Capítulo 61: O Fim da Matança
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(…)
— Por que o senhor não vai à guerra também? — pergunta Haven, deixando o gigante irritado pela falta de delicadeza; Pleads responde.
— O Mestre Cornell não pode ferir ou matar qualquer outro ser. Seria como ferir a si mesmo. Enquanto o Mestre Cornell representa os seres vivos deste planeta, sua antiga parceira representa a natureza.
— Se matarmos ela, todas as plantas do planeta morrerão; e se o senhor morrer, todos os seres do planeta morrerão e a natureza tomará o planeta.
— Sim.
— Entendido… Yatagarasu! Preparem-se: vamos dar um fim a essa matança.
Estávamos prestes a deixar a cidade quando tomamos um susto: o exército inimigo estava a pouco mais de 1 km de distância, nos dando pouquíssimo tempo para executar nossa estratégia. Seguindo o plano, dividi meu poder em quatro cópias, que entraram no campo de batalha chamando a atenção dos Soldados Genoma, dando oportunidade para os guerrilheiros locais fugirem. As cópias se autodestruíram, levando consigo a maior parte do exército inimigo, restando apenas Yale e um pequeno grupo de Genomas que estavam com ela e Jocasta.
A gigante, após tantas perdas, pretendia se render, mas sua general se recusava a aceitar a derrota. Decidiu fazer uma retirada estratégica para sua base. O que não sabiam é que, entre seus soldados, estavam Kyosuke e Haven, que aproveitaram um descuido para roubar os trajes de dois inimigos.
No quartel, Yale não conseguia esconder a raiva por sua derrota estratégica no campo de batalha, querendo resolver tudo em um duelo. Mas, silenciosamente, Kyosuke atirou no comunicador da inimiga, deixando-a ainda mais enraivecida. Enquanto isso, Rekka flutuava sobre o campo de batalha, mostrando aos últimos Soldados Genoma a luz pálida do meu sol, que tomava o céu umbral de Eidos.
Sendo atraídos como mariposas, eles assistiram quando Haven se revelou para sua irmã, pronta para a revanche.
— Então, irmã… está pronta para se render?
— Nunca! — gritou Yale, enquanto ambas passavam por uma transformação. Suas peles pálidas tomaram um tom avermelhado, as veias se destacaram e os olhos ficaram completamente brancos.
— Ok, não estou pronto para ver uma luta dessas duas de perto.
— Acabou, eu me rendo! — declarou Jocasta, dando às rivais liberdade para transformar o planeta em seu playground. Logo em seguida, o local explodiu em uma Nova de Sangue, que lançou Kyosuke e a gigante para longe, enquanto as irmãs Odawashi lutavam em seu centro.
— Mas o que diabos é isso?
— O início de um Duelo Sanguine. Por isso tentei impedir o duelo ou a rendição. Agora, elas vão lutar até estarem satisfeitas ou até o planeta deixar de existir — disse nosso líder, sentando-se no chão em contemplação. — Acho melhor a senhora fugir e se desculpar com o senhor Cornell enquanto pode.
As palavras do pequeno tocaram a gigante, que correu em direção à cidade, ignorando tudo ao redor. Foi quando percebeu que toda aquela guerra, mortes e destruição haviam sido em vão.
— O que você falou sobre a luta delas é verdade? — perguntei pelo comunicador.
— É verdade, a linha estava aberta. A verdade, só a parte delas lutarem até ficarem satisfeitas. Para um ser “Divino” eles demoram para notar algo que todo mortal aprende na infância, não importa a raça. O quão ínfimas são as nossas preocupações em comparação com a realidade.
— E a luta… devemos nos preocupar?
— Não. Apenas sente-se em algum lugar e aprecie o espetáculo.
— Vou acreditar no que diz.
De longe, observei o domo de energia formado pelo choque dos poderes de Haven e Yale. As duas permaneciam imóveis, estudando-se em silêncio, aguardando o primeiro movimento. Foi então que a irmã de cabelos curtos avançou, rompendo a tensão. Em resposta, sua oponente manteve a serenidade: num gesto limpo e preciso, puxou a espada da bainha e, com um único movimento veloz, cortou-lhe os braços e as pernas. Sem emoção, limpou o fio da lâmina antes de guardá-la novamente.
— Onde estava essa velocidade na nossa luta anterior? — perguntou a espadachim de cabelos curtos, furiosa.
A transformação começava a se desfazer. A irmã de cabelos longos se abaixou e respondeu:
— Guardada, para a catarse. Da próxima vez que nossas lâminas tocarem, apenas uma de nós voltará viva e se tornará a Rainha Vermelha.
Haven deixou Yale no chão, grunhindo de raiva pela derrota, e voltou até nós com um sorriso no rosto. Mas, a poucos passos de seu parceiro, foi atingida pelas costas: Yale, em um golpe covarde, lançou uma espécie de agulha com uma substância que fez Haven cair desacordada.
Como a guerra havia terminado e nossas missões estavam concluídas, restando apenas a recompensa, fomos obrigados a deixar a covarde escapar em sua nave particular. Para a lei, aquilo não passava de uma briga entre irmãs. Mas, para nós, era apenas um golpe traiçoeiro que, no futuro, seria devolvido.
Levamos a desacordada Haven até a cidade, onde encontramos Jocasta sendo hostilizada pela parte do povo que apoiava Cornell. Diferente deles, Cornell se aproximou de sua igual, pegando-lhe a mão em gesto de perdão. Então, os dois se fundiram em um único ser, fazendo todo o povo se ajoelhar em adoração.
— Já terminou seus assuntos pessoais com a senhorita Yale? — perguntou a entidade recém-formada, ainda sem forma definida.
Olhei para nossa parceira desacordada, sem resposta. A única coisa que pensei foi em uma réplica passivo-agressiva, mas engoli a frustração.
— Podemos dizer que sim. Mas como devemos chamá-lo agora?
— Nós somos Eidos. Nós somos os Guardiões deste planeta.
A trajetória muda, mas o destino é o mesmo.
Kyosuke me entregou Haven nos braços e deu um passo à frente:
— Mestre… Eidos. — Então tirou de seu traje um dispositivo que projetou um contrato para todos verem. — Nosso trabalho aqui acabou e, de acordo com o contrato, o senhor aceita a construção de uma embaixada Onixy neste planeta, além da função de Entreposto Militar da Nação Onix-Yon, afiliada à G.P.U.?
— Demonstramos nossa confiança e lealdade a este acordo no momento em que aceitamos o auxílio de vocês nesta disputa. Com isso dito, concordamos com as cláusulas.
— Certo… — O dispositivo se ativou, enviando um sinal para a nave que flutuava na órbita do planeta, que logo desceu à superfície. Kyosuke pediu Haven de volta, colocando-a em suas costas.
Nossa estadia em Eidos-07 foi curta, mas intensa. Se todas as missões forem assim, então estou ferrado. É o que eu diria, se a única coisa em minha mente não fosse: como está Ilya? E quando ficarei livre dessa herança maldita?

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