As correntes negras avançam.

    Arthur gira o corpo, cortando as correntes à sua volta.

    Mas elas não param, mais surgem pelo chão.

    Arthur recua um passo.

    Começa a ficar na defensiva.

    Tenta achar brecha, enquanto corta as correntes, mas elas não paravam de surgir.

    Ghast sorri.

    E puxa as correntes com força.

    Elas não vêm em Arthur.

    Elas atravessam o portão.

    Invadem a rua.

    Perfuram um carro em movimento.

    O veículo gira desgovernado e capota. O grito do motorista ecoa antes do impacto.

    Ele começa a arremessar os carros usando suas correntes.

    Tudo isso enquanto fica parado com as mãos para trás.

    Arthur não pensa, não tem tempo para criar ideias criativas ou heroicas.

    Ele é direto e objetivo.

    Parte o carro ao meio que parte o motorista dentro do carro.

    O corte vai em direção a Ghast, que é forçado a mudar sua posição.

    — Você é um monstro mesmo… Quem é o demônio agora?

    Arthur avança.

    Mais correntes disparam.

    Uma atravessa a vitrine de uma loja.

    Outra prende uma moto e a arremessa contra um poste.

    Elas atravessam tudo como cobras atrás de sua presa.

    Arthur salta enquanto desvia e corta as correntes.

    Uma nova perfura um homem que nem sequer entendeu o que estava acontecendo.

    Ele não hesita.

    Continua a cortar tudo que entra em seu caminho.

    Ghast começa a se incomodar.

    “Por que ele não hesita? Esse cara realmente vai matar até inocentes?”

    Arthur salta e ergue o braço à altura de seu ombro.

    Cutting moon

    Um corte em arco.

    Corta rápido, preciso e limpo.

    Parte carros, postes, paredes de concreto, correntes e pessoas em volta.

    O mundo para por um segundo.

    Ninguém consegue entender o que aconteceu na hora.

    Não sobe poeira, barulho, sangue ou faísca.

    Até depois tudo chega de uma única vez. 

    Postes caem.

    Carros partidos arranhando e soltando faíscas pelo chão, outros explodindo.

    Pessoas partidas ao meio, sangue começa a cair sobre o chão e pelas paredes em volta.

    O cenário de luta se transforma em cena de terror.

    O corte acerta de relance o ombro de Ghast, que cambaleia.

    “Não posso prolongar essa luta… Melhor finalizar o mais rápido possível!”

    Mas uma dúvida ainda martelava a cabeça de Arthur.

    Como Ghast sabe sobre Zargon?

    E, principalmente… O que ele sabe sobre sua esposa?

    Mas Arthur sabia que não adiantava perguntar nada agora.

    Correntes continuam surgindo.

    — Correntes do carrasco! — Ghast invoca suas correntes com lâminas em suas pontas. — Me mostre tudo que você tem!

    Diversos ataques começam a se formar.

    Ghast cria mais correntes, enquanto Arthur desfere mais cortes.

    Arthur continua cortando tudo ao seu redor.

    Porém, o número de correntes é muitas.

    Que acaba sendo atingido e cortado por algumas correntes.

    Até que uma perfura seu ombro.

    Ele corta a corrente e, em seguida, a segura.

    Arthur, puxando a corrente, se lança até Ghast enquanto gira no ar. 

    — Piercing spear!

    Enquanto girava no ar, seguia cortando ao seu redor.

    Ghast usa suas correntes, criando uma camada de defesa ao seu redor.

    Porém, Arthur atravessa a defesa com facilidade e cria um buraco no de Ghast que começa a cuspir sangue.

    — Eu admito que você é um adversário e tanto… — Arthur se vira encarando Ghast machucado.

    — Que golpe maravilhoso… Rei, você não faz ideia de como você inflama meu coração! — Ghast, mesmo com um golpe grave, coloca a mão no peito enquanto ri. — Finalmente estou tendo a luta que espero!

    Mas correntes surgem do chão, cortando o pé de Arthur, que o força a saltar para o alto.

    “Esse demônio, mesmo com um buraco daquele na costela, ainda tem força?” — Arthur pensa, confuso.

    — A meu rei, é uma pena que não entenda meus sentimentos e o prazer que me traz nessa batalha!

    Cortes e correntes seguem em meio à cidade.

    Cortando tudo em volta e perfurando, seja objeto ou até mesmo pessoas, explosões começam a surgir.

    Um helicóptero que sobrevoava por cima, tentando transmitir a batalha.

    É partido ao meio por um dos golpes de Arthur, fazendo a transmissão cair.

    Prédios começam a desmoronar.

    — Que divertido! Vamos, quero mais!

    Milhares de correntes surgem do chão atrás de Ghast.

    — Onda do Ceifador! 

    — Eu não tenho tempo para sua diversão! — Arthur cruza os braços em forma de x. — World of Blades.

    Cortes em todas as direções se formam. Prédios são derrubados em meio aos cortes, carros transformados em poeira, corpos no chão são picotados.

     As correntes explodem com o corte, fazendo o chão tremer com o número de correntes que caem.

    Em meio ao caos, correntes negras surgem do chão, atravessando tudo em sua frente.

    Incluindo Arthur, que tem o torço perfurado.

    Sangue escorre por sua boca.

    — Como se sente? A dor da derrota se aproximando! 

    Ghast avança aproveitando a brecha que seu ataque surpresa anterior criou.

    “O que eu sinto é dor?” — Arthur ergue o braço enquanto cospe sangue. “Não!”

    — Ei, demônio, ainda não percebeu?

    Ghast sente seu corpo mais leve por um segundo.

    Quando se dá conta de que sua perna foi cortada.

    Ele cai no chão em sangue.

    — Até que você é muito forte… Mas não o suficiente para me vencer!

    Arthur corta as correntes.

    Sua respiração fica pesada.

    O sangue não para de escorrer.

    — Mesmo velho, você é bem forte… — Correntes começam a perfurar o local de corte, fechando o sangramento. — Mas acho melhor você não me subestimar, rei!

    A notícia da luta de Arthur contra um homem misterioso que vem destruindo a cidade, envolvendo a morte de civis, chega até a base da Nexus.

    James e Klaus entram em choque ao escutar a notícia.

    — Hoje não está fácil… — James corre para a entrada da base. — Vamos seguir a localização do Lance para poder chegar lá!

    — Cortem qualquer acesso ou caminho e evacuem todos próximos agora! 

    Klaus organiza e cria ordem e táticas para a situação.

    Na batalha, Ghast tem seus movimentos limitados.

    Arthur se aproveita da situação criando cortes multidirecionais.

    Cortando seu peito, ombro, rosto, costa…

    — Flor Negra! 

    Correntes saindo do chão como se formassem uma flor. 

    Arthur se desequilibra no ar tentando desviar.

    As correntes se movem sozinhas.

    Uma prende o braço de Arthur.

    Outra, seu ombro.

    — Como vai me atacar agora, rei? — Ghast dá um sorriso largo.

    Uma nova corrente surge, perfurando e arrancando um dos braços de Arthur.

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