Blyd

    Histórias 1
    Capítulos 31
    Palavras 46,7 K
    Comentários 25
    Tempo de Leitura 2 horas, 35 minutos2 hrs, 35 m
    • Capítulo XXX: Maldição.

      Capítulo XXX: Maldição. Capa
      por Blyd Estávamos sentados próximo à lareira, as chamas dos lustres haviam sido apagadas, sendo nossa fonte de calor a nossa única fonte de luz. Junto dos estalos da madeira queimada, como em ritmo nossas sombras dançavam pelas paredes. O cheiro de madeira queimada tomava a sala, e o calor era agradável. Minha companhia, o demônio à minha frente, talvez tenha sido má no começo, mas agora era tão agradável quanto a temperatura. Eu o havia julgado mal — na verdade, julguei certo, mas agora percebia que…
    • Capítulo XXIX: Nunca é o bastante.

      Capítulo XXIX: Nunca é o bastante. Capa
      por Blyd No alto da torre o som das trovoadas era constante e ensurdecedor, sendo que com cada estrondo meu corpo arrepiava — como se o raio tivesse me acertado. O ar seco daquela sala corria pelas minhas narinas, e era acompanhado pelo cheiro de madeira queimada, comida, e pouco do enxofre que era comum naquela cidade. À minha frente estava Marduc, que comia sem parar enquanto eu estava satisfeito apenas o fitando. Cada prato eliminado era reposto por outro, soldados magros cujos estômagos eram audíveis…
    • Capítulo XVII: Por quê?

      Capítulo XVII: Por quê? Capa
      por Blyd Por que eu fui me envolver em um problema que não me pertencia? Estou agora mesmo nos fundos de um navio, preso as algemas nas paredes e com pesos nos meus pés. Junto de mim há pessoas, mas não sei quantas e quem são; não há luz aqui embaixo para ver. O fedor de mijo e fezes impregna o lugar, crianças choram e mulheres gemem em agonia. A única luz que vemos é quando trazem comida — um pão mofado, e água suja. Muitos morreram, e continuam aqui, entre os vivos, que aos poucos adoecem e morrem…
    • Capítulo XXVII: Olhos Abertos.

      Capítulo XXVII: Olhos Abertos. Capa
      por Blyd Mundo conforme visão de Piscis:  Eu estava nu, no escuro, meus pés molhados, luzes emergiam das cicatrizes e era constantemente perfurado pelas imagens de Sagi e Fidel. Quanto tempo durava esse pesadelo? Horas? Dias? Nunca saberei dizer enquanto não acordar. E o que quer que me mantenha aqui não me deixa acordar. Cada vez que sou perfurado, sinto meus ossos sendo estilhaçados, órgãos vazando, sangue quente escorrendo e as lâminas frias fazem meu corpo arrepiar — de novo, e de novo e de…
    • Capítulo XXVIII: Caos.

      Capítulo XXVIII: Caos. Capa
      por Blyd No princípio havia o caos, e hoje ainda há. O tufão d’água nos deixou na entrada da cidade, ao contrário do que pensávamos, esta havia piorado. A torre da masmorra era mais evidente e arranhava o céu, nuvens negras cobriam a ponta, raios vermelhos eram atirados no chão e apodreciam o que encostavam. Cogumelos cresciam do chão e o ácido que expeliam derretia a alvenaria das casas. E as pessoas... essas haviam se tornado por completo naqueles monstros esguios que vimos no calabouço. — É o…
    • Capítulo XXVI: Jardim.

      Capítulo XXVI: Jardim. Capa
      por Blyd Higg largou o corpo de Vael, que caiu sobre os tapetes vermelhos com sangue escorrendo de sua boca. Novamente, os tapetes não se mancharam, nem com o sangue de Vael e nem com o de Caramer. Naarus quebrou em lágrimas e Higg só pôde se lamentar em silêncio. Eu fiz questão de ao menos cobrir os corpos de ambos, rasgando uma das tapeçarias da parede e usando-a como cobertor para ambos. Descansem em paz, não só esses dois, mas também Greetar, Boutos, Jonjon, Nawan, Lauto e... Piscis, onde quer que…
    • Capítulo V: Cidade de Galvênia parte II

      Capítulo V: Cidade de Galvênia parte II Capa
      por Blyd Dormi e acordei dentro da Cidade de Galvênia. A moça da noite anterior, me acordou cedo apesar de eu ter dormido tarde. Ao levantar-me, olhei ao espelho e averiguei minha aparência. As cicatrizes no rosto ainda estavam lá acima das maçãs. Estava sem meu capuz, e minhas antigas vestes foram jogadas fora — tanto pelo desgaste quanto pela merda —, e as novas eram elegantes. Uma túnica branca de tecido leve, calças marrons e sapatos fechados. As calças eram apertadas, e a túnica ficava justa em…
    • Capítulo XXV: Tão jovens.

      Capítulo XXV: Tão jovens. Capa
      por Blyd A escadaria era longa e nós éramos somente sete. Subimos por aquele corredor luminoso até que ficássemos cansados, Caramer foi o primeiro a propor que tivéssemos algum descanso. Claro que todos concordamos, mas por ainda haver motivos de desconfiança, nos mantivemos separados em dois grupos — no meu estavam Higg, Naarus e Greetar; no outro Boutos, Caramer e Vael. Estávamos sentados nos degraus, mas em lados opostos, e conversávamos entre nós mesmos. — Concordo com você Fidel, ele não…
    • Capítulo XXIV: Fidelino e Companhia

      Capítulo XXIV: Fidelino e Companhia Capa
      por Blyd Mundo conforme visão de Fidel: Meu nome é Fidelino Capraecornus, mas meus amigos me chamam de Fidel. Eu não sei bem onde estou, é um lugar escuro e apertado; alguns momentos antes eu estava em uma mansão, aproveitando de um bom desjejum, mas então os soldados nos trouxeram até essa masmorra. Ela estava bem escondida embaixo da mansão, eu e meus companheiros estávamos sendo forçados à entrar aqui; os soldados nos empurravam e desejavam-nos sorte. Realmente sinto que preciso disso. Comigo…
    • Capítulo XXIII: Abate.

      Capítulo XXIII: Abate. Capa
      por Blyd Os escravos riram do que o Prefeito disse — por nervosismo, deviam temer não terem entendido a piada. O Prefeito também riu, e saindo da extremidade da sala, caminhou devagar até a porta, e a bloqueou com dois soldados. — Senhores, isso não é uma brincadeira. Peço que morram por essa cidade — Repetiu o Prefeito. — Espera um pouco! Se ia nos matar por que nos alimentou tão bem e deu esperança? — Gritou um dos escravos. Outros estando já nervosos, repetiram as mesmas…
    Nota