Andaz

    Histórias 1
    Capítulos 99
    Palavras 185,4 K
    Comentários 121
    Tempo de Leitura 10 horas, 18 minutos10 hrs, 18 m
    • Capítulo 2.5 - A dor do passado

      Capítulo 2.5 - A dor do passado Capa
      por Andaz Sob o lençol da cama, uma criança se divertia com as páginas amareladas de um livro antigo. O aroma de papel velho misturado ao leve cheiro de chá que seu avô tomava à noite o preenchia de memórias do passado. Aquela criança de cabelos castanhos estava completamente envolvida na leitura, o mundo ao redor desapareceu e deu lugar a um refúgio onde só existiam ele e as palavras que devorava com avidez. Aquele era o seu momento de glória, o instante mais esperado do dia; e quem mais estaria tão…
    • Interlúdio I - Um verdadeiro presságio

      Interlúdio I - Um verdadeiro presságio Capa
      por Andaz A vista acima era um quadro tranquilo, pintado em tons de azul claro e pincelado por nuvens preguiçosas que deslizavam lentamente nos céus. Iluminando aquela arte, um sol brilhava ameno, onde a luz era filtrada por folhas de outono no alto de pinheiros. “Uma floresta?” Cantos distantes de pássaros chegavam aos ouvidos de Akemi, enquanto sapos coaxando complementavam a melodia daquele ambiente vivo e… um tanto surreal. “Onde estou?” O rapaz recebeu uma brisa leve no rosto, e numa…
    • Interlúdio III - O verdadeiro significado de liderança

      Interlúdio III - O verdadeiro significado de liderança Capa
      por Andaz — TREINO EM QUARTEEETOOOS!!! COMO BURROS DE CARGA, VOSSAS SENHORIAS DEVEM ERGUER UM DESSES MODESTOS BLOCOS DE TERRA DE 2 METROS E CARREGÁ-LO DE PONTA A PONTA NO CAMPO! MAS ANTES, OS SEPARAREI EM GRUPOS! Quatro equipes foram formadas em poucos minutos, e Yura apontou para a última delas com a convicção de quem já havia decidido o destino dos escolhidos. — QUARTEEEETO DOS FRAAACOS!!! ZERO UM, ZERO CINCO, CATORZE E QUINZE! Akemi, Teruo, Aruni e Sho se reuniram, o simples fato de ouvir seus…
    • Interlúdio II - A dúvida pela origem

      Interlúdio II - A dúvida pela origem Capa
      por Andaz Enquanto o instrutor Masaru Miyazaki se concentrava em um livro aberto sobre seu púlpito, os alunos aguardavam o início das instruções teóricas, contudo, outros ansiavam pelo fim daquela aula. “Era mesmo pra ela estar brava até agora?” Cabisbaixo na sua bancada, Akemi era afetado pelo comportamento gélido de Nikko, que sentada bem ao seu lado direito, ignorava a existência de todos. O silêncio dela machucava mais do que deveria. O garoto soltou um suspiro pesado, porém, seus olhos…
    • Capítulo 36 - Tipos áuricos

      Capítulo 36 - Tipos áuricos Capa
      por Andaz — Primeiramente, Aburaya, não pude deixar de achar intrigante o fato de você ter despertado uma aura após um acidente em uma usina hidrelétrica, mas para que eu possa me informar melhor, diga-me explicitamente o que realmente aconteceu naquela instalação. Akemi explicou detalhadamente sobre como foi a sua trajetória até a sala das máquinas, contando inclusive a proibição de seu avô sobre acessar tal área. — … Daí, acabei sendo surpreendido por um estrondo, claramente um raio. A sala…
    • Exílio, parte final

      Exílio, parte final Capa
      por Andaz — …? — O que foi? O que há com essa sua cara ensanguentada? Tem algo nas minhas espadas nas costas? Ou é no meu rosto? Oh, huhu! Com certeza deve ser sangue também, mas não se preocupe, não é meu. — …! “Pelo visto ele não está está preocupado só comigo.” — Quer ajudar as outras? Fique tranquilo, elas estão be- Oh! Ei, espera aí! Não precisa acudi-las com tanta pressa! — … — A-m… Líííder… Ai… Onde que ela tá? Ela tá bem…? AAAH!!! —…
    • Exílio, parte 6

      Exílio, parte 6 Capa
      por Andaz O cheiro do ar mudou, o deslocamento da areia agia diferente. O homem recuou um passo antes que escombros do chão o perfurassem, mas só aquilo não era o suficiente, uma grande pedra vinha em sua direção. O bloqueio da lâmina lateralizada foi eficaz, mas o preço foi alto. A katana cedeu, a lâmina partiu, restando apenas a empunhadura vazia na mão do guerreiro. O velho apenas riu sarcástico, sua primeira ofensiva deu efeito. — Hoohohoo! Você luta como um animal selvagem, mas se…
    • Exílio, parte 5

      Exílio, parte 5 Capa
      por Andaz A madrugada caía sobre o Bambuzal de Arashi, somente o vento atravessava os imensos bambus. O ar tinha um cheiro forte de vegetação e areia úmida, mas nem o mais sensível dos sentidos captava o som de animais. Nada se movia, nem insetos, nem aves, nem folhas. Tudo estava em silêncio, porém, era um silêncio temporário: uma missão precisava ser executada. Algo sorrateiro passou entre os bambus: um vulto, rápido como uma lufada de vento, mal perceptível… depois outro, mais um, e mais…
    • Exílio, parte 4

      Exílio, parte 4 Capa
      por Andaz Anos e anos se passaram e os triviais continuavam tratados como insetos. Em lares comuns, pais desesperados por um futuro melhor escolhiam dar chance aos herdeiros mais promissores ao que alimentar uma boca inútil. Na realeza, o desprezo era silencioso, mas não menos cruel, um filho desprovido de aura era humilhante para um sangue nobre, um segredo a ser apagado com um “conveniente desaparecimento”. Vilas samurais, obcecadas pela força e tradição, não toleravam fraquezas; triviais eram…
    • Exílio, parte 3

      Exílio, parte 3 Capa
      por Andaz No calor do sol, isolado, faminto, sonolento, sem alguém que trouxesse uma comida na mesa e nem mesmo quem lhe desse um humilde abraço, um garoto vagava pelo Bambuzal de Arashi, uma floresta em Kiouto conhecida pelos seus mais variados tipos de seres áuricos de pequeno porte e uma linhagem de bambus tão altos que a simples visão de um humano não consegue conceber o topo daquelas plantas esverdeadas e magníficas. Mas por mais horrível que a situação estivesse, o garoto quieto e estranho não…
    Nota