Índice de Capítulo

    É, piazada, eu sei… “Você falou que não ia sumir mais e que ia ter caps postados diariamente e tal”, e eu acabei sumindo novamente por quase duas semanas kk.

    O motivo?

    Basicamente, me permiti tirar umas “férias forçadas” e aproveitei as visitas surpresa que recebi nessas últimas semanas, de familiares que eu não via há muito, muuuuito tempo. Acabei ficando praticamente fora de tudo (celular, meu notebook torradeira que uso pra traduzir e outras coisitas), com exceção da TV, que usei pra maratonar uns animes e séries com a piazadinha por aqui. Quis aproveitar bem a companhia deles.
    Tive alguns outros imprevistos também, mas não vou citar eles a não ser que aconteçam novamente (te amo, Copel) kkkkk.

    Enfim, é isso.

    O que eu prometi antes continua em pé e pretendo cumprir.

    Até o próximo cap, sem novos sumidões (prometo)!

    [O que houve, Inala? Vamos fugir juntos!]

    Atordoada com a mudança repentina no tom dele, Asaeya respondeu às pressas pela Tabuleta Óssea que ele carregava.

    [O Rei deste Reino chegará a qualquer momento. Ele é poderoso demais! Se fugirmos juntos, ele pegará a todos nós. Vou ficar para ganhar tempo. Vão para o Vazio Cinza-Arenoso e entrem no veículo que construí. A Rainha Zinger Empírea chegará lá em breve e sabe pilotá-lo. Não fiquem nesta região. Fujam em disparada até alcançarem as Cavernas Guna. Esperem minha chegada lá!]

    Inala respondeu apressado e inscreveu um mapa das Cavernas Guna na Tabuleta Óssea, indicando o ponto exato do reencontro.

    [Espere! E quanto a você? Se ficar para trás, você vai morrer!]

    Asaeya entrou em pânico. Como ela mesma dissera, se Inala ficasse, seria morto. Por ora, o sentimento era unilateral, mas ela estava apaixonada. Abandoná-lo era impossível.

    [Não temos tempo! Apenas me escute! A segurança de Gannala é prioridade máxima. Se ela cair nas mãos do Rei, ele a usará em benefício próprio. Ele é capaz disso. Então, fuja!]

    Kuakk!Inala soltou um rugido, transmitindo aos Zingers Empíreos tudo o que precisava. Eles cuidariam do resto, pois eram numerosos o bastante para proteger a Pequena Gannala e Asaeya.

    Inala arremessou um punhado de Bombas de Prana, que se expandiram para envolver Asaeya e a Pequena Gannala. Com um pensamento, a marca em sua Lanterna de Armazenamento mudou para a Assinatura de Prana de Asaeya. A partir de agora, ela conseguiria abrir e acessar o conteúdo.

    Lá dentro havia o pó de osso de Presa Empírea, Elixires e Bombas Vitais — repletas de Força Vital. A quantidade era mais do que suficiente para as necessidades de Gannala. Caso precisassem de mais, poderiam acumular posteriormente, já que a Rainha Zinger Empírea as acompanharia.

    — Papai! — A Pequena Gannala gritou em protesto, mas bastou um olhar severo de Inala para que ela se calasse, derramando lágrimas. — Não me abandoneeee!

    A grande Bomba de Prana terminou de enclausurá-las no momento em que o Zinger de Sumatra a perfurou, após finalizar a absorção de ar necessária. Com um comando mental de Inala, a criatura liberou o impulso, lançando a esfera gigante pelos ares.

    Mais de duzentos Zingers Empíreos em forma miniatura se agarraram à grande Bomba de Prana, abrindo suas asas por um instante para fornecer a sustentação necessária e fazê-la ganhar altitude.

    Os Zingers Empíreos restantes usaram suas Naturezas Secundárias para saltar aos céus, formando uma nuvem que cobriu a trajetória de voo da Bomba de Prana, deixando todos os que foram atraídos na Cidade de Ellora atônitos, atraídos às ruas pela comoção.

    De repente, um grupo de Zingers soltou um guincho agudo. Uma presença ameaçadora se aproximava rapidamente.

    Ao ouvir o grito, Inala sacou uma Bomba de Prana — carregada com 100 Unidades de Prana — e a arremessou de leve, cobrindo apenas alguns metros. Antes que ela tocasse o chão, ele avançou e a chutou como uma bola de futebol, após elevar a densidade corporal ao máximo.

