Índice de Capítulo


    — Não se esqueça, apesar dos pesares ainda somos amigos, então, apenas vamos nós divertir.

    — Divertir é? Egoísta como sempre não é, seu bostinha.

    — Isso, assim que amigos devem ser, seja sempre sincero agora, liberte seus sentimentos! — Kizimu riu.

    Eles passaram cortando diversos cavaleiros, Kim era uma aberração natural. Ele passava como um desmatamento ambulante, devorando com seus cortes cada um deles.

    O louro estava equipado com as luvas que ganhou de Ronan, mesmo que até agora não necessitou seu efeito.

    Kizimu tinha avisado que deveriam fazer apenas cortes o suficiente para pará-los, porque eles não eram o alvo deles, as pessoas estavam sendo controladas.

    Mesmo assim, a eficiência de Kim era devastadora, como era possível que alguém fosse tão bom na esgrima? Kim usava sua espada como se fosse além de sua extensão, era sua alma. Estava claro que seu cavaleiro tinha realmente ficado muito mais forte.

    Kim por outro lado, não se sentia assim. Estava mais ágil, e mais forte por causa do treinamento de seus irmãos, ele era capaz de usar muitos truques que Absalom tinha ensinado para ele. Mas no fim, Kim sentia uma deficiência clara.

    O cavaleiro não estava conseguindo manter a mente sã. E como Guto já havia ensinado, isso enfraquece sua espada. Então, por mais que Kizimu via um monstro ambulante, a maior verdade, era que Kim não estava enfrentando pessoas fortes para poder atrapalhá-lo.

    — Caramba, você é péssimo — Zombou Kim

    — Péssimo? Eu derrotei 5 deles sozinhos.

    — Talvez seja alguma coisa mesmo.

    Kim com aquela língua afiada, fazia Kizimu sorrir cada vez mais, pois o seu cavaleiro estava sendo sincero. Não era apenas um homem certinho sendo pulcro e cordial, era alguém que conseguia contar totalmente.

    Kizimu acertou um flanco, e derrubou mais um com um movimento ágil, e sem perceber deixou a guarda aberta para um grande cavaleiro de espada pesada. Caindo para trás, Kim apareceu e cortou o homem com uma qualidade absurda.

    — Isso é… incrível. Obrigado Kim.

    — Não se preocupe, apesar de tudo, eu sou seu cavaleiro, eu vou te proteger.

    — Não vou ficar para trás. Vamos!

    Eles estavam a caminho do quarto de hóspedes. Diversos guardas foram postos para protegê-los. Ironicamente, agora eles eram o cúmulo do problema.

    Kizimu antes tinha fugido de todos os guardas, esquivando, usando sua aceleração energética. Quando chegou no quarto de Kim, precisou usar mais dela e usou o despertar da destruição. Todo esse desgaste energético o fez usar uma das pílulas que recebeu de Eleanor.

    O quarto de Dália era quase no final dos quartos oeste. Passando por todos os locais protegidos, enfrentaram todos os guardas restantes.

    — Kim cuidado!

    Antes mesmo que Kizimu falasse, o louro já havia se defendido do grande machado duplo que caiu de cima.

    A expressão de Kim se mantinha irretocável, ele estava um misto de seriedade com irritabilidade. Assim, desviou a lâmina. Mesmo que fosse bem pesada, o cavaleiro enfrentou seu irmão, e o peso daquela lâmina era devastadoramente maior.

    A princípio Kizimu estava concentrado demais, enfrentar diversos inimigos de tornou algo comum. Ver tantas armas diferentes também causam uma curiosidade grande, ver qual capacidade do inimigo com tal arma.

    Machados, alabarbardas, lanças, espadas, arco e flecha, facas, cimitarras.

    — Não sei explicar, eu lutei tanto com meu irmão que isso aqui está quase entediante. A velocidade deles é nula.

    Mesmo que ele dissesse isso, todos os guardas eram altamente treinados, e estavam mais poderosos e mais intensos graças ao Pesadelo. Kim via isso, graças ao seu intenso treino.

    — Ver você lutando faz eu me sentir oprimido. Se um dia você fosse meu inimigo, eu estaria em grandes apuros.

