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    Voltando para o combate entre o exército da princesa Deli e os seres de glicose, a moça estaria trocando golpes com uma das criaturas, colidindo sua espada de lâmina dupla contra as mãos do ser com aparência de biscoito. Mesmo a entidade tendo visivelmente a aparência e uma formação a base da comida de origem doce, sua pele ainda conseguia ser incrivelmente durável, algo que provavelmente era mais duro que um diamante formado em laboratório. A garota dos cabelos rosas logo abriu distância do ser, por ver que seus ataques padrões não estavam funcionando, para logo em seguida refletir sobre a situação:

    “Droga, ele é muito duro! Não tenho força para atravessar a pele dele”

    Enquanto a jovem refletia, rapidamente o ambiente à volta da mesma acabou por se alterar, ficando algo parecido com um campo aberto, moradia de cavalos selvagens. Nas costas da mesma, um cavalo gigante estava parado, olhando para frente enquanto fala:

    “Garota, você realmente ficou mais fraca, depois de todo esse tempo no xilindró!”

    Aquele ser era o espírito bestial da garota, que se mantinha em pé nas costas da mesma. Aquilo fez Deli perceber, que tinha adentrado o seu espaço mental, moradia do ser que estava aprisionado dentro dela. Encarando agora o ser, a garota questionou:

    “Certo, eu estou mais fraca sim! Mas, como saber disso pode me ajudar em alguma coisa?!”

    O cavalo, batendo uma de suas patas no solo, como quem estivesse marcando algum território, logo respondeu para a sua guardiã:

    “É simples, ajuda para que você peça meus poderes! Veja, seu poder sequer é de origem ofensiva, é apenas uma curta regeneração caso você tenha alimentos disponíveis. Com a fome que você está, você não consegue nem usar dele. Se você pedir o meu poder, eu o darei sem questionar!”

    A princesa escutou aquilo atentamente, sentindo uma gota fria de suor cair pelo canto direito do seu rosto, com a mesma logo retrucando o ser de origem milenar:

    “Mas, meu corpo não é compatível com o seu poder! Se eu usar ele, eu posso acabar tendo sequelas graves, sabia?!”

    O cavalo, escutando aquilo, se enfureceu com a garota, batendo uma de suas patas no solo e gritando para a mesma:

    “Cale a boca, pirralha! Eu posso te curar de qualquer dano, por mais grave que ele seja! Você só está com medo de sentir dor, mas olhe só seu redor! Se você continuar sendo fresca assim, o seu reino inteiro vai pagar por isso!”

    A garota escutou a bronca de forma atenta, chegando até mesmo a abaixar a sua cabeça para escutar aquelas duras palavras. Então, não vendo opções, por ver aquilo como uma realidade, a herdeira real respondeu para o seu espírito bestial:

    “Certo, me empreste o seu poder! Eu quero salvar o meu povo!”

    Escutando aquelas palavras, o cavalo gigantesco deu um largo e alegre sorriso para a jovem, erguendo sua pata dianteira direita e pisando em cima da jovem com toda a sua força, afirmando para a mesma:

    “Com todo o prazer, pirralha!”

    Ao lado de fora de todo aquele ambiente mental, um tempo tão menor que um nanosegundo tinha se passado, fazendo com que quase ninguém ali tivesse se mexido de forma drástica. O corpo da garota logo começou a emanar uma aura de cor marrom, que rapidamente ganhou características que lembram as de um alazão. Isso indicava, que a princesa conseguiu pular do estágio um de transformação para o estágio dois de forma direta. Com esse novo poder, a garota de moveu de maneira rápida, tão rápida que a percepção de nenhum dos homens presentes conseguiu perceber o seu movimento. Nesse estado, a jovem se moveu até mesmo mais rápida que o Kura no começo de sua jornada, conseguindo com essa velocidade desferir um poderoso soco no centro de massa da criatura inimiga, conseguindo finalmente a derrotar e transformar em pó com um único soco. Com aquele oponente finalmente neutralizado, a jovem afirmou:

    — Pessoal, vamos ajudar nossos amigos, e ir atrás da cabeça do Charlie e seus lacaios, lá no castelo!

