47 Resultados na categoria ‘MutaVirus – Ascensão do Caos’
- Capítulo
Prólogo
Era um mundo onde o fim não veio como um estrondo, mas como um suspiro doentio. O ar carregava algo mais do que oxigênio — carregava a própria condenação. Um vírus silencioso e invisível, mortal para quem tinha mais de 24 anos, transformou a respiração em um ato de risco letal. Para os mais jovens, a salvação era precária: bastava um encontro entre sangue infectado e a própria carne para desencadear o horror. A infecção não era apenas física. Ela tomava a mente, quebrando as barreiras…- 111,4 K • Ongoing
- História
MutaVirus
O mundo não acabou com uma bomba. Nem com uma guerra. Acabou com o ar. Um vírus invisível tomou os céus — e qualquer um com mais de 24 anos caiu como mosca. Os mais novos? Tiveram azar. O vírus não mata, mas transforma. Uma única gota de sangue infectado na corrente errada... e o monstro desperta por dentro. Rápido. Doloroso. Irreversível. Nesse inferno em chamas, onde o caos é rotina e a esperança é uma piada de mau gosto, um grupo de jovens luta para sobreviver. Mas a verdadeira ameaça não são os infectados lá fora — são as mutações que nascem dentro deles. O vírus corrompe, enlouquece, molda. E cada contato com o sangue contaminado pode mudar tudo: a mente, o corpo, a alma. No centro desse pesadelo está Bruno Mohammad: 17 anos, pardo escuro, cicatriz no rosto, olhar de quem já viu o fim do mundo e decidiu encarar de volta. Ele é força bruta e trauma encarnado. Não é herói. Não é vilão. É o que sobrou de alguém que foi quebrado por dentro... e gostou do som da rachadura. Com personagens complexos e situações no limite da insanidade, MutaVirus mistura adrenalina, horror psicológico e ação visceral num universo onde a juventude é uma sentença... e o maior risco é sobreviver tempo demais.- 1,6 K • set 13, '25
- 1,9 K • set 20, '25
- 1,6 K • set 21, '25
- Capítulo
Capítulo 9 – Nova Fase
Bruno travou depois de ouvir a declaração de Íris. Não sabia o que sentir com aquilo que acabara de ouvir. Envergonhado, ergueu o olhar para os olhos dela, e por um instante pareceu que ela esperava alguma resposta — mas ele simplesmente não tinha palavras. Qualquer coisa que dissesse soaria idiota até para ele mesmo. Foi então que, quase como uma fuga, seu olhar se desviou para frente. O portão da escola se erguia logo à frente, trancado, as grades enferrujadas refletindo a luz pálida do…- 111,4 K • Ongoing
- Capítulo
Capítulo 9 – Do Outro Lado da Ruína
10:00, cerca de 30 minutos antes de todos começarem a serem infectados. Bairro Paulo VI, rua 43, Edmundo Rodrigues, quase no final da rua, perto da esquina do morro. Lá moravam Anael e Raziel, dois irmãos e primos de Bruno. Anael, o mais velho, tinha 13 anos, enquanto Raziel, bem novinho, tinha apenas 8. Os dois eram tão parecidos que poderiam ser confundidos com gêmeos, com apenas algumas características que os diferenciavam. Anael, obviamente, era duas vezes mais alto do que seu irmão mais novo…- 111,4 K • Ongoing
- Capítulo
Capítulo 8 – Transição
Sentado numa cadeira, mergulhado nos próprios pensamentos, Bruno encarava Íris dormindo. Ele mesmo não pregara os olhos a noite inteira. As palavras da noite anterior ainda ecoavam como marteladas na sua mente, repetidas, irritantes, impossíveis de calar. Mas não era só isso que o mantinha desperto — havia algo muito pior. Um medo profundo, quase instintivo, de fechar os olhos e se entregar ao sono. O suor lhe escorria pelas mãos, frio e pegajoso. Seus dedos tremiam levemente, como se até o…- 111,4 K • Ongoing
- Capítulo
Capítulo 8 – Corações Estilhaçados
Bruno e João começaram a ouvir os gritos vindo da casa ao lado. Eles sabiam que aqueles gritos eram de Pedro e Guilherme, os primos de Bruno, que estavam completamente perdidos, sem saber o que fazer. Bruno engoliu o choro, tentou se controlar, se levantou e saiu correndo em direção à casa de seus primos. Era a casa ao lado da sua, e ele pulou a parte mais baixa do muro que separava o da sua casa da casa dos primos. Dentro da casa, Pedro já estava tentando, com todas as suas forças, imobilizar…- 111,4 K • Ongoing
- Capítulo
Capítulo 7 – Além do Medo
Tencionando o punho fechado para forçar cada gota a escorrer para dentro da boca de Bruno, Íris sentia o calor subir pelo braço enquanto seus olhos ardiam num vermelho intenso, quase queimando no escuro. A pulsação ecoava em seus ouvidos, como se o próprio coração quisesse saltar do peito. No auge daquele brilho, o corte no pulso começou a se fechar sozinho. A pele se juntava num movimento rápido e antinatural, como se fios invisíveis puxassem a carne de volta para o lugar, deixando apenas um…- 111,4 K • Ongoing
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Capítulo 7 – A Última Lembrança
A casa estava silenciosa, exceto pelos ecos da respiração pesada e o som macabro de mastigação. A mãe de Bruno, agora completamente infectada, terminava de consumir as últimas partes do pescoço de Hanne, seus olhos vazios de humanidade, focados em algo que não existia mais. O sangue escorria de sua boca, e ela olhava em direção ao som vindo do banheiro. O choro de Haissa, desesperado e abafado, cortava o silêncio da casa. Era o grito de uma criança perdida, sem esperança, pedindo por…- 111,4 K • Ongoing
João Paulo estava inquieto. Do estacionamento do outro lado da rua, ele ouvia os sons abafados vindos do mercado. Mas foi o grito agudo de Bruno, cortando o silêncio, que fez seu coração disparar. Ele sabia que não podia mais ficar parado. O medo de perder o melhor amigo superava qualquer receio de enfrentar os infectados sozinho. Respirando fundo, tentou soar confiante para as meninas, mesmo que sua voz ainda tremesse:— Droga... Depois desse grito, não dá mais pra esperar. Meninas, vocês ficam…- 111,4 K • Ongoing
Num espaço aberto, suspensa no nada, Íris se vê confusa, completamente aérea — como se vários eventos aleatórios que vivera antes do colapso viral passassem diante de seus olhos em velocidade insana. Ela olha para todos os lados, mas o vazio não oferece respostas. O coração acelera quando, entre cada flash do passado, surge e desaparece a imagem de Bruno, parado, com os olhos vermelhos fixos nela. A cada vez que ele some, o escuro toma conta e a voz dele ecoa em sua mente, arrastada, quase…- 111,4 K • Ongoing
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