Histórias 1
Capítulos 125
Palavras 168,9 K
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Tempo de Leitura 9 horas, 23 minutos9 hrs, 23 m

por Bruno dos Santos — Marlen continuou parada contra Lou-reen. O corpo da general ainda estava entre ela e o centro do galpão, mas isso já não bastava. Marlen olhava por cima do ombro dela, presa nos olhos de Reinna, como se qualquer coisa além daqueles dois pontos tivesse deixado de existir. Reinna puxou as correntes. O som fez dois soldados firmarem as mãos nas hastes das lanças, mas Marlen não olhou para eles. A mão dela subiu. Lou-reen segurou o pulso antes que passasse de seu ombro. O gesto… 168,9 K Palavras • Ongoing

por Bruno dos Santos — Marco recuou meio passo sem perceber. A esfera de selenita continuava presa na mão dele, mas os dedos tinham parado de apertar. Marco abriu a boca, viu a criatura no centro do galpão e não terminou a frase. Kalamera travou atrás dele. Reinna puxou as correntes, fazendo os aros rangeram no chão. Halikah estremeceu, mas não saiu do lugar. Hegoria passou os olhos por Marco e Kalamera, pela esfera de selenita e pela porta aberta atrás dos dois. A expressão dela não mudou. O carvão ficou… 168,9 K Palavras • Ongoing

por Bruno dos Santos — Hegoria continuava inclinada sobre o corpo aberto no centro do galpão. A mesa estava tomada por panos manchados, frascos, lâminas finas e pedaços escuros que já não pareciam pertencer a nenhum corpo natural. Ela afastou uma camada de carne endurecida com a pinça, observou a fibra grossa por baixo, anotou duas linhas no próprio caderno e voltou ao corte sem mudar a expressão. Venia estava no canto, mexendo nas próprias anotações. Riscou uma palavra, escreveu outra acima e virou a página… 168,9 K Palavras • Ongoing

por Bruno dos Santos — A criatura deu o primeiro passo. Lou-reen e Halikah ergueram as espadas ao mesmo tempo. Os pés rasparam a neve rala. A criatura avançou numa linha reta, rápido demais para um corpo que acabara de ser atravessado. O braço subiu no meio do avanço, mirando a garganta da garota. Halikah firmou a guarda. Lou-reen chegou antes. A espada da general bateu de lado no braço erguido da criatura e arrancou o golpe da trajetória. O impacto desviou a mão que vinha para a garganta da garota e jogou… 168,9 K Palavras • Ongoing

por Bruno dos Santos — A porta do QG fechou atrás das duas com um baque seco. Já era noite, mas Velunthar não tinha o ritmo normal de fim de dia. A vila estava mais fechada. Portas travadas antes da hora, janelas cerradas com madeira por dentro, pouca luz escapando pelas frestas. Onde antes ainda teria voz saindo de casa, panela no fogo e gente cruzando rua mesmo com frio, agora só sobravam sombras imóveis, fumaça subindo de chaminé e a sensação de que todo mundo estava escutando a rua sem querer aparecer… 168,9 K Palavras • Ongoing

por Bruno dos Santos — A porta abriu, e Lou-reen entrou primeiro. Marco e Kalamera já estavam na sala. Atrás dela vieram Marlen, Halikah, um soldado da guarnição e o homem da casa, preso pelo braço. Lou-reen parou diante da bancada e tirou do bolso um pedaço irregular de selenita bruta. Colocou a pedra sobre a mesa. — Sentimos uma essência errada e fomos investigar. — Ela apontou com o queixo para o homem. — Era ele. Estava forçando essência em selenita bruta. Marco olhou para o sujeito. — Só… 168,9 K Palavras • Ongoing

por Bruno dos Santos — Marco entrou primeiro, carregando o aparelho com as duas mãos. Kalamera entrou logo atrás, no mesmo ritmo, ainda animada mesmo depois das horas sobre a bancada. Entre as mãos de Marco, o aparelho balançou com os passos: base de metal leve, aro fino, disco de vidro preso na estrutura improvisada. Ainda tinha cara de protótipo. A sala recebeu os dois com frio, cheiro de sangue velho e metal lavado. Hegoria já tinha tomado o espaço inteiro. O corpo da criatura permanecia aberto sobre a mesa… 168,9 K Palavras • Ongoing

por Bruno dos Santos — Na bancada, o que o ferreiro tinha cedido já estava todo aberto diante deles: uma base circular de metal leve, duas hastes estreitas para sustentação, um aro fino, um disco de vidro do tamanho de uma mão aberta, blocos pequenos de selenita bruta, lâminas estreitas de cobre, fio metálico enrolado em carretel curto, parafusos irregulares, presilhas, duas chapas finas para encaixe e um suporte estreito. Kalamera puxou a bandeja de peças para perto e já começou antes mesmo de sentar direito. Os… 168,9 K Palavras • Ongoing

por Bruno dos Santos — Lou-reen subiu os dois degraus da entrada sem hesitar, corpo baixo, mão na guarda da espada. Parou diante a porta escura. Ela escutou por um instante. Não ouviu nem cadeira arrastando, nem voz abafada, nem passo correndo para os fundos. Nada de metal raspando em mesa ou estalo de fogo vivo. Só o vento passando pela lateral da casa e aquela pressão torta de essência vibrando lá dentro, irregular e insistente, do mesmo jeito errado que Halikah apontara na rua. Lou-reen levantou a perna e… 168,9 K Palavras • Ongoing

por Bruno dos Santos — Lou-reen avançou em silêncio, a atenção presa no ar gelado da rua. Marlen vinha um passo atrás, capa fechada até o pescoço, espada na cintura. Do outro lado, um soldado da guarnição local acompanhava em silêncio, lança curta nas costas, mantendo o olho nas esquinas. A essência primordial corria por Velunthar inteira, espalhada em camadas finas entre casa, oficina, soldado e lareira. Lou-reen deixou o fundo passar e foi atrás do desvio: algum pico brusco, pressão parada, fluxo empurrado… 168,9 K Palavras • Ongoing