Capítulo 1 - Estrela com Cauda
A simplicidade dos campos verdes e a paisagem ao fundo, trazem consigo o ar magnífico do antigo lar do rapaz.
Um lugar que ainda não foi maculado pela ganância das capitais.
No topo de um morro mais afastado das outras casas do vilarejo, uma janela de madeira se abre.
O garoto respira fundo o ar refrescante daquela manhã conforme o cabelo castanho curto balança com a brisa.
一 BOOOOOOOOOM DIA! 一 exclama Raisel em um grito logo no início do dia.
Os pássaros próximos voam de susto e a voz ecoa morro abaixo.
一 Acordou cheio de energia hoje, Ray… 一 a voz do velho é calma e tranquila, mas também carrega um riso breve pela cena que sempre se repetia quando o garoto estava de bom humor.
Passando pelo corredor, esse homem transporta um barril
Com braços largos e um físico excelente, trata-se de um senhor entrando na terceira idade, no auge dos cinquenta anos. Esse é Yurga.
一 Claro! Hoje eu definitivamente recebo o meu Glanz e aí vou poder ficar mais forte que você!
Estendendo aquele sorriso de bochecha a bochecha, o garoto desce da cama e vai até o homem alto que seguia para o lado de fora da casa.
一 Seria bom caso você ficasse mais forte mesmo. 一 deixou o barril sobre o gramado ao se abaixar.
一 Mas não precisa apressar as coisas. Não é por só receber um Glanz que você vai me superar…
A mão de Yurga pousa sobre a cabeça do menino, chacoalhando-o de um lado para o outro.
一 Uh… uh… uh… Quando você vai parar de me tratar igual criança? Eu já tenho quinze anos! 一 reclama Raisel enquanto se solta do palmo enorme do mestre.
一 Hm… É mesmo? Então vai levar esse barril pro Tejin, seu adulto de meia-tigela! 一 Yurga dá alguns passos para trás conforme ria.
Dando um chutezinho na bunda, o provoca uma última vez enquanto volta para dentro da casa novamente.
一 Hmpf… Tu vai ver só, folgado! 一 retruca o menino com um semblante nada contente ao ser tratado daquela forma.
Ao aproximar-se do barril, ergue o mesmo com ambas as mãos até o peitoral.
“Que pesado! O que caralhos tem aqui dentro?! O vovô tava carregando sem nem suar!”
Os joelhos de Raisel se flexionam brevemente por conta do peso, mas isso não o impede de caminhar, ou muito menos de tentar carregar o barril da mesma maneira que o mestre para tentar competir com ele.
De passo em passo, o garoto desce a trilha até o vilarejo. Mas os braços pesam cada vez mais…
Após alguns minutos, o menino resolve fazer uma pausa já no começo da vila.
O barril é solto no chão com cuidado.
O antebraço é usado contra a testa para tirar um pouco do suor.
Parando ali, Raisel observa os arredores com as bandeirinhas espetadas de uma casa à outra, as lanternas penduradas e as barracas de madeira construídas dividindo a rua.
“O Festival… Será que vou ganhar a Constelação de Aquila por treinar com o vovô?”
Sob a vista do horizonte, três crianças de cabelos esbranquiçados como a neve acenam para ele. O mais energético tem cabelo espetado, o outro garoto com franja é mais tímido e, por fim, uma menina de maria-chiquinhas apenas observa sorridente.
一 Você vai vir brincar com a gente hoje depois do almoço, irmãozão!? 一 com as duas mãos próximas aos lábios durante o grito, Kali tem uma espada de madeira pelas costas.
一 Vou sim! 一 e fez um “jóia” para eles.
Após a confirmação, os trigêmeos pulam de alegria e voltam a correr pelos campos.
O rapaz sorri e volta a carregar o barril até o destino.
Sem mais pausas, Raisel finalmente chega em frente a casa do comerciante do vilarejo.
