Capítulo 130 - O Karma, O Dogma e A Caça
O bode se colocou em posição rígida, como se estivesse exigindo explicações de estar ali.
Sua alta estatura eclipsava até mesmo a de Santino — suas pernas pareciam mais longas.

Mas nenhum contra argumento cabia: a verdade de que ele tinha tanto um brilho próprio quanto uma escuridão vasta demarcava seu domínio de cena.
O impacto no brio atingiu Viktor.
Diferente de Noah e Santino, o humano demorou para perceber o abismo.
— “Esse cara… é mesmo um lutador? Olhar para ele é como tentar encarar um mudjong e saber que a madeira nunca vai rachar e vai te quebrar os ossos!”
A rigidez foi o principal detalhe que Viktor percebeu — ele viu além da estética; o físico descomunal e a postura sólida.
— “Eu… estou tremendo?! — A orelha esquentava e os olhos piscavam. — “Droga! Porque estou assim?”
Viktor precisou se controlar o mais depressa possível.
Dar sinais de vulnerabilidade era uma derrota simbólica.
Sob um outro ponto de vista, Lilac e Carol guardaram suas opiniões na própria mente.
— “Antes era só a Amu Amu, agora esse moço…” — a dragão pensava. — “O Karma dele é automático. Boa aparência e presença forte. Sim, ele é um lutador!”
Lilac entendia de moda e tendências, incluindo reconhecer potencial em lutadores.
Mas com o bode à sua frente era diferente: foi instantâneo.
Carol não ficou para trás:
— “Mano, onde a gente tá indo com essas aparições aí?” — a tagarela continuou. — “Esse cara é badass pra caramba! Serião… tô ficando mó tensa com isso… O cara é mó gigantão!”
Carol fechou seu punho, mesmo deslumbrada. O baque não inibiu seus instintos de badgirl.
Ela viu uma presa que virou predador — conteve a emoção.
Voltando ao embate, Amu Amu não desviou o olhar de Milla, que a fitava com expressão séria desde o início.
Contudo, mesmo assim, a idol dialogou.
— Baron Hornberg… — falava a suricata. — Eu já estou terminando.
O mundo à sua volta reagia por si só, mas em nada atingia o seu universo — Baron só tinha olhos para a princesa.
Diante de Noah e Santino enraivecidos, ele os ignorou, caminhando por entre os dois, se aproximando da pequena.
Lilac e Carol mantiveram o cuidado, com Viktor ao lado das duas dessa vez, mas sem esboçar maiores reações — todos estavam surpresos.
O bode, sem pestanejar, se abaixou e reclinou sua cabeça, reverenciando Amu Amu.
Seu gesto foi cercado de formalidades reais.
— Compreendo a sua recreação, Meine Gebieterin.
Conhecedor de línguas, Noah traduziu nos seus pensamentos a sentença:
— “Espere! Ele disse “Minha Senhora”?! — Os olhos vibraram. — “Esse bode é o servo dela, por acaso?!”
Não só a reação involuntária no olhar do albino foi vista: seus punhos fecharam, mas não por irritação — Noah estava nervoso.
Santino percebeu a reação, mantendo a cautela.
— “Não estou gostando de como o garoto está lidando com esse cara. De onde veio? Como não consegui sentir sua presença antes de tocar meu ombro? Grr… isso é ruim!”
Com as duas mãos na cintura, o canino marrom passou a mostrar uma reação da velha guarda e não deixou nos pensamentos.
— Já tenho calos nos ossos o suficiente para saber o que esse cara é capaz…
Como percebido antes, Baron só olhava para Amu, e assim todo o espaço em sua volta não tinha sentido.
— Fräulein (senhorita), devemos nos encontrar com Theo Monsenhor Sesto o quanto antes, Haben wir uns verstanden? (Nós nos entendemos?)
A garota relaxou na postura, parecia estar se divertindo com o embate.
Como troca, Milla a desmontou: sorriu, sabendo do teor daquela demonstração.
— Você também é bem forte, sabia?
Isso pegou Amu Amu de surpresa, a fazendo sorrir também e corar.
No fim, desfez seu ataque e, como gesto tenro, foi até Milla e a abraçou com toda ternura possível.
— Sua mestra deve estar orgulhosa deveras por você, sabia? Uma garota bonita como você, e muito Be Fierce, só poderia entregar o máximo. Você arrasou!
O abraço já era um simbolismo belo para todos.
Mas, para Baron, foi algo além: não se sabia o quanto, mas o levantar breve de sua sobrancelha deu sinal de algo disruptivo, que lhe causou incômodo genuíno.
Após o ato fofo, Amu Amu estendeu uma das mãos para o elegante servo.
Com delicadeza real, ele a tomou, com a pequena a seu lado como uma princesa.
O caminhar sincronizado era a tônica de que eram mesmo uma dupla.