    Ele transferiu todo o impulso para a Bomba de Prana através do chute, fazendo-a disparar com um som sibilante. Enquanto voava, os 100 Prana contidos nela foram consumidos, ativando o efeito da Gravidade Inercial Interna para aumentar a densidade, conferindo-lhe centenas de quilos.

    O projétil arqueou pelo ar e seguiu direto em direção à presença ameaçadora que fechava o cerco sobre a nuvem de Zingers Empíreos. A Bomba de Prana foi como um relâmpago ao colidir com o inimigo, arremessando-o contra dezenas de edifícios.

    A bomba se estilhaçou com o impacto, mas havia frustrado o inimigo, ganhando tempo mais do que suficiente para que a nuvem de Zingers deixasse a Cidade de Ellora.

    — Você não vai atrás delas, seu merda! — rugiu Inala, após terminar de engolir todas as Bombas de Prana que havia armazenado no subsolo. Ele também engoliu os quase oitenta Zingers Empíreos restantes, guardando todos em seu bioma.

    Em intervalos regulares, um deles estourava uma Bomba de Prana e permitia que o bioma a digerisse, suplementando o rápido consumo de Prana de Inala.

    O bioma era minúsculo, um espaço apertado. Felizmente, todos os Zingers Empíreos permaneciam em formas em miniatura, ocupando pouco espaço em comparação às bombas. Como o bioma era pequeno, o consumo de Prana se mantinha dentro dos limites que ele conseguia repor a tempo através da digestão das Bombas de Prana.

    “Agora, só preciso aguentar a tortura por mais um pouco.” Inala suspirou por um instante antes de investir contra Gudora. Seu martelo atingiu o solo, provocando outro tremor.

    — Tch! — Gudora acenou com a mão, invocando uma chuva de granizo que cobriu Inala e o prendeu em cristal. Um segundo depois, Inala se libertou.

    Porém, como Asaeya não estava mais em cena, Inala foi encurralado em questão de segundos enquanto Gudora e Hanya se uniam contra ele.

    Através da Arte Mística Óssea, Inala cobriu-se com uma camada de armadura usando as Bombas de Prana, absorvendo o Prana de Hanya e Gudora a cada ataque recebido. Ele fundiu as duas Mãos Vitais nas manoplas da armadura, pronto para atacar no momento certo.

    — Você é uma maldita tartaruga! — grunhiu Gudora enquanto bombardeava Inala. Mas no momento em que o cristal tocava o alvo, o Prana contido nele era absorvido, tornando o material quebradiço. E, usando o Prana absorvido, Inala consertava os danos.

    Foi assim que ele conseguiu resistir por tanto tempo. Ele era um verdadeiro tanque com uma velocidade de recuperação insana. Mas isso acabou de repente, quando um gigante com uma coroa dourada pousou atrás dele, erguendo-se a oito metros de altura.

    A criatura estendeu a mão e agarrou Inala, exercendo pressão para estilhaçar a armadura instantaneamente.

    — Keuk! — Inala estava preparado para o ataque; virou as palmas cobertas pelas Mãos Vitais e tocou a palma do gigante, absorvendo rapidamente a Força Vital do inimigo.

    — Guh! — O gigante grunhiu e soltou o aperto. Mas, um instante depois, golpeou Inala contra o chão como se fosse um inseto, estilhaçando seus membros. Com isso, as Mãos Vitais se desfizeram, perdendo a capacidade de absorver Força Vital.

    Como se fosse uma boneca de pano, o gigante ergueu Inala, todo ensanguentado, e murmurou ao observar os membros esmagados até virarem pasta:

    — Assim está melhor.

    O gigante desapareceu e, em seu lugar, surgiu um homem de meia-idade com uma presença imponente. Seu vasto bigode pendia livremente em ambos os lados, alcançando os ombros. Cada vez que ele abria a boca, ela se contorcia como uma serpente.

    Ex-Príncipe do Império Brimgan e fundador do Reino Ganrimb, a única entidade na região a possuir um Avatar Humano feito de um mineral de Grau Ouro.

    O Rei do Reino Ganrimb — Fhoong Brimgan!

    — Este Membro do Clã Mamute é a causa do agravamento da nossa situação? — perguntou Fhoong Brimgan com um tom de comando, encarando Gudora.

    — Ainda não confirmamos. Mas — disse Gudora —, ele é capaz de comandar uma raça misteriosa de Besta Prânica.

    — Hmm… — Fhoong Brimgan encarou Inala inconsciente e o esbofeteou para acordá-lo. Após um momento de observação, perguntou:

    — Qual é a sua relação com os Governantes do Cânion Dieng?


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