Capítulo 4 - Coragem
Passos esmagam o gramado com cuidado durante a madrugada.
Estreitando-se por entre as sombras das árvores e arbustos, o grupo observa a passagem de um bando de criaturas que costumam surgir à noite.
“Andarilhos…” 一 os olhos dourados de Raisel detalham a forma e a quantidade de inimigos.
São cadáveres pútridos cinzentos, reanimados pelo ressentimento da morte, da agonia e do desejo de viver. Quando o Gewissen encontra a turbulência da amargura, o forte desespero toma conta do espírito, resultando nessas criaturas amaldiçoadas à eternidade.
Conforme as seis criaturas seguem o seu caminho indo na direção oposta, eles se esgueiram para prosseguir.
À frente, o avô e o jovem mantêm a guarda alta. A mulher, um pouco atrás, presta a proteção das crianças.
Através de um aceno de mão, o velho arqueiro sinaliza que o perigo passou. Logo, basta prosseguir com cuidado contra os perigos notívagos.
一 Vovô, Andarilhos por perto significa que eles tão indo pra direção do vilarejo, né? 一 sussurrou de soslaio acompanhando os brilhos azulados se distanciar.
一 Sim. A energia da Ruína está atraindo eles… Não relaxe. Esse era um pequeno grupo, mas às vezes eles se movem em blocos. 一 apreensivo, a falta de equipamentos necessários é um problema.
Agarrados em Carmen, Lila e Lavi estão trêmulos de medo.
一 Não se preocupem! Ray e o Yurgen vão defender a gente, tá bom? Qualquer coisa eu dou uns catiripapos no que sobrar~ 一 ela sorri enquanto acaricia os cabelos dos mais novos.
Por sorte, a noite de hoje não está tão fria.
Contudo, o embrulhar de nuvens piora pouco a pouco.
Em alguns minutos, eles chegam no destino temporário: uma caverna.
一 Por enquanto, vamos descansar um pouco aqui.
Como bem notado por Yurgen, os gêmeos não aguentam o ritmo de caminhada durante uma madrugada inteira. Fora isso, elas também poderiam sentir fome e sede.
Os estrondos dos trovões estremecem os céus e a terra pelo lado de fora. Mas o conforto acalorado das rochas, transmitem uma sensação de segurança.
Com o cansaço, as crianças adormecem escoradas em Carmen que também se ajeita contra a parede para aproveitar a pausa.
Observando-os, o menino e o velho vão até a entrada.
一 Ray… Vem cá.
Ao chamado do avô, ambos continuariam a conversa do lado de fora do abrigo.
一 Que foi? 一 disse enquanto escala para fora.
一 Eu disse que vamos encontrar Imoriel, mas pra você de agora… é impossível.
Já do lado de fora, eles saltam para cima de um rochedo maior para ter uma visão mais ampla da área.
Com os braços cruzados, o homem encara o jovem.
Raisel até pensa em questionar a afirmação, mas permanece em silêncio. Era a mais pura verdade.
Em um suspiro, Yurgen estica a mão até o ombro do garoto cabisbaixo.
一 Por isso, pra acelerar o seu desenvolvimento, eu vou te ensinar o meu Schaltung.
Com aquelas palavras, os olhos do rapaz se arregalam. O coração até desvia para o lado, mas no fim, os punhos se apertam.
一 Mas isso-
一 Sim. Você ainda não tem um Glanz… Eu sei dos riscos, mas é a única alternativa.
Engolindo seco, o rosto novamente se abaixa.
“O vovô tem o Glanz de Aquila… O Schaltung tá ligado entre a energia de alguém e a benção da sua Constelação… Fazer um Schaltung sem ser um Constelado é…”
Relutante, Raisel sabe que ainda pode ter chances de ser abençoado futuramente, mas abrir mão do tempo e escolher um destino ainda mais incerto…?