Mas ela, antes de sair, se virou, olhando para Lilac:
— Moça bonita, muito obrigada por sua hospitalidade esplêndida! E continue assim tão radiante como sua cor naturalmente púrpura! Style a lot!
O até logo sincero injetou mais contrastes, isso sim.
Porém, o olhar de Amu Amu em Lilac durou mais tempo, com a menina fixada na dragão.
Sua feição angelical, por milissegundos, deu lugar a um rosto sério, mas não no mau sentido.
Era algo retrógrado, que destoava de sua natureza fofa.
Ela e seu servo sumiram nos corredores.
A deixa para o recuo estratégico havia sido realizada.
Entretanto, Noah não deixaria isso para trás.
Enquanto a dupla saía, o albino se virou para o bode, dizendo:
— Warten Sie einen Moment, Herr Hornberg. (Espere um momento, senhor Hornberg.)
Todos foram impactados ao mesmo tempo, assim que ouviram o jovem preferir as palavras em um idioma desconhecido.
Tão breve, a pausa na caminhada por Baron trouxe apreensão, que foi multiplicada quando ele reconheceu Noah.
Seu olhar o golpeou, assim como sua fala macia:
— Sie beherrschen also unsere Sprache. (Então sua pessoa sabe o meu idioma.)
Somente os dois sabiam da língua, a conversa se tornou íntima já que todos os outros não tinham ideia do seu conteúdo.
Eles mantiveram o diálogo, na língua original de Baron.
— Desculpe, mas seres poderosos como você não se curvam sem um motivo… — Noah grifou a voz, colocando em um tom intrínseco. — Ela é perigosa, não é? Mais perigosa que o senhor…
O olhar frio de Hornberg se juntou ao de Noah, quase um duelo de egos desigual — o bode cobria o mestiço, sem dúvidas.

Sua altura impressionava, no mesmo patamar que sua classe e linhagem.
No fim, o servo elegante lhe entregou verdades:
— Eu sou a represa, e ela a inundação. Ore todos os dias para que a represa nunca se rompa, garoto esperto… Às vezes, se guardar à ignorância é melhor do que receber a certeza dos fatos.
A respiração do albino fraquejou, como se tivesse recebido um golpe na alma.
As palavras soaram como uma sentença maldita, daquelas que Noah nem ninguém gostaria de ouvir.
— “Tss… não posso aceitar isso…” — uma mancha sujou o ego do albino.
A analogia gelou Noah, que tentava manter a postura neutra, mas era impossível — o Karma imponente exalava por cada centímetro do bode.
Enquanto Noah controlava o tremer das mãos, detalhe que Hornberg percebeu, o servo disse:
— Me diga o seu nome.
— Noah Hibiki.
— Vossa pessoa é alguém letrado o suficiente para medir nossa distância. Vós entendestes o que eu quis dizer?
Noah lhe entregou o silêncio.
Soou arrogante, mas ele sabia que a natureza da intimidação foi além de aspectos sociais.
Após a última encarada, Hornberg se virou, escoltando a princesa Amu Amu.
Até a idol sabia o momento de seriedade e isso repercutiu ao redor: havia monges acompanhando a tudo, e se mantiveram calados ao estarem diante de forças poderosas.
Restou no lugar o time de Lilac…
Sob o misto de surpresa e atordoamento, o grupo se juntou no meio para colocar as ideias no lugar, pois era o mínimo.
— Noah, eu não tinha ideia que você sabia o idioma dele! — Santino falava.
— Meus pais me ensinaram há um tempo…
Lilac era a mais curiosa:
— Do que falaram? Claro, se você quiser compartilhar.
— Perguntei se ele era forte… e ele é.
Enquanto a conversa ocorria, Viktor se viu isolado no meio de tanta tensão.
Para ele, todo o trâmite já estava em um patamar acima com o que precisou lidar desde que chegou na arena.
— “Eu já estava nervoso com o nível dos lutadores do torneio, mas vendo esse cara… Tudo nele exala grandiosidade. É isso que o Noah quis dizer sobre Karma…”
Era o peso das escolhas chegando com força.
Com a aparição de Baron Hornberg, Viktor finalmente sentiu o teor do Estudo do Nirvana em sua máxima expressão.
Ele conheceu alguém que mostrou todos os estágios… e isso o acertou em cheio.
A reação do humano validou o colapso de Noah e Santino também, e Lilac e Carol sabiam que alguém daquele quilate cultural e marcial era um marco dentro do Torneio Tormenta.
A dragão púrpura, olhando para cada membro de seu time, percebeu a desconexão ao propósito.
— “Essa sensação… É como se nós fôssemos o elo mais fraco. E não por escolha, mas por imposição do mundo, o que é ainda pior. Neera falou uma vez que ‘ser âncora não te faz sair do lugar’…”
Seus punhos fecharam, junto com um olhar centrado e decidido.