一 Tejin! Tá aí?! 一 grita ainda do lado de fora.
一 É você, Ray? Tô aqui nos fundos! 一 a voz masculina afiada acompanha o cavucar de uma pá.
Arqueando uma das sobrancelhas, Raisel fica curioso sobre o que ele está fazendo no pomar tão cedo.
Circulando a casa, ele vai até lá para encontrá-lo.
Vestindo o seu sobretudo branco, o monóculo no olho direito, as orelhas pontudas e o cabelo negro como a noite, era o Tejin agachado em frente à algumas mudas.
一 Já tô terminando aqui… São os materiais que eu pedi pro Yurga?
一 Não sei, ele não me disse o que é… Mas deve ser, tá bem pesado.
一 Pode deixar aí… Já tomou café da manhã? 一 o meio-elfo se levanta enquanto limpa as mãos de terra em um pano sobre as coxas.
一 Pior que ainda não… 一 com alguma fome, Raisel coloca a mão na barriga.
一 Pode pegar uma fruta ali como agradecimento. Fala pro Yurga que eu sou grato pela ajuda. 一 ele retira uma varinha da cintura e aponta para o barril.
A energia do comerciante envolve o objeto que começa a flutuar seguindo a ponta brilhante.
“Ele faz isso com tanta naturalidade… Ser um feiticeiro deve ser bem legal.”
Em alguns passos, o garoto se aproxima de uma árvore com frutos azulados e retira um para comer, apesar de não saber qual fruta era aquela.
Na mordida, o sabor adocicado surpreende o menino que arregala os olhos.
一 Caramba, isso é gostoso! Qual é o nome dessa fruta?
一 Tifra, é típica do Reino de Klagum. Ela é amarga, mas o Kimich me ajudou a deixar ela doce. 一 ao dizer, Tejin contorna a casa em busca de adentrar com o barril e guardá-lo.
一 Klagum? Não é o nome do lugar que a Calamidade da Doença destruiu? 一 Raisel acompanha o comerciante estando logo atrás dele.
一 É sim, mas pelo o que eu soube, ainda tem algumas coisas lá… Então não foi tudo destruído.
一 Entendi… E por que o Kimich deixou essa fruta doce? Ela é tão ruim assim normal? 一 o mastigar crocante expressa a textura do fruto.
一 Essa Tifra tem outro nome que você com certeza já ouviu. Sabe a “Fruta dos Pesadelos”? Então, é essa fruta aí.
Ouvindo isso, os olhos de Raisel se arregalaram e ele engole no reflexo.
O barril é deixado na sala usada como armazém com diversos outros caixotes.
一 QUE? AQUELA FRUTA QUE FAZ VOCÊ MORRER NA PRIMEIRA MORDIDA!? 一 exaltado, está prestes a arremessar longe aquele fruto.
一 Não precisa se desesperar… Por isso eu pedi ajuda pro Kimich e ele conseguiu desencantar ela usando a Alquimia. Aí a “maldição” dessa fruta se desfez.
Em um suspiro aliviado, o garoto volta a comer novamente com um olhar estreito.
一 Orelhudo maldito… Isso foi de propósito, né?
Tejin ri, mas sempre trabalhando. Desta vez, está a contar algumas moedas.
一 Talvez, talvez…~ Toma, me faz um favor. Leva esse dinheiro pra senhorita Carmen.
一 Beleza, mas em troca separa mais algumas dessas Tifra pra mim.
一 Combinado.
O comerciante sorri e entrega o saquinho com moedas para Raisel, que agarra com a mão esquerda e sai.
一 Falou, Tejin. Se cuida.
一 Até. Você também…
O comerciante então fecha a porta da casa após se despedir.
“Senhorita Carmen, né…”
Ao pensar na mulher, a única imagem que lhe veio à mente do rapaz são os seios dela.
“Que merda!”
Chacoalhando a cabeça para os lados, Raisel dissipa essa imagem impura e se apressa por estar envergonhado.
