Sinto que algo está faltando tem algumas coisa faltando ah eu lembrei eu tinha Q—
Continua no próximo capítulo Hi
Em breve
Capítulo 109 — Peso
— Meiy (cerrando seus olhos para o “Mestre“): Por que agir de forma tão covarde e atacar alguém ferido? Não foi o Senhor que disse que só fracassados fazem isso?
— “Mestre” (ao lado de Meiy): Se eu quisesse feri-lo, não teria permitido tal brecha, não se preocupe. Apenas queria ver o que mudou em você.
— Meiy (regenerando seu braço esquerdo): O que mudou em mim?
— “Mestre” (caminhando lentamente para a sua esquerda): Sim, ver como meus queridos alunos progrediram. Se estão seguindo o que eu disse ou não, para que eu possa colocá-los no devido caminho.
— Meiy (caminhando lentamente para a sua esquerda): Hmmm… (em seus pensamentos): Estranho, que sensação estranha.
Os dois continuam caminhando lentamente de forma sincronizada e circular. Um silêncio repentino se instaurou entre os dois, junto à constante troca de olhares.
— Meiy (em seus pensamentos): Estranho, algo não me parece certo… (cerrando seus olhos ainda mais): Enfim, penso nisso depois. Agora tenho que lidar com ele. Acho que essa armadura sabe, de alguma forma, como deve reagir.
Enquanto Meiy pensava, o “Mestre” ouvia — não os pensamentos dele, mas os do Real Mestre, que eram como comandos que ele deveria escutar e executar.
— “Mestre” (ouvindo os pensamentos do Real Mestre): Ela está pensando por tempo demais; está convencida de que a esperarei atacar. Devo mostrar a ela o contrário.
— Meiy (ainda em seus pensamentos): Talvez eu de—
Krtchin! — O som do impacto da espada do “Mestre” no braço-espada de Meiy que ocasiona uma rachadura.
Mas antes de Meiy sequer pensar no que ocorreu, o Mestre puxa a espada, gira e desfere um golpe na horizontal. Meiy percebe e, impulsionada pela armadura, consegue amenizar o ataque se defendendo com seu braço-espada, que acaba quebrando com a intensidade do golpe, que arranha levemente a armadura, por conta de seu recuo a tempo.
Ela retransforma seu braço-espada quebrado em um escudo.
— “Mestre” (se preparando para saltar e desferir mais um ataque): E então, vai se esconder atrás dess—
Vooooooooooooooshhhhzzzzz! — O ar se dividia em meio à passagem do Raio Escarlate, enquanto o “Mestre” se esquiva.
Meiy retorna o braço-escudo ao estado normal e transforma os dedos em pequenas adagas reluzentes e afiadas, lançando-as entre a direita e a esquerda com a intenção de apanhar o “Mestre” desprevenido em sua esquiva. O “Mestre“, entretanto, segura facilmente cada uma das adagas.
Enquanto isso, Meiy aproveitava a pequena brecha de tempo
— Meiy (passando sua energia vital para seu cajado): Te-he-he, já ia me esquecendo de que eu sou uma maga. INVOCAÇÃO ESCARLATE! Venha a mim, Blaze!
O cajado de Meiy brilha de forma intensa e forma uma esfera, da qual Blaze se materializa, e já coloca seu braço por cima da cabeça de Meiy, fazendo com que seja gravemente ferido, mas redireciona a trajetória do “Mestre“, que atacava com um golpe em cambalhota no ar.
O “Mestre” foi redirecionado para o “teto” do local, mas se recompõe, posiciona-se de ponta-cabeça e parte novamente para o ataque a uma velocidade acima do que Meiy poderia perceber, diferente de sua armadura, que nota o perigo e a faz recuar.
Antes de chegar ao “chão”, o “Mestre” se reposiciona para agachar ao aterrissar e, assim que chega, impulsiona-se novamente causando uma pressão gigantesca no “chão” que faz com que uma leve rachadura surja, imperceptível sem a devida atenção.
Com o impulso, o “Mestre” parte para o ataque, mas dessa vez a armadura não pôde reagir. Míseros tempos imperceptíveis declaravam a morte de Meiy.
— Meiy (piscando seus olhos e vendo sangue): N… não… não… (Sua respiração se torna incontrolável): Argh… arf… arf… arf… N… Ahh… Arf…
O sangue que ela via era lava que escorria do corpo dividido ao meio de…
— Meiy (descontrolada, apenas grita): Ah! Ahhhh! Ahhhh! Ahhhhhhhhh! Bla—
Kri! — O som da espada do “Mestre” penetrando o meio da armadura, atravessando a carta, fazendo a proteção se fragmentar e sumir como pó das estrelas.
De joelhos Meiy fica completamente travada. Sem emitir nem um mísero som, ela se afogava no turbilhão de emoções que a sufocavam e a afundavam em seu mar.
O “Mestre” estava diante dela, emanando uma aura carmesim com um misto de sombras e escuridão. A aura proveniente dele não era uma demonstração de força, mas sim um peso — o peso de uma âncora que fazia Meiy afundar ainda mais. Sua aura invadia a mente de Meiy com o peso da decepção.
Abismo — Sala principal da caverna da Figura Nebulosa
— Figura Nebulosa (sorrindo obscuramente): Interessante.
— Skuldyr (comendo): Tchomp… Tchomp… É… (triturando o resto das pipocas): Finalmente.
— Mílar (com seus olhos brilhando em amarelo): Realmente.
— Figura Nebulosa (sorrindo intensamente): Ora, ora, ora… então você admite! Hi hi!
— Mílar (com os olhos levemente acinzentados): Não há nada para admitir, apenas estou constatando um fato.
— Figura Nebulosa (sorrindo de forma confusa): Ué, mas isso não é a mesma coisa? Está endoidando por acaso? é Isso que dá viver pensando naquela Su—
— Mílar (com os olhos prateados e brilhantes, batendo com o punho no trono): Nem ouse, Ni! Nem ouse!
A caverna da Figura Nebulosa começa a estremecer. Do lado de fora, no Abismo, um vento intenso começa a se formar.
— Figura Nebulosa (virando-se de volta para a tela): Tá, eu paro. Desculpa por isso. Se acalma aí, Mílar.
O tremor cessa e o vento se acalma, retornando à brisa suave e carregada das vozes das almas que se perderam.
Entre a existência e a inexistência
Meiy permanecia congelada em seu sofrimento, impulsionada pela aura pesada do “Mestre“.
— “Mestre” (agachando-se e se aproximando do ouvido de Meiy, repetindo o que ouvia dos pensamentos): O que foi? Isso é demais para você? Você não consegue suportar isso? Não consegue se levantar? Manter-se de pé e tentar me enfrentar? Você deixou suas emoções colapsarem e sua mente te prender. Levante-se, Meiy. Ou se afogue ainda mais em seu sofrimento.
O “Mestre” se levanta, ergue a espada e a posiciona no centro da testa de Meiy.
Schh! — O som rápido de um corte diagonal na testa de Meiy. Um risco pequeno que agora a marca.
Quê sonolência

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