Ela sabia que o grupo voltaria a ser impactado, como aconteceu.
Porém, a falta de uma direção deixava tudo genérico, sem foco para onde ir.
Um propósito… era necessário.
— “Devo abrir mão de segredos e preparar o meu time. Quem está comigo sabe, mas quem não tem ciência… pode me ver como uma líder de araque! E isso eu não quero…”
A dragão estava certa.
Os acontecimentos somados levaram Lilac a uma tomada de decisão inédita e inesperada.
Ela chamou por todos.
O time se juntou, com ela dizendo:
— Ouçam: sabíamos que esse torneio não seria fácil. Estamos no meio da maior leva de lutadores habilidosos de toda Avalice… mas não podemos servir de presas. Estamos “na caça”!
Ela olhou para Noah e, principalmente, Santino.
Isso tinha um contexto todo especial.
— Por que falou assim, mocinha? — falava Santino. — Não é a primeira vez que caímos, o inesperado traz esse sentimento, é normal.
— Não… e você precisa saber.
— Saber?! Do que está falando?
Antes da notícia, Lilac tinha noção do espaço que estavam: monges do Monastério Omna por todos os lados, além dos demais abrigados.
Estavam em uma zona neutra, mas longe de terem privacidade.
Sabendo disso, ela perguntou:
— Noah, Santino… Vocês sabem linguagem de sinais?
Os dois disseram que sim.
(Obs: a linguagem de sinais utilizada nessa história seguirá a de Libras, mesmo que seja somente por síntese ou referência.)
Ela fez com que todo o grupo se reunisse no centro ainda mais perto — a dragão iria usar suas mãos e dedos para passar a mensagem.
A comunicação foi direcionada aos dois: ela movimentou seus dedos, gestos retos e paralelos, com feições fechadas no rosto.
“Estamos em uma missão para o Royal Magister.”
A urgência se somou à emergência.
Isso travou a mente dos dois, realçado na do canino marrom, ocasionando seu pensamento interno:
— “O que está acontecendo aqui? Por que um grande monarca faria isso?”
A incerteza da vitória — pior sentimento para um lutador.
O time de Lilac tinha muito o que conversar.
Enquanto isso, no extremo sul da zona administrativa, aquele mesmo grupo de monges da Família Geiza estavam instalados.
Durante a estadia do time de Lilac no espaço, a matilha manteve o rastreamento, colhendo as informações que viam como críticas.
E sim: eles viram a luta de Milla e Amu Amu.
Momentos depois…
Zona Administrativa do Monastério Omna
Área Interna | Ala Geiza
Bem no interior do prédio adjacente à Arena Shang Mu, um dos lobos monges da matilha estava dentro de um salão com paredes azuis e um altar marcial.
Nele, havia um estandarte da Família Geiza, sob incensos aromáticos — fragrância de tulipas — assim como fontes de água pura.
O lobo, sentado ao tatame, prestou reverência ao líder Pawa.
O lobo avermelhado o encarava, já a par dos acontecimentos que o interessavam.
— Uh, então Joshy Sapphire Omna abrigou aquela atrocidade em nossa zona administrativa. Um pária… porém ele tem poder para tal.
Ele respirou fundo, exalou mais do cheiro doce e refinado do ar milenar, buscando calma.
Um silêncio ocorreu.
Pawa não explodiu, mas reagiu:
— Macular esse solo por aquele ser impuro é uma heresia digna de punição.
— Podemos abrir uma sindicância contra os Sapphire, mestre.
A ideia martelou na mente do lobo, que colocou sua mão esquerda no queixo.
Ele pensou bem.
— Uh, não… Creio que isso é exatamente o que nossos irmãos da Família Sapphire esperam da nossa família. Joshy é inteligente e sagaz, já pensou nos colaterais, aquele soldado tolo.
— Então o que faremos, mestre? Aquela criança está sujando nosso solo com sua carcaça pútrida!
— Me diga… Você viu ela emanar aquele poder sujo novamente, não?
— S-sim! Foi agora a pouco, contra uma participante do torneio!
Pawa franziu a testa, controlando suas emoções.
— E qual sua desenvoltura? — curiosidade real. — Caiu feito um verme, presumo.
Uma pausa de três segundos do monge subalterno parecia uma eternidade.
Isso irritou Pawa, que imaginou o pior resultado.
— Diga! — voz autoritária e direta.
— M-mestre, ela resistiu ao poder da outra participante.
— Hm… Com dificuldades, como ser rastejante que é.
O monge mostrou incômodo, como se o cuidado deixasse fugir o desespero.
— Ah… mestre…
— O que foi? — A desconfiança cresceu no tom das palavras. — Qual foi o desempenho?
O monge lupino engoliu seco antes da resposta inconveniente:
— Ela… sustentou a intensidade como igual, mestre!