    Kizimu sentia um pequeno calafrio apenas por pensar nisso. Seu cavaleiro se movia tão intensamente que parecia que estava usando sua aceleração. Mesmo assim, não era isso, a intensidade de Kim era muito mais ritualística.

    Paixão.

    Kim conseguia evoluir sua espada até o ápice. Mesmo que sua lâmina estivesse nublada com suas próprias preocupações.

    Uma foice foi na direção de Kizimu. Assim ele defendeu com seu escudo. Nesse mesmo momento, dois grandalhões com espadonas atiraram suas espadas em si. Não tinha como defender aqueles golpes. Assim, Kim avançou e cortou ambos com uma qualidade excelente. Com Absalom aprendeu diversos movimentos novos, por isso atacar dois alvos ao mesmo tempo não era uma dificuldade. Com essa liberdade Kizimu devolveu um corte e derrubou o foice.

    O motivo de Kizimu não usar sua aceleração energética, era que ele precisava o guardar para caso aparecesse a assassina. Então, para que ele não gastasse, ele lutaria em desvantagem. Mesmo com essa desvantagem, derrubou diversos a sua frente. A experiência que recebeu foi devastadora, dando a ele um arsenal enorme. Com sua atenção e ações voltados a interceptar qualquer arma que viesse em sua direção.

    — Achou que iriam me acertar com isso?

    Três lanças pularam em seu corpo, Kizimu dançou, seu arsenal de técnicas era revigorante e a dança era uma bela forma de se adaptar ao campo. Seu corpo girava em golpes cada vez mais velozes, assim seus braços fluíam diante aos cortes. Era como se uma serpente estivesse cortando — mas não — aquilo era Kizimu dançando fazendo seu corpo gingar diante das armas que viam em sua direção.

    — Você conhece uns truques novos, em seu merda.

    — Você nem imagina!

    Kizimu gingou por dentre as armas que tentaram o atingir, girou, cortou o primeiro, o segundo, e o terceiro. Porém, no mesmo momento, um grande homem de machete pulou e desceu com tudo sua arma. Kim imediatamente avançou, mas antes disso.

    Dance Impact!

    A cinética da dança fluindo, somado a técnica de corte que treinou, e a dança que aprendeu, girou o movimento do corpo ao máximo e mais rápido que Kim ou homem do machete, o garoto penetrou com ferocidade as placas de metal da armadura do homem, fazendo ele cuspir sangue.

    — Talvez eu tenha subestimado você… você está sim muito mais forte.

    Kizimu conseguia provar seu valor para seu cavaleiro. Dessa vez era diferente de quando enfrentaram John Bento. Naquela época, Kizimu era um inútil e teve de deixar tudo nas mãos de seus companheiros. Mas agora, ele tinha a força necessária para lutar ao lado de Kim, sem atrapalhá-lo.

    E assim, eles derrotaram todos os inimigos perto do quarto de Dália.

    — Não baixei a guarda ainda, Kim. Perto do seu quarto tem um monte também.

    — Eu imagino.

    — Vamos.

    Então, continuaram correndo. Viraram um corredor, dois, desceram escadas, passaram por outro corredor. Tudo isso ainda era a Ala oeste. Onde o labirinto se formava para confundir as pessoas.

    Cruzando um corredor, Kim sentiu o perigo surgindo e apenas com um movimento veloz, segurou com a mão uma flecha que quase acertou seu rosto.

    — Sério? Eu nem tinha visto essa merda.

    — Fica atento, tem duas arqueiras aqui. Além de diversos espadachins.

    — Kim, está vendo aquelas espadas diferentes, quem tem aquelas espadas dão muito mais trabalho, então cuidado.

    — Vou me lembrar disso.

    Kizimu comentava sobre uma espada longa ornamentada. A lâmina tinha uma cor azul Royal, aquela espada era muito mais resistente, de forma que o ritual de chamas de Kizimu não era capaz de cortar aquelas armas. Seus oponentes eram grandes quantidades novamente, e as duas arqueiras seriam um problema, mesmo assim, Kim avançou.

    Refletiu a primeira espada, e tentou cortar o segundo, mas ele conseguiu se defender.

    — Seriamente? Eles realmente são melhores? Não vão me impedir!

    Kim não recuou e sim girou sua arma até conseguir movimento perfeito para retirar a espada da mão do segundo, quanto o primeiro deu uma estocada, Kim chutou a arma dele.

