Capítulo 92: Enredamento de orquídeas
Fraco, ergueu o corpo.
Olhou para a amada de Kim e suspirou. Logo aquela que o culpou estava aqui, mas, não tinha raiva dela, pois profundamente entendia que foi manipulada pelo culpado.
Pegou a faca em mão, em plena confusão.
— Vamos terminar o quê?
Dalia retirou uma espada de uma bainha em sua perna. Era uma espada pequena feita sob medida, logo, Kizimu se assustou ficando em prontidão. Mesmo com uma faca que não era sua, ainda era uma faca.
— Por que precisamos de lutar?
Melhor, refazendo a pergunta para si, por que tantas lutas em tão pouco tempo?
— Meu nome é Dalia Ascânio. — Ela fez uma apresentação digna de uma espadachim, e logo clamou — Vamos, lute pela sua vida!
Dalia correu e cortou o ar, Kizimu esquivou com calma, não foi tão difícil ou veloz, se comparado com diversos oponentes que teve até agora. Porém, o cansaço em seus músculos deixaria essa luta bem complicada.
A beleza ambulante olhou para os músculos de Kizimu tremendo e sorriu.
— Está tremendo? Para um assassino é muito fresco.
— Realmente acha que sou o assassino?
— Você não me engana.
Um corte de cima a baixo, onde Kizimu conseguiu defender com qualidade. Lâmina com lâmina foi bem difícil de manter. Por mais que Dalia não fosse tão forte, seus músculos doíam por tantas lutas seguidas.
Jogou a arma para o lado e seguiu com um chute tentando desarmar, a garota recuou.
— Claro que eu não esperei que fosse tão fácil.
Kizimu não estava conseguindo levar aquela luta a sério. Pois, mesmo que ela conseguisse lutar com qualidade, a diferença de nível entre o que ele enfrentou era desproporcional.
Era como depois de enfrentar 3 bosses seguidos, ele encontrasse com um mine chefe da primeira arena. Kizimu apenas suspirou.
— Essa luta é desnecessária.
— Não é não, eu vou provar que você é o assassino.
A garota correu em um corte veloz e Kizimu defletiu, mais uma vez, e outra e outra. Rápida ela era, mas não o suficiente. Talvez fosse até injusto, ou talvez, Kizimu tivesse ficado forte demais.
Dalia não era considerada fraca, mas também não era realmente uma das melhores, ficando mediana entre os cavaleiros treinados por Ernesto.
Se fossemos comparar Ernesto com um 10, e guto como um 8, Dalia seria um 4. Apenas para constar, Kizimu é um 2 com capacidades de 5 ou 6 com sua maldição.
Corte por corte, Kizimu choramingava pela dor em seus membros, aquilo não poderia continuar. Então, ele fez uma sequência de ataques, a defesa da garota foi excelente, mas o mesmo que foi previsível ao garoto.
— Não!
O corte de Kizimu passou pela defesa da garota e desarmou ela.
— Chega, não vai me vencer.
Dalia se sentiu frustrada, mas, não desistiu, pois seu plano havia apenas começado. Correu para cima de Kizimu, e ele sem reação apenas tentou desviar, mas, ela foi rápida demais, pulando em cima dele e derrubando no chão.
Como desarmada, Kizimu não sabia o que fazer, mas foi totalmente tomado por ela. Ela começou a socá-lo e aquilo doeu um pouco, junto as dores de seus músculos. Ele se irritou e girou por cima dela.
Segurou suas mãos e ficou por cima, ficando como mais forte e vitorioso. Ele riu.
— Até que vencer não é tão ruim assim.
— Me… mate, por favor.
De perto Kizimu viu algo, a beleza mais perfeita de todas. Ele segurando com uma mão seus braços e na outra uma faca afiada, tão afiada que não seria difícil cumprir aquilo que foi pedido.
— Claro que não, está louca? Já disse que não sou o assassino.
A garota se balançou, claramente queria se soltar e atacar Kizimu, ela fez força, mas ele não soltou ela. Ela lacrimejou, e seu rosto era perfeito enquanto se debatia.
— Por… favor. Acabe com isso.
Kizimu estava diante da beleza que ultrapassava o tempo, uma perfeição divina, cósmica, um tecido do tempo, elevando algo acima do pulcro, o uníssono do harmonioso.
