Índice de Capítulo

    O impacto continuou.

    Sem pausa.

    Sem ritmo.

    Ryuji Arata tentou avançar—

    Mas foi engolido.

    Genjiro Okabe veio primeiro.

    Machado descendo como um meteoro.

    Ryuji desviou por pouco—

    Mas o choque no solo quebrou seu equilíbrio.

    Erro.

    Saka entrou.

    Golpe limpo nas costelas.

    Som seco.

    Ryuji travou.

    Tsubasa Hayashi apareceu atrás.

    Corte rápido.

    Outro.

    E outro.

    Sem exagero.

    Sem desperdício.

    Só eficiência.

    Ryuji tentou reagir.

    Mas o corpo não acompanhava.

    Ele bloqueou um.

    Errou o segundo.

    Tomou o terceiro.

    Genjiro fechou.

    Soco direto no rosto.

    Ryuji foi lançado.

    O mundo girou.

    O chão veio rápido.

    Impacto.

    O ar sumiu.

    Ele tentou levantar—

    A perna falhou.

    Saka chutou o joelho.

    Ryuji caiu de novo.

    Tsubasa já estava lá.

    Chute no abdômen.

    Genjiro veio pra finalizar.

    — Acabou.

    O machado subiu.

    Ryuji, no chão, respirando mal…

    não tentou levantar.

    Não dava.

    Então ele fez outra coisa.

    Ele abriu a mão.

    Raios começaram a surgir.

    Fracos.

    Instáveis.

    Mas… obedientes.

    Tsubasa percebeu tarde.

    — GENJIRO—!

    Ryuji fechou os dedos como garras.

    Os raios se moldaram.

    Cinco lâminas elétricas.

    Curvadas.

    Predatórias.

    — Garra do Juízo Milionário.

    Ele avançou.

    Não com velocidade.

    Com decisão.

    Saka foi o primeiro a perceber o alvo.

    — Espera—!

    Tarde.

    Ryuji ignorou Genjiro.

    Ignorou Tsubasa.

    Foi direto nele.

    As garras cravaram.

    Peito.

    Ombro.

    Pescoço.

    E então—

    1 milhão de volts explodiram.

    Não em área.

    Concentrado.

    Direto.

    O corpo de Saka travou.

    Os músculos colapsaram.

    O sistema nervoso entrou em curto.

    O impacto lançou os dois.

    Ryuji e Saka.

    Juntos.

    Separados pela explosão.

    Silêncio.

    Fumaça subindo.

    Cheiro de queimado no ar.

    Saka caiu primeiro.

    O corpo não respondeu.

    Nenhum movimento.

    Nenhuma reação.

    Eliminado.

    Do outro lado—

    Ryuji caiu de costas.

    Os olhos abertos por um segundo.

    Respiração falhando.

    E então…

    apagou.

    De novo.

    Silêncio absoluto.

    Tsubasa parou.

    O olhar mudou.

    Não era raiva.

    Era respeito forçado.

    Genjiro cuspiu no chão.

    — …Levou um com ele.

    O campo respondeu.

    Agora era:

    2 contra 1.

    Mas—

    Sem Ryuji.

    Sem Naki.

    Só restava:

    Kaede Shizuma.

    Contra dois monstros.

    E dessa vez…

    ninguém estava chegando pra salvar.

    O campo ficou quieto por um segundo.

    Kaede Shizuma estava sozinho.

    À frente—

    Genjiro Okabe.
    Tsubasa Hayashi.

    Sem pressa.

    Sem necessidade de correr.

    A vantagem era deles.

    Kaede respirou fundo.

    A Kidou tentou responder.

    Falhou.

    O corpo já não acompanhava mais.

    Mesmo assim—

    Ele avançou.

    Genjiro nem esperou.

    O machado desceu.

    Kaede bloqueou.

    O braço afundou.

    O osso rangeu.

    Ele tentou contra-atacar—

    Tsubasa já estava lá.

    Corte limpo na lateral.

    Sangue.

    Kaede recuou.

    Pisou errado.

    Saka não estava mais ali.

    Mas o espaço ainda era dos outros dois.

    Genjiro avançou de novo.

    Impacto direto no peito.

    Kaede foi lançado.

    Rolou no chão.

    Tentou levantar—

    Tsubasa chutou o rosto dele antes.

    O corpo virou.

