mil anos… o momento em que eu posso morrer de verdade, e me juntar com aqueles que eu amei e já se foram…
A garota, esticando sua mão, alisou a lateral direita do rosto do rapaz de cabelos loiros e olhos azuis, dizendo:
— Mas, além de te pedir isso, quero pedir que você viva! Você é novo, muito novo! E sabe, mesmo passando pouco tempo ao seu lado, você se tornou alguém especial. Então, vá viver sua vida, comer alguém, sei lá… e me conta tudo depois que você morrer de velhice!
O rapaz escutou tudo atentamente, pensando no que responderia para aquela aliada. Entretanto, antes de ter qualquer chance para responder sua querida amiga, o loiro percebeu a falta de vida nos seus olhos, notando o quão gelados e sem expressão ela se encontrava. Naquele momento, a moça tinha acabado de morrer nos seus braços, estando em paz com a conquista de sua morte.
A dupla de bandidos, ainda estavam discutindo entre si, trocando ofensas um com o outro:
— Idiota, você matou ela, porra! Era pra a gente tá usando ela de arma!
Afirmou Zé baixo, enquanto sacode o mercenário pela gola de suas roupas. Upahan, irritado, acertou um poderoso tapa na mão daquele contratante, enquanto retrucou:
— Não enche o saco, porra! Eu ia matar aquele militar, ela quem se jogou! E não vem me tratando como escravo, que eu sou só um assassino de aluguel, não a porra da sua puta particular, seu bandido sem cérebro de merda!
Aquela discussão iria se tornar algo ainda mais perigoso e hostil entre aquela dupla, até que a redoma imaginária acabou surgindo novamente, deixando os dois quase que no centro da mesma. Ao olharem na direção do Khayal, notaram uma quantia absurda de aura pulando para fora do seu corpo, mostrando a determinação de combate daquele jovem militar. Ao perceber aquilo, Zé baixo não perdeu tempo, começando a falar:
— Certo, vou terminar aquilo que comecei!
O criminoso estava pronto para ativar sua habilidade especial e desaparecer de frente daquele oponente. Entretanto, antes de ter essa oportunidade, o homem com um Black Power acabou sendo agarrado pelo pescoço pelo seu aliado, e sendo atirado na direção do rapaz de cabelos amarelados. O fora da lei, antes de ter sequer tempo de reagir, acabou por ser atingido com tudo por um raio elétrico, que de forma sem piedade aquece e evapora seu sangue, fazendo seu coração explodir e seu cérebro cozinhar. Upahan fez aquilo, para ganhar tempo, e afirmar enquanto joga suas bombas de fumaça no chão:
— Obrigado por contratar meus serviços, volte sempre!
O mercenário, mais uma vez, desapareceu em meio a fumaça de suas bombinhas, abandonando o militar e aquela base do tráfico. Khayal, silenciosamente, focou sua habilidade em curar seus ferimentos, enquanto pensa nas profundezas de sua cabeça:
“Merda… isso foi horrível!”
Algum tempo depois, o garoto finalmente se encontrou com sua chefe, onde a mesma estava visivelmente decepcionada com o mesmo, afirmando:
— Khayal, em todos os nossos longos anos de história juntos, essa foi a primeira vez que você me decepcionou, e com toda certeza foi a pior forma possível!
O loiro apenas abaixou silenciosamente sua cabeça, concordando com a líder da nação. Krafitg ficou olhando aquilo, e logo afirmou:
— Sabe, normalmente, eu mandaria você passar um ano na cadeia pensando na sua falha, por ter sido de nível federal. Mas… vou te dar uma segunda chance, com uma missão de grande importância!
Surpreso com aquilo, o rapaz levantou sua cabeça, olhando Krafitg e falando:
— E que missão seria, senhora?
Jogando uns papéis para seu subordinado, a moça de pele mais escura logo respondeu para ele:
— Quero que fique de olho num certo alguém…

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