Kizimu via aquele pedido como a coisa mais incrivel que poderia ser pedido, algo tão perfeito, sendo pedido por alguém tão perfeita. Ele merecia cumprir um pedido dela, era um pedido tão adorável, tão incrível, tão belo.
— Por favor, Kizimu, me mate.
Seus olhos esverdeados, marejados eram como ver doces danças entre as constelações, uma dança de arte perfeita que elevava sua nobre conotação sobre o que era perfeito. Mais-que-perfeito, celestial.
Kizimu via aquela perfeição com tamanha proximidade, pequenas ervas daninhas como flores belas começaram a entrelaçar o corpo de Kizimu, aos poucos seu corpo começou a ser levado.
Suas mãos levantaram, levados pelas flores tão graciosa. Suas mãos só precisavam cumprir aquele pedido único, peremptório, idôneo. Seu colocar cético, sua mão que se erguia, e a garota que aceitava seu fim. Tudo que era necessário para uma arte tão bela se cumprir, ali, sobre as flores daninhas que levavam seu corpo, até…
“Não se deixe levar pelo demônio dela, contenha-se.”
Kizimu parou. Logo com a faca que iria para o pescoço de seu alvo.
— Eu não… sou um assassino!
Kizimu jogou sua arma para o lado.
Dalia se surpreendeu, ela tinha certeza que ele cederia. Na sua vida, todos sempre fizeram o que ela queria, então, tinha certeza que se pedisse para o assassino te matar, ela teria uma prova.
Mesmo que custasse sua vida.
— Não… por que não? Apenas me mate.
— Dalia, pelo amor de Deus.
Kizimu balançou o corpo dela, ela o olhou com confusão.
— Eu já disse, eu não saí daquele quarto, eu não estava lá, isso é obra de algum usuário de maldição ou bênção.
Mais confusão partiu de Dalia. — Uma maldição… como Kalén?
— Sim, como Kim, ou pode ser uma bênção também.
Envergonhada, por não ter pensado a possibilidade, ela ficou um pouco receosa, pois, ela realmente poderia ter cometido um erro? Ela sempre foi impulsiva, contrapondo sua primeira ideia como a verdadeira, mas aquilo passou do limite, quando uma morte tão próxima ocorreu.
— Como eu posso confiar que não é o assassino?
— Ué… bem… eu passei de sua maldição, isso não conta?
— Minha maldição? Do que está falando?
Ela não sabia? Dalia não tinha ideia que tinha uma maldição, apenas viveu com algo que de certa forma ajudou ela de todas as maneiras.
Kuzimu, estou segurando ela, veja qual sua maldição.
“Usando Lambda, apenas notei núcleos Beta como a função da maldição dela. O ritual ao qual se explica sua maldição, seria como uma espécie de Enredamento. Talvez sua maldição seja exatamente isso.”
Como assim?
“Beta é o Desejo Psíquico, algo mental que corrompe a mente e ofusca pensamentos. Mas, o dela é mais específico. É algo como orquídeas, ela se parasita com suas ideias e enreda elas… como posso dizer”
Kizimu soltou Dalia e começou a pensar sozinho.
“Ela enreda os desejos dela aos seus, com um controle demoníaco, o núcleo Beta foi aprendido com sucesso.”
— Entendi, entendi.
— Do que está falando?
Kizimu com um ar de sabedoria, ergueu seu dedo indicador.
— Eu sei qual sua maldição.
— Eu realmente tenho uma, igual Kalén?
— Nunca percebeu que as pessoas costumam fazer o que você pede.
Ela pensou em quão conveniente tudo sempre foi para ela. Todos permitiam ela fazer o que quiser, sempre que pedia, era sempre tudo muito fácil.
— Eu realmente já tinha percebido isso… mas… Qual é minha maldição?
— A maldição do Enredamento de orquídeas. Você imbui seu desejo as outras pessoas, fazendo elas quererem fazer tudo que você quer.
Ela se surpreendeu como tivesse ouvido que estava com alguma doença letal. Ela, sentada com a perna de lado, ficou apreensiva.
— Maldições são coisas ruins, certo?
— Bem… tudo depende de como usamos elas. Por exemplo, eu tenho uma maldição também, mas eu uso ela para o bem.
Perplexa Dalia ficou.
— Espera, não estou entendendo mais nada. Você também têm? Não é tipo algo que uma pessoa em uma milhão nasce, como tem 3 usuários de maldição no castelo?
