David C.O

    David C.O. Ou apenas um avatar de Elum, como preferir, é o autor por trás de diversas obras da literatura nacional. Entre seus títulos mais reconhecidos estão "A Ordem Espiritual" e "ECO", além de contos e poemas que transitam entre o sombrio e o sublime. Apaixonado por fantasia sombria, dramas além da compreensão humana e ação intensa, é movido por narrativas que misturam tudo isso em uma cadência única — uma verdadeira sinfonia caótica de emoções e ideias. Atualmente, seu foco está em concluir a primeira parte do universo de A Ordem Espiritual e iniciar o planejamento da sequência. Paralelamente, dedica-se à ambiciosa meta de levar ECO até, no mínimo, seus mil capítulos. Mas seus planos não param por aí. Projetos como "Esmeralda" e "O Apóstolo, a Raposa e o Sabiá" já espreitam nas gavetas — alguns com volumes inteiros prontos, outros ainda em forma de one-shots, aguardando o momento certo para ganhar vida.
    Histórias 3
    Capítulos 437
    Palavras 543,5 K
    Comentários 257
    Tempo de Leitura 1 dia, 6 horas1 d, 6 hrs
    • Capítulo 46 - Nada

      Capítulo 46 - Nada Capa
      por David C.O Ao cair da noite, a cantina estava mergulhada em um comumente silêncio, quebrado apenas pelo rangido das portas e pelo murmúrio distante de alguns poucos soldados dispersos. O cheiro da lenha queimada misturava-se ao de gordura requentada, e as lamparinas penduradas lançavam sombras oscilantes sobre as paredes úmidas de suor e fumaça. Algum guardião comia como se fosse um homem… mas o homem, parecia cada vez menos humano. E falando desse monte de farrapo… Cael entrou, respirando fundo, como se…
    • Capítulo 54.1 - Psiquiatria

      Capítulo 54.1 - Psiquiatria Capa
      por David C.O Mais de sessenta dias atrás. Alguém entrou no consultório do maior psiquiatra de toda Aija. O lugar era amplo, silencioso, marcado pelo cheiro de livros velhos e um leve aroma de chá. Na placa da porta lia-se apenas: Dr. Kenji Morikawa — Psiquiatria. O paciente se sentou diante dele. — Boa tarde… doutor. — Boa tarde. Fique à vontade — Morikawa ajeitou os óculos, pegando uma caneta — Veio por decisão própria ou por recomendação? — Recomendação… mas também… acho que precisava…
    • Capítulo 54 - Degraus

      Capítulo 54 - Degraus Capa
      por David C.O No meio da rua, a noite já dominava os céus. Um rapaz, vestido com um sobretudo preto, observava as televisões em demonstração atrás do vidro de uma loja. A via estava movimentada e suja; pessoas transitavam apressadas, algumas esbarravam nele sem se importar, como se fosse apenas mais um obstáculo no caminho. E até era, permanecia imóvel, completamente imerso no que via. “As vítimas foram identificadas como Claire Dubois, Hans Müller e Kofi Mensah. Três jovens exorcistas, todos na faixa…
    • Capítulo 340 - Mão direita

      Capítulo 340 - Mão direita Capa
      por David C.O E das ruínas… Seiji ascendia, erguendo-se entre os escombros que outrora haviam sustentado o orgulho dos homens em Aija. Agora, cada passo rangia sobre pedras partidas, ossadas de muros e sonhos desfeitos. Caminhava como se pisasse novamente no território que deveria ter abrigado paz e prosperidade, mas só restava o fim, um deserto de cinzas que o vento carregava para lugar nenhum. — Então é isso? — a voz de Hugo quebrou o silêncio, quase como um véu rasgado. Sua capa puída, cobrindo o…
    • Capítulo 45 - Ewigeisenschloss

      Capítulo 45 - Ewigeisenschloss Capa
      por David C.O O fracasso bateu à porta. Assim que os olhos das sombras se ergueram diante do centro daquele andar, após centenas de milhares de quilômetros, lá estava: o castelo gélido mais colossal que poderia existir em todo o multiverso. Ewigeisenschloss. O Taj Mahal sentiria inveja. Tão vasto que parecia desafiar qualquer noção de proporção. Se repousasse sobre a Terra, sua base engoliria fronteiras, e sua altura dilaceraria a atmosfera até se perder no espaço. Seu interior poderia acolher um…
    • Capítulo 43 - Pós jogo

      Capítulo 43 - Pós jogo Capa
      por David C.O — Hm… parece que eu perdi mesmo. Os ombros relaxaram, como se todo o peso do mundo, antes sustentado com unhas e dentes, finalmente tivesse encontrado repouso. E diante de si, o resultado final é inevitável. Tão singelo quanto as flores que nascem no horizonte, outrora inverno, agora primavera, um fim que se disfarçava em renascimento. Os olhos, cansados, miraram o vazio como quem contempla um espelho. Não havia dor, apenas serenidade, o tipo de paz que é conquistada. Aceitando… apenas…
    • Capítulo 53 - Impaciente

      Capítulo 53 - Impaciente Capa
      por David C.O — Minha mãe… meu pai… vi os dois falecerem em suas camas. Não foi a febre que os matou, mas a fome! — Arrastando os pés pelo terreno encharcado, os dedos se enchendo de terra que, sob a chuva, se transformava em lama. Seus olhos permaneciam presos ao passado, enquanto a água escorria por seu rosto e se confundia com lágrimas. Cada gota que caía soava como um lamento em uníssono com o clamar incessante da natureza, um reflexo mudo de sua dor. — Entendi… por isso odeia os nobres. E por…
    • Capítulo 52 - Encontros

      Capítulo 52 - Encontros Capa
      por David C.O O silêncio tomou conta do espaço entre eles depois da curta resposta dele. O caminho estreito de pedras levou-os até a beira do lago, onde o gramado se estendia em uma curva até encontrar as águas escuras, que refletiam o firmamento. As lágrimas dos céus formavam círculos sobre a superfície. Até que Amai parou, respirou fundo e quebrou o silêncio com a mesma ousadia de antes: — Qual é! Eu falei o meu objetivo, e você? Não vai nem me dar uma dica? Os olhos, cheios de ambição e expectativa,…
    • Capitulo 51 - Jeitinho complicado

      Capitulo 51 - Jeitinho complicado Capa
      por David C.O Após atender à ligação, Yamasaki desceu pelo elevador com a feição emburrada, como se cada andar que passava fosse um peso a mais em seus ombros. Encostou-se na parede espelhada e fitou o próprio reflexo, ajeitando o cabelo de qualquer jeito. A tranquilidade que havia planejado para aquele dia já tinha se dissolvido no ar, sacrificada em prol do chamado de Shirasaki. — Tô vendo que essa garota não vai me dar paz. Aff, me sinto alguém de carteira assinada! — lamentou ao reflexo, a voz…
    • Capítulo 50.2 - Socializando

      Capítulo 50.2 - Socializando Capa
      por David C.O Sentando-se no banco gasto de couro vermelho, Masaru ajeitou os ombros, estalando os dedos como quem se preparava para começar um espetáculo. A lanchonete cheirava a fritura, café coado e pão tostado na chapa; havia música tocando em um rádio perto do balcão. Clássica… Folkwave. Do tipo que seu avô colocaria na fita cassete antes de sair de casa, ajustando os óculos escuros no rosto. A melodia começa suave, violões dedilhados que se misturam ao som de ondas ao fundo, e logo entram os…
    Nota