Por outro lado, Yurgen observa a hesitação do rapaz. Cada segundo na indecisão, indica que o menino não está pronto. Afinal, quanto mais nebuloso está o seu ente como um todo, menos densa e convicta a sua energia estará.
Em um respirar profundo, o discípulo ergue a cabeça e vem a traçar a sua escolha:
一 É a única opção, não é…? Vamos fazer isso. É o único jeito de salvar a Raquel, o Kali e quem mais estiver preso lá dentro. 一 o sorriso, por mais que vagaroso, seria o primeiro passo para construir a sua própria confiança.
Com um sorriso breve, o velho sente um pouco de orgulho. Mas o que preenche o seu coração é outro sentimento…
一 Senta aí. Vou mostrar quais são os pontos que formam Aquila e você tenta replicar. 一 de uma vez, ele vira o discípulo.
De costas para o mentor, ele acena com a cabeça.
O uivar agressivo dos ventos e a escuridão da noite, enfim, deixam claro a iminente chegada de uma tempestade.
Sentados sobre o rochedo, Yurgen põe as mãos contra as costas do neto. A energia prateada do homem banha o seu corpo como um contorno esbranquiçado.
一 Esvazia a mente. Sente a sensação. De um ponto ao outro, o Schaltung vai se conectar.
Raisel fecha os olhos e relaxa o corpo através de um expirar. O Gewissen dourado também o contorna.
As energias começam a se misturar. Invadindo o espaço interno do garoto, linhas retas fazem zigue-zague sem parar no abdômen do Não Constelado. A cada dobra, mesmo que mínima, causa uma pontada em regiões distintas da barriga.
Na mente do rapaz, o caminho das retas e pontos se torna cada vez mais claro. Até que a imagem de Aquila é memorizada com exatidão.
Sem perceber, a energia prateada extingue-se. O circuito completamente dourado ilumina o vazio interno.
一 Ray, acorde. Temos que ir.
Abrindo os olhos com lentidão, o ambiente está mais escuro. O avô observa o horizonte de braços cruzados enquanto seu rabo-de-cavalo grisalho esvoaça ao vento.
As nuvens antes em transição contra o brilho da lua, agora a tamparam por completo. Pelo visto, se passaram algumas horas.
Entretanto, por algum motivo, as coisas ao redor parecem estar mais nítidas. Audição, visão, paladar, olfato e tato. Os sentidos do garoto estão muito mais afiados, mas surpreendentemente, a mente dele não parece sobrecarregada.
Ao se levantar, o corpo dele também ficou mais leve.
Encarando o próprio palmo, a mudança imediata o deixa animado. É como ir da água para o vinho. Afinal, a própria liberação de Gewissen está ampliada.
“Então isso é ter um Schaltung… Será que se eu recebesse um Glanz, a sensação seria parecida? Não. Esquece essa ideia. Eu já gravei o símbolo de Aquila no meu interior…” 一 os punhos se apertam enquanto ele caminha para a beirada do rochedo.
Na entrada da caverna, Carmen e as crianças já estavam esperando. O velho então pousa pouco a frente e, na sequência, Raisel para ao lado.
As silhuetas do grupo aos poucos some entre a escuridão completa da floresta.
Conforme adentram mais fundo na mata, relâmpagos rugem e trincam as nuvens acima. O clarão seguido do estrondo assusta Lila, mas Lavi permanece mais próximo para acalmá-la.
Um pouco mais tranquilo após descansar, o gêmeo da franja respira profundamente.
一 Tia Carmen, você tinha perguntado o que aconteceu com a gente lá no vilarejo… Quando a… luz caiu, a mamãe e o papai tentou levar a gente pra longe. Mas a força da explosão engoliu eles… 一 diz enquanto parecia encarar as próprias pernas, mas os olhos estão fixados nas memórias que fluem sem parar.