Uma crescente aura vermelha se propagou, zunindo pelo ambiente — parte dele até fugia pela abertura na testa.
O tamanho do poder de Pawa, mesmo contido por ele, deixou claro que sua guerra interior não era de explodir e sim de deixar o mundo reagir a sua imensa raiva.

Era ódio genuíno pelo o que repudiava.
O monge tremeu, impactado com tamanha força e fúria.
Pawa, suportando o próprio poder aflorado, puxou fundo no pulmão o ar que teimava em sair e pouco ficar.
Sua narina até sentiu queimar na intensidade da respiração.
O tom de sua voz sussurrante exalava ódio.
— Aquela aberração às artes marciais… se chama Milla Basset, não é?
— S-sim, mestre! Ela faz parte do time da dragão púrpura chamada Sash Lilac.
Enquanto a aura vermelha era desfeita, Pawa divagou sobre a informação recebida.
— Um time formado por “jovens intrépidos”. Inconsequentes, irresponsáveis… e cegos pela vontade de lutar. Mal eles sabem que abrigam uma mácula.
— Mestre, eles cairão cedo! Nosso time já é o vencedor, mas aquela criança maldita receberá a justiça das artes marciais o quanto antes!
Seu monge era o reflexo da sua visão: Pawa era o herói dentro de sua hierarquia e posto.
Suas palavras continham a certeza que acreditava.
O lobo vermelho deixou claro sua direção:
— Eles podem cair cedo, mas e o mal de abrigar um ser amaldiçoado por um poder impuro? Isso é inconcebível!
Foi até o altar, pegou um manuscrito milenar.
A conversa voltou.
— Os mais de mil anos de história das artes marciais em Avalice precisam deter essa casta inferior. Os alquimistas não têm o direito de existir em nosso planeta!
O monge tinha atualizações também, de eventos que ele mesmo presenciou.
— O comando da Matilha Geiza foi interpelado por Ametista Superior, mestre.
— A filha de Ouro Superior, presumo.
— Ela mesma! Por causa dela, não eliminamos a alquimista de uma vez por todas.
— Sim, eu fiquei sabendo. Mas, dentro do que ela propôs, está perfeito.
O monge lupino se surpreendeu.
A notícia que deveria trazer asco, no fim se mostrou uma boa ideia.
— Mas por que, mestre?
— Uma derrota, durante este torneio, é o que todos tentarão evitar. Saber o que é pior do que uma derrota, monge?
— O que seria, mestre?
— Submissão, subjugação… e humilhação. Essas três sentenças, juntas, não só entregam uma derrota… mas uma trilha ao não existir.
Pawa fechou o documento, onde correu pelas letras em velocidade.
Logo, o pôs no lugar com um cuidado exemplar — ele tinha zelo pelas artes marciais em caráter religioso.
— Nenhum ser, digno ou não, é capaz de suportar flagelo na própria alma. Sofrer por ser fraco e incapaz, não ser digno de respirar o ar que temos… Quando isso parte de dentro e não de fora, é um facilitador para a limpeza moral.
Tudo que Pawa disse foi genuíno, diante do que acreditava.
O monge sorriu, satisfeito pela visão de seu mestre.
Contudo, lhe restou uma pergunta.
— Por que devemos esperar tanto? A temos neste exato momento no pátio! Podemos agir agora!
— Tolo… — o olhou nos olhos. — Você não sabe como o mundo funciona, jovem aprendiz.
— Porque está dizendo isso? O senhor, mestre, acabou de aquecer meu Nirvana com suas palavras motivacionais para limparmos o mundo das artes marciais!
— O mundo mudou… — olhou para um mapa de Avalice que estava na parede. — O consenso social… É ele que define o que é aceitável nesse mundo cheio de regras modernas. Aquela semente maldita precisa ser exposta a esse mundo… e a sua natureza vil e repulsiva.
Ele olhou para seu monge, sorrindo no canto da boca.
As palavras voltaram após uma pausa de dois segundos.
— Todos a verão cair, mas será por sua podridão e sua incapacidade de se fazer existir em Avalice! Mas, até que isso aconteça, mais e mais pessoas deste torneio precisam ser informadas do grande mal que temos entre nós.
Pawa Geiza fechou seu punho, explodindo seu Chi — sorriu, reluzente.
— Seja pelas mãos de quem for, isso será lindo de ver. Mas, se for pelas minhas… Farei de tudo para que ela clame por sua existência…
Um silêncio — Pawa sacramentou seu viés.
— E, nesse momento, eu a negarei.
Um juramento marcial de aniquilação.
Os mil anos de história das artes marciais em Avalice tinham nuances lógicas.
Mas, para pessoas como Pawa, a doutrinação se espelhava na pureza.
A forja e sua natureza.
Milla estava em perigo real.

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