    Sem controle.

    Kaede forçou os braços no chão.

    Levantou.

    De novo.

    Mesmo tremendo.

    Mesmo quebrado.

    — …Ainda não…

    A frase saiu baixa.

    Quase sem ar.

    Genjiro apareceu na frente.

    Sem aviso.

    Sem fala.

    O soco veio.

    Kaede tentou bloquear.

    Dessa vez não conseguiu.

    Impacto total.

    O corpo travou.

    Os olhos perderam foco.

    Ele caiu.

    De joelhos primeiro.

    Depois…

    de lado.

    Silêncio.

    Nenhum movimento.

    O Juiz não demorou.

    — Quinto Round finalizado.

    Pausa.

    — Resultado: vitória da equipe de Saka, Tsubasa Hayashi e Genjiro Okabe.

    — Placar atual: 3 a 2.

    O campo esfriou.

    Mas a guerra…

    não.

    Escuridão.

    Silêncio absoluto.

    Ryuji Arata abriu os olhos.

    Não havia campo.

    Não havia dor.

    Só vazio.

    E… eletricidade.

    Pequenos raios flutuavam ao redor.

    Instáveis.

    Caóticos.

    Como sempre foram.

    Ryuji olhou para a própria mão.

    Um raio surgiu.

    Cru.

    Descontrolado.

    Ele apertou.

    O raio se desfez.

    — …Sempre assim.

    Força bruta.

    Velocidade.

    Destruição.

    Mas…

    sem forma.

    Sem intenção real.

    Então ele parou.

    Pensou.

    Não em mais poder.

    Mas em controle.

    Os raios ao redor começaram a mudar.

    Não em quantidade.

    Em comportamento.

    Um deles ficou mais fino.

    Cortante.

    Como lâmina.

    Outro ficou pesado.

    Denso.

    Como impacto sólido.

    Outro… instável.

    Vibrando.

    Como se pudesse atravessar.

    Ryuji observou.

    E entendeu.

    — Eu não preciso de mais raio…

    Ele fechou a mão.

    Os três tipos giraram ao redor do braço.

    — Eu preciso de funções.

    O espaço respondeu.

    Os raios começaram a se organizar.

    Não por força.

    Por conceito.

    Raio Cortante — feito pra dividir.
    Raio de Impacto — feito pra esmagar.
    Raio de Penetração — feito pra atravessar.

    E então—

    Um quarto.

    Mais perigoso.

    Mais instável.

    Um raio que não atacava o corpo.

    Mas o fluxo.

    O Sen.

    Ryuji estreitou os olhos.

    — …Isso aqui é diferente.

    Ele estendeu a mão.

    O raio reagiu.

    Como se tivesse vontade própria.

    — Se eu acertar isso…

    Ele não terminou a frase.

    Não precisava.

    O subconsciente já tinha entendido.

    O trovão não era mais só destruição.

    Agora—

    Era ferramenta.

    Era escolha.

    Era execução precisa.

    Ryuji respirou fundo.

    E pela primeira vez…

    seus raios não pareciam selvagens.

    Pareciam obedientes.

    E perigosos de um jeito novo.

    Muito mais perigoso.

    O campo foi restaurado.

    Sem marcas.
    Sem sangue.
    Sem vestígios da guerra anterior.

    Todos de pé.

    Inteiros.

    100%.

    Ryuji Arata abriu os olhos.

    Dessa vez…

    calmo.

    Não havia pressa.

    Não havia impulso.

    Só leitura.

    Do outro lado—

    Tsubasa Hayashi já estava atento.

    Genjiro Okabe girava o machado.

    Saka ajustava a postura.

    E atrás—

    Kaede Shizuma e Naki respiravam fundo.

    A voz do Juiz ecoou:

    — Sexto Round… INICIAR.

    Silêncio.

    Um segundo.

    Dois.

    Então—

    Ryuji desapareceu.

    Não foi velocidade comum.

    Não foi impulso muscular.

    Foi condução.

    Raios surgiram sob seus pés—

    linhas finas, instantâneas—

    e ele simplesmente estava em outro ponto.

    Genjiro reagiu primeiro.

    O machado desceu—

    Vazio.

    Ryuji já estava atrás.

    Um traço de luz.

    Um corte.

    Tsubasa desviou por instinto.

    Mas atrasado.

