Índice de Capítulo

    O grupo Insurgiano estava indo para a alavanca.

    Brielle estava conversando com Guto, quando surgiu um brilho rosa atrás dela. Um Kizimu sorridente apareceu e deu um baque poderoso em seu pescoço. A última coisa que viu foi Guto enfrentando o assassino, pronto para mostrar seu potencial máximo.

    Sua mente ficou nublada. Então, ela começou a lembrar de algumas coisas do passado.

    Quando pequena, sua mãe ficou muito doente. Por isso, ela descobriu que rezar poderia curar as pessoas. Quem contou sobre esse fato milagroso era sua amiga de infância Talia. Ouvindo as histórias de Jesus, ela aprendeu sobre os milagres. Que tudo seria possível se rezasse muito.

    Quando ela estava para perder suas esperanças, foi Guto que levantou seu astral. Ela ficou mais motivada ainda. Se ela rezasse, ela poderia alcançar qualquer milagre. Então ela rezou, se entregou totalmente à sua religião.

    Com tanto rezar, sua mãe se viu curada de sua doença. Por isso, agradeceu Guto e sua religião e se tornou ainda mais fanática. Ela lia a bíblia a todo momento, leu tanto que decorou ela completamente.

    Ela era capaz de falar qualquer versículo, a qualquer momento. Ela se conectou totalmente à sua religião e aos anjos que tanto admirava.

    O reino se tornou um caos. Assassinatos vieram a começar e Brielle não era capaz de fazer nada além de rezar. Mesmo que ela rezasse, os assassinatos não paravam, e ficava uma situação cada vez pior.

    Será que Brielle profanou algo e agora tinha que passar por uma dor dessa? Por que ela tinha que passar por algo tão assustador? Brielle queria fugir de tudo, levar Guto para longe, e se afastar de todo esse assassinato, mas…

    — Eu não vou embora. Até que a gente descubra quem é o assassino, eu não vou fugir.

    Guto era teimoso demais. Seu senso de dever e forma crítica, ele não iria parar até achar o assassino. Além do fato que seus amigos estariam em perigo. Não entendia porque Talia ou Eleanor não queriam fugir também, elas estavam determinadas. Ernesto, Bellatrix e Amara, queriam também proteger o reino.

    E o rei no fim não fez nada para ajudar. Era tudo tão confuso, mas, Brielle só tinha uma coisa que ela poderia fazer. Rezar. Então, ela rezou muito, para Deus, para Jesus, para os anjos. Ela rezou do fundo de sua alma.

    Quando achou que não tinha mais esperanças, no sétimo dia, Talia contou sobre um fato chamado maldição e bênção. Estava confusa, e aquela conversa tinha levado Kizimu a fugir. Quando a conversa chegou ao fim, Brielle andou até Talia, que era uma amiga tão próxima.

    Talia foi uma grande amiga, quem ajudou Brielle a encontrar seu caminho. Então, queria o bem dela. Mas já tinha tantos dias que Talia estava distante, e agora, ela apareceu com esse assunto de maldição e bênção.

    — Talia, me diz, o que são maldições e bênçãos?

    — Olha, eu não deveria ficar falando sobre isso, mas… maldições são problemas que demônios enfiam nas pessoas. E Bençãos são graças, ou melhor, desejos que os anjos concedem. Não sei ao certo o que tem que fazer para ter uma, mas, o certo é que elas são coisas problemáticas.

    — Bênçãos… anjos concedem?

    — É uma espécie de poder divino que te torna capaz de coisas inimagináveis. Mas, tudo que é tão grandioso assim, deve ter um custo grande.

    — Você tem razão…

    Brielle sempre foi inútil e nunca foi capaz de fazer nada. Ela não tinha força para lutar como uma cavaleira, ou habilidade como Talia de usar fios de aço habilidosamente. Ela era apenas… ela mesma.

    Então, ela ouviu um grito. Um grito desesperado tão alto que foi capaz de tirar Brielle de seus sonhos.

    — Não! Não mate eles! Não!

    Foi um grito do fundo da alma da garota. E uma voz tão familiar.