Até chegar lá, a fruta já está completamente triturada no estômago.
Aproximando-se do seu destino, do lado de fora, a mulher ruiva trabalha cortando alguns Coelhos Pintados. Os mesmos que haviam sido pegos por Raisel e Yurga anteontem.
一 Bom dia, senhorita Carmen…
A açougueira bastante concentrada ouve a voz de Raisel e sorri gentilmente.
一 Rayzinho, bom dia!~ Como você tá?
Era difícil para o garoto se comunicar com ela encarando-a nos olhos.
一 Urgh… Bem, bem… E você? 一 com certa agilidade, ele desvia o olhar e se vira de lado para ela.
一 Poxa… eu vou ter que pendurar você no teto e de cabeça pra baixo igual eu fiz com o Yurga, pra você aprender a conversar com as mulheres, Rayzinho?~ 一 com uma voz manhosa, finca o cutelo sobre a mesa com agressividade.
O garoto se arrepia inteiro e rapidamente se vira para ela em choque.
一 M-M-Me desculpa, senhorita Carmen!
Ao fundo, é possível ver Yurga “congelando” ao sentir algo ruim. Um presságio de assassinato, talvez?
一 Mãe, já disse pra você parar de assustar as pessoas desse jeito! 一 com um tapa na nuca da baixinha, a filha de Carmen, Raquel aparece para salvar o dia.
一 Ai…~ Eu só tava brincando com ele, tá bom? Era brincadeira…~ 一 a mulher de meia idade ponha uma das mãos sobre a ardência, mas de modo dramático, está quase chorando.
Raquel coloca uma tigela de vidro sobre uma mesa ao lado. Essa tigela, cheia de grãos, ervas e temperos, provavelmente seria para passar na carne dos coelhos.
一 Desculpa por isso, Ray… Você sabe que é o jeito dela de demonstrar carinho fazendo essas coisas, né?
Diferente da mãe, Raquel é uma menina mais esguia e de cabelo longo, ruivo, bastante bonita com os olhos azulados e alta.
一 Tá de boa… Obrigado por ajudar. 一 Raisel respira fundo e sorri ao vê-la. Sempre se sente mais confortável ao tê-la por perto.
一 Eu trouxe esse dinheiro que o Tejin mandou. Quer que eu coloque lá dentro?
一 Não precisa. Pode entregar pra mim. 一 com um semblante gentil e as bochechas levemente rubras ao ver Raisel, a menina estende uma das mãos para pegar o amontoado.
一 Aliás, Ray, tem alguma coisa pra fazer agora?
一 Não, por quê?
一 Tá faltando um pouco de lenha… Eu e a mãe estamos ocupadas… Você pode pegar um pouco pra gente? Aí você leva comida pra almoçar com o senhor Yurga.
Após ouvir, o rapaz parece pensativo ao desviar os olhos para o céu.
“Com a Raquel aqui, é mais tranquilo lidar com a Carmen… O velho também gosta da comida delas. Parece bom…”
一 Beleza. Precisa de quanto?
一 Corta o suficiente pra três dias. É só pra não ficar faltando na hora do festival mais tarde.
一 Certo.
Os dois jovens estão hipnotizados um no outro.
Vendo de fora, Carmen curva o canto da boca ao notar “climinha” entre eles.
一 Rayzinho… quando você vai me dar netinhos?~ 一 com uma das mãos na bochecha, revirou os olhos como se não aguentasse mais esperar.
Todavia, ao ouvir aquilo, tanto Raquel quanto Raisel travam.
一 M-MÃE!
Raquel é a primeira a sair da paralisação e a balançar a senhora pelos ombros de um lado para o outro.
Totalmente avermelhada como os cabelos, a jovem deseja enfiar a cara em um buraco enquanto a cruel Carmen apenas ri.
Raisel, por outro lado, apenas segue sem graça com um riso.
Então, pouco a pouco, se afasta para os fundos da casa em busca de cortar a lenha para as mulheres.
