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    Tá tá dessa vez dessa vez você não é otário(a) mas só dessa vez desculpa pelo atrasl culpa da bruxa enfim eu resolverei isso dito isso caía

    Entre a existência e a inexistência.

    A esfera se quebrou e, de lá, uma mão com dedos afiados como garras surgiu.

    A mão pertencia a Blaze, mais partes de seu corpo continuavam surgindo. A cada parte, Meiy se alegrava, pois reconstruía o corpo de Blaze pedaço a pedaço.

    A última parte a vir foi a cabeça. Meiy a pegou, olhou-a e beijou-a na testa enquanto o sangue flamejante pingava no chão.

    Deylan (sentindo-se enojado): — Argh!

    Ela conecta a cabeça ao corpo com o uso de sua magia para fazer as ligações.

    Meiy (com a mão no pescoço de Blaze): — O que foi?

    Deylan (olhando para o “Mestre”, que quebrava cada camada): — Que foi o quê?

    Meiy (vendo um resquício de vômito perto dos lábios cinzentos de Deylan): — Você está enjoado? Você está bem?

    Deylan (fazendo surgir um balde em suas mãos): — Não sei se você percebeu, mas is… — (vomitando no balde): — É… — (vomitando novamente): — Um corpo morto. Você literalmente beijou um cadáver, isso é repugnante, sua doente!

    Meiy (sentindo uma leve raiva): — E você lambeu e engoliu meu sangue! Você que é o doente. E ele não é repugnante.

    Deylan (limpando a boca com um pano que criou): — Tecnicamente, eu não era eu, então não é a mesma coisa. Você está sendo você, o que é pior. Você está completamente s… esquece. Enfim, continua o que você estava fazendo.

    Meiy (aproximando a mão de Deylan): — Preciso de um giz.

    Deylan (fazendo um giz escuro aparecer e entregando-o a Meiy): — Por que você precisa disso?

    Meiy (fazendo uma elipse em volta do corpo de Blaze): — Pergunta à pessoa que criou a magia de ressurreição.

    Deylan (vendo o “Mestre” mais próximo): — E quem a criou?

    Meiy (colocando a mão acima do umbigo de Blaze): — Pergunta ao Mestre, ele que me ensinou. El…

    Deylan (surpreso e confuso): — Espera aí, você sabe magia de ressurreição?

    Meiy (confusa): — Sim, por que você está surpreso? Pensei que você tivesse me dado aquela carta para eu conseguir usar. A magia de ressurreição usa outro tipo de… como eu diria… bom, poder mágico ou algo assim. A armadura me deu isso. Tem algumas regras para cada magia.

    Deylan (pensativo): — Hm… Acho que entendi. Quando eu criei o poder dessa armadura, pensei em ela amplificar a tua magia e te conceder o poder da ressurreição. Acho que eu deveria ter sido mais específico criando um método para a ressurreição que fosse mais rápido, sabe, algo co…

    Meiy (com uma onda enérgica saindo de sua mão, com o comportamento igual ao do mar, reluzindo em uma cor escarlate): — Shhhh, me poupe da explicação. Eu já entendi, agora preciso me concentrar.

    Deylan (com as mãos na nuca): — Tsc, idiota.

    A energia escarlate é filtrada pela armadura e transformada em sangue — um sangue flamejante que nem lava, que adentra o corpo de Blaze. Percorre suas veias, circulando por todo o corpo e, por fim, se aloja em seu coração de carvão, que agora entrava em combustão, regenerando-se a cada queima de forma instantânea.

    A energia que era liberada pela reação fazia seu corpo dar, novamente, sinais de vida.

    Deylan (vendo o Mestre cada vez mais próximo): — Ah, Meiy, você pode ser mais rápida? Ele está quase aqui.

    Meiy (colocando a mão sobre a testa de Blaze): — Calma, estou quase terminando. — (Transparecendo um sorriso): — Irei amplificá-lo ao máximo que eu puder. Te-he-he!

    Deylan (vendo os movimentos sucessivos do “Mestre”): — Ele não se cansa? Pelo menos ele não consegue teletransportar como o Real Mestre, se não a gente já estaria morto. — (Dando uma gargalhada): — Hik! Hahahahaha! Hik! — (Suspirando): — Ahhhhhh… Hm… — (Olhando para Meiy): — O que você está fazendo agora?

    Meiy (com a mão na testa de Blaze): — Estou disparando impulsos elétricos diretamente no córtex dele. Forçarei uma desfibrilação neural para reativar as sinapses do cérebro morto dele.

    Deylan (sentindo um estalo leve em sua mente): — Que processo chato.

    Enquanto Meiy reativava o cérebro de Blaze, Deylan começava a caminhar em círculos, mergulhando em seus pensamentos.

    Meiy (alegre): — Te-he! Eu consegui. Agora falta trazer a alma dele de volta.

    Meiy usa seu braço esquerdo, que estava transformado em um cajado. Ela se levanta e posiciona o braço-cajado acima de Blaze.

    Meiy (fechando seus olhos, puxando o ar e começando um cântico):
    Meiy Mevit Mevue Medir Mectir, Blaze Blevit Blevue Bledir Blectir.
    Venha, volte para a sua mestra e amiga. Blaze, eu rogo à tua alma: volte, ressurja, retorne!
    Das cinzas à brasa, volte, volte para mim, Blaze. Meiy e Blaze, volte para a nossa ligação.
    Mevit Blevit Mevue Blevue Medir Bledir Mectir Blectir.

    Os olhos de Meiy se mantêm fechados, apenas com pequenas frestas de onde desciam suas lágrimas. Elas gotejavam em seu braço-cajado e se moviam até o cristal escarlate; do cajado, gotas escarlates caíam em Blaze pouco a pouco.

    Sua magia e parte de sua energia vital eram drenadas e filtradas pela armadura em magia de ressurreição, que formava uma aura escarlate à sua volta.

    Em sua mente, Meiy via Blaze diante dela. Ela estendeu a mão para ele.

    Meiy (com a mão estendida): — Venha a mim.

    Tudo ao redor era um mar de tinta escura, onde suas silhuetas em giz branco os representavam.

    Blaze olhou para Meiy e estendeu seu braço, apertando a mão dela. Ela se alegrou, puxou-o para si e o abraçou.

    Meiy (abraçando Blaze): — Desculpa por ter permitido a tua partida. Desculpa pela tua dor, Blaze.

    Meiy abre os olhos.
    Deylan estava de frente para ela, observando-a.

    Os olhos de Meiy eram tingidos por uma mistura preta e branca, como aquarela. De seus olhos, lágrimas com essa mistura desciam, gotejavam em seu braço e caminhavam até o cristal em seu cajado.

    E do cajado, gotas escarlates caíam no corpo de Blaze.

    VOLTE A MIM!

    O grito dela reverberou.

    O cajado brilhou. A aura em volta de Meiy foi para o cajado e, do cajado, para Blaze, com tons mais cinzas e pretos, como tinta em meio ao escarlate.

    Meiy caiu de joelhos e Blaze se ergueu, e a abraçou.

    Meiy (abraçando Blaze novamente): — Senti saudades… que bom te ter de volta.

    Deylan (agachado perto dos dois, apontando para o Mestre): — Olha, lamento atrapalhar o momento, mas a gente vai morrer se não agir logo.

    Meiy (levantando-se): — É, pois é. Graças à armadura, ainda tenho energia suficiente para isso. — (Erguendo o cajado ao alto): — Ouçam o meu chamado e venham em bando a mim, meus amigos! Te-he-he!


    No sono que sono

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