    Uma linha fina abriu o ombro dele.

    Sangue.

    Primeiro golpe.

    Tsubasa sorriu.

    — Entendi…

    Ryuji não respondeu.

    Ele se moveu de novo.

    Não correndo.

    Saltando entre pontos de eletricidade.

    Como se o espaço fosse marcado por raios invisíveis.

    Saka tentou interceptar.

    Ryuji apareceu no ponto cego.

    Raio cortante.

    Direto.

    Saka bloqueou por pouco.

    Mas o impacto atravessou a defesa parcial.

    Genjiro avançou.

    Ryuji não recuou.

    Ele mudou.

    Raio de impacto.

    O punho colidiu com o machado.

    Dessa vez—

    Genjiro recuou.

    Um passo inteiro.

    O chão rachou.

    Os olhos dele se estreitaram.

    — …Agora você bate.

    Ryuji já não estava mais ali.

    Outro deslocamento.

    Outro ponto.

    Outro ângulo.

    Tsubasa tentou ler o padrão—

    Não tinha.

    Os movimentos não eram contínuos.

    Eram saltos.

    Decisões.

    Ryuji surgiu na frente dele.

    Muito perto.

    Raio de penetração.

    A lâmina elétrica atravessou a defesa de Sen.

    Pegou direto.

    Tsubasa sentiu.

    De verdade.

    Recuou.

    Respiração irregular.

    Primeira vez.

    Ryuji apareceu acima.

    Outro raio.

    Quase finalizando—

    Mas Tsubasa forçou o corpo.

    Ativou sua resposta no último instante.

    Desviou.

    Por milímetros.

    Caiu de joelhos.

    Mas não caiu.

    Ryuji pousou.

    Silêncio curto.

    Os dois se encararam.

    Agora… iguais no campo.

    Genjiro e Saka não entraram.

    Por um segundo.

    Eles viram.

    Tsubasa quase caiu.

    Quase.

    Tsubasa limpou o sangue.

    Sorriu.

    Mas não era arrogância.

    Era reconhecimento.

    — Você mudou.

    Ryuji respondeu simples:

    — Eu aprendi.

    Raios começaram a se formar ao redor dele.

    Não caóticos.

    Organizados.

    Cada tipo com função.

    Cada movimento com intenção.

    O ar ficou pesado.

    Mas diferente.

    Mais preciso.

    Mais perigoso.

    Porque agora…

    não era poder bruto.

    Era execução.

    E Tsubasa entendeu.

    Se errasse uma vez—

    ele caía.

    O campo inteiro sentiu.

    Tsubasa Hayashi deu um passo à frente.

    As chamas surgiram.

    Douradas.

    Não eram fogo comum.

    Elas não queimavam o ar.

    Elas dominavam o espaço.

    A temperatura não subiu.

    A pressão sim.

    — Zenkai.

    O chão ao redor dele escureceu.

    As chamas subiram como uma coroa viva.

    — Zenihime Aragami.

    Do outro lado—

    Ryuji Arata não recuou.

    Raios começaram a se formar ao redor do corpo dele.

    Não explosivos.

    Organizados.

    Linhas finas.

    Precisas.

    Silêncio.

    Um segundo.

    Então—

    Os dois sumiram.

    Impacto no meio do campo.

    Explosão de ouro e azul.

    Ryuji surgiu primeiro no ângulo baixo.

    Raio cortante.

    Direto na lateral.

    Tsubasa girou o corpo—

    As chamas reagiram.

    O corte passou—

    Mas perdeu profundidade.

    — …Então é isso — Tsubasa murmurou.

    Ele contra-atacou.

    Um único movimento.

    As chamas se condensaram na mão.

    Golpe direto.

    Ryuji desviou—

    Mas o calor não era o problema.

    Era o domínio.

    O impacto invisível jogou ele para trás.

    Ryuji travou o pé no chão.

    Sumiu de novo.

    Apareceu atrás.

    Raio de penetração.

    Perfeito.

    Tsubasa sentiu.

    O ataque atravessou parte da defesa.

    Sangue.

    Mas ele não recuou.

    As chamas explodiram.

    Ryuji foi forçado a sair.

    — Bom… — Tsubasa sorriu.
    — Você finalmente virou uma ameaça.

    Ryuji reapareceu acima.

    Descendo.

    Raio de impacto concentrado no punho.

