5 Resultados com o gênero “Espacial”
Definição: Narrativas ambientadas no cosmos e em ambientes espaciais, explorando a vida, aventuras e conflitos além da Terra. O gênero Espaço é caracterizado por sua ênfase em cenários interplanetários e o vasto desconhecido do universo.
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CAPÍTULO 20 — A Raiz do Caos
O salão parcialmente destruído ainda ecoava gritos distantes. Lustres quebrados, fumaça subindo, o cheiro de sangue misturado ao perfume caro da festa. No centro daquele caos, Jasmim permanecia intacta. Sorrindo. Rays ativa os raios ao redor do corpo. Faíscas dançam pelo chão rachado. Lance estala o pescoço, a gravidade ao seu redor distorce levemente o ar. — Então você é a raiz disso tudo… — Rays diz, firme. — Nossa, me descobriram, que medo. — Jasmim debocha com a…- 44,2 K • Ongoing
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101 — Tá vindo na nossa direção.
“Voltar ao espaço. Excelente plano. Só tem um detalhe: vocês estão alguns séculos atrasados.” A voz da Nova acendeu na mente do Marco, limpa, como sempre. A carruagem já estava na estrada, longe demais da estação pra dar meia-volta na noite pesada. O vento batia na lona e a neve começava a cair de lado, fina, insistente, grudando na madeira e sumindo no barro gelado. As rodas pegavam buraco escondido e jogavam o banco pra cima; o corpo de todo mundo ainda estava no mesmo ritmo do trem,…- 162,3 K • Ongoing
O vento cortava o topo do CEAET. Marco ficou sozinho no terraço, antes de escurecer de vez, com Lauris ainda alto o suficiente pra riscar uma faixa clara por trás das nuvens finas. Kalamera estava no quarto, desmontando e reorganizando as próteses pra viagem. Ele manteve o olhar no chão do terraço. Ele escolheu dois pontos fixos. Um perto do parapeito, onde a pedra tinha uma lasca mais clara. Outro do outro lado, junto à base de uma coluna, onde a superfície tinha uma trinca fina,…- 162,3 K • Ongoing
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099 — Vamos sair ao amanhecer.
Lou-reen entrou na torre do CEAET e já foi falando: — Amanhã cedo a gente viaja. Marco parou o que tava fazendo. — Pra onde? — Velunthar. Marco ficou um segundo a mais parado, tentando lembrar se já tinha ouvido aquele nome em alguma rota de trem, em alguma conversa no pátio, em algum relatório do Exército. Não vinha nada. O HUD da Nova abriu no canto da visão dele. Contorno de Taeris, linhas de serra, uma faixa de mar. Um ponto piscou, perto da costa. Nova desenhou uma…- 162,3 K • Ongoing
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098 — Eu vou resolver.
Halikah desceu as escadas ainda ajustando o laço da túnica azul-claro que usava fora do horário militar. Na cozinha, Chralazar já estava sentado à mesa, mastigando uma fatia de pão com geleia. O cabelo castanho-escuro seguia bagunçado, e a camisa de tecido simples destoava do uniforme que Halikah insistia em vestir até quando ninguém pedia. — Bom dia, dorminhoca. — Bom dia. — Ela puxou uma caneca e encheu de leite. — Primeiro dia de férias. E eu vou pro mar. Chralazar ergueu…- 162,3 K • Ongoing
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097 — Último dia.
— Calendário… o que é isso? Marco ficou olhando os dois por um instante, o dedo ainda em cima da curva mais baixa. O tique do pêndulo preenchia o espaço entre as palavras. Ele apontou com o queixo para o relógio. — Isso aí separa o dia em partes. Antes, vocês falavam “quando o sol tá alto”, “quando escurecer”, “quando der”. Agora vocês falam uma hora. E a mesma hora serve pra todo mundo. O soldado olhou o pêndulo como se ainda fosse um animal que podia morder. —…- 162,3 K • Ongoing
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Capítulo 096 — Solstício de inverno.
Marco subiu os últimos degraus com a perna pesada, ombro ardendo onde a manopla tinha batido. A nuca ainda lembrava a última correção da Lou-reen. Ele abriu a porta do observatório e o ar de dentro veio diferente do pátio. O relógio de pêndulo marcava o tempo com a mesma indiferença de sempre. Tique. Toque. Tique. Toque. Kalamera estava inclinada sobre o telescópio principal, as luvas escuras sujas de pó fino. Uma placa pequena de metal estava fora do lugar, apoiada numa bancada. Ela girou…- 162,3 K • Ongoing
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094 — Autorizada a começar.
A sala estava escura porque eles mantinham assim. Nenhuma tocha, nenhuma brasa. Só a janela alta, deixando entrar ar frio. Lá fora, a Fortaleza Ga-el seguia de pé, na mesma noite do ataque. Lanternas varriam as muralhas, ninguém patrulhava sozinho. No centro da sala, duas sombras aguardavam. Uma estava sentada. O manto cobria o tronco e escondia as mãos. A postura não mudava. A outra permanecia em pé ao lado, meio passo atrás, corpo alinhado, cabeça virada para a janela. O barulho da…- 162,3 K • Ongoing
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095 — 8 dias após o Natal.
Clyve estava parado sobre uma elevação rochosa, o manto negro oscilando sob o vento seco que cortava o deserto. Atrás dele, seis figuras aguardavam em silêncio absoluto, imóveis como estátuas, os rostos ocultos pela sombra da noite. — Terminamos o treinamento — disse ele, a voz baixa, carregada de uma frieza entediada. — Agora é hora do primeiro passo. Ele fitou a vila à frente: um agrupamento simples de tendas, casas de madeira rústicas e fogueiras acesas. Um acampamento fixo,…- 162,3 K • Ongoing
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093 — Sinto… ódio.
A torre mais alta de Ga-el ficava acima do resto como uma lâmina fincada na pedra. No topo, o vento vinha forte e carregava o cheiro de cinzas, como se ainda tivesse algum incêndio aceso lá embaixo. A luz do dia já ia embora, e o céu perdia o azul, escurecendo antes mesmo das primeiras estrelas. Dali não dava pra ver as arquibancadas quebradas, mas Marco sabia onde estavam. Lembrava onde ele caiu. Lembrava onde a escuridão tomou o controle. Ele segurava o Cetro com as duas mãos. A madeira…- 162,3 K • Ongoing
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