    O arsenal de Kim era diversos conhecimentos práticos de combate. Por exemplo, onde ele deveria chutar para não se cortar, assim conseguindo retirar a arma do oponente. Não apenas isso, ele virou seu corpo e retirou a adaga que veio em sua direção. Os ataques se somaram e 4 cortes diferentes cruzaram entre si.

    45° graus, espada virada, impacto defensivo, assim desviou uma lâmina, sua arma girou por causa do ataque; Kim virou e com a mão puxou a faca para longe; A lança bifurcada no seu olho, o louro usou a faca e prensou impedido o avançar; a espada dele voava ao seu lado, e sem nem olhar para ela, pegou a espada em suas costas e aproveitando o movimento chicote, refletiu as duas espadas que tentaram o cortar.

    No mesmo segundo, com a outra mão, sem nem olhar, segurou uma flecha. Kim deu língua para a arqueira; a flecha acertou no corpo do adaga; a faca pegou e girou seu corpo arremessado na cabeça da arqueira; sua espada girou e cortou os dois espadachins.

    Tudo isso ocorreu ao mesmo tempo. E Kizimu apenas ficou boquiaberto com a qualidade de seu cavaleiro.

    Mesmo assim, Kizimu não estava mais fácil. Uma Kusarigami, avançou e suas pernas e o garoto pulou, nesse impasse, uma flecha foi na sua direção. Kizimu usou seu escudo, mesmo assim, uma espada longa e uma espada pesada vieram. Uma de cima e outra de baixo. A pesada Kizimu pode prever ela vindo, por isso com sua dança esquivou, enquanto a espada longa não era previsível, mesmo assim, de tanta experiência que teve; defesa; e a Kusarigami avançou até seu rosto. Arqueou o corpo até o limite. Segurou aquela arma, e avançou na direção daquele usuário. Ele não era possível prever, mesmo assim algo era, Kizimu desviou o outro lado da Kusarigami, segurou o corpo do homem e puxou na direção da flecha — que Kizimu previu — esse segundos que perdeu no Kusarigami, fez o homem da espada pesada vir na sua direção.

    — Que saco. Eu preciso vencer isso!

    Dançou, a espada veio na sua direção, Kizimu defendeu o impacto que caiu em derrocada, o garoto puxou o corpo do homem de espada pesada e desceu uma projeção de ombro até o chão e deu um soco martelo nas costas dele; uma espada longa veio na sua direção; dançou; a espada longa caiu brutal no homem de espada pesada. E Kizimu cortou, finalizando o espada longa.

    Uma nova flecha voou em sua direção. Os olhos azuis escuros se surpreenderam com o ataque, fazendo a flecha cortar levemente seu braço.

    — O que foi isso?

    Kizimu então viu, uma nova arqueira, uma que não era previsível. Ela será um problema enorme… ou melhor, seria, por que Kim acaba de cortar ela.

    — Que conveniente. Eita!

    A Kusarigami não deu trégua. Ela estava limitando completamente seus movimentos. Perder para ele seria uma desonra. Kim estava dando o seu melhor, Kizimu deveria mostrar serviço.

    Avanço cinético, dança completa, giro perpendicular. Avançou sua arma como uma extensão do corpo e — defendido? — um escudo bateu brutalmente no ataque cinético de Kizimu.

    — Não pense que vai me parar! Dance Impact!

    Devolvendo a cinética ao seu máximo, o escudo foi penetrado com a força e com as chamas púrpuras derretendo o metal.

    O guarda gorfou sangue e caiu. Logo em seguida a Kusarigami voou por cima, Kizimu arqueou o corpo para o lado e avançou com tudo.

    — Dormeee!

    Kizimu deu um gancho com toda sua força, derrubando o Kusarigami, e vencendo a luta.

    — Desde que lutamos eu já venho notando isso. Você aprendeu uns golpes marciais interessantes.

    — Sim, eu aprendi com Amara… antes… dela… você sabe.

    Kim não tremeu o olhar, e sim, fixou seus olhos para frente.

    — Já conversamos sobre seus erros, agora falaremos sobre as pessoas que vamos salvar. Depois eu te darei um golpe por cada falha sua.

    — Imagino que o soco que vai me dar de Dália, será o que mais vai doer. — riu de leve.

    — Quer dizer que já vai fazer piadinha sobre isso?