    Golpe direto.

    Tsubasa bloqueou com as chamas—

    O choque afundou o chão.

    Os dois travaram por um segundo.

    Força contra força.

    Ryuji mudou no meio do contato.

    Raio de penetração.

    Troca instantânea.

    A defesa de Tsubasa foi atravessada parcialmente.

    Ele rangeu os dentes.

    E então—

    As chamas responderam.

    Elas não bloquearam.

    Elas engoliram.

    Ryuji foi lançado para trás.

    Rolou.

    Levantou no mesmo movimento.

    Respiração controlada.

    Olhar afiado.

    Ele não estava reagindo.

    Estava lendo.

    Tsubasa avançou.

    Agora sério.

    As chamas se expandiram.

    Não em volume.

    Em influência.

    O espaço ao redor começou a obedecer.

    Cada passo dele diminuía o tempo de reação do oponente.

    Ryuji sentiu.

    — …Isso não é só poder.

    Ele se moveu.

    Mas diferente de antes—

    Foi mais lento.

    Não o corpo.

    A resposta.

    Tsubasa apareceu na frente dele.

    Rápido demais.

    Chute direto.

    Ryuji bloqueou.

    Mas sentiu.

    Atraso.

    Erro mínimo.

    Golpe seguinte—

    Pegou.

    Ryuji foi lançado.

    O chão quebrou sob ele.

    Ele se levantou.

    Mas agora entendeu.

    — Você tá controlando o ritmo…

    Tsubasa sorriu.

    — Eu tô decidindo quando você reage.

    Silêncio curto.

    Ryuji fechou os olhos.

    Por um instante.

    E quando abriu—

    Mudou.

    Os raios ao redor dele se reorganizaram.

    Mais finos.

    Mais rápidos.

    Ele não tentou acompanhar o ritmo.

    Ele quebrou ele.

    Ryuji sumiu—

    E não reapareceu imediatamente.

    Um micro atraso.

    Fora do padrão.

    Tsubasa leu errado.

    Por milésimos.

    Ryuji surgiu no ponto morto.

    Raio cortante.

    Direto.

    Tsubasa desviou—

    Mas não completamente.

    Corte profundo no peito.

    Primeiro dano real.

    Os olhos de Tsubasa se abriram.

    — …Boa.

    As chamas explodiram mais intensas.

    Agora sem contenção.

    — Então vem!

    Os dois avançaram ao mesmo tempo.

    Ryuji alternando:

    Corte.
    Impacto.
    Penetração.

    Cada golpe com função.

    Cada movimento com intenção.

    Tsubasa respondendo com:

    Pressão.
    Domínio.
    Ritmo.

    Um decidia onde bater.

    O outro decidia quando o golpe chegava.

    Colisão atrás de colisão.

    O campo não acompanhava.

    O chão quebrava.

    O ar distorcia.

    Genjiro e Saka observaram.

    Sem entrar.

    Porque sabiam.

    Aquilo ali…

    não era mais luta de equipe.

    Era duelo.

    Ryuji apareceu na frente.

    Raio de penetração direto no coração—

    Tsubasa desviou no limite.

    Girou.

    Contra-atacou.

    Chamas douradas cortaram o espaço.

    Ryuji foi atingido de raspão.

    Sangue.

    Mas ele não parou.

    Apareceu de novo.

    Mais perto.

    Mais rápido.

    — Se eu te der um segundo…

    Ryuji avançou.

    — Você controla tudo.

    Ele surgiu no lado.

    — Então eu não vou te dar tempo.

    Sequência absurda.

    Troca de raios em alta velocidade.

    Tsubasa bloqueando.

    Sendo atingido.

    Respondendo.

    Forçando.

    Até—

    Ryuji encontrou a brecha.

    Raio de penetração.

    Limpo.

    Direto no torso.

    Tsubasa travou.

    Por um segundo.

    Só um.

    Mas suficiente pra quase cair.

    Ele deu um passo atrás.

    Respiração pesada.

    As chamas oscilaram.

    E pela primeira vez—

    Ele estava à beira da derrota.

    Silêncio.

    Os dois parados.

    Feridos.

    Respirando pesado.

    Mas de pé.

    E ficou claro:

    Aquilo ainda não tinha acabado.

    Mas também—

    Não era mais domínio de ninguém.

    Era quem errasse primeiro.

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