“Eu me casar com a Raquel? Já pensei nisso algumas vezes… Mas ter filhos? Nem pensar, ainda é muito cedo…”
Colocando um tronco após o outro, Raisel brande a machadinha com excelência.
“Eu quero ser um Nômade. Viajar por todo o continente, indo do sul ao norte de Wynward como os heróis dos livros… Só que pra fazer isso com menos riscos, preciso de um Glanz.”
O machado divide a madeira em tabletes repetidas vezes.
“Uma benção de uma Constelação faz total diferença. Por mais que as pessoas possam ter seus poderes usando Gewissen, a manifestação da consciência de cada um… A interferência de um Glanz pra amplificar essa capacidade individual é essencial…”
Conforme pensava, o tempo passou muito rápido.
Já fazia quase uma hora que Raisel cortava lenha.
O transe do rapaz é interrompido pela voz de Raquel gritando com a senhorita Carmen.
Com um sorriso no rosto, o menino abraça os tabletes de madeira e se encaminha para dentro da casa tendo dificuldade para ver com a pilha na frente.
一 Raquel, terminei… Coloco no armazém?
一 Sim, por favor. Obrigada, Ray…
De forma meiga, a ruiva se aproxima pela lateral.
Os dedos delicados pousam sobre o ombro dele, quase o puxando.
O calor de seu rosto repleto de sardinhas, chega a estar próximo o suficiente para que ele sentisse o cheiro de seu perfume de lavanda.
De repente, os lábios úmidos tocam a bochecha dele. Mas tão rápido quanto, a menina já deixa o cômodo.
Em choque com o que acabou de acontecer e com certa vergonha, Raisel desvia o olhar com uma feição “carrancuda” e parte pro armazém com cuidado.
“Toda vez que ela faz isso, meu coração quase para…”
Saindo pelos fundos após deixar a lenha, ele se senta para meditar do lado de fora até o almoço ficar pronto.
“Vou me concentrar em reduzir a fadiga muscular… Já que tô desde cedo carregando coisa pesada, não vou ter energia pra brincar com os trigêmeos depois, ou muito menos aproveitar o Festival mais tarde…”
Na meditação, mais algum tempo se passa até o almoço ficar pronto.
一 Rayzinho?~ Toma a sua comida, o Yurga deve estar com fome~
Abrindo os olhos, o garoto se levanta e bate contra as vestes para retirar alguma poeira.
Em poucos passos, ele chega até as ruivas que lhe entregam as marmitas.
Carregando dois recipientes enrolados em um pano de alta qualidade e florido, Raisel se prepara para voltar para casa.
一 Até o Festival, senhorita Carmen e Raquel. Se cuidem! 一 abaixando a cabeça brevemente em despedida, dá meia volta e parte.
一 Fala pro Yurga ir bem arrumado, hein! Se aquele velho estiver desleixado na hora do Festival, eu vou castrar ele! 一 disse com semblante totalmente leve… assustador.
Ao lado dela, Raquel olha para a própria mãe aterrorizada.
Por outro lado, Raisel apenas acena com a cabeça e se retira o mais rápido possível.
Diferente da ida, a volta para casa é bem rápida.
一 Voltei, vovô. 一 retira os sapatos na entrada.
一 Você demorou… Tá tudo bem? 一 o velho afia algumas flechas e sequer olha para o garoto.
一 Aham. Trouxe marmita das ruivas, vou deixar a sua em cima da mesa.
一 Certo. Obrigado.
一 O Tejin agradeceu o barril com os materiais e a senhorita Carmen me disse pra você ir arrumado pro Festival. 一 antes de começar a comer, Raisel se acomoda na cadeira ao redor da mesa para passar os recados.
一 Aquela mulher sempre me enche o saco quando é pra visitar algum lugar…
一 Por que ela se importa tanto em como você vai? 一 questiona o garoto após desenrolar o seu almoço.