    — Melhor do que sofremos, não? Acho que fazer piadas é algo interessante para despesar o clima. Aii.

    Kim bateu com a parte sem lâmina na cabeça de Kizimu.

    — Não vou me importar com as piadas. Mas se elas envolverem Dália, vou te cacetar na porrada.

    Kizimu ouviu o apelo com receio, retirando o sorriso do rosto. Dessa vez, era Kizimu que tinha o falso sorriso.

    Kim andou na frente calado, o garoto ficou com medo de ter irritado o cavaleiro.

    — Então…

    — Oi?

    Kim olhou despreocupado.

    — Desculpa…

    — O que? Realmente levou a sério? — Kim sorriu… não era falso. — Nós somos amigos agora, verdadeiramente, seu idiota.

    — Você tem razão…

    — Certo, então para onde vamos, Cobalt?

    Kizimu ficou atento ao apelido.

    — Dália me chamava assim…

    — Bem, somos Cobalt e Zuldo, então, eu pensei em te chamar assim agora.

    — Mas você tinha outro apelo. O Kalén.

    Kim parou, e refletiu um pouco.

    — Kélen é uma lenda. Alguém forte, que sempre vence. Alguém que é capaz de proteger quem ama. Por enquanto, eu sou o fraco Zuldo. E até eu me tornar alguém forte. — Ele olhou para Kizimu — Você pode me chamar apenas de Zuldo.

    Os olhares se cruzaram com afinco. E um respeito mútuo ecoou.

    — Certo, vamos atrás de Aisha e Pandora e vamos acabar com o pesadelo!

    Assim Kizimu declarou.

    ✡︎—————✡︎—————✡︎

    Toc, toc, toc

    A porta se abre lentamente, do outro lado, uma mulher negra com a palma aberta aponta para a dupla do lado de fora.

    — Que recepção calorosa.

    — Se eu usasse meus poderes realmente seria bem caloroso — risos — Bem vindo de volta.

    Pandora estava de guarda alta, já que aquele Kizimu a sua frente poderia ser falso. Observando ela nota algo novo.

    — Finalmente está de volta. Se sente melhor? Senhor cavaleiro.

    Kim estava com com uma dura expressão, mas ele suspirou e soltou um leve sorriso

    — É inevitável, nosso líder é alguém egoísta que não vai nos deixar afundar, nesse caso, eu Kim Umbral, estou pronto para pararmos o pesadelo.

    Aisha pulou na frente.

    — Bem vindo de volta Kimzinho, nossas forças diminuíram, mas as forças do inimigo também diminuíram, vamos acabar com os planos de seu pai. — disse a cosplayer, sua animação não era muito condizente com o campo de batalha, mas ela precisava se mostrar forte.

    Andando a passos lentos e olhos atentos alguém debochou.

    — Vocês esquecem que eles podem ser os assassinos, certo? Estão muito relaxados — Eleanor, a segunda cosplayer falou atenta com seus fios ativos.

    Dessa forma, Kim ficou boquiaberto. Ele fechou os olhos levemente em luto. E depois riu.

    — Ouvi dizer que o grupinho que vocês montaram deixaram a assassina fugir, vocês são péssimos, certo?

    Eleanor ergueu uma sobrancelha — Não quero ouvir isso de alguém que passou a manhã toda dormindo, ao menos conseguindo fazer algo.

    Kizimu pigarreou.

    — Não, Kim está certo, Vicenzo e Bianca estão mortos, foi uma falha nossa, não podemos deixar esse erro acontecer novamente.

    Todos olharam tristes para o chão.

    Mas ele me disse: ‘Minha graça é suficiente a você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Não temam, já que vamos superar isso.

    — Brielle! Já está melhor?

    — Desculpa, ainda não consigo usar meu poder novamente, além disso, meu corpo está muito fraco.

    Kizimu e Kim entraram finalmente, se aproximando de Brielle. Pandora e Eleanor estavam com a guarda alta para atacar os convidados se eles fizerem algo suspeito.

    — Guto ainda não acordou, estou muito preocupada.

    Kizimu se aproximou e tocou no corpo.

    Ele está com algum ferimento grave?

    “Não, ele apenas está exausto, usar rituais desgastam o corpo humano, e parece que ele usou extremos sem nenhum treinamento, não espere que ele vá acordar tão cedo.”

