Índice de Capítulo

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    Após alguns minutos de descanso, levanto-me da cama e vou até o quarto de Rekka, finalmente notando algo que deveria ter sido óbvio: minha perna está curada e a bengala sumiu junto com o fragmento que impedia a ferida de sarar. O que devo fazer agora é ver como minha amada está. Dou poucos passos e, ao chegar à porta do quarto, bato; não ouço confirmação. Ao abri-la, encontro o quarto vazio.

    Do lado de fora, porém, ouço uma voz que acalma minha alma. Em uma praça destruída há um grupo de soldados — aparência humanoide, orelhas pontudas, olhos totalmente brancos e pele escura — vestindo apenas coletes e capacetes sobre roupas comuns, o que mostra que esse povo não está acostumado com a guerra. Eles explicam por que ambos os lados pediram ajuda a terceiros vindos de além do Cosmo.

    A quantidade de feridos é maior do que a capacidade dos Soldados Genoma de classe médica, que usam toda a energia para curá-los, recebendo a ajuda de Rekka. Ela canta uma música que, graças ao seu poder, acalma as dores e tranquiliza os feridos. Quando o “show” termina, Cornell se aproxima; os soldados se ajoelham em tom de adoração ao gigante, que começa uma espécie de oração em uma língua que o tradutor de nossos trajes não consegue traduzir.

    Ao final, os soldados são envolvidos por um brilho azulado e se levantam com os corpos totalmente curados, batendo continência em seguida e voltando-se para o campo de batalha. Quando ficamos apenas nós do nosso grupo, o general e Cornell no local, o gigante cambaleou, caiu de joelhos, apoiou a mão no peito e cuspiu sangue no chão.

    — Esse foi o principal motivo para chamarmos por ajuda. O Mestre Cornell está morrendo. — Após esse susto, somos guiados novamente ao salão de guerra; o gigante demonstra fraqueza anormal a cada passo enquanto se senta em seu trono. — Pelo que viram, nossa principal força nessa guerra vinha sendo as bênçãos do Mestre Cornell, mas descobrimos recentemente que elas são feitas ao sacrificar parte de sua força vital. Se essa guerra se estender, não só o Mestre Cornell morrerá.

    Kyosuke dá um passo à frente.

    — Para vocês terem contratado um grupo composto por dois assassinos e dois curandeiros, vocês realmente queriam que essa guerra acabasse rápido.

    Haven então complementa a fala do parceiro:

    — Só não notaram, ou não descobriram, que seus inimigos estavam tão fortes porque já estavam recebendo a ajuda de outro Onixy.

    — O que deixou nosso trabalho mais difícil. Afinal, a soldado que eles contrataram está simplesmente entre as quatro melhores atuais, enquanto nós mal começamos no ramo. — Kyosuke se vira para mim e para Rekka, como quem está pronto para ir embora, e sai do salão de guerra, despertando minha fúria.

    — Espera aí, vocês pretendem deixá-los?!

    — Pelo contrário, meu colega. — afirma Haven. Nesse instante, todos ouvem um disparo que projeta uma versão gigante do brasão do nosso grupo no céu; o lado inimigo devolve com seu próprio brasão.

    — Nós vamos à guerra. — fala o atirador pelo comunicador.

    — Sim, esse é o novo plano. — A espadachim não consegue esconder o sorriso e a ansiedade de enfrentar sua irmã.

    — Se esse é o plano, então eu tenho uma estratégia que pode nos levar à vitória. — Bato palmas; do solo sobe um mapa topográfico como se fosse esculpido na própria terra: linhas, elevações e rotas brilham à nossa frente. Surpreendo todos na sala, com exceção de Rekka, que, por ter notado minha intenção, dá uma risada fofa que deixa a espadachim intrigada.

    — Certo, Yuki — falou Kyosuke ao ver o mapa, estranhando a quantidade de habilidades que possuo —. Explique essa estratégia.

    — Ok, pelo que notei da Yale e dos soldados genoma dela, eles possuem alta regeneração, mas, diferente dela, eles não sobrevivem à minha Super Nova. Por isso, que tal usarmos isso para atrapalhar os soldados dela? — Uso uma de minhas habilidades para me dividir em quatro cópias. — Cada uma das cópias é capaz de usar uma habilidade antes de se desfazer, incluindo uma versão mais fraca da Super Nova. Enquanto isso, eu e Haven avançamos para a base inimiga, com você se infiltrando e pondo fim ao general inimigo.

    — Uma boa ideia, mas sabe o que falta nela? Você descobrir que os soldados genoma dela não foram destruídos. — Kyosuke afirmou.

    — Depois que você ficou desacordado eles começaram a se regenerar, perdendo apenas seus equipamentos. — acrescenta Haven.

    — Pelo visto vocês não leram o manual e esqueceram algo primordial: os soldados só conseguiram resistir por estarem junto da Yale. — exclama Rekka, deixando todos surpresos. Para eles, ela parecia apenas uma garota quieta e prestativa que canta bem, nada mais. — Os Soldados Genoma copiam parte do poder do seu líder por até cinco minutos e tem um “mecanismo” que os fazem tomar como alvo principal o ser que maior libera energia no seu campo de visão. Isso significa que, se o Yuki liberar sua energia, poderemos separar os soldados da Yale até a ligação deles desaparecer, eles perdem a regeneração e podem ser mortos de forma convencional.

    A informação surpreende Kyosuke, que não consegue conter os pensamentos. — Ok, os quietinhos surpreendem quando falam… No fim, seu plano pode dar certo, Yuki. Por acaso acha que vai ganhar mais por isso?

    — Ganhar? Quem disse que estou aqui por dinheiro? A única coisa que quero é minha liberdade!

    Minhas palavras parecem tocar uma ferida em Cornell, que se vira no trono.

    — Pleads! — o general se vira para seu líder ao ter seu nome chamado. — Se vamos mandar esses jovens para a batalha, eles têm que saber a verdade.

    — O líder do exército inimigo, ou melhor, a líder, é outro ser da sua espécie. — O atirador solta a bomba que muda por completo o contexto da missão até então. Jocasta existe nessa versão da história, mas, ao invés de uma aliada, agora é o inimigo que devemos destruir. — Levei um susto quando me preparei para atirar e vi, pelo meu rifle, uma mulher gigante igual ao senhor comandando o exército inimigo.

    — Jocasta e eu éramos marido e mulher, mas acabamos em rixa por nossas ideias conflitantes sobre o melhor futuro para nossos adoradores. — Cornell diz, com a voz pesada.

    — Entendo. Mas por que uma guerra? Por que não tentam se conciliar de outro modo? — pergunto, inocente, e sou respondido por um grito choroso.

    — NÓS TENTAMOS! — explode o gigante. — Foi inútil; nenhum dos dois queria dar um passo atrás. Então a guerra estourou. O povo desta cidade foi um dos poucos que aceitou me proteger, e por isso oro para que consigam fugir para longe.

    — Por que o senhor não vai à guerra também? — pergunta Haven, deixando o gigante irritado pela falta de delicadeza; Pleads responde.

    — O Mestre Cornell não pode ferir ou matar qualquer outro ser. Seria como ferir a si mesmo. Enquanto o Mestre Cornell representa os seres vivos deste planeta, sua antiga parceira representa a natureza.

    — Se matarmos ela, todas as plantas do planeta morrerão; e se o senhor morrer, todos os seres do planeta morrerão e a natureza tomará o planeta.

    — Sim.

    — Entendido… Yatagarasu! Preparem-se: vamos dar um fim a essa matança.

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