    Mudando a atenção novamente, era possível ver as pessoas comuns de Verenigde Kingdom, como a idosa da biblioteca e o vendedor de armas, observando toda a destruição que acontecia por aquela região. Os poderes do Charlie, chegaram ao ponto de não só criar essas criaturas e esse pó estranho, que atacavam e controlavam as pessoas, mas também de começar a criar “bordas’ cortantes de glicose, e controlar o equivalente da mesma nas plantas. Graças a todo esse controle e manipulação, o solo abaixo dos pés das pessoas começou a ser brutalmente atacado e destruído, com aquela nação inteira começando a se rachar e cair no fundo do oceano. A idosa e o vendedor de armas, acabaram por serem pegos por aquelas bordas cortantes, que à medida que afetam a nação inteira, iam diminuindo e se aproximando da capital.
    Do topo do castelo, Charlie ficou assistindo aquelas mortes bastante anestesiado, começando a rir enquanto fala:

    — Não só essas mortes e toda essa destruição, isso é incrível!! Eu deveria ter feito isso, desde que pisei nessa merda de país!

    Markus ficou olhando aquilo, bastante preocupado e assustado com o seu rei. Em tom de preocupação e até mesmo de tentativa de cuidar do seu filho adotivo, o ministro respondeu para o mesmo, tentando o tirar daquele delírio maligno:

    — Mas, Charlie! Por favor, se recomponha, nós precisamos do estoque de Birta desse país! Caso o contrário, o Nellu vai-

    Antes do ministro ter a chance de terminar a sua frase, o rei psicopata golpeou o rosto do homem com um forte tapa no rosto do mesmo. O mesmo chegou a cuspir sangue através de um corte em sua boca, ocasionado devido ao tapa pesado do regente. Enfurecido com seu lacaio, o membro bastardo da família real, afirmou para o ministro:

    — QUEM SE IMPORTA COM O MISERÁVEL DO NELLU, MARKUS?! ELE QUE CHUPE AS MINHAS BOLAS!!

    Charlie rapidamente agarrou o homem que o criou pela gola da camisa, o puxando para perto e apertando bastante aquele tecido de roupa, continuando a falar para o mesmo:

    — Depois daqui, eu vou atrás da cabeça daquele miserável e de todo o bando dele! Você acha mesmo, que eu com o sangue real, iria viver nas asas de um plebeu de merda igual ele?!

    Antes que a situação se tornasse pior para o lado daquele ministro, uma grande explosão acabou acontecendo através da entrada para a cobertura daquele lugar. Uma grande cortina de poeira voou em direção aos céus, enquanto duas vozes afirmaram em sequência:

    — Então, você tem ligações diretas com o filho da puta do Nellu, é?! Perfeito, vou arrancar isso de você na base da porrada, seu merdinha!

    — Ei, mas só vai fazer isso, depois de eu me resolver com esse merda!

    Saindo do meio da poeira, os jovens Kura e Khayal, respectivamente, se revelaram para aquele inimigo poderoso. Khayal em específico, revelou não ter mais ferimento nenhum para o Charlie, enquanto saia do meio da nuvem de poeira.
    Observando aquela cena, o regente tirano acabou empurrando seu ministro com bastante força no chão, visivelmente enfurecido ao ver o jovem loiro vivo. Então, olhando aqueles dois, o mesmo afirmou:

    — Khayal, seu idiota! Você teve a chance de fugir com vida, e tomou a decisão imbecil de vir lutar comigo?! E ainda mais, trazendo o receptáculo de Buraji?!

    Se preparando para o combate, à dupla ficou encarando o rei e seu lacaio, onde o homem-imaginação respondeu ao mesmo:

    — Eu já disse, eu só irei para casa, quando você estiver dentro de um caixão!

    O Kura, visivelmente em silêncio, entregando um protagonismo só seu aliado, apenas ficou de olho no oponente. Já o Charlie, ouvindo aquela afronta, respondeu para os dois:

    — Certo, vou te mandar de volta em um caixão, e vou usar o cachorro dentro desse pirralho como meu pet!

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