    Certo…

    — Não se preocupe, ele está bem, mas… ele vai demorar de acordar. Acho que vocês devem descansar agora.

    Kizimu olha para trás e vê Pandora apontando a mão, Eleanor olhando desconfiada com os dedos a mostra e Aisha com um enorme sorriso, isso deixou ele tenso.

    — Eu pareço tão suspeito assim?

    — Foi mal, irmãozinho, sabe que não temos uma forma de provar quem é aliado ou inimigo.

    Aisha observando a situação, achou chato demais. Ela pensou um pouco e lembrou de algo.

    — Espera, se o poder que vocês explicaram para mim, é que ela troca a aparência própria, ela já fez isso antes, quando ela transformou Ernesto em Pandora…

    Sim, a quinta morte, Pandora foi quem Aisha e Kizimu viram mortos, o problema era que a verdade, Ernesto quem morreu no dia. E o que ocorreu claramente foi algo como o poder da assassina de mudar as coisas de forma.

    — Certo, mas o que lembrar desse fato nos ajuda? — Eleanor questionou.

    — Bem, não sei como explicar… a aparência de Pandora voltou ao estado original, porque eu usei umas das minhas habilidades na sala, então, eu acho que a fraqueza da habilidade dela sou eu.

    Pandora foi quem entendeu de imediato.

    — Nesse caso, você pode descobrir se eles são os verdadeiros, perfeito. Faça isso.

    Kim vendo todo esse desenrolar ficou meio confuso, claramente passar tempo demais longe de seus amigos teria um custo considerável.

    — Nesse caso, nenhum dos dois é contra esse método, certo? — Eleanor debochou, como quem ameaça com uma faca.

    — Eu confio cem por cento em minha irmã!

    — Eu não entendi muito bem, mas dessa forma a desconfiança vai embora, então pode sim.

    Aisha andou até Kim e Kizimu que estavam lado a lado e ela tocou no peito de ambos.

    Ela fechou os olhos e se concentrou.

    Falhar

    Falhar

    Falhar

    Uma onda de desenvoltura passou pelo corpo de Kizimu e Kim e no fim, nada aconteceu.

    — Eles são os verdadeiros.

    — Só isso? Achei que seria algo mais místico. — Eleanor bufou.

    Pandora deu um pulo e beijou a bochecha de Kizimu.

    — Bem vindo de volta!

    Kizimu sorriu — Cheguei.

    — Ei, ei desgruda, desgruda, eu não vou deixar vocês namorarem não!

    Kizimu meio que se surpreendeu com a repreensão e se afastou a contra gosto.

    — É-É, Aisha, eu preciso contar algo para você. — Kizimu pareceu meio envergonhado, e antes que ele pudesse continuar.

    — Eu já sei de tudo, e você não tem permissão para ter uma namorada.

    — Que??

    Kizimu caiu no chão.

    — Por que não??

    — Você ainda é muito novo para ter uma.

    — Ah que saco, sem isso de eu sou muito novo para isso, eu não posso saber daquilo porque eu sou novo demais, droga, porque ser novo demais me impede de namorar?

    Aisha sentiu uma irritação clara.

    — Primeiro que você nem entende o que é namorar direito, tenho certeza que aprendeu essa palavra no anime do garoto que morre e volta no tempo, certo?

    — Um… não… acho que eu já sabia desde que eu acordei, tanto que você tinha dito que era minha namorada, certo?

    Aisha sentiu um leve rubor aquecer seu rosto.

    — Aquilo foi uma piada, uma piada! Além do mais, Irmãos não podem namorar, é eticamente errado.

    — Mas você tinha dito para mim, que se não fossemos irmãos de sangue poderíamos, eu lembro de você me dizer algo assim.

    — Espera por que estamos cogitando eu namorar com você? Bem… eu adoraria isso mas, você tem apenas seis anos de idade, você não pode fazer algo tão complexo quanto namorar!! — Aisha estava vermelha, tentando esconder o rubor dela.

    Pandora se aproximou com uma certa curiosidade.

    — Aisha, desde nossa conversa, eu já venho notando, você também quer namorar com ele?

    A vermelhidão ganhou forma.

    — Quê??