一 A gente concentrou nossa energia pra se levantar e tirar os pedaços que caíram em cima de nós, mas assim que fizemos isso, aquelas pedras… vieram pra cima com tudo. 一 os lábios trêmulos hesitam, mas ele deveria continuar.
一 O Kali foi mais rápido do que eu consegui pensar. Ele entrou na frente daqueles cristais, mas a energia que tava em volta dele era muito mais brilhante do que as pedras…
O aperto de mãos entre os irmãos sobreviventes dão coragem para seguir em frente. Mas está repleto da dor de perder alguém que amava tanto.
O irmão preso nas Ruínas não era tão inteligente, não era tão genial, mas foi capaz de ser mais valente do que qualquer outro.
Era impossível para os gêmeos não se emocionarem. Lila soluça em choro conforme anda. Relembrar disso é como aceitar a cruel realidade.
Lavi não chorou. Ou melhor, não permitiu que as lágrimas escorressem. Entendendo o papel de sacrifício do irmão, agora é a vez dele assumir um pouco daquela valentia para si.
Por outro lado, Raisel genuinamente sente raiva ao escutar isso. Não era justo.
Eles estavam em paz.
As crianças ou qualquer um que estivesse lá, ninguém merecia aquilo.
Yurgen permanece indiferente. Os olhos dele, focados no agora, não questionam o passado.
Já Carmen os acolhe com o olhar.
一 Kali é um garoto muito especial… A Raquel também. Ela fez uma barreira pras pessoas que estavam perto da gente se protegerem… Mas isso atraiu os cristais. 一 os fios ruivos tapam parte do semblante.
一 Antes deles atingirem todo mundo, ela tomou a frente com uma proteção pra si. Só que não foi o suficiente…
O som dos passos de Yurgen e Raisel cessa.
À frente, chamas azuladas indicam a presença de mais daquelas entidades.
一 Andarilhos de novo… O número total deles deve ser bem maior do que eu imaginava… Já fazem três horas desde o grupo que vimos mais cedo. 一 cochicha sem desviar o olhar.
一 Se for assim, vai ser difícil passar por esse tanto sem ser notado. O que a gente faz? 一 abre visão entre os arbustos.
一 Vamos fazer um plano de isca… Eu vou trazer eles pra uma direção, nisso você passa com os outros e vai até próximo de Fyodor. Caso apareça algum no seu caminho, acho que com o Schaltung de Aquila você deve conseguir lidar com eles…
Ao ouvir aquilo, Raisel desaprova com um aceno com a cabeça.
一 Você não tem condição de despistar tantos inimigos, vovô… Sua ferida vai piorar caso você use muito as suas forças, é melhor você se poupar. Eu consigo fazer o papel de isca, é mais seguro você ficar perto da senhorita Carmen.
Obviamente, a preocupação de Yurgen é com o neto. Apesar disso, não restou argumentos para debater com o pirralho. Ele tinha toda razão.
一 Tá bom… Mas toma cuidado. Deve ter um líder entre eles julgando pela quantidade… 一 o palmo calejado balança algumas vezes a cabeça do rapaz.
一 Fica tranquilo. A gente se reencontra perto de Fyodor então… 一 dá alguma risada e bate o punho contra o peito do velho.
O silêncio toma conta. Eles se encaram uma última vez.
No fim, Raisel dá meia-volta e parte se esgueirando pela mata. Sem olhar para trás.
“Preciso abrir caminho… Quando me afastar bem, vou elevar meu Gewissen pra alertar eles!”
Quanto mais passa por entre às árvores, mais chamas azuladas aparecem. É um grande grupo, quase como um pequeno exército em marcha fúnebre.
Os estrondos dos relâmpagos se tornam mais constantes.
As primeiras gotas de chuva caem e, repentinamente, a energia dourada do garoto explode como um incêndio para o início do plano.
Imediatamente, pelas proporções da elevação da energia, todos os Andarilhos próximos conseguem ver aquele ponto de luz.
Os monstros se direcionam até ele como bestas famintas.
