184 Resultados na Nacionalidade “Brasileira” (Original)


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      1º ESPECIAL DE NATAL — PARTE 31º ESPECIAL DE NATAL — PARTE 3 DE 5

      1º ESPECIAL DE NATAL — PARTE 3 DE 5 Capa
      por Bruno dos Santos As perenes ficavam além do trecho mais aberto. O vento cortava mais ali e entrava por baixo da roupa, achando as frestas como se conhecesse o corpo dele. O embrulho maior vinha preso no peito por duas tiras, ao lado da bolsa com o cetro. Pano grosso, nó apertado, cheio de vidro dentro. O menor ficava amarrado por cima, mais firme ainda. “Você escolheu o pior dia pra carregar coisa frágil.” — Eu escolhi o dia que eu tenho. Marco seguiu sem olhar pra trás. O machado batia na perna,…
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      1º Especial de Natal — Parte 21º ESPECIAL DE NATAL — PARTE 2 DE 5

      1º ESPECIAL DE NATAL — PARTE 2 DE 5 Capa
      por Bruno dos Santos A forja de Ga-el batia no ouvido antes de aparecer. Martelo, fole, metal cantando. O calor vinha em onda e grudava na pele. Marco entrou com os pergaminhos na mão e parou na primeira bancada livre. Dois ferreiros ergueram o olhar na hora. — Cadê a Wynrae? — Hoje sou só eu. O mais velho apontou pro papel com o queixo. — Então fala. Marco abriu o pergaminho e segurou as pontas com a palma. — Eu preciso que vocês façam essa peça. O ferreiro baixou o olhar. Seguiu o…
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      1º ESPECIAL DE NATAL — PARTE 11º ESPECIAL DE NATAL — PARTE 1 DE 5

      1º ESPECIAL DE NATAL — PARTE 1 DE 5 Capa
      por Bruno dos Santos A manhã nascia fraca em Ga-el. O vento entrava mais seco nas frestas e a luz largava o pátio cedo demais. Marco vinha marcando a própria contagem desde que chegara ali, há cento e quarenta e três amanheceres. Pelo céu, pela altura de Lauris e pelo solstício de verão que ele estimou, ele via o outono terminando. Subiu a escada do CEAET com a mão no corrimão gelado e o caderno preso na cintura. A torre já não era improviso. Agora existiam dois observatórios fixos: Yhe-for e ali. Lou-reen…
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      19. Vida de Quilombola

      19. Vida de Quilombola Capa
      por Jota No primeiro dia vivendo no quilombo, Carlos passou o dia todo trabalhando na roça, cavando a terra sob um sol que queimava a nuca e plantando as mudas. Como não sabia nada sobre aquilo, parava a todo instante para perguntar aos outros ex-escravos do engenho. Precisava entender a profundidade exata dos buracos para as sementes, a distância certa entre elas e uma porção de outros detalhes. Até tinha um livro que conseguira do engenho sobre cultivo, mas era melhor perguntar aos colegas — além de…
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      18. Quilombo da Jabuticaba

      18. Quilombo da Jabuticaba Capa
      por Jota O grupo de ex-escravos seguia Espectro pela mata adentro enquanto o sol começava a descer, tingindo o céu de laranja e púrpura. O ar úmido da tarde carregava o cheiro de terra molhada e o perfume doce de algumas flores noturnas. Os sons da floresta – o cricrilar dos insetos, o chamado distante de um sabiá – criavam uma trilha sonora para sua jornada. As pessoas conversavam em vozes animadas, mas ansiosas, entremeadas de risos contidos, antecipando o começo de suas novas vidas como quilombolas.…
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      17. Jornada

      17. Jornada Capa
      por Jota O sol escaldante batia nas costas de Carlos enquanto ele caminhava pela estrada de terra, vestindo suas roupas originais que finalmente recuperara: tênis, calça jeans e uma camiseta. O tecido familiar, embora sujo e desgastado, era um alívio após tanto tempo usando trapos. "Como é bom calçar sapatos de verdade outra vez", pensou, sentindo a maciez das meias contra a pele. "E ter minhas próprias roupas de volta... Mas essa estrada está em péssimas condições, cheia de buracos e pedras. Nem sei…
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      16. Liberdade

      16. Liberdade Capa
      por Jota Tassi mal podia acreditar no que seus olhos testemunhavam. Cada vez que Carlos usava aquele estranho artefato do diabo, um estampido ensurdecedor cortava o ar, seguido por algo invisível que se chocava violentamente contra as barreiras mágicas de Jorge. A velocidade dos ataques era tanta que seus olhos mal podiam acompanhar. Um cheiro de pólvora queimada, metálico e acre, impregnava o ar. De repente, Carlos parou. A arma emitiu um clique seco e ele a jogou no chão. Por um instante, os escudos de Jorge…
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      15. Armas

      15. Armas Capa
      por Jota No engenho de Seu Jorge, os dias se arrastavam num ciclo monótono de sofrimento. O ar pesado e doce do caldo de cana se misturava ao cheiro de suor e terra úmida. O estalido seco dos chicotes ecoava com uma frequência dolorosamente familiar, intercalado com os gritos abafados dos escravizados. Enquanto isso, na casa-grande, o cheiro adocicado e enjoativo da cachaça parecia perpetuar a atmosfera de violência. Carlos mantinha sua rotina: o trabalho exaustivo no canavial sob o sol inclemente e as…
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      14. Papisa II

      14. Papisa II Capa
      por Jota O escritório da Papisa Paula era um refúgio silencioso, onde o único som era o sussurro das páginas sendo viradas. O ar carregava o cheiro envelhecido da tinta, do papel antigo e da cera de abelha das velas que iluminavam a pesada escrivaninha de mogno. Sob a luz tremulante, seus dedos deslizavam pelas linhas do relatório do padre Antônio, vindo do engenho de Jorge de Oliveira. Uma passagem em particular prendia sua atenção, descrevendo um escravo que parecia diferente dos demais. Ela ergueu os…
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      13. Papisa I

      13. Papisa I Capa
      por Jota O primeiro raio de sol mal havia rompido o horizonte quando Carlos despertou, mas sua mente já estava pesada, revirando a conversa da noite anterior com Tia Vera. A imagem dos olhos vermelhos de Dona Alice e das marcas roxas em seus braços pálidos dançava em sua mente, alimentando um caldeirão de ódio silencioso. O ar úmido e pesado da senzala, carregado do cheiro de suor e terra, parecia ecoar sua impotência. “No fim das contas” pensou, com uma amargura que deixava um gosto amargo na boca…
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