    — Bem, você diz aqui e ali que ama ele, é esse papo de querer ser irmã dele, talvez seja uma forma de ser da família dele, já que você acha eticamente errado namorar com ele. Espera, nesse caso, você é minha rival no amor?

    — Eu não seria sua rival, eu vim primeiro, então eu tenho acesso vip, mas de qualquer forma não, eu não quero namorar com ele. Meus sentimentos a ele são muito mais complexos do que o seu, eu o amo realmente, mas é um amor que vocês nunca vão conseguir compreender… isso é, muito mais sobre dívidas, do que sobre dependência emocional.

    — Tsk.

    Eleanor estalou a língua.

    — Parem com essa comédia romântica nojenta, tanto eu quanto Kim perdemos quem nos amamos, o que menos queremos é ver vocês todos melosos aí.

    Pandora e Aisha ficaram caladas pela verdade, até que então Eleanor se aproximou de Aisha e tocou o peito dela com o dedo indicador.

    — Não sabemos o dia de amanhã, não sabemos se podemos morrer por uma doença, ou porque apareceu um assassino do nada, então, pare de tentar limitar seu irmão. É certo que ele ainda seja uma criança, mas deixe ele aproveitar sua vida ao máximo, porque não sabemos se ele poderá aproveitar isso daqui a quinze dias ou um mês.

    Kizimu ficou surpreso com Eleanor defendendo ele e riu de leve.

    — Caramba, isso virou um conflito enorme, mas no fim, eu não mudo o que vou fazer, eu vou parar o pesadelo, e vou ganhar a minha recompensa.

    Kizimu andou até Pandora e puxou ela para perto pela cintura. E surpreendendo a todos, ele deu um beijão de língua.

    — Esse garoto tem seis anos? Eu não era tão ousada assim com seis anos. — Eleanor deu pulo assustada com a contradição mental.

    Aisha põe a mão na cabeça. — Eu preciso colocar ele nas configurações da fábrica.

    E completamente surpresa, Pandora se liberta e dá um grande suspiro, não de alívio, mas de quem passa por algo extremamente satisfatório.

    — Eu já percebi isso a muito tempo, você beija muito bem para uma criança de seis anos.

    Tudo tem o seu tempo determinado… Eu não sabia que Kizimu tinha seis anos de idade, isso é muito errado, poderiam esperar a idade apropriada para isso?

    Brielle tampava seu rosto timidamente.

    — Do que você está falando? Eu vi o que você e Guto fizeram, e noviças ou freiras não podem ter relacionamentos, então todos aqui nessa sala são pecadores. Eu por beijar uma mulher, Pandora por se relacionar com um menor de idade, Aisha por desejar o irmão e você, uma freira, namorando.

    Bem, certamente ela tirou os homens da lista, pois além de assassinatos, eles não cometerem nenhum pecado.

    No caso, talvez Kizimu fosse um santo, porque ele não matou ninguém até o dia de hoje.

    Kim pigarreou.

    — Essa conversa está emocionante, mas temos coisas para fazer, enquanto estamos aqui, pessoas estão morrendo fora desse quarto.

    — O viúvo ali tem razão, vamos agora preparar o plano de ação de vocês.

    Kizimu observou, pois agora, eles se encaminharão para o resultado final.

    —————————————

    Hora do chá

    —————————————

    Yahalloi

    CaiqueDLF aqui! De volta

    Assim voltamos novamente aos capítulos diários. Hoje foi um capítulo mais leve, mesmo que tenha um combate bem legal ali no começo e uma comédia bem divertida depois.

    Estamos entrando na reta final do arco, faltando dois volumes para completar. Agora entramos no capítulo 1, do volume 5.

    Capítulo 1: Retorno através da morte. (126 – 128)

    Curiosos com o que isso significa?

    Hoje teremos dois capítulos. E amanhã mais um normalmente. Porém, eu ainda não voltei a escrever os capítulos por que estou sem Pc, mas vou correr contra o tempo, para tentar postar todos os dias, será uma luta de qual rápido eu escrevo contra o quão rápido eu posto.

    Espero que gostem dessa introdução de 3 capítulos, e saibam, que é só o começo

    Bye bye.

    Ass: CaiqueDLF

    Regras dos Comentários:

    • ‣ Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
    • ‣ Evite spoilers do capítulo ou da história.
    • ‣ Comentários ofensivos serão removidos.
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