    Eleanor?

    Abrindo seus olhos, ela apenas viu sangue espirrar em seu rosto. Brielle estava fraca, mas claramente viu o crânio de Bianca ser arrancado. Ela ficou trêmula. A situação não poderia ser diferente de brutal.

    Mas o medo não desapareceu.

    — Por favoooor. Não mata. Não faça isso. Por favor, eu te peço. Eu me entrego, eu me entrego.

    Brielle entendeu por imediato o que isso significava. Ela então começou a rezar. O próximo seria Vicenzo, ele estava na linha direta dela.

    Não, não matem ele. Deus, anjos, eu faço de tudo, eu entrego tudo, por favor, realizem meu desejo, não permitam! Não deixem eles morrerem!

    Enquanto ouvia gritos horríveis, de Eleanor caía longe. Viu a própria Eleanor matar seus companheiros, pois agora, ela matou Vicenzo. Cada golpe mais brutal que o outro. Brielle olhou fracamente para o lado e viu.

    Guto estava jogado ao seu lado.

    Não…

    O próximo seria Guto.

    Para Brielle, Guto era a pessoa mais importante do mundo. Ele cuidou dela desde de pequenos. Ele fez ela acreditar ainda mais na sua religião. Ele agora era seu namorado. O carinho que tinha pelo seu amigo era forte demais.

    — Não! Não! NÃÃÃÃÃO! Eu dou minha vida, os segredos de Insurgia, tudo, eu entrego tudo que você quiser, apenas não mate eles.

    Os gritos incessantes. A voz agonizada. Brielle rezou, rezou, rezou. Ela não poderia passar por isso. Ela continuaria sendo assim tão inútil. Ela rezou mais profundamente. Ela gritou em sua alma.

    Não o matem! Por favor, não o matem! Deus faça algo! Anjos façam algo! Protejam ele.


    Brielle sempre foi inútil, e dessa vez não estava sendo diferente, seus gritos internos, sua fraqueza mais que absoluta, ela estava chorando, suas emoções descontroladas.

    Então, a lâmina se ergueu na direção de Guto.

    Ela estava rezando tão profundamente, ela estava pedindo mais que tudo, mas Deus não era capaz de ouvir ela. Ela estava sendo abandonada por tudo. Deus não era capaz de agir na terra. Então, ela gritou mais alto que sua alma poderia gritar.

    Eu desejo ser capaz de salvar a todos.

    E seu coração ouviu algo destravando. Um brilho arcano fluiu onde seus olhos não eram capazes de visualizar. Ela viu um brilho arcano proteger seu amado. Aquela Eleanor recuou de imediato.

    Brielle sentiu uma energia sobrenatural sobre seu próprio corpo. Era algo surreal. Uma energia que ela não conseguia entender, mas ao mesmo tempo compreendia. Ela tinha recebido uma graça divina. Ela conseguiu forças para finalmente conseguir proteger seus amigos.

    Agora ela não seria mais inútil.

    — O quê? Você tinha um truque desses? — disse a assassina.

    Um desejo tão profundo na alma, foi capaz de gerar algo tão profundo quanto uma bênção. Ela foi capaz de alcançar um poderoso abençoar divino.

    Brielle se levantou, com uma energia arcana em seu próprio corpo. Foi algo gracioso, sobrenatural, como se seu corpo estivesse tão leve quanto uma pluma. A força necessária para lutar.

    Os anjos nas histórias eram guerreiros fortes que lutavam pelo céu, contra as forças do mal. Então, seria os anjos que dariam poderes para os humanos acabarem com o mal. Não seria Deus que protegeria todos, e sim, os próprios humanos que lutariam e protegeriam com suas próprias forças.

    — Vocês não param de me surpreender. Isso é excitante demais. — A assassina estava pronta diante de Brielle. E então, a garota abençoada ressou:

    — Eu vou acabar com todos os assassinatos. Não teremos mais nenhuma morte. Não comigo aqui!

    Então, prontas para acabar uma com a outra. As duas prepararam seus ataques.

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