一 Ela diz que eu preciso me manter bonito… É pura implicância… 一 suspira o velho, já sentindo cansaço ao pensar que terá que se arrumar bem.
“A senhorita Carmen e o vovô se conhecem há muito tempo… Ele me disse que a Carmen era uma amiga da sua falecida esposa… Deve ser por isso que ela se vê na obrigação de cuidar dele…”
一 Hm… Será que o Olga vai vir pro Festival? 一 o som do talher de madeira bate diversas vezes contra o recipiente conforme o garoto conversava.
O atrito da pedra de amolar mascarou o silêncio.
一 Acho que não. A Katarina tá grávida, então ele deve preferir passar o tempo com a esposa dele.
一 Que droga… Por isso que eu não quero me casar cedo. Pelo menos você vai ser vovô de verdade… 一 começando a falar de boca cheia, para para engolir, mas rapidamente volta a tagarelar.
一 Casar? Você? Só se for com a Raquel… 一 fala o velho com uma risada e um largar de ombros.
一 Óbvio. Com quem mais seria?
一 Você devia aproveitar… Não precisa casar com a pessoa pra dar carinho, beijar e essas coisas. Vocês já namoram…
一 Falar é fácil… Você não sentia vergonha de beijar, vovô?
一 Claro que não. Beijar a pessoa que eu amava era uma das coisas mais prazerosas do mundo, seu cabeção… Por mais que você queira ser um Nômade, isso não quer dizer que você precise focar só em treinamento… Precisa conhecer pessoas, estabelecer relações, alianças… Nada se conquista sozinho.
Após a fala, Yurga se levanta ao terminar o trabalho com as flechas.
一 Hm…
Entendendo as palavras do seu mestre, Raisel planeja algo para fazer durante o festival.
一 Aliás, você foi no que sobrou de Klagum, né? Como que é lá? 一 Raisel pausa a sua refeição temporariamente.
Com um copo de água nas mãos, ele bebe calmamente enquanto ouve.
一 Klagum? Eu fui antes de te achar… É difícil explicar. Eu não cheguei a entrar lá dentro, mas posso resumir falando que é parecido com uma pintura.
Sem entender direito o que significa “parecer com uma pintura”, o menino continua a encarar o avô com pequenas colheradas.
O velho bebe um pouco d’água antes de voltar a falar.
一 O poder das Calamidades não é algo desse mundo. Você sabe disso. O Reino de Klagum era próspero, quase como a “segunda capital” de Wynward. E o que a Calamidade da Doença fez lá foi uma aniquilação…
一 Ela não tinha um território diferente das outras quatro Calamidades. Para parar de ser subestimada, ela transformou aquele lugar no seu próprio paraíso… um Reino dos Sonhos.
一 Quero visitar Klagum algum dia… 一 o tom esperançoso no seu pensamento em voz alta, arregalam momentaneamente os olhos do senhor.
O veterano demonstra uma expressão carrancuda. Um misto de preocupação e certa raiva por ter escutado aquilo.
一 Não trate Wynward como um lugar tão amistoso, Raisel… Você não faz ideia dos perigos que existem.
A pressão daqueles olhos prateados tornam até difícil respirar. Eles parecem carregar consigo mais do que experiências, transmitindo para o discípulo o peso de quem caminhou por muitas batalhas.
Mas o menino infla os pulmões com coragem.
一 Eu sei! Eu sei… Por isso o primeiro passo é ficar mais forte que o senhor. 一 o garoto sorri animado.
Após o almoço, é a hora de ir encontrar os trigêmeos e aproveitar a tarde.
Todavia, o que o mestre e o discípulo não contavam, é que o tempo não seria tão longo para eles.
Nessa noite, a maneira como o garoto observa as estrelas mudará para sempre.

Regras dos Comentários:
Para receber notificações por e-mail quando seu comentário for respondido, ative o sininho ao lado do botão de Publicar Comentário.