Carregando variados tipos de armas, tendo variados tamanhos e formas humanoides, o som da vasta passeada se assemelha à tambores da morte.
De olhos fechados e em pé, Raisel não se sente assustado. Pelo contrário, ele está prestes a colocar as suas frustrações, lamentações e tristeza em seus punhos.
“Só ter um Schaltung não vai me fazer mais forte… Eles precisam de mim.” 一 o olhar determinado do rapaz ganha destaque.
O primeiro golpe vem sorrateiramente por baixo. Um golpe de espada como uma serpente rastejante, mas o perspicaz menino salta e consecutivamente esmaga a cabeça do monstro que ardia em chamas.
“Um…”
Com o começo do confronto, Yurga e os demais partem.
一 O irmãozão Ray… vai ficar bem? 一 a voz de Lavi toma destaque, observando o confronto entre as auras ao fundo.
Carmen aceita o silêncio para si. Ela não consegue imaginar quanta dor aquele menino sentia…
Por sua vez, Yurgen sequer hesita:
一 Vai… Ele é o Ray.
Com as curtas palavras, Lavi e Lila sorriem brevemente.
A chuva se intensifica.
Em meio a lama e aos cadáveres pútridos, há alguém que caminha encharcado rumo ao restante dos inimigos.
O antebraço passa sobre a testa retirando a água que escorre em sua feição.
Com manchas pretas do sangue dos seus inimigos por todo o corpo, Raisel se prepara para voltar ao combate.
Mais uma vez, a energia dourada pulsa e os Andarilhos partem. Mas, desta vez, os olhos púrpuros de uma entidade ao fundo assombram a mente de Raisel.
Uma perfuração de lança vem, mas o garoto balança para o lado, decepando os braços da criatura na sequência usando as mãos.
Flechas voam em sua direção. Empunhando a lança recém adquirida, ele redireciona os disparos brandindo a haste.
Arremessando a arma como um dardo, a criatura é empalada contra uma árvore.
Em meio a um relâmpago, a sombra de uma grande criatura aparece logo atrás. O estrondo causado pelo trovão camufla o baque de uma grande clava sobre o chão.
Todavia, ao abaixar do lamaçal, aquele inimigo já estava morto.
“Raquel…”
No outro clarão, o punho dourado esmaga o crânio de outro cadáver ambulante.
Arrastando a clava, o caminhar de Raisel nunca muda de direção.
Naquela tempestade, o garoto consegue visualizar uma chama púrpura ao fundo, bem distante.
Vestindo uma armadura negra e uma espada na cintura, não havia dúvidas, aquele é o líder. Entretanto, ainda resta um oceano de pigmentos azulados.
O menino fecha os dentes e urra. O grito proferido não foi silencioso, mas sim camuflado pelo corte de um trovão.
A energia dourada agora já não pulsa. Ela está firme próximo ao corpo do rapaz como um véu.
Em clarões e mais clarões vindo do céu, aquele conflito não parece terminar.
Sangue vermelho escorre com seu ombro perfurado.
Suas roupas se dividem por sua costela cortada.
Ele se desequilibra, mas não tomba com flechas cravadas sobre as costas.
Raisel arfa.
Atrás dele, restam apenas cadáveres sem mais nenhuma chance de se levantar. A podridão dos adversários, o próprio sangue e lama banham o seu corpo, ele finalmente chega de frente contra a nobre criatura.
A espada desembainhada e fincada ao chão, sinaliza que ela o espera.
Em um sorriso, o jovem apanha uma espada largada por um dos Andarilhos já derrotados.
Na distância de quinze metros entre eles, a chuva diminui a sua intensidade.
Um respiro profundo decreta o início do confronto.
O Líder ataca de longe ao simplesmente brandir a arma com as duas mãos, engatilhando um corte vertical ascendente ao retirar a lâmina do solo.
