MEH sei lá Boa noite? Sei lá a que horas isso ou quando isso tá saindo ou será que sei? Vai saber eu ou você? Se eu sou eu e eu sou eu? Quem é você?
Capítulo 112 — O que poderia acontecer
Entre a existência e a inexistência.
— Deylan (agachando-se entre Meiy e Blaze e apontando para o “Mestre”): — Olha, lamento atrapalhar o momento, mas a gente vai morrer se não agir logo.
— Meiy (levantando-se): — É, pois é. Graças à armadura, ainda tenho energia suficiente para isso. — (Erguendo o cajado ao alto): — Ouçam o meu chamado e venham em bando a mim, meus amigos! Te-he-he!
Várias esferas de tom cinza começam a surgir de dentro do cristal e, uma a uma, elas saem.
Enquanto isso, Deylan estava encarando o “Mestre”, que exibia um sorriso aterrorizante e desconfortante — algo que ia contra o seu próprio ser.
— Deylan (sentindo um gelar em sua pele): — Por que você não avança?
O “Mestre” estava estagnado; faltava apenas uma camada a ser quebrada para os alcançar.
— “Mestre” (curvando-se, encostando o rosto na última camada): — Qual seria a graça? Hm, hm, hahahaha! Matar vocês sem nem sequer terem mostrado um pouco do que são capazes de fazer não seria de todo agradável. — (Exibindo seu sorriso estranho): — Não concorda comigo? Não é mais prazeroso dessa forma?
— Deylan (sorrindo de leve): — Hmpf. Para mim será um grande prazer, já que finalmente decidiu mostrar quem você é de verdade. — (Alargando seu sorriso): — Vai ser prazeroso colocar você em seu lugar.
— “Mestre” (endireitando-se): — Realmente acredita no que está dizendo? Você realmente acha que tem alguma chance de me vencer? Ou são apenas palavras que não irão se materializar? Hm, hihihihihahaha!
— Deylan (suspirando): — Realmente… — (Virando-se em direção a Meiy): — Esses sorrisos e risos não combinam com você. — (Caminhando até Meiy): — Diferente das minhas palavras em relação a mim.
Enquanto Deylan caminhava, sentia um desconforto extremo que sumia conforme ele se distanciava do “Mestre”.
As esferas cinzas tinham todas saído do cristal e estavam divididas em fileiras, formando uma espécie de formação. Uma nova esfera se formava no cristal, mas não cinza, e sim prateada. A esfera se moveu para fora do cristal e permaneceu à frente das outras.
Uma outra esfera de cor branca formou-se no cristal e moveu-se para o lado de Meiy, rachando-se. De lá, surgindo Grick, um coelho de pelúcia branco.
— Meiy (colocando Grick sob seu braço direito): — Vou precisar de mais energia, para isso conto com você.
Os olhos pretos de Grick brilharam em azul. A energia que iluminava seus olhos vinha das forças vitais de Meiy, que eram redirecionadas para seu braço-cajado, sendo absorvidas pela armadura e fortalecidas.
Meiy, recebendo a energia, retornou seu braço ao normal e a armadura se moldou para se ajustar à nova forma. As forças absorvidas moveram-se até sua mão. Ela então caminhou até a esfera prateada; a armadura desfez-se apenas na região dos dedos e, com um toque, ela transferiu a energia.
— Meiy (afastando-se após transferir a energia): — Venha e lidere para alcançar a vitória!
A energia condensou-se na esfera e liberou-se como raios, atingindo as outras esferas. A esfera prateada finalmente rachou. De lá, um guerreiro surgiu: um ser feito de quartzito, portando um grande escudo retangular de jade nefrita branca, que chegava perto de sua altura de um metro e noventa. Trajava uma capa de mármore branco e, em sua mão direita, portava uma grande lança espiral de quartzo branco.
Em seguida, as outras esferas se racharam. Delas surgiram guerreiros iguais ao da esfera prateada, mas feitos de quartzito cinza, assim como suas espadas e armaduras. A exceção eram as capas, feitas de mármore cinza.
O guerreiro da esfera prateada aproximou-se de Meiy, fez um gesto com a cabeça e colocou-se à sua frente. Blaze aproximou-se e ficou de frente da também. Os outros seres das esferas cinzas colocaram-se em formação ao redor de Meiy.
— Meiy (sentindo-se esgotada e levemente desequilibrada): — Que cansaço… não sei quanto tempo mais aguentarei.
— Deylan (sacando duas cartas: uma contendo um escudo de material incomum e a outra contendo a espada que aprisionava as almas de quem ele ceifou): — Você precisa aguentar o suficiente.
— Meiy (vendo a espada): — Tem certeza? Isso não te fará perder o controle?
— Deylan (sorrindo para Meiy): — É… espero que não. Mas, caso aconteça, você poderá me despertar. Hik, hik! Mas acho que… — (fazendo surgir uma bainha em suas mãos e guardando a espada): — …não será necessário. — (Em pensamentos): “Criei tantas coisas. Mesmo que aqui meu tormento pareça infinito, tenho um limite do que posso manter. A armadura de Meiy demanda demais desse limite.” — (Pegando seu baralho e retirando cinco cartas): — Acho que isso não estourará o limite. — (Colocando uma das cartas acima de seu umbigo): — É hora de terminarmos com isso.
Ele usou mais uma das cartas que sacou, a que continha uma espada com lâmina negra envolta em sombras.
— Meiy (tocando em quatro dos seres das esferas cinzas): — Protejam-no.
Os guerreiros afastaram-se de Meiy e direcionaram-se a Deylan, cercando-o.
Abismo — Sala principal da caverna da Figura Nebulosa
— Figura Nebulosa (sorrindo iluminado, olhando para o Mestre ): — Você quer o controle de volta?
— Mestre (levitando e se aproximando mais da tela): — Não, fique à vontade. Meu objetivo já foi concluído. Divirta-se.
— Figura Nebulosa (gargalhando e iluminando tudo como uma galáxia): — Hihi, hahahahahaha! Com certeza me divertirei bastante. Ah… se você não me pedisse para esperar, eu já os teria estilhaçado e destruído bem antes.
— Mestre (tomando uma xícara de chá): — Isso faria tudo ir por água abaixo.
— Figura Nebulosa (diminuindo um pouco seu brilho): — É… eu sei. Mas não consigo deixar de pensar no que teria acontecido se eu tivesse atacado enquanto ela invocava suas criaturas ou ressuscitava aquele ali. O que teria acontecido se eu tivesse quebrado aquela criatura ao meio enquanto ela a abraçava? Como a mente dela estaria agora? Ah, queria tanto saber… essa é a desvantagem de não saber: uma sede insaciável De…. E se….
— Mílar (com a cabeça apoiada no punho): — Estou vendo que você é o câncer de seus próprios planos.
— Figura Nebulosa (olhando para a tela): — Tsc, cale-se!
— Skuldyr (mastigando pipocas entre rangeres de dentes): — Esse é o preço de não saber o que vai ou o que poderia acontecer. Estranhamente, a sensação do desconhecimento é prazerosa.
— Figura Nebulosa (sorrindo e aumentando seu brilho): — Hm, eu que o diga. Enfim, está na hora do show. — (Adentrando a mente do “Mestre” e dirigindo seus pensamentos): — Quebre!
E, como se fossem seus próprios pensamentos, o “Mestre” se moveu e quebrou a última camada.
Não use Drogas é sério

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