Kizimu ficou um pouco nervoso e riu um pouco. — Na verdade, se contarmos que Pandora também tem, seriam 4. Suspeito que Amara e Hermione tinham também, além disso, temos nosso assassino que é um principal suspeito de ter.
Dalia ficou incrédula, pelo que tinha aprendido. A raridade de Kim era algo secreto no reino, e que apenas pessoas raras tinham elas. Como poderiam ter tantas pessoas especiais assim no mundo?
— Por que tem tantas pessoas assim? Por que eu tenho isso também?
— Eu não sei ao certo, não sei ainda, mas prometo descobrir. Dalia, você tem um fardo grande que carrega, e tem que aprender a usar sua maldição, mas, com seu poder, podemos ajudar muitas pessoas.
Ela olhou para o chão nervosa, pois, descobriu algo assustador sobre si.
— Você tem certeza, sobre… eu ter uma maldição?
— Pode ter certeza. E eu tive uma ideia. Já que você tem algo assim, por que não vem para minha residência? Lá nossa casa é um controlador usual de maldições, pode aprender a lidar com ela, e ficar ao lado de Kim, cuidando dele.
Dalia olhou para Kizimu com outros olhos. Ela acabou de descobrir que tinha um fardo do mundo, algo hediondo e horrível que significava que ela controlava pessoas. Ela sempre fez algo deplorável e não conseguiu nem perceber isso.
Claro que teve uma vida fácil, claro que as pessoas sempre fizeram as coisas para ela.
Ela sempre fez algo horrível. Como ela pôde ser tão cruel? Como pôde controlar tantas pessoas? Ela começou a ter nojo e vontade de odiar a si mesmo.
Mesmo agora ele sabendo que ela era capaz de coisas tão hediondas, Kizimu apenas estendeu sua mão e decidiu acolhe-la. Sua gentileza não era comparável ao de um humano, e sim era a plenitude de um rei, um verdadeiro senhor.
— Eu posso… mesmo?
Dalia sentiu vergonha, pois, Kizimu não poderia ser o assassino, não dessa forma, não com um acolhimento desse, Dalia começou a chorar.
Kizimu ficou confuso se disse algo errado. Mas, lembrou sobre seu próprio eu chorar. Isso era necessário, aprendeu isso.
— Dalia, minha casa pode ser um hospício de anormalidades, mas, acolheremos você com toda certeza. Ajudaremos você a aprender a controlar sua maldição, e com o tempo, se quiser, pode até voltar a morar aqui.
Choros e mais choros causavam ali, ela sorriu.
— Kizimu, me desculpa, eu acreditava-que-você-era-o-assassino. Pode me perdoar? — Rapidamente falou, entre soluços.
Levando em consideração, que ele nem mesmo em momento algum culpou ela, Kizimu apenas sorriu.
— Com certeza, você é alguém importante para Kim, então, é importante para mim também.
Então, ali, uma nova aliança se formava. Era como um declarar de guerra para quem enganou aquela garota chorosa. Kizimu suspirou, mas se sentiu satisfeito, até que.
— Aiiii.
A dor de seus músculos atingiram seu ápice. Ele choramingou.
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Hora do chá
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Yahalloi
CaiqueDLF aqui!
Que divertido! Quem conseguia imaginar que ela tinha uma maldição, hein? Mas isso é algo que já tinha sido mencionado desde o capítulo 68, então, quem prestou atenção já sabia disso. Hehe.
A maldição de Dalia é um dos maiores potenciais da obra. Se ela aprender, ela se torna imparável. E agora teremos ela no grupo do protagonista. Ela ir para a grande casa Kuokoa é um sonho de consumo. Imagina o casal e ação. Uma controla e o outro, mata. Que coisa insaaaaana. Ela já é uma cavaleira mesmo, então vai ser um potencial muito bem aproveitado.
Vejam agora a união belíssima de Dalia e Kizimu, uma equipe que vai devastar barreiras.
Assim finalizamos mais um Capítulo.
Próximo capítulo; Capítulo 7: D.K.I (93 – 95)
Os próximos capítulos serão enormes, então amanhã a noite, pega uma pipoca, um café e venha se divertir, porque elas serão abrasadoras.
Bye bye.
Ass: CaiqueDLF

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