Com dificuldade, Raisel se jogou para o lado, mas a criatura o encurrala. A grande lâmina do cavaleiro desce, mas a do rapaz sobe.
O conflito puro entre as energias proporciona um vácuo luminoso no contraste entre roxo e dourado pelo cenário.
Contudo, o menino leva a pior ao ser repelido para trás e colidir as costas contra uma árvore.
“Droga!”
No outro instante, o morto-vivo vem a golpear horizontalmente. O balanço leva consigo muitas árvores.
A energia do jovem desaparece no meio dessa destruição.
A luta está… encerrada?
Em um instante de guarda baixa, o cavaleiro percebe a presença física do guerreiro atrás de si, envolto pelo breu da noite.
Ao virar-se com rapidez, o morto-vivo é capaz de desviar do ataque fatal e terminar apenas com um braço decepado. Entretanto, contra-ataca no mesmo momento em que é golpeado.
O solado da armadura atinge a barriga de Raisel, que é fortemente empurrado para trás ao ponto de rolar pelo chão.
Ainda assim, a lâmina desgastada finca contra o chão e serve de apoio.
O jovem se ergue.
Os lábios? Repletos de sangue.
O corpo inclina-se para a derrota, mas o olhar jamais sai daquele adversário enquanto usa os joelhos como apoio. Tendo uma das mãos na barriga, sente que seus órgãos iriam explodir com mais um ataque daquele.
O cavaleiro reanimado caminha lentamente até o garoto.
O elmo cobre o seu rosto encara o vivo de cima, soberbo, passando por todo o rastro de destruição enquanto a grande espada resvala pela terra.
Sorrindo, o rapaz toma uma posição com a espada empunhada com ambas as mãos na vertical à frente.
A chuva finalmente para por completo.
Nesse momento, a criatura parte em arrancada.
Próximos um do outro, o golpe cortante usando o único braço restante decai na diagonal contra Raisel.
Em um movimento defensivo, ele concentra toda a energia na lâmina enquanto executa um passo para a direção do ataque.
A postura do garoto se compacta para o lado mantendo a arma rente ao ombro. Desse modo, as costas da espada desgastada deslizam contra o fio da grande lâmina do cavaleiro.
O poderoso corte roxo não para no armamento e segue contra o chão.
一 Te peguei… Cavaleiro maldito…
O ataque do Líder é tão poderoso que uma fenda se abre atrás do menino ao ponto de se perder no horizonte.
O jovem desgastado e ferido, portanto, não só resistiu ao golpe, como foi capaz de criar uma abertura perfeita usando da própria falta de destreza por parte do oponente sem braço.
Um único golpe sobe após um passo firme.
O assobio de um corte dourado alcança os céus.
O Andarilho mais poderoso é dividido ao meio.
A primeira luz do luar após a tempestade aparece.
Sorrindo, Raisel quase desmaia, mas dessa vez os joelhos não cedem.
A grande espada daquele cavaleiro é levada como espólio e ele permanece no trajeto até Fyodor enquanto os passos não oscilam.
A lua? Quase desaparecendo.
O céu pouco a pouco se torna celeste.
Nos arredores de uma planície, Yurgen, Carmen, Lila e Lavi aguardam.
一 Yurgen… Ele- 一 roendo as unhas, não conseguia aguentar mais.
一 Espera mais um pouco. Eu sei que ele vai voltar.
Com o estalar de um galho, a figura de Raisel se revela no alto dum morro contra o sol nascente.
Usando a grande espada como bengala, passos minuciosos são dados.
O garoto? Irreconhecível manchado em tanto sangue escuro e lama.
As crianças estão dormindo, mas Carmen e Yurgen presenciam algo que nunca eles iriam esquecer: a visão de uma estrela solitária que se torna mais luminosa a cada segundo.

Regras dos Comentários:
Para receber notificações por e-mail quando seu comentário for respondido, ative o sininho ao